Boas novas, concurseiro(a): o edital para a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso(DPE MT) para diversos cargos foi publicado na última sexta-feira (03)! O documento oferta 28 vagas imediatas, além de formação de cadastro reserva. A remuneração inicial pode ser de 3 mil ou até 10 mil reais!
A banca organizadora do certame também será o Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC). A taxa para inscrições pode ser de R$70 ou R$110, a depender do nível do cargo. As inscrições estarão abertas do dia 20 de junho até o dia 25 de julho deste ano.
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Conforme o edital do certame, a oferta é de 28 vagas para diversos cargos, a nível Médio e Superior. Confira os cargos e suas respectivas vagas:
A nível Médio,
Técnico de Apoio Administrativo — Área meio (02 vagas); e
Técnico de Apoio Administrativo — Área fim (07 vagas).
A nível Superior,
Analista — Administrador (CR);
Analista — Advogado (CR);
Analista — Analista de Sistemas (18 vagas);
Analista — Arquiteto (CR);
Analista — Assistente Social (CR);
Analista — Contador (CR);
Analista — Economista (CR);
Analista — Engenheiro Civil (CR);
Analista — Jornalista (CR);
Analista — Psicólogo (CR); e
Controlador Interno (01 vaga).
Das Etapas e Provas para DPE MT 2022
As etapas do Concurso para a DPE MT terá 1 (uma) etapa a nível Médio e 2 (duas) etapas a nível Superior:
Na primeira etapa,
Prova Objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, para ambos os níveis.
Na segunda etapa,
Prova Discursiva, de caráter eliminatório ou classificatório, para o nível Superior.
A nível Médio, a Prova Objetiva será composta por 50 questões totais, sendo 25 de Conhecimentos Básicos e 25 de Conhecimentos Específicos. A disciplina com mais questões (5), pontos por questão (1,5) e, assim, total de pontos nos Conhecimentos Básicos (7,5) é a Língua Portuguesa.
Já a nível Superior, a Prova Objetiva será composta por 30 questões totais, sendo 30 de Conhecimentos Básicos e 30 de Conhecimentos Específicos. A disciplina com mais questões (8), pontos por questão (1,2) e, assim, total de pontos nos Conhecimentos Básicos (9,6) é a Língua Portuguesa.
Como sabe, o concurso será realizado pelo Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação. Confira, então, algum de nossos cursos exclusivos de Língua Portuguesa para Concursos:
O assunto de hoje é uma dúvida muito frequente: diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal.
Você verá que não é um bicho de sete cabeças, na verdade, é só você se guiar pelos três critérios que explicaremos adiante que não tem erro.
Então vamos lá?
O que é o adjunto adnominal?
Primeiro, é bom lembrar que o adjunto adnominal é todo termo sintático da oração que pode caracterizar, determinar, modificar, especificar ou restringir um substantivo.
Esse termo pode ser representado por:
1) um artigo: O carro parou.
2) um pronome adjetivo: Encontrei meu relógio.
3) um numeral adjetivo: Recebi a segunda parcela.
4) um adjetivo: Tive ali grandes amigos.
5) uma locução adjetiva: Tenho uma mesa de pedra.
O que é o complemento nominal?
Já o complemento nominal é sempre precedido de preposição e completa o sentido de substantivos, adjetivos e advérbios que apresentam transitividade.
Observe os exemplos a seguir:
1) complemento nominal de um substantivo:
Você fez uma boa leitura do texto.
Note que o substantivo “leitura” é o nome da ação de “ler”. Como é natural o verbo ser transitivo, o substantivo também fica transitivo e exige complemento nominal.
2) complemento nominal de um adjetivo:
Você precisa ser fiel aos seus ideais.
Quem é fiel é fiel a alguém ou a alguma coisa. Assim, o adjetivo “fiel” é transitivo, ou seja, necessita de complemento.
3) Complemento nominal de advérbio:
Você mora perto de Maria.
Note que o advérbio de lugar “perto” necessita de um complemento: perto de algo ou de alguém.
Visto isso, agora podemos entender qual é a diferença entre o adjunto adnominal e o complemento nominal.
Qual é a diferença entre Adjunto Adnominal x Complemento Nominal?
O adjunto adnominal formado por uma locução adjetiva pode ser confundido com o complemento nominal. Normalmente não haverá dúvida, pois, segundo o que explicamos acima, o adjunto adnominal é constituído de vocábulo de valor restritivo que caracteriza o núcleo do termo de que faz parte. Já o complemento nominal é termo que completa o sentido de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio).
A dúvida ocorre, portanto, quando os dois termos são preposicionados. Por exemplo:
A leitura do livro é instigante. A leitura do aluno foi boa.
Para percebermos a diferença, é importante passarmos por três critérios:
1º critério:
O adjunto adnominal quando preposicionado caracteriza apenas o substantivo.
O complemento nominalcomplementa um substantivo,adjetivo ou advérbio.
Assim, em orações como “Estava cheio de problemas.”,“Moro perto de você.”, logo no primeiro critério, já sabemos que “de problemas” e “de você” são complementos nominais, pois completam o sentido do adjetivo “cheio” e do advérbio “perto”, respectivamente.
2º critério:
O substantivo caracterizado por um adjunto adnominalpode ser concreto ou abstrato.
