Análise das questões de Português CEBRASPE 2023

Se você está se preparando para concursos públicos, sabe da importância de estudar de forma estratégica para otimizar seu tempo e aumentar suas chances de aprovação. Uma das maneiras mais eficazes de fazer isso é analisando as provas anteriores da banca organizadora.
Neste artigo, vamos mergulhar na análise das questões de Português Cebraspe (antigo Cespe) referentes ao ano de 2023, identificando os temas mais recorrentes e fornecendo dicas valiosas para sua preparação.

Naturalmente não quero com isso que você ignore temas com poucas ocorrências, mas deve dar prioridade ao que mais cai, principalmente se o seu tempo de estudo é pouco.

Análise das Questões:

Durante o ano de 2023, o Cebraspe aplicou diversas provas com questões de Português, abrangendo diferentes áreas da gramática e interpretação de texto. Ao analisar essas questões, foi possível identificar os seguintes temas mais recorrente

1 Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados. 2 Reconhecimento de tipos e gêneros textuais. 3 Domínio da ortografia oficial. 4 Domínio dos mecanismos de coesão textual. 4.1 Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, de conectores e de outros elementos de sequenciação textual. 4.2 Emprego de tempos e modos verbais. 5 Domínio da estrutura morfossintática do período. 5.1 Emprego das classes de palavras. 5.2 Relações de coordenação entre orações e entre termos da oração. 5.3 Relações de subordinação entre orações e entre termos da oração. 5.4 Emprego dos sinais de pontuação. 5.5 Concordância verbal e nominal. 5.6 Regência verbal e nominal. 5.7 Emprego do sinal indicativo de crase. 5.8 Colocação dos pronomes átonos. 6 Reescrita de frases e parágrafos do texto. 6.1 Significação das palavras. 6.2 Substituição de palavras ou de trechos de texto. 6.3 Reorganização da estrutura de orações e de períodos do texto. 6.4 Reescrita de textos de diferentes gêneros e níveis de formalidade. 7 Correspondência oficial (conforme Manual de Redação da Presidência da República). 7.1 Aspectos gerais da redação oficial. 7.2 Finalidade dos expedientes oficiais. 7.3 Adequação da linguagem ao tipo de documento. 7.4 Adequação do formato do texto ao gênero.

 

Das provas aplicadas em 2023, houve 689 ocorrências de Português.

Neste trabalho, eu evito considerar a quantidade exata de questões, porque há algumas que cobram mais de um tema num só pedido. Por exemplo, às vezes uma questão cobra o emprego de pronome, de verbo e de pontuação. Assim, em vez de registrarmos uma só questão, eu registro três ocorrências, para mapearmos efetivamente o que a banca cobra.

Desse conteúdo, notamos que muitos assuntos são interligados. Assim, uma questão de pronome pessoal, por exemplo, pode envolver os assuntos Emprego de Classes de Palavras, Domínio dos mecanismos de coesão textual, Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, Relações de subordinação entre termos da oração, Colocação dos pronomes átonos.

 

Veja primeiramente os dados em um gráfico:

gráfico

 

Agora, vamos a algumas considerações:

O assunto “5.1 Emprego de classes de palavras” não se encontra no gráfico, por ser muito abrangente. Ele já está representado pelos assuntos mais específicos “conjunções”, “pronomes relativos”, “pronomes”, “verbos”, “preposição”, “advérbio”, “adjetivo”, “substantivo”.

O assunto “5 Domínio da estrutura morfossintática do período” também não se encontra no gráfico, por já abarcar assuntos mais específicos e previstos no conteúdo dos editais, como Relações de coordenação entre orações e entre termos da oração. Relações de subordinação entre orações e entre termos da oração. Emprego dos sinais de pontuação. Reescrita de frases e parágrafos do texto. Substituição de palavras ou de trechos de texto. Reorganização da estrutura de orações e de períodos do texto. Reescrita de textos de diferentes gêneros e níveis de formalidade. Domínio dos mecanismos de

coesão textual. Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, de conectores e de outros elementos de sequenciação textual.

 

Vamos aos dados de uma forma mais pontual!

 

Das 689 ocorrências, a banca cobrou

184 ocorrências do assunto 5.1 Emprego das classes de palavras, sendo

57 de conjunções,

50 de demais pronomes e Colocação dos pronomes átonos.

24 de pronomes relativos,

23 de Emprego de tempos e modos verbais;

15 de advérbio;

8 de preposição;

6 de adjetivo;

1 de substantivo.

178 ocorrências do assunto 1 Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados;

56 ocorrências do assunto 4 Domínio dos mecanismos de coesão textual. 4.1 Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, de conectores e de outros elementos de sequenciação textual;

47 ocorrências do assunto 5.4 Emprego dos sinais de pontuação;

43 ocorrências do assunto 6.1 Significação das palavras;

43 ocorrências do assunto 6 Reescrita de frases e parágrafos do texto. 6.2 Substituição de palavras ou de trechos de texto. 6.3 Reorganização da estrutura de orações e de períodos do texto. 6.4 Reescrita de textos de diferentes gêneros e níveis de formalidade;

33 ocorrências do assunto 5.5 Concordância verbal e nominal;

26 ocorrências do assunto 5.2 Relações de coordenação entre termos da oração. 5.3 Relações de subordinação entre termos da oração (sintaxe da oração);

24 ocorrências do assunto 5.7 Emprego do sinal indicativo de crase;

18 ocorrências do assunto 5.6 Regência verbal e nominal;

16 ocorrências do assunto 2 Reconhecimento de tipos e gêneros textuais, sendo 10 de Reconhecimento de tipos textuais e 6 de Reconhecimento de gêneros textuais;

16 ocorrências do assunto 7 Correspondência oficial (conforme Manual de Redação da Presidência da República). 7.1 Aspectos gerais da redação oficial. 7.2 Finalidade dos expedientes oficiais. 7.3 Adequação da linguagem ao tipo de documento. 7.4 Adequação do formato do texto ao gênero.

5 ocorrências do assunto 3 Domínio da ortografia oficial, sendo que 3 são de acentuação e 2 de emprego de hífen.

 

Observações:

 

Devemos ressaltar que os assuntos Colocação dos pronomes átonos e Emprego de tempos e modos verbais nem precisariam estar explícitos no conteúdo programático, pois já fazem parte do assunto Emprego das classes de palavras.

O emprego de pronomes é um assunto vasto, amplo e percorre outros assuntos, como Domínio dos mecanismos de coesão textual, Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, de conectores e de outros elementos de sequenciação textual, Emprego das classes de palavras, Relações de subordinação entre orações.

O assunto 7 Correspondência oficial (conforme Manual de Redação da Presidência da República). 7.1 Aspectos gerais da redação oficial. 7.2 Finalidade dos expedientes oficiais. 7.3 Adequação da linguagem ao tipo de documento. 7.4 Adequação do formato do texto ao gênero só deve ser estudado se literalmente estiver expresso no conteúdo programático do edital. Nem sempre está previsto nos editais do CEBRASPE.

Os assuntos 5.2 Relações de coordenação entre orações e 5.3 Relações de subordinação entre orações trabalham fundamentalmente o reconhecimento do sentido das conjunções, assunto que está também previsto em 4 Domínio dos mecanismos de coesão textual. 4.1 Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, de conectores e de outros elementos de sequenciação textual e 5.1 Emprego das classes de palavras.

 

Com base nesses números, podemos classificar as questões do CEBRASPE em três partes, por índice de ocorrências:

Temas quentes: são os conteúdos de maior ocorrência, sempre estão nas provas, como “interpretação”, “conjunções”, “coesão”, “pronomes”, “pontuação”, “significado de palavras” e “reescrita”.

Juntos, perfazem 68,79% de todas as ocorrências no ano de 2023.

Então, no seu planejamento, a prioridade é estudar esses assuntos primeiro.

 

Temas mornos: são os conteúdos de média quantidade e nem sempre aparecem nas provas, como “concordância”, “oração”, “pronome relativo”, “crase”, “verbo”, “regência”, “advérbio”.

Juntos, perfazem 23,65% de todas as ocorrências no ano de 2023.

 

Temas frios: são os conteúdos de baixa ocorrência, como “tipologia textual”, “gêneros textuais”, “preposição”, “adjetivo”, “acentuação”, “ortografia”, “substantivo”.

Juntos, perfazem 5,23% de todas as ocorrências no ano de 2023.

 

Apesar de nem sempre estar previsto nos editais, o assunto “Correspondência Oficial” obteve 2,32% das ocorrências de 2023. Ele é um caso à parte! Estando previsto no edital, é um tema quente, pois normalmente em provas com 10 questões de Português, pelo menos 2 são deste assunto.

Assim, estando previsto no edital, é assunto muito relevante e passa a ser quente.

 

Assim, todos os temas elencados para sua prova são importantes, e essa classificação serve apenas para você dar prioridade, e não para deixar de estudá-los, ok? Não podemos negligenciar nenhum assunto.

 

Agora, veja o que normalmente é previsto sobre os critérios de avaliação:

“Cada prova objetiva será constituída de itens para julgamento, agrupados por comandos que deverão ser respeitados. O julgamento de cada item será CERTO ou ERRADO, de acordo com o(s) comando(s) a que se refere o item. Haverá, na folha de respostas, para cada item, dois campos de marcação: o campo designado com o código C, que deverá ser preenchido pelo candidato caso julgue o item CERTO, e o campo designado com o código E, que deverá ser preenchido pelo candidato caso julgue o item ERRADO.

(…)

Para obter pontuação no item, o candidato deverá marcar um, e somente um, dos dois campos da folha de respostas.

(…)

A nota em cada item das provas objetivas, feita com base nas marcações da folha de respostas, será igual a: 1,00 ponto, caso a resposta do candidato esteja em concordância com o gabarito oficial definitivo das provas; 1,00 ponto negativo, caso a resposta do candidato esteja em discordância com o gabarito oficial definitivo das provas; 0,00, caso não haja marcação ou haja marcação dupla (C e E).”

 

Então, se você sabe a questão, marque no cartão de respostas, se não sabe, deixe em branco ou marque os dois campos!

Isso determina a maior dificuldade na prova: trabalhar a cabeça para não “chutar”.

Minha mensagem final para você concurseiro, é que priorize os conteúdos que mais caem, mas não negligencie os demais temas, pois a preparação completa é essencial para alcançar o sucesso nos concursos públicos. Com dedicação e estratégia, você estará mais preparado para enfrentar os desafios das próximas provas.

 

 

 

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Grande abraço!

Professor Décio Terror

Prova Português Resolvida da Polícia Civil Santa Catarina 2024 Psicólogo Policial Civil

Neste artigo, vamos comentar a prova Português da Polícia Civil Santa Catarina 2024 Psicólogo Policial Civil.

Neste artigo, comentei a prova 2, tipo verde:

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1. (FGV / PCSC Psicólogo Policial Civil 2024)

Assinale a frase que mostra problemas de correção com o emprego do acento grave indicativo da crase.

(A)  Os sábios dizem que a vossa luz se apagará um dia, disseram os vagalumes às estrelas. Estas, porém, não responderam nada.

(B)  Fique atento à tartaruga; ela faz progresso apenas quando estica o pescoço.

(C)  Se achares três reais leva-os à polícia; se achares três mil reais, leva-os a um banco.

(D)  Às vezes, só uma mudança de ponto de vista é suficiente para transformar uma obrigação numa interessante oportunidade.

(E)   Dinheiro é igual à táxi: quando você mais precisa, ele não aparece.

Comentário: A alternativa (A) está correta, pois “disseram” rege a preposição “a” e o substantivo “estrelas” está precedido do artigo “as”, por isso há crase.

A alternativa (B) está correta, pois “atento” rege a preposição “a” e o substantivo “tartaruga” está precedido do artigo “a”, por isso há crase.

A alternativa (C) está correta, pois “leva” rege a preposição “a” e o substantivo “polícia” está precedido do artigo “a”, por isso há crase.

A alternativa (D) está correta, pois cabe crase na locução adverbial de base feminina “Às vezes”.

A alternativa (E) é a errada, pois o substantivo masculino “táxi” não admite ser precedido do artigo feminino “a”. Assim, cabe apenas a preposição “a” exigida pelo adjetivo “igual”.

Gabarito: E

 

2. (FGV / PCSC Psicólogo Policial Civil 2024)

O célebre cientista Lineu disse certa vez:

“A natureza é um imenso dicionário!”

A comparação entre a natureza e o dicionário se justifica por duas marcas, que são:

(A) a quantidade e a variedade.

(B) a dificuldade e a necessidade.

(C) a necessidade e a precariedade.

(D) a precariedade e a quantidade.

(E) a variedade e a dificuldade.

Comentário: A alternativa (A) é a correta, pois um dicionário é conhecido pela grande quantidade e variedade de palavras e definições que ele contém, assim como a natureza é conhecida pela sua imensa diversidade de espécies, ecossistemas e fenômenos naturais.

Essa comparação faz sentido e reflete as características compartilhadas entre um dicionário e a natureza.

A alternativa (B) está errada, pois, embora um dicionário possa ser necessário para entender as palavras e a natureza seja essencial para a vida, a comparação direta envolvendo “dificuldade” não é claramente justificada. Além disso, a “dificuldade” não é uma característica intrínseca de um dicionário ou da natureza.

A alternativa (C) está errada, pois precariedade não é uma característica associada a um dicionário ou à natureza de maneira geral. Embora ambos possam ser necessários (dicionários para compreensão da linguagem, natureza para a vida), a precariedade não se encaixa na comparação da frase.

A alternativa (D) está errada, pois, como vimos, precariedade não é uma característica relevante na comparação da frase. Como vimos anteriormente, quantidade é uma marca na comparação dessa frase.

A alternativa (E) está errada, pois, como vimos, cabe “variedade”, mas não cabe “dificuldade”.

Gabarito: A

 

3. (FGV / PCSC Psicólogo Policial Civil 2024)

Muitas frases são construídas tendo por base outras frases famosas; entre as que estão abaixo, assinale aquela que está isenta dessa intertextualidade.

(A) Repolho não pensa. Logo, não existe.

(B) O céu é o pão de cada dia dos olhos.

(C) A Terra é o provável paraíso perdido.

(D) Antes um pássaro a voar que dois na mão.

(E) A mosca é o termômetro da higiene.

Comentário: Na alternativa (A), há intertextualidade, pois a frase “Repolho não pensa. Logo, não existe.” apresenta uma variação do famoso pensamento de René Descartes “Penso, logo existo”. Neste contexto, a ideia é invertida para um contexto humorístico.

Na alternativa (B), há intertextualidade, pois a frase “O céu é o pão de cada dia dos olhos.” apresenta uma reinterpretação da expressão bíblica “o pão nosso de cada dia“, que é usada na oração do Pai Nosso. A frase associa o céu a algo diariamente necessário ou apreciado, semelhante ao pão.

Na alternativa (C), há intertextualidade, pois a frase “A Terra é o provável paraíso perdido.” remete ao título da obra épica “Paraíso Perdido” de John Milton, mas a coloca em um contexto moderno, referindo-se à Terra.

Na alternativa (D), há intertextualidade, pois a frase “Antes um pássaro a voar que dois na mão.” apresenta uma variação do provérbio “Mais vale um pássaro na mão do que dois voando“, mas com uma interpretação oposta, valorizando a liberdade em vez da posse segura.

A alternativa (E) é a que devemos marcar, pois a frase “A mosca é o termômetro da higiene.” não apresenta variação direta de nenhuma frase famosa e não apresenta nenhuma expressão dessa frase que seja variação ou faça alusão a alguma expressão famosa. Assim, não há intertextualidade.

Gabarito: E

 

4. (FGV / PCSC Psicólogo Policial Civil 2024)

Assinale a frase em que a locução sublinhada foi corretamente substituída por um só vocábulo.

(A) O manancial desaprova quase sempre o itinerário do rio. / pluvial.

(B) A felicidade ou a infelicidade dos homens depende tanto de seus humores quanto de sua sorte. / masculina.

(C) Basta um minuto para fazer um herói; mas é necessária uma vida inteira para fazer um homem de bem. / benevolente.

(D) Nas situações de crise lembra-te de que deves conservar tranquila a tua cabeça. / críticas.

(E) A liberdade do outro amplia a minha. / altruísta.

Comentário: A alternativa (A) está errada, pois a locução adjetiva “do rio” pode ser substituída pelo adjetivo de mesmo sentido “fluvial”. O adjetivo “pluvial” é relativo à chuva.

A alternativa (B) está errada, pois a locução adjetiva “dos homens”, neste contexto, é o mesmo que “dos seres humanos” e pode ser substituída pelo adjetivo de mesmo sentido “humanas”. O adjetivo “masculina” relaciona-se à restrição ao gênero masculino, isto é, sem mulheres neste grupo.

A alternativa (C) está errada, pois a locução adjetiva “de bem” pode ser substituída pelo adjetivo de mesmo sentido “íntegro”. Esse adjetivo transmite a ideia de alguém que é moralmente correto, honesto e possui princípios éticos sólidos, o que está em consonância com o sentido de homem “de bem”.

Já o adjetivo “benevolente” tem o mesmo sentido da locução adjetiva “de boa vontade”, pois tal locução transmite uma ideia similar de bondade, generosidade e disposição para fazer o bem, características associadas à benevolência.

A alternativa (D) é a correta, pois “situações de crise” é o mesmo que “situações críticas”.

A alternativa (E) está errada, pois a locução adjetiva “do outro”, neste contexto, é o mesmo que “outrem”. O adjetivo “altruísta” se refere a um nobre sentimento. A pessoa altruísta se doa para o próximo sem esperar nada em troca.

Gabarito: D

 

5. (FGV / PCSC Psicólogo Policial Civil 2024)

Observe a seguinte frase:

Os deuses fizeram o campo mais esplendidamente e melhor que tudo.”

Assinale a opção correta sobre as propostas de mudanças nessa frase.

(A) Se reescrevêssemos essa frase, iniciando-a pelo substantivo “campo”, sua forma adequada seria: “O campo, os deuses o fizeram mais esplendidamente e melhor que tudo.”

(B) Se colocarmos “campo” no plural, a forma do vocábulo “melhor” deve modificar-se para “melhores”.

(C) O vocábulo “melhor” poderia ser corretamente substituído por “mais bom”.

(D) A forma verbal “fizeram” poderia ser substituída convenientemente pela forma “construíram” de sentido mais específico.

(E) Se trocarmos “mais esplendidamente” por “da forma mais esplêndida”, o vocábulo “mais” muda de classe gramatical.

Comentário: A alternativa (A) é a correta, pois a reescrita apenas apresenta enfaticamente o objeto direto com o pronome “o” como objeto direto pleonástico. Compare:

Os deuses fizeram o campo mais esplendidamente e melhor que tudo.

O campo, os deuses o fizeram mais esplendidamente e melhor que tudo.

A alternativa (B) está errada, pois, na frase “Os deuses fizeram o campo mais esplendidamente e melhor que tudo.”, os elementos comparativos de superioridade “mais esplendidamente e melhor que tudo” são constituídos dos advérbios “mais”, “esplendidamente” e “melhor”.

Como sabemos que advérbios não se flexionam no plural, a afirmação está errada.

A alternativa (C) está errada, pois só cabe a forma comparativa de superioridade sintética do advérbio “bem”, que é “melhor”. Note que não há adjetivo “bom”.

A alternativa (D) está errada, pois a forma “construíram” não tem sentido mais específico que “fizeram”.

A alternativa (E) está errada, pois o vocábulo “mais”, em “mais esplendidamente”, é advérbio de intensidade que modifica o advérbio “esplendidamente”. Em “da forma mais esplêndida”, o advérbio de intensidade “mais” modifica o adjetivo “esplêndida”.

Assim, não há mudança de classe gramatical. Permanece como advérbio.

Gabarito: A

 

6. (FGV / PCSC Psicólogo Policial Civil 2024)

As opções abaixo mostram textos compostos de dois segmentos, separados por uma barra inclinada.

Assinale a relação lógica entre esses segmentos que está corretamente indicada.

(A) A cidade não é uma selva de concreto; / é um zoológico humano. – Relação de comparação.

(B) Não acuses a natureza. / Ela fez a parte dela. – Relação de explicação.

(C) Há boas razões para proteger a Terra. / É o modo mais seguro de prolongar a lucratividade. – Relação de conclusão.

(D) O sol não ganharia nada em beleza / se aparecesse somente uma vez ao ano. – Relação de concessão.

(E) Vamos deixar a natureza seguir seu caminho; / ela entende do negócio melhor do que nós. – Relação de causa e consequência.

Comentário: A alternativa (A) está errada, pois, embora cada oração se estruture com base em metáfora (comparação), a relação entre essas orações é de contraste, pois a primeira oração nega, e a segunda afirma. Assim, a primeira metáfora de que a cidade é “selva de concreto” é rejeitada em favor de outra: a cidade é um zoológico humano.

Dessa forma, não há comparação entre as orações, mas contraste, oposição.

A alternativa (B) é a correta, pois a segunda oração explica ou justifica a primeira. A instrução para não acusar a natureza é apoiada pela explicação de que a natureza já cumpriu seu papel. Veja com a inserção de um conectivo adequado:

Não acuses a natureza, pois ela fez a parte dela.

A alternativa (C) está errada, pois a segunda frase é uma explicação ou justificativa das boas razões para proteger a Terra, isto é: prolonga a lucratividade. Assim, não cabe conclusão na segunda frase. Veja com a inserção de um conectivo adequado:

Há boas razões para proteger a Terra, pois é o modo mais seguro de prolongar a lucratividade.

A alternativa (D) está errada, pois a segunda oração transmite claramente o valor de condição, por meio da conjunção “se”, e não de concessão.

O sol não ganharia nada em beleza se aparecesse somente uma vez ao ano.

A alternativa (E) está errada, pois a segunda oração fornece um fundamento ou justificativa para a sugestão feita na primeira oração. Assim, não cabe consequência na segunda oração. Veja com a inserção de um conectivo adequado:

Vamos deixar a natureza seguir seu caminho, pois ela entende do negócio melhor do que nós.

Gabarito: B

 

7. (FGV / PCSC Psicólogo Policial Civil 2024)

Observe, sob o ponto de vista argumentativo, a seguinte frase: “A cidade não é uma selva de concreto; é um zoológico humano.”

A afirmativa correta sobre a estruturação argumentativa dessa frase é:

(A) a tese do texto é a de que a cidade não é uma selva de concreto.

(B) o argumento que apoia a tese se baseia no bom-senso.

(C) a tese do texto é apresentada sem qualquer argumento que a suporte.

(D) a argumentação do texto se utiliza do método dedutivo.

(E) o argumentador apela para a intimidação do leitor.

Comentário: Normalmente, quando uma frase inicia por negação, quer-se negar algo comumente falado e em seguida há o pensamento do autor.

Assim, a frase “A cidade não é uma selva de concreto; é um zoológico humano” é estruturada de forma a criar um contraste direto entre duas visões diferentes da cidade.

Primeiro, ela refuta a ideia comum da cidade como uma “selva de concreto” e depois propõe uma perspectiva alternativa, comparando-a a um “zoológico humano”.

Note que a frase não oferece argumentos racionais ou evidências para apoiar sua visão. Em vez disso, ela procura provocar reflexão no leitor, incentivando-o a repensar as maneiras comuns de ver a cidade.

Agora, vamos às alternativas.

A alternativa (A) está errada, pois a frase começa negando que a cidade seja uma “selva de concreto”, como comumente se fala, mas a tese vai além disso: ela propõe uma visão alternativa da cidade como um “zoológico humano”.

A alternativa (B) está errada, pois o texto apresenta a tese. Não apresenta argumento. Além disso, não há elemento no texto que se possa julgar basear-se no bom-senso. Para isso, haveria necessidade de uma ampliação com outra frase que fornecesse, por exemplo, uma analogia mais detalhada e uma explicação concreta para a comparação feita entre a cidade e um zoológico humano. Mas isso é só uma possibilidade. O que importa é que não houve argumento na frase.

A alternativa (C) é a correta, pois realmente a tese do texto é apresentada sem qualquer argumento que a suporte. A frase apresenta uma afirmação metafórica, mas não oferece argumentos concretos ou evidências para apoiar a visão de que a cidade é um “zoológico humano”.

Como comentado anteriormente, a frase procura provocar reflexão no leitor, incentivando-o a repensar as maneiras comuns de ver a cidade, e não um argumento.

A alternativa (D) está errada, pois o método dedutivo envolveria uma lógica de premissas gerais levando a uma conclusão específica. A frase, por outro lado, é uma afirmação metafórica e não segue uma estrutura dedutiva.

A alternativa (E) está errada, pois não há elementos na frase que sugiram uma tentativa de intimidação. A frase é uma afirmação metafórica que busca provocar reflexão, e não intimidar.

Gabarito: C

 

8. (FGV / PCSC Psicólogo Policial Civil 2024)

Todas as frases abaixo foram retiradas de um dicionário de citações e quatro delas apresentam erros relacionados à norma culta da língua portuguesa.

Assinale a única frase correta.

(A) Só se pode vencer a natureza obedecendo-a.

(B) Os rios são caminhos que marcham por si só.

(C) Todas as especulações são cinzas, meu amigo, mas a árvore de ouro da vida é eternamente verde.

(D) Destaca-se e viverás.

(E) Toda a vida é sonho e os sonhos, sonhos são.

Comentário: A alternativa (A) está errada, pois o verbo “obedecendo” é transitivo indireto e não admite o pronome átono “a” como objeto indireto. Veja a correção:

Só se pode vencer a natureza obedecendo-lhe.

A alternativa (B) está errada, pois o adjetivo “só” deve concordar com o seu referente plural “caminhos”. Veja a correção:

Os rios são caminhos que marcham por si sós.

A alternativa (C) está errada, pois “cinza” faz contraste com “verde”. Assim, tais palavras estão relacionadas à cor. O adjetivo “verde” se flexiona normalmente no plural quando o referente é plural: camisa verde, camisas verdes.

Porém, o substantivo que se relaciona à cor não deve flexionar-se. Assim, o correto é o emprego de “cinza” no singular. Veja a correção:

Todas as especulações são cinza, meu amigo, mas a árvore de ouro da vida é eternamente verde.

A alternativa (D) está errada, pois, pela conjugação do segundo verbo (“viverás”) na segunda pessoa do singular, notamos que o primeiro também deve ser conjugado nesta pessoa: “Destaca”. Porém, o pronome átono “se” não acompanhou tal pessoa. Assim, para ficar correto, deve-se estruturar da seguinte forma:

Destaca-te e viverás.

A alternativa (E) foi dada como a correta.

É certo que não cabe vírgula entre o sujeito e o predicativo de uma oração. Na oração “e os sonhos, sonhos são”, o termo “os sonhos” é o sujeito e o termo “sonhos” é o predicativo do sujeito. Note que “são” é verbo de ligação.

Mas note que a palavra “sonho” se repete neste pequeno período. Ocorre três vezes num segmento de pequena extensão. Isso nos dá sinal de estilo, de ênfase.

Assim, devemos analisar a pontuação também como expressividade, estilo, ênfase.

Como notamos que as demais alternativas apresentam erros gramaticais incontestáveis, notamos que cabe a vírgula por estilo, simplesmente para enfatizar a repetição do substantivo “sonhos” na última oração. Veja:

Toda a vida é sonho e os sonhos, sonhos são.

Gabarito: E

 

9. (FGV / PCSC Psicólogo Policial Civil 2024)

Em todos os fragmentos textuais abaixo há processos de retomada dos termos sublinhados; assinale a frase em que o processo é realizado por uma classe gramatical diferente das demais.

(A) Não acuses a natureza. Ela já fez a parte dela.

(B) Graças a Deus o sol já se pôs, e não tenho mais de sair para aproveitá-lo.

(C) Considerai como crescem os lírios do campo; eles não trabalham nem fiam.

(D) Os moradores dos campos são melhores que os das cidades.

(E) Quando um homem não observa a natureza, sempre crê poder melhorá-la.

Comentário: Note que, nas alternativas (A), (B), (C) e (E), os pronomes pessoais “Ela”, “-lo”, “eles”, “-la” retomam seus antecedentes sublinhados.

Assim, o processo de retomada ocorreu com o emprego de pronomes pessoais.

Porém, na alternativa (D), o processo de retomada não ocorreu com pronome pessoal.

Na realidade, o artigo “os” faz subentender o substantivo plural “moradores”. Assim, ocorreu a elipse.

Por isso, a alternativa (D) é a que deve ser marcada.

Um detalhe importante: há quem entenda que “os” também pode ser percebido como pronome demonstrativo reduzido “os”, o qual tem o mesmo valor de “aqueles”. Veja:

Os moradores dos campos são melhores que os das cidades.

Os moradores dos campos são melhores que aqueles das cidades.

Assim, também o processo ocorreria por emprego de pronome. Por isso mesmo, a banca deixou as demais alternativas com retomada por pronome pessoal, para evitar recurso ou anulação da questão.

Entendendo como artigo (neste caso, seria elipse do substantivo) ou como pronome demonstrativo, o emprego de “os” é diferente do das demais alternativas.

Gabarito: D

 

10. (FGV / PCSC Psicólogo Policial Civil 2024)

As frases a seguir mostram a modificação de uma forma reduzida para uma forma de oração desenvolvida; assinale a opção em que essa modificação foi feita de forma adequada.

(A)  Há boas razões para proteger a Terra. / Há boas razões para que protegêssemos a Terra.

(B)  Quando um homem não observa a natureza, sempre crê poder melhorá-la. / Quando um homem não observa a natureza, sempre crê que possa melhorá-la.

(C)  É impossível ensinar um gato a não pegar passarinhos. / É impossível ensinar um gato a que não pegasse passarinhos.

(D)  Sirvo-me de animais para instruir os homens. / Sirvo-me de animais para a instrução dos homens.

(E)   A natureza não nos permitiu conhecer o limite das coisas. / A natureza não nos permitiu que conheçamos o limite das coisas.

Comentário: A questão pede a modificação de uma forma reduzida para uma forma de oração desenvolvida.

Uma oração desenvolvida deve ser iniciada por uma conjunção ou pronome relativo (se for oração adjetiva) e deve conter verbo conjugado em modo e tempo verbal.

Assim, além de verificar se há oração desenvolvida, quando esse verbo sair da forma infinitiva, o seu tempo verbal deve combinar com o do verbo da oração principal.

A alternativa (A) está errada, pois o pretérito imperfeito do subjuntivo “protegêssemos” não combina com o presente do indicativo “Há”. Assim, para haver tal combinação, devemos passar o verbo para o presente do subjuntivo “protejamos”. Veja:

boas razões para que protejamos a Terra.

A alternativa (B) é a correta, pois a oração subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo “poder melhorá-la” passou a desenvolvida, tendo em vista que foi inserida a conjunção integrante “que” e o verbo auxiliar deixou de ser infinitivo e passou a ser presente do subjuntivo, combinando com o verbo da oração principal “crê”. Confirme:

Quando um homem não observa a natureza, sempre crê que possa melhorá-la.

Neste caso, como é algo que se crê, isto é, não é certeza, mas possibilidade, é ideal que o tempo verbal seja o presente do subjuntivo “possa”.

A alternativa (C) está errada, pois o pretérito imperfeito do subjuntivo “pegasse” não combina com o presente do indicativo “É“. Assim, para haver tal combinação, devemos passar o verbo para o presente do subjuntivo “pegue”. Veja:

É impossível ensinar um gato a que não pegue passarinhos.

A alternativa (D) está errada, pois houve uma nominalização, isto é, a transformação de uma oração (para instruir os homens) em termo da oração (para a instrução dos homens). Assim, não atende ao comando da questão.

A alternativa (E) está errada, pois o presente do subjuntivo “conheçamos” não combina com o pretérito perfeito do indicativo “permitiu”. Assim, para haver tal combinação, devemos passar o verbo para o pretérito imperfeito do subjuntivo “conhecêssemos”. Veja:

A natureza não nos permitiu que conhecêssemos o limite das coisas.

Gabarito: B

 

Prova comentada Português – Prefeitura de BH 2024 Auditor de Controle Interno

Veja a Prova Resolvida Português FGV Prefeitura de Belo Horizonte 2024 Auditor de Controle Interno.

Não vi possibilidades de recurso contra o gabarito desta prova!

Vamos á resolução da prova!

 

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Baixe o gabarito aqui!

Agora, veja a prova resