Gabarito Extraoficial PCPR 2026: Português Comentado (Agente, FGV)

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Preview – Gabarito PCPR 2026

Professor Décio TerrorGabarito extraoficial
PCPR 2026 · Agente · FGV

Gabarito extraoficial de Português da PCPR 2026: as 25 questões da FGV comentadas

Confira a resposta de cada questão da prova de Agente da Polícia Civil do Paraná, com o comentário de todas as alternativas, certas e erradas.

ConcursoPCPR 2026
CargoAgente de Polícia Judiciária
BancaFGV
Data da prova11/10/2026
CadernoTipo 2

A prova objetiva do concurso da Polícia Civil do Paraná (PCPR) para o cargo de Agente de Polícia Judiciária foi aplicada neste domingo, 11 de outubro de 2026, pela FGV. Para você estimar seu desempenho, preparei o gabarito extraoficial de Língua Portuguesa, com o comentário de cada uma das cinco alternativas das 25 questões.

A banca trouxe uma prova fortemente centrada em interpretação e leitura de gêneros textuais, quase sempre com textos ligados ao Paraná. Também apareceram regência, crase, concordância, formação de palavras, coesão, funções da linguagem e intertextualidade.

Atenção: este gabarito segue a numeração do caderno Tipo 2. Se você fez outro tipo de prova, a ordem das questões e das alternativas pode ser diferente. Por isso, confira pelo conteúdo do enunciado. Este é um gabarito extraoficial: o resultado definitivo depende do gabarito preliminar divulgado pela FGV e da análise dos recursos.

Gabarito rápido de Português PCPR 2026 (Tipo 2)

Se você só quer conferir as respostas, aqui está o gabarito de cada questão:

Q1E
Q2A
Q3E
Q4A
Q5C
Q6D
Q7D
Q8D
Q9C
Q10A
Q11E
Q12B
Q13B
Q14C
Q15C
Q16B
Q17B
Q18E
Q19D
Q20C
Q21A
Q22E
Q23B
Q24C
Q25D

Questões comentadas

1 Sentido da palavra “línguas” GABARITO: E

Resumo do texto-base

Em texto publicado em seu site, o escritor Cristovão Tezza defende que a língua é o espaço que forma o escritor e que, dentro de um mesmo idioma, há tantas línguas quanto escritores. Para ele, a matéria da literatura não é um sistema abstrato de regras, e sim a língua viva do falante, que é o verdadeiro território de quem escreve.

Fonte indicada na prova: site de Cristovão Tezza.

Ao afirmar que “há tantas línguas […] no universo do mesmo idioma quanto há escritores”, o autor emprega a palavra “línguas” para se referir

A

aos códigos particulares criados pelos escritores para impedir que suas obras sejam compreendidas por outros falantes.

Errada. O texto não afirma que os escritores criem códigos para impedir a compreensão de suas obras. Trata da diversidade de usos da língua.

B

às variedades nacionais de um idioma, determinadas pelo território em que cada escritor produz sua obra.

Errada. Essa interpretação restringe a diversidade linguística ao território nacional, enquanto o texto destaca as experiências dos falantes e a expressão particular dos escritores.

C

aos sistemas abstratos de regras que os escritores precisam dominar antes de desenvolver linguagem literária própria.

Errada. O autor rejeita justamente a redução da matéria literária a um sistema abstrato de regras e relações.

D

aos diferentes idiomas conhecidos pelos escritores e incorporados por eles à composição linguística de seus textos.

Errada. A expressão “no universo do mesmo idioma” mostra que a diversidade ocorre dentro de uma mesma língua, sem pressupor o emprego de idiomas diferentes.

E

às diversas formas de uso do idioma, constituídas pelas experiências dos falantes e pela expressão de cada escritor.

Certa. “Línguas” designa as diferentes maneiras de utilizar o mesmo idioma, relacionadas às experiências dos falantes e à expressão de cada escritor.

2 Função conativa da linguagem GABARITO: A

Texto-base

A imagem apresenta uma publicação intitulada “Horóscopo de Leão”, com o título “Horóscopo 16/08/2026”, texto acompanhado de ícones e recursos gráficos.

No texto, a função conativa da linguagem é reforçada pela articulação entre

A

imperativos e recursos visuais que destacam apelos ao leitor.

Certa. A função conativa, também chamada de apelativa, orienta-se para o destinatário. Emprega comandos, sugestões e recomendações, frequentemente formulados no imperativo, associados a recursos que chamam a atenção do leitor.

B

datas e símbolos que comprovam a precisão das previsões.

Errada. Datas e símbolos não comprovam a precisão das previsões. Além disso, a função conativa se caracteriza pelo direcionamento ao receptor.

C

adjetivos e emojis que expressam emoções do enunciador.

Errada. A expressão de emoções do enunciador caracteriza a função emotiva.

D

informações pessoais e ícones que descrevem o signo.

Errada. Descrever o signo não explica o caráter apelativo do texto.

E

previsões e cores que asseguram a objetividade do conteúdo.

Errada. Cores não asseguram objetividade, e essa característica não define a função conativa.

3 Regência do verbo “acarretar” GABARITO: E

Texto-base

Florestas em chamas, perigo à vida, danos econômicos. Os incêndios florestais são verdadeiras catástrofes ambientais. De fácil ocorrência, quando a área está muito seca, qualquer lixo jogado pelo homem pode acarretar em um grande desastre. Cigarros, fósforos, lançamentos de foguetes e balões, fogueiras e queimadas inadequadas de detritos também são elementos iniciais para a tragédia.

Fonte indicada na prova: Corpo de Bombeiros do Paraná.

No trecho “qualquer lixo jogado pelo homem pode acarretar em um grande desastre”, a regência do verbo “acarretar” não está de acordo com a norma padrão. Uma reescrita que corrige esse problema e preserva o sentido original é:

A

qualquer lixo jogado pelo homem pode implicar em um grande desastre.

Errada. Na regência tradicional cobrada em concursos, “implicar”, no sentido de causar ou acarretar, é transitivo direto: “pode implicar um grande desastre”.

B

qualquer lixo jogado pelo homem pode resultar um grande desastre ambiental.

Errada. Nesse sentido, “resultar” exige a preposição “em”: “pode resultar em um grande desastre ambiental”.

C

qualquer lixo jogado pelo homem pode ocasionar com um grande desastre.

Errada. “Ocasionar” é transitivo direto: “pode ocasionar um grande desastre”. A preposição “com” é inadequada.

D

qualquer lixo jogado pelo homem pode levar na ocorrência de um grande desastre.

Errada. A construção correta seria “pode levar à ocorrência de um grande desastre”. O verbo exige a preposição “a”, que se combina com o artigo feminino de “ocorrência”.

E

qualquer lixo jogado pelo homem pode provocar um grande desastre ambiental.

Certa. “Provocar” é transitivo direto: “provocar um grande desastre ambiental”. A construção é gramaticalmente correta e preserva a relação de causa e consequência.

4 Expressões argumentativas GABARITO: A

Texto-base

A educação no trânsito desempenha um papel crucial na prevenção de acidentes, especialmente os causados pelo consumo de álcool. A conscientização sobre os riscos da combinação de álcool e direção deve começar desde a infância, em casa, nas escolas e nas instituições. O objetivo é cultivar uma mentalidade de que dirigir sob efeito de álcool não é apenas perigoso, mas também socialmente inaceitável.

Programas de educação para adultos também são fundamentais, incluindo campanhas em massa, palestras e treinamentos. Estas ações ajudam os motoristas a entender os impactos negativos do álcool no comportamento, nas habilidades de direção e nas capacidades cognitivas, como a redução do tempo de reação e perda de coordenação motora. É essencial também promover alternativas seguras de transporte, como o uso do transporte público, táxis ou aplicativos de mobilidade, além de reforçar a importância de não dirigir após consumir álcool.

Fonte indicada na prova: Detran-PR.

No desenvolvimento argumentativo do texto, as expressões “deve começar”, “são fundamentais” e “é essencial” contribuem para

A

apresentar ações educativas e preventivas necessárias ao enfrentamento dos riscos associados ao álcool e à direção.

Certa. As expressões destacam a necessidade e a importância das ações educativas e preventivas defendidas no texto.

B

atribuir caráter legalmente obrigatório às medidas de conscientização destinadas a crianças e motoristas adultos.

Errada. O texto apresenta recomendações e avaliações de necessidade, sem estabelecer uma obrigação legal.

C

assegurar que as campanhas educativas eliminam os acidentes provocados pelo consumo de bebidas alcoólicas.

Errada. Não se afirma que as campanhas eliminem os acidentes. Elas contribuem para a prevenção.

D

estabelecer uma ordem cronológica rígida para a realização das diferentes ações de educação no trânsito.

Errada. A referência à infância não estabelece uma sequência rígida para todas as ações mencionadas.

E

distinguir as recomendações institucionais das informações científicas comprovadas sobre os efeitos do álcool.

Errada. Essas expressões valorizam as medidas propostas, sem criar uma distinção entre recomendações e informações científicas.

5 Inferência: o graffiti na Biblioteca GABARITO: C

Resumo do texto-base

A notícia informa que a Biblioteca Pública do Paraná recebe a exposição coletiva “Graffiti Ex-Libris: Entre Livros, Nomes e Muros”, que propõe um diálogo entre arte urbana e literatura. Segundo o texto, ao ocupar esse espaço, o graffiti não abandona sua relação com a rua e amplia seu campo de leitura, encontrando novos públicos.

Fonte indicada na prova: Bem Paraná.

Ao afirmar que, na Biblioteca, “o graffiti não abandona sua relação com a rua” e “amplia seu campo de leitura”, o texto sugere que essa manifestação artística

A

deixa de pertencer ao espaço urbano quando passa a ser interpretada como uma produção vinculada à literatura.

Errada. O texto afirma que o graffiti não abandona sua relação com a rua.

B

preserva suas formas visuais, mas modifica sua origem para se adaptar às regras de circulação do espaço institucional.

Errada. A circulação em outro espaço não modifica a origem dessa manifestação artística.

C

mantém o vínculo com seu contexto de origem e passa a integrar novas situações de circulação e interpretação.

Certa. O graffiti preserva o vínculo com o espaço urbano e alcança novos públicos e possibilidades de interpretação.

D

substitui sua função de intervenção urbana pela finalidade de ilustrar os livros apresentados durante a exposição.

Errada. Não há afirmação de que a manifestação passe a ter a finalidade de ilustrar livros.

E

restringe sua linguagem aos visitantes da Biblioteca, embora continue reproduzindo temas próprios do ambiente das ruas.

Errada. “Amplia seu campo de leitura” indica expansão, e não restrição.

6 Sorte, habilidade e vício GABARITO: D

Resumo do texto-base

O artigo reflete sobre a passagem do lazer ao hábito e do hábito ao vício nos jogos de aposta. O autor observa que muitas pessoas passam a ver a sorte como uma habilidade humana, e o azar como falta de talento. Nessa lógica, para ter mais sucesso, seria preciso praticar a sorte com frequência, e é aí que o texto localiza o caminho do vício.

Fonte indicada na prova: Le Monde Diplomatique Brasil.

De acordo com o texto, compreender a sorte como uma habilidade pode favorecer o vício porque essa concepção

A

transforma os resultados aleatórios em demonstrações objetivas da capacidade intelectual de quem participa dos jogos.

Errada. O texto aborda uma concepção equivocada sobre a sorte. Não afirma que os resultados dos jogos demonstrem objetivamente a capacidade intelectual.

B

leva o indivíduo a abandonar atividades que exigem treinamento para se dedicar a práticas baseadas exclusivamente na crença.

Errada. O raciocínio apresentado aproxima a sorte de uma habilidade que exigiria treinamento, em vez de associá-la exclusivamente à crença.

C

faz que eventuais perdas sejam interpretadas como consequências inevitáveis da ausência de instrumentos tecnológicos adequados.

Errada. A referência a instrumentos de apoio aparece em uma comparação com outras habilidades, sem explicar as perdas nos jogos.

D

alimenta a expectativa de que a prática frequente aumentará o sucesso, incentivando a repetição do comportamento de apostar.

Certa. Se o indivíduo entende a sorte como uma habilidade treinável, pode acreditar que a repetição das apostas aumentará seu sucesso, favorecendo o vício.

E

permite ao indivíduo distinguir os momentos em que o jogo constitui uma forma de lazer daqueles em que se torna destrutivo.

Errada. A concepção discutida favorece o comportamento repetitivo, sem assegurar a identificação dos limites entre lazer e vício.

7 Formação de palavras: o sufixo “-ismo” GABARITO: D

Texto-base

Helena Kolody (União da Vitória, 12 de outubro de 1912 – Curitiba, 15 de fevereiro de 2004) foi uma poetisa brasileira. Uma das características mais marcantes de sua poesia são os temas cotidianos, a escrita com simplicidade e o subjetivismo, herdada do simbolismo e principalmente dos haikais, que é uma forma poética de origem japonesa, cuja característica é a concisão, ou seja, a arte de dizer o máximo com o mínimo.

Seus pais, Miguel e Vitória Kolody, foram imigrantes ucranianos que se conheceram no Brasil. Nascida em União da Vitória, Helena passou parte da infância até 1920 em Três Barras e até 1922 na cidade de Rio Negro, onde fez o curso primário. Estudou piano, pintura e, aos doze anos, fez seus primeiros versos.

Fonte indicada na prova: Wikipédia.

As palavras “subjetivismo” e “simbolismo”, empregadas no primeiro parágrafo, são formadas pelo acréscimo do sufixo “-ismo”. No contexto deste texto, o elemento sufixal participa da formação de substantivos que designam

A

ações realizadas repetidamente ao longo do tempo.

Errada. O sufixo não expressa repetição de ações nesses vocábulos.

B

qualidades concretas atribuídas à produção artística.

Errada. Os substantivos designam concepções e tendências, e não qualidades concretas.

C

lugares destinados à produção e à divulgação literária.

Errada. Não há indicação de lugar.

D

tendências, concepções ou correntes de pensamento.

Certa. Nesse contexto, “-ismo” participa da formação de palavras que nomeiam tendências ou concepções: “subjetivismo” e “simbolismo”.

E

agentes responsáveis pela criação de obras artísticas.

Errada. Para designar pessoas vinculadas a tendências, é frequente o sufixo “-ista”, como em “simbolista”.

8 Crase: preposição + artigo GABARITO: D

Texto-base

Por ocasião da campanha Maio Amarelo 2026, movimento dedicado à conscientização para a redução de sinistros de trânsito, o Detran-PR convida você a assumir o Compromisso pela Vida, adotando atitudes responsáveis e seguras […]. Ao aderir a este compromisso, você contribui de forma efetiva com a construção de um trânsito mais seguro e consciente, onde enxergar o outro é salvar vidas.

Fonte indicada na prova: Detran-PR.

No trecho “movimento dedicado à conscientização para a redução de sinistros de trânsito”, o acento indicativo de crase resulta da união da preposição com o artigo. O mesmo mecanismo ocorre em:

A

A campanha apresenta recomendações destinadas à condutores de diferentes categorias de veículos.

Errada. “Condutores” é um substantivo masculino. A construção correta é “destinadas a condutores” ou “destinadas aos condutores”.

B

O Detran-PR convida os cidadãos à assumir comportamentos responsáveis durante seus deslocamentos.

Errada. Não ocorre crase antes do verbo “assumir”: “convida os cidadãos a assumir”.

C

As orientações da campanha foram encaminhadas à você por diferentes meios de comunicação.

Errada. O pronome “você” não admite artigo feminino: “encaminhadas a você”.

D

A instituição mostrou-se favorável à adoção de atitudes mais responsáveis e seguras no trânsito.

Certa. “Favorável” exige a preposição “a”, e “adoção” admite o artigo “a”: favorável a + a adoção = à adoção.

E

A campanha passou à incentivar o respeito aos pedestres e aos limites de velocidade.

Errada. Não ocorre crase antes do verbo “incentivar”: “passou a incentivar”.

9 Humor no cartum GABARITO: C

Resumo do texto-base

No cartum intitulado “Economizei comprando”, um personagem avisa a Izuna que, naquele mês, eles precisam economizar. Izuna aparece carregada de produtos que comprou no mesmo dia e justifica que, como estavam em promoção, ela economizou comprando.

No cartum, o efeito de humor produzido pela resposta de Izuna decorre de a personagem

A

compreender a indicação de economizar como orientação para antecipar compras antes que os preços aumentem.

Errada. Não há referência a um aumento futuro dos preços.

B

considerar que os objetos adquiridos eram necessários, embora essa avaliação não apareça nas falas anteriores.

Errada. A necessidade dos produtos não é a justificativa apresentada por Izuna.

C

associar a compra em promoção à economia, desconsiderando o gasto advindo da quantidade de produtos adquiridos.

Certa. Izuna considera que comprar em promoção significa economizar, sem levar em conta o gasto total decorrente da quantidade de produtos.

D

interpretar a expressão “esse mês” como uma indicação de que as compras deveriam ser realizadas no mesmo dia.

Errada. O humor não decorre da interpretação da expressão temporal.

E

atribuir à palavra “promoção” o sentido de recebimento de uma vantagem financeira posterior às compras.

Errada. “Promoção” refere-se à redução de preços, sem indicar uma vantagem recebida posteriormente.

10 Valor semântico de “além de” GABARITO: A

Texto-base

Fundado em 1910 como Museu do Crime, com o intuito de armazenar objetos relacionados a delitos, passou a ser chamado de Museu Paranaense de Ciências Forenses em 2022. O espaço é dedicado a preservar a história da Polícia Científica do Paraná e divulgar as ciências forenses. Seu acervo inclui instrumentos e equipamentos de perícia, além de livros, documentos, fotografias, ossos e outras peças anatômicas. (…) O Museu também possui uma unidade móvel para visitar escolas e eventos. A exposição itinerante conta com diversos materiais das áreas de atuação pericial como crânios, uma coleção de insetos de fauna cadavérica, microscópio para visualização de lâminas histológicas, maletas de perícia, materiais balísticos, entre outros.

Fonte indicada na prova: Polícia Científica do Paraná.

No trecho “Seu acervo inclui instrumentos e equipamentos de perícia, além de livros, documentos, fotografias, ossos e outras peças anatômicas”, a expressão “além de” introduz uma relação semântica com o restante do sintagma. Essa relação está preservada caso a frase fosse reescrita da seguinte forma:

A

Seu acervo inclui instrumentos e equipamentos de perícia, bem como livros, documentos, fotografias, ossos e outras peças anatômicas.

Certa. “Bem como” preserva o valor de adição expresso por “além de”.

B

Seu acervo inclui instrumentos e equipamentos de perícia, embora possua livros, documentos, fotografias, ossos e outras peças anatômicas.

Errada. “Embora” introduz uma relação concessiva.

C

Seu acervo inclui instrumentos e equipamentos de perícia, portanto reúne livros, documentos, fotografias, ossos e outras peças anatômicas.

Errada. “Portanto” introduz uma conclusão.

D

Seu acervo inclui instrumentos e equipamentos de perícia, apesar de conter livros, documentos, fotografias, ossos e outras peças anatômicas.

Errada. “Apesar de” expressa concessão.

E

Seu acervo inclui instrumentos e equipamentos de perícia, por isso apresenta livros, documentos, fotografias, ossos e outras peças anatômicas.

Errada. “Por isso” apresenta uma consequência ou conclusão.

11 Intertextualidade GABARITO: E

Resumo do texto-base

No trecho do romance, a narradora apresenta Zélia, a vizinha fofoqueira. Para caracterizá-la, compara a personagem ao Espírito Santo, que tudo vê e tudo sabe, e ao Lobo Mau, com olhos grandes para ver melhor, ouvidos grandes para ouvir melhor e uma boca muito grande, que espalhava as notícias do bairro.

BATALHA, Martha. A vida invisível de Eurídice Gusmão. São Paulo: Cia das Letras, 2016, p. 11.

A construção da personagem Zélia mobiliza referências a outros textos e personagens amplamente conhecidos. Esse procedimento constitui um caso de

A

ambiguidade.

Errada. Ambiguidade é a possibilidade de mais de uma interpretação de uma expressão ou construção.

B

discurso indireto livre.

Errada. O procedimento destacado não corresponde à mistura da voz do narrador com a fala ou o pensamento da personagem.

C

polifonia.

Errada. Embora textos possam apresentar diferentes vozes, o recurso especificamente cobrado é a referência a outros textos e personagens.

D

metalinguagem.

Errada. Metalinguagem ocorre quando a linguagem se volta para si mesma.

E

intertextualidade.

Certa. As referências ao Espírito Santo e ao Lobo Mau estabelecem relações com outros textos. A descrição dos olhos, dos ouvidos e da boca remete ao conto de Chapeuzinho Vermelho.

12 Título assertivo x texto estimativo GABARITO: B

Resumo do texto-base

A notícia tem o título “Nova medição amplia tamanho estimado da Via Láctea em cerca de 10%”. O texto explica que, por estarmos dentro do plano galáctico, é difícil conhecer a forma e o tamanho exatos da galáxia, mas dados da missão europeia Gaia permitem estimá-los. No último parágrafo, informa que, segundo astrônomos, os braços espirais externos da Via Láctea poderiam se estender 10% além do que se pensava.

Fonte indicada na prova: G1.

A diferença entre a forma verbal “amplia”, empregada no título, e a construção “poderiam se estender”, utilizada no último parágrafo, evidencia que o título

A

apresenta uma hipótese rejeitada posteriormente pelo emprego de uma forma verbal indicativa de dúvida.

Errada. O último parágrafo não rejeita a descoberta; apresenta-a com uma formulação menos categórica.

B

sintetiza a descoberta de modo mais assertivo, enquanto o texto ressalta o caráter estimativo do resultado.

Certa. “Amplia” apresenta a informação de maneira mais assertiva. “Poderiam se estender” ressalta a possibilidade e o caráter estimativo do resultado.

C

anuncia uma alteração já ocorrida na galáxia, enquanto o texto prevê uma expansão futura de seus braços externos.

Errada. A notícia trata da revisão do tamanho estimado da galáxia, sem afirmar que ela cresceu ou crescerá fisicamente.

D

atribui certeza à medição, enquanto o último parágrafo contesta a validade dos dados obtidos pelos astrônomos.

Errada. O último parágrafo não contesta a validade dos dados.

E

informa o resultado da pesquisa, enquanto o último parágrafo transfere sua confirmação para estudos posteriores.

Errada. Não há transferência expressa da confirmação para estudos futuros.

13 Concordância nominal: “devidos” GABARITO: B

Texto-base

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) dedica atenção especial ao atendimento de crianças e adolescentes vítimas de crimes. O objetivo é que as vítimas sejam atendidas com o profissionalismo, a atenção e o cuidado devidos neste tipo de situação. O Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) atua desde 2014 e é responsável por investigar crimes de violência psicológica, física e sexual.

Fonte indicada na prova: Polícia Civil do Paraná.

No trecho “O objetivo é que as vítimas sejam atendidas com o profissionalismo, a atenção e o cuidado devidos”, a forma “devidos” encontra-se no masculino plural porque

A

concorda com os dois substantivos masculinos da enumeração, o que justifica a flexão do adjetivo no plural.

Errada. O adjetivo refere-se aos três substantivos, incluindo o feminino “atenção”. A alternativa exclui indevidamente esse termo da concordância.

B

refere-se a substantivos de gêneros diferentes, coordenados entre si, o que determina a concordância no masculino plural.

Certa. “Devidos” caracteriza “profissionalismo”, “atenção” e “cuidado”. Na concordância com o conjunto de substantivos de gêneros diferentes, emprega-se o masculino plural.

C

acompanha o substantivo “cuidado”, que, estando mais próximo, determina gênero e número dos termos anteriores.

Errada. Se a concordância fosse feita apenas com o substantivo mais próximo, a forma seria “cuidado devido”, no singular.

D

caracteriza o atendimento prestado aos cidadãos, substantivo subentendido que exige o emprego do masculino plural.

Errada. Não há necessidade de supor o substantivo “cidadãos” para explicar a concordância.

E

relaciona-se à expressão “as vítimas”, mas assume o masculino por indicar um procedimento de caráter institucional.

Errada. O adjetivo não caracteriza “as vítimas”. Se o fizesse, a concordância seria no feminino plural.

14 Contraste e pergunta final GABARITO: C

Resumo do texto-base

O artigo afirma que o mercado de órgãos humanos desafia a teoria econômica tradicional. No segundo parágrafo, contrasta os órgãos com produtos como automóveis e alimentos: órgãos não podem ser produzidos nem estocados, e a oferta depende de fatores biológicos, familiares, hospitalares e éticos, o que gera escassez e mortes nas filas de espera. O texto termina perguntando como alocar de forma eficiente um recurso tão escasso quando o mecanismo de preços é limitado moral e legalmente.

Fonte indicada na prova: Gazeta do Povo.

A articulação entre o contraste desenvolvido no segundo parágrafo e a pergunta que encerra o excerto permite ao autor

A

reconhecer a dimensão econômica dos transplantes, ainda que mantenha a subordinação da distribuição dos órgãos às decisões familiares.

Errada. As decisões familiares são apresentadas como um dos fatores que influenciam a oferta, sem constituir o eixo da pergunta final.

B

tratar as restrições morais e legais como obstáculos que devem ser flexibilizados para viabilizar um sistema regulado de preços.

Errada. O autor reconhece as limitações morais e legais, mas não propõe flexibilizá-las.

C

formular um problema de alocação em que a busca por eficiência encontra limites impostos por valores éticos e normas legais.

Certa. A pergunta apresenta o desafio de distribuir eficientemente um recurso escasso respeitando limites éticos e legais.

D

deslocar o problema da escassez para a coordenação institucional, apresentada como suficiente para eliminar as listas de espera.

Errada. O texto não afirma que a coordenação institucional seja suficiente para eliminar as listas de espera.

E

associar a impossibilidade de produzir órgãos à necessidade de priorizar a eficiência econômica sobre outros critérios de distribuição.

Errada. Não se defende a superioridade da eficiência econômica sobre os demais critérios.

15 Coesão lexical GABARITO: C

Texto-base: Centenário do Vampiro de Curitiba

A Prefeitura de Curitiba vai criar um espaço cultural em homenagem ao escritor Dalton Trevisan. A iniciativa é fruto de uma parceria que será firmada entre o prefeito Eduardo Pimentel e a Construtora Hugo Peretti, que adquiriu o terreno onde está localizada a residência em que o escritor viveu por quase 70 anos, no bairro Alto da XV. O protocolo de intenções será assinado nesta quinta-feira (12/6), às 11h, durante a abertura da exposição 100 anos: Dalton Trevisan entre traços e linhas, no Solar da Glória. Organizada pela Fundação Cultural de Curitiba, a mostra reúne ilustrações de 38 artistas curitibanos em homenagem ao centenário do autor, e integra uma série de ações programadas ao longo do ano para celebrar a memória e o legado do maior contista brasileiro.

Notícia publicada em junho de 2025. Fonte indicada na prova: Prefeitura de Curitiba.

Na construção da coesão lexical da notícia, a cadeia de substantivos empregados para retomar a exposição e o escritor contribui para a progressão do texto ao

A

substituir referentes particulares por expressões genéricas.

Errada. O efeito central é retomar os mesmos referentes por outras expressões, sem substituí-los por referentes indeterminados.

B

introduzir novos referentes relacionados ao evento.

Errada. As expressões retomam elementos já apresentados, em vez de introduzir outros referentes.

C

recuperar referentes por meio de palavras equivalentes.

Certa. “Exposição” é retomada por “mostra”; “Dalton Trevisan” é retomado por “escritor”, “autor” e “contista”. Essa equivalência contextual mantém a continuidade do texto.

D

organizar as informações em sequência temporal.

Errada. A cadeia lexical não tem a função de estabelecer uma sequência temporal.

E

alternar expressões objetivas e figuradas.

Errada. Embora o título contenha uma designação figurada, a questão destaca as retomadas lexicais da exposição e do escritor.

16 Texto de divulgação científica GABARITO: B

Resumo do texto-base

A reportagem divulga um estudo da Universidade de Columbia segundo o qual adultos que dormiram cerca de 80 minutos a menos por seis semanas ganharam, em média, meio quilo e ficaram mais tempo inativos. O segundo parágrafo descreve a pesquisa: 95 adultos, dois períodos de seis semanas comparados (com e sem atraso no horário de dormir), uso de monitores de pulso e acompanhamento de peso, cintura, composição corporal e hormônios do apetite.

Fonte indicada na prova: O Tempo.

Trata-se de um exemplar do gênero “texto de divulgação científica”. Considerando isso, as informações apresentadas no segundo parágrafo contribuem para

A

ampliar a conclusão da pesquisa, acrescentando consequências da redução do sono que não haviam sido observadas pelos pesquisadores.

Errada. O parágrafo apresenta procedimentos da pesquisa, sem acrescentar consequências não observadas.

B

detalhar os procedimentos de comparação, acompanhamento e registro que fundamentam os resultados sintetizados anteriormente.

Certa. São detalhados os participantes, os períodos comparados, os instrumentos de registro e as variáveis acompanhadas.

C

traduzir a terminologia empregada no estudo para tornar compreensíveis ao público não especializado os conceitos relacionados ao sono.

Errada. O trecho não se organiza como explicação ou tradução de terminologia científica.

D

relativizar os resultados apresentados, indicando que as alterações no peso decorreram dos hábitos anteriores dos participantes.

Errada. Não atribui o ganho de peso aos hábitos anteriores dos participantes.

E

apresentar algumas recomendações sobre a duração adequada do sono com base nas características dos voluntários selecionados.

Errada. A duração habitual do sono caracteriza a amostra, sem constituir uma recomendação ao leitor.

17 Infinitivos e paralelismo GABARITO: B

Texto-base

À Secretaria da Segurança Pública compete:

I. prestar suporte aos trabalhos relacionados às áreas da: a) preservação da ordem pública; b) polícia judiciária, compreendendo a atividade investigativa na apuração de infrações penais; c) perícia oficial e identificação técnica; d) administração da política prisional e custódia dos indivíduos privados de liberdade, promovendo condições efetivas para sua reintegração social; e) prevenção e combate a incêndios, de busca, salvamento e resgate;
II. administrar as atividades de polícia administrativa e de fiscalização de atividades potencialmente danosas;
III. administrar as atividades de inteligência de segurança pública;
IV. adotar a filosofia de polícia comunitária, focada na mediação e resolução de conflitos, bem como, realizar e fomentar campanhas educacionais e de orientação à comunidade;
V. prover o suporte administrativo, orçamentário e financeiro aos órgãos vinculados;
VI. administrar os sistemas informatizados de segurança pública;
[…]

Fonte indicada na prova: Secretaria da Segurança Pública do Paraná.

No texto, a sequência de verbos no infinitivo (“prestar”, “administrar”, “adotar” e “prover”) contribui para

A

apresentar ações já realizadas pela Secretaria no exercício regular de suas atribuições institucionais.

Errada. Os infinitivos apresentam competências, sem indicar que as ações já tenham sido realizadas.

B

organizar em paralelo as ações atribuídas ao órgão, reforçando o caráter normativo da enumeração.

Certa. A repetição de estruturas iniciadas por infinitivos estabelece paralelismo e organiza as atribuições institucionais.

C

formular recomendações cuja execução depende da avaliação dos responsáveis por cada setor administrativo.

Errada. O texto define competências do órgão, em vez de formular recomendações facultativas.

D

indicar procedimentos desvinculados da declaração inicial que define as competências próprias da Secretaria.

Errada. Todos os itens estão vinculados à declaração inicial: “À Secretaria da Segurança Pública compete”.

E

ordenar cronologicamente as etapas necessárias ao funcionamento dos órgãos estaduais de Segurança Pública.

Errada. A enumeração organiza competências, sem estabelecer uma ordem de execução.

18 Vírgulas e concordância de “foi” GABARITO: E

Texto-base: Mejtere: histórias recontadas

A exposição de longa duração é resultado de projeto de curadoria compartilhada entre a instituição e três bolsistas indígenas — selecionados por edital, entre 60 inscritos — Robson Delgado (Baré), Ivanizia Ruiz (Tikuna) e Camila dos Santos (Kanhgág). Naine Terena, curadora, artista e educadora, juntamente com a equipe do MUPA, foi quem orientou os três estudantes para a realização do projeto. A mostra reverbera uma pluralidade de vozes indígenas, que refletem novas perspectivas sobre as coleções etnográficas do museu a partir do encontro entre o acervo do MUPA e práticas contemporâneas.

Fonte indicada na prova: Museu Paranaense.

No período “Naine Terena, curadora, artista e educadora, juntamente com a equipe do MUPA, foi quem orientou os três estudantes”, o emprego das vírgulas e a flexão do verbo “foi” no singular indicam que

A

os segmentos separados por vírgulas apresentam diferentes núcleos do sujeito, mas o verbo concorda apenas com “Naine Terena”, por ser o primeiro deles.

Errada. “Curadora, artista e educadora” constitui uma explicação sobre Naine Terena, sem introduzir diferentes núcleos do sujeito.

B

a enumeração entre vírgulas caracteriza Naine Terena, enquanto “a equipe do MUPA” integra o sujeito composto, com o verbo concordando com o núcleo mais próximo.

Errada. A expressão intercalada “juntamente com a equipe do MUPA” indica companhia. Não há concordância com um suposto núcleo mais próximo de sujeito composto.

C

as duas expressões intercaladas exercem função explicativa e referem-se exclusivamente a Naine Terena, razão pela qual o verbo permanece no singular.

Errada. As expressões têm funções diferentes: uma explica quem é Naine Terena; a outra indica companhia.

D

o nome “Naine Terena” e suas qualificações estão intercalados, enquanto “a equipe do MUPA” constitui o sujeito com o qual o verbo concorda no singular.

Errada. O sujeito é “Naine Terena”, e não “a equipe do MUPA”.

E

as qualificações explicam quem é Naine Terena e a expressão de companhia, também intercalada, não altera o núcleo do sujeito nem a concordância.

Certa. “Curadora, artista e educadora” é aposto explicativo. A expressão de companhia está intercalada e não modifica a concordância de “foi” com “Naine Terena”.

19 Modos de organização discursiva GABARITO: D

Texto-base: Golpe do Falso Advogado: como se proteger e o que fazer se for vítima

O golpe do falso advogado tem se tornado cada vez mais comum no Brasil, prejudicando tanto clientes quanto profissionais da advocacia. Os criminosos se passam por advogados ou funcionários de escritórios para solicitar pagamentos indevidos, muitas vezes utilizando dados reais das vítimas e técnicas de persuasão sofisticadas. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) alerta para os principais sinais desse golpe e orienta sobre como se proteger.

Dicas para clientes: como evitar cair no golpe

  • Desconfie de contatos pedindo dinheiro.
  • Verifique a identidade do advogado.
  • Não forneça dados bancários ou senhas.
  • Cuidado com mensagens urgentes.
  • Denuncie e bloqueie o contato.

Fonte indicada na prova: Polícia Civil do Paraná. Adaptado.

Os modos de organização discursiva correspondem às diferentes formas de estruturar um texto de acordo com sua finalidade comunicativa, podendo coexistir em uma mesma produção. A organização do texto combina diferentes modos discursivos porque

A

relata como ocorre um crime e descreve as características das pessoas diretamente envolvidas em sua prática.

Errada. O texto explica o funcionamento do golpe, mas não descreve as características das pessoas que o praticam.

B

defende uma opinião sobre os golpes e apresenta argumentos para atribuir às vítimas a responsabilidade por sua prevenção.

Errada. As orientações preventivas não equivalem a uma argumentação que atribua às vítimas a responsabilidade pelos golpes.

C

explica procedimentos jurídicos aplicáveis ao crime e estabelece obrigações legais destinadas aos advogados.

Errada. Não são apresentados procedimentos jurídicos nem obrigações legais destinadas aos advogados.

D

expõe as principais características do golpe e orienta o leitor a adotar medidas adequadas de proteção.

Certa. O primeiro parágrafo tem caráter expositivo; a lista de recomendações apresenta caráter injuntivo, orientando o comportamento do leitor.

E

apresenta uma previsão sobre o crescimento das fraudes e divulga os serviços oferecidos pela instituição policial.

Errada. O texto menciona uma situação atual, sem formular uma previsão ou divulgar um conjunto de serviços policiais.

20 Termos gramaticais no poema GABARITO: C

Resumo do texto-base

A questão trouxe um trecho do poema “Objeto sujeito”, de Paulo Leminski. O eu lírico fala da saudade e do peso de carregar uma cidade dentro de si, e menciona a dificuldade de fazer de um verso um “objeto sujeito” e de passar do “presente” para o “pretérito perfeito”.

Fonte indicada na prova: Revista Bula.

Nesse poema, o emprego das expressões “objeto sujeito” e a menção aos tempos verbais “presente” e “pretérito perfeito” contribuem para

A

apresentar conceitos gramaticais que explicam objetivamente as etapas envolvidas na composição de um poema.

Errada. Os termos gramaticais são empregados poeticamente, sem explicar etapas objetivas da composição.

B

opor a passividade do objeto à ação do sujeito, eliminando a possibilidade de aproximação entre essas categorias.

Errada. A expressão “objeto sujeito” aproxima os termos e explora sua combinação.

C

ressignificar termos gramaticais como imagens da criação poética e da transformação do presente em lembrança.

Certa. O poema atribui novos sentidos aos termos gramaticais, associando-os à criação poética, à passagem do tempo e à memória.

D

indicar que a saudade decorre do emprego dos tempos verbais na representação de acontecimentos passados.

Errada. A saudade não é apresentada como consequência do emprego de tempos verbais.

E

demonstrar que a escrita poética depende da escolha de estruturas sintáticas capazes de reproduzir a realidade.

Errada. O poema explora possibilidades expressivas da linguagem, sem defender a reprodução objetiva da realidade.

21 Estruturas sintáticas predominantes GABARITO: A

Resumo do texto-base

No texto de apresentação, Marcelino Freire relembra como a livreira Cida avisava da chegada dos livros de Jamil Snege, que o próprio autor distribuía. Elogia a concisão, o humor e o jeito independente do escritor, e conta que fala dele em suas oficinas literárias. O texto é escrito em frases muito breves e fragmentos soltos, como “Ao vivo ou por telefone”, “A concisão, o humor” e “Essa guerrilha”.

SANCHES NETO, Miguel. Roteiro literário Jamil Snege. Curitiba: Biblioteca Pública do Paraná, 2017, p. 2.

O texto de apresentação do “Roteiro literário Jamil Snege” recorre a estruturas sintáticas predominantemente

A

curtas e fragmentadas.

Certa. O texto apresenta frases breves e fragmentos separados por pontos: “Ao vivo ou por telefone”, “A concisão, o humor”, “Essa guerrilha”.

B

subordinadas e hierarquizadas.

Errada. Não predominam períodos construídos por encadeamento de orações subordinadas.

C

passivas e impessoais.

Errada. Há forte presença de sujeitos identificados e marcas pessoais, como “eu”, “a gente” e “nos”.

D

interrogativas e exclamativas.

Errada. Não predominam perguntas ou exclamações.

E

complexas e entrecortadas.

Errada. Embora haja fragmentação, as estruturas são predominantemente breves, em vez de complexas.

22 Linguagem figurada na crônica GABARITO: E

Resumo do texto-base

No trecho da crônica “Banhos”, de Antonio Prata, o narrador relembra longas viagens de carro em família. Quando o tédio, tratado como um “velho amigo”, chegava ao banco de trás, as crianças perguntavam ao pai se faltava muito. Elas já sabiam a resposta, mas queriam ouvi-lo usar a unidade de medida que ele inventou: o número de banhos que faltavam, como “dezesseis banhos”.

PRATA, A. Nu, de botas. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 109.

Na elaboração literária da cena cotidiana, a personificação do tédio como “velho amigo” e a referência aos “dezesseis banhos” contribuem para

A

afastar o episódio do campo das experiências possíveis, transformando a viagem familiar em narrativa fantástica.

Errada. O emprego de linguagem figurada não transforma necessariamente uma cena cotidiana em narrativa fantástica.

B

evidenciar a incompreensão das crianças, incapazes de interpretar medidas convencionais de tempo e distância.

Errada. As crianças sabiam a resposta, mas queriam ouvir a medida inventada pelo pai. Não há indicação de incapacidade de compreensão.

C

caracterizar o pai como alguém que fornece respostas imprecisas para evitar as perguntas feitas durante a viagem.

Errada. A resposta era desejada pelas crianças e integrava uma interação bem-humorada, em vez de ser apresentada como tentativa de evitar perguntas.

D

contrapor a percepção objetiva do narrador adulto à incapacidade infantil de acompanhar a passagem do tempo.

Errada. Não se estabelece uma oposição entre objetividade adulta e incapacidade infantil.

E

recriar uma lembrança comum por meio de imagens afetivas e bem-humoradas ligadas à perspectiva das crianças.

Certa. A personificação e a medida inventada recuperam a experiência da viagem por meio de imagens afetivas e humorísticas.

23 Construção da ironia GABARITO: B

Resumo do texto-base

Na crônica, Gregorio Duvivier comenta a palavra alemã “Fernweh” (desejo de ir para longe) e brinca que os alemães têm palavra para tudo porque, segundo ele, é “facílimo” formar palavras em alemão: basta juntar uma frase inteira sem espaços. Em seguida, apresenta um composto gigantesco, diz que só de olhar para ele sente vertigem e compara as palavras alemãs a hashtags.

DUVIVIER, G. Aos pés da letra. São Paulo: Companhia das Letras, 2025, p. 138.

A ironia do texto é construída principalmente pela tensão entre

A

a precisão atribuída ao vocabulário alemão e a impossibilidade de traduzir suas palavras para outros idiomas.

Errada. O texto apresenta explicações em português para os vocábulos, sem afirmar que sejam intraduzíveis.

B

a suposta facilidade de formar palavras e a extensão visual do exemplo, comparado a uma hashtag.

Certa. A afirmação de que é “facílimo” formar palavras contrasta com o exemplo extremamente longo, que provoca “vertigem” e é comparado a uma hashtag.

C

o desejo de viajar expresso por “Fernweh” e a referência posterior a uma associação de funcionários públicos.

Errada. A diferença entre os assuntos dos exemplos não constitui o principal mecanismo da ironia.

D

a formalidade das palavras alemãs e o registro coloquial empregado para explicar seus significados em português.

Errada. O registro coloquial contribui para o humor, mas o contraste central ocorre entre a facilidade anunciada e a extensão da palavra.

E

a formação histórica dos compostos alemães e sua posterior incorporação à linguagem utilizada nas redes sociais.

Errada. A comparação com uma hashtag não afirma que os compostos alemães tenham sido incorporados à linguagem das redes sociais.

24 Texto verbal e visual no cartaz GABARITO: C

Descrição do texto-base

Cartaz de campanha divulgado em 23 de abril de 2025 no Instagram da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo. A imagem mostra um rosto parcialmente encoberto por uma mão, acompanhado dos dizeres “Não se cale! Denuncie! Disque Denúncia 181”.

A articulação entre os componentes verbais e visuais da campanha contribui para

A

associar a mão levantada à interrupção da violência após o contato com o serviço indicado.

Errada. A imagem não representa uma situação posterior ao contato com o serviço.

B

representar a identidade da vítima como informação necessária à formalização da denúncia policial.

Errada. O cartaz não apresenta a identidade da vítima como requisito para a denúncia.

C

reforçar o apelo ao rompimento do silêncio por meio do rosto parcialmente encoberto pela mão.

Certa. O rosto parcialmente encoberto associa-se visualmente ao silêncio, reforçando os comandos “Não se cale!” e “Denuncie!”.

D

estabelecer uma sequência entre a situação representada na fotografia e a atuação das autoridades.

Errada. Não há uma sequência de acontecimentos representada no cartaz.

E

restringir a orientação da campanha às pessoas que vivenciam diretamente situações de violência.

Errada. O apelo à denúncia não se restringe às vítimas; também pode alcançar testemunhas e outras pessoas que tenham conhecimento da violência.

25 Primeira pessoa do plural GABARITO: D

Texto-base: apresentação do Plano Estadual de Segurança Pública e Defesa Social do Paraná 2024-2034

Vivemos em um cenário nacional em que a Segurança Pública desempenha um papel fundamental na construção de uma sociedade justa e equitativa. Não é novidade o fato de que a criminalidade, em suas mais diversas formas, representa um obstáculo significativo para o desenvolvimento social e econômico de nosso país. Nesse contexto, é imperativo que atuemos de maneira proativa, implementando medidas eficazes para combater com rigor a criminalidade e elevar a sensação de segurança entre os cidadãos.

Nesse ínterim, é com grande satisfação e senso de responsabilidade que esta Secretaria de Estado da Segurança Pública institui o Plano Estadual de Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Paraná, consciente da magnitude do desafio que enfrentamos e da necessidade premente de fortalecermos as estratégias para promover a segurança e o bem-estar da população paranaense.

PARANÁ. Secretaria de Estado da Segurança Pública. Plano Estadual de Segurança Pública e Defesa Social 2024–2034. Curitiba, 2024, p. 8.

O emprego reiterado de formas verbais na primeira pessoa do plural (“vivemos”, “atuemos”, “enfrentamos” e “fortalecermos”) contribui para

A

restringir aos responsáveis pela elaboração do Plano os problemas sociais e as medidas de segurança mencionados.

Errada. O emprego da primeira pessoa do plural amplia a perspectiva de participação, em vez de restringi-la aos elaboradores do Plano.

B

conferir informalidade ao documento mediante uma interlocução direta entre a Secretaria e o cidadão paranaense.

Errada. A primeira pessoa do plural não torna o documento informal. O texto mantém linguagem institucional.

C

ocultar a instituição responsável pelo Plano, evitando a identificação dos agentes encarregados de executá-lo.

Errada. A Secretaria de Estado da Segurança Pública é expressamente identificada.

D

construir uma perspectiva coletiva, aproximando o enunciador dos grupos envolvidos no enfrentamento da criminalidade.

Certa. As formas verbais constroem uma perspectiva de participação coletiva e aproximam o enunciador dos envolvidos no enfrentamento do problema.

E

apresentar como já realizadas as ações de combate à criminalidade propostas pela Secretaria de Segurança Pública.

Errada. “Atuemos” e “fortalecermos” expressam ações necessárias ou propostas, sem indicar que todas já tenham sido realizadas.

Gabarito extraoficial completo: tabela por assunto

Questão Gabarito Assunto cobrado
1 E Interpretação: sentido de palavra no contexto
2 A Funções da linguagem (conativa)
3 E Regência verbal
4 A Argumentação e modalização
5 C Inferência
6 D Interpretação de texto
7 D Formação de palavras (sufixo “-ismo”)
8 D Crase
9 C Humor em cartum
10 A Conectivos e reescrita
11 E Intertextualidade
12 B Modalização: certeza x possibilidade
13 B Concordância nominal
14 C Estrutura argumentativa
15 C Coesão lexical
16 B Gênero: divulgação científica
17 B Paralelismo e infinitivo
18 E Pontuação e concordância verbal
19 D Tipologia textual (expositivo e injuntivo)
20 C Linguagem poética
21 A Estilo e sintaxe
22 E Linguagem figurada (personificação)
23 B Ironia
24 C Texto multimodal
25 D Pessoa do discurso e efeito de sentido

O que a prova de Português da PCPR revelou sobre a FGV

A FGV confirmou o perfil que repito em sala: a banca cobra leitura acima de tudo. A maioria das 25 questões exigiu interpretação, inferência, reconhecimento de gêneros e análise de efeitos de sentido. Mesmo as questões de gramática vieram contextualizadas, perguntando o porquê de uma concordância ou de uma vírgula, e não apenas a regra solta.

Outro destaque foi a variedade de textos: notícias, documentos institucionais, cartum, cartaz, crônica, poema e romance, quase sempre com ligação com o Paraná. Quem treinou textos multimodais, modos de organização discursiva e efeitos de sentido de escolhas linguísticas saiu na frente. Nas questões gramaticais, os assuntos foram os de sempre: regência, crase, concordância e conectivos.

Perguntas frequentes

Quando sai o gabarito oficial da PCPR 2026?

O gabarito preliminar oficial é publicado pela FGV no site da banca, conforme o cronograma do edital. Acompanhe a página do concurso para conferir a data e o prazo de recursos.

Este gabarito vale para todos os tipos de prova?

Não. A numeração segue o caderno Tipo 2. Em outros tipos, a ordem das questões e das alternativas pode mudar. Confira sempre pelo conteúdo do enunciado.

Este gabarito de Português é oficial?

Não. Trata-se de um gabarito extraoficial comentado pelo Professor Décio Terror logo após a prova. Ele serve para você estimar sua nota até a divulgação do resultado oficial.

Quantas questões de Português caíram na prova de Agente da PCPR?

A prova de Língua Portuguesa do caderno comentado teve 25 questões de múltipla escolha, com cinco alternativas cada.

DT

Professor Décio Terror
Professor de Língua Portuguesa para concursos públicos, formado em Letras pela UFJF, aprovado na ESA, na ESFCEX e na PRF e ex-integrante de banca examinadora de concursos federais.