O substantivo completado por um complemento nominaldeve ser abstrato.
Sabendo-se que um substantivo abstrato normalmente é o nome de uma ação (corrida, pesca) ou de uma característica (tristeza, igualdade) e que o substantivo concreto é o nome de um ser independente, que conseguimos visualizar, pegar (casa, copo). Nas orações “Trouxe copos de vidro.” e “Vi a casa de pedra.”, os termos “de vidro” e “de pedra” são adjuntos adnominais, pois caracterizam os substantivos concretos “copos” e “casa”, respectivamente.
E se o substantivo seguido do termo preposicionado for abstrato?
Neste caso, passamos para o 3º critério:
3º critério:
O adjunto adnominal preposicionado é agente.
O complemento nominal é paciente.
Este último normalmente é o cobrado em prova. Se os termos abaixo sublinhados são agentes, automaticamente serão os adjuntos adnominais. Se pacientes, serão complementos nominais. Veja:
Adjuntos adnominais:
O amor de mãe é especial. (agente: a mãe ama)
A invenção do cientista mudou o mundo. (agente: o cientista inventou)
A leitura do aluno foi boa. (agente: o aluno leu)
Complementos nominais:
O amor à mãe também é especial. (paciente: a mãe é amada)
A invenção do rádio mudou o mundo. (paciente: o rádio foi inventado)
A leitura do livro é instigante. (paciente: o livro é lido)
Viu como não tem erro? Agora que você já sabe a diferença entre Adjunto Adnominal e Complemento Nominal, é só treinar, resolvendo questões!
O termo destacado em “Depois, um silêncio cheio DE LEMBRANÇAS instalou-se entre nós.” exerce, no contexto, a função sintática de:
(A) objeto direto.
(B) predicativo do objeto.
(C) adjunto adnominal.
(D) objeto indireto.
(E) complemento nominal.
Comentário: O adjetivo “cheio” necessita do complemento nominal “de lembranças”, conforme vimos no critério 1 da diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal.
Gabarito: E
2. (Aeronáutica / EEAer Sargento 2018)
Os investimentos da iniciativa privadaem saúde deveriam ser proporcionais aos lucros de cada empresa.
Os termos destacados classificam-se, respectivamente, em:
a) complemento nominal – adjunto adnominal
b) adjunto adnominal – complemento nominal
c) adjunto adnominal – predicativo
d) predicativo – adjunto adnominal
Comentário: Como o substantivo “investimentos” é gerado do verbo “investir”, ele é substantivo abstrato. Assim, já partimos para o terceiro critério.
Note que “da iniciativa privada” tem valor agente (a iniciativa privada investe). Assim, tal termo preposicionado é o adjunto adnominal.
O termo “em saúde” é paciente. Assim, é complemento nominal.
Por isso, a alternativa correta é a (B).
Gabarito: B
3. (FGV / SEFIN RO Técnico Tributário – 2018)
Todos os segmentos textuais abaixo trazem termos precedidos da preposição de.
Assinale a opção que apresenta o termo cuja preposição é uma exigência de um termo anterior.
(A) “luzes indicadoras de direção”.
(B) “faixa de pedestres”.
(C) “dias de chuva”.
(D) “faixas exclusivas de ônibus”.
(E) “equipamentos de segurança”.
Comentários: A questão trabalha a diferença entre o complemento nominal (preposição é resultado de exigência de um termo anterior) e o adjunto adnominal (preposição transmite sentido restritivo).
Assim, a fim de resolvermos a questão, devemos nos lembrar dos 3 critérios da diferença entre o adjunto adnominal e o complemento nominal.
A alternativa (A) é a correta, pois o adjetivo “indicadoras” rege a preposição “de” e, conforme o primeiro critério, o termo “de direção” é o complemento nominal.
As demais alternativas apresentam os substantivos concretos “faixa”, “dias”, “faixas” e “equipamentos”, os quais são seguidos dos adjuntos adnominais “de pedestres”, “de chuva”, “de ônibus” e “de segurança”.
Gabarito: A
4. (FGV / CMS BA Assistente Legislativo – 2018)
No texto, ocorrem muitos segmentos precedidos pela preposição DE; o termo em que o emprego dessa preposição NÃO é obrigatório, pois não é determinado pela regência de um termo anterior é:
(A) “implementação de programas”;
(B) “incapacidade de investimento”;
(C) “objetivo de enfrentar o crime”;
(D) “períodos de economia mais forte”;
(E) “contratação de policiais”.
Comentários; A fim de resolvermos a questão, devemos nos lembrar dos 3 critérios da diferença entre o adjunto adnominal e o complemento nominal. Assim, o emprego da preposição determinada pela regência de um termo anterior ocorre no complemento nominal e temos que achar a alternativa em que não há regência, isto é, temos que achar o adjunto adnominal.
É simples achar o adjunto adnominal, pois só há uma alternativa com substantivo concreto, que é o substantivo “períodos”. Assim, “de economia mais forte” é o adjunto adnominal e a alternativa (D) é a correta.
Já nas demais alternativas há os substantivos abstratos “implementação”, “incapacidade”, “objetivo” e “contratação”; por conseguinte, os termos “de programas”, “de investimento”, “de enfrentar o crime” e “de policiais” são complementos nominais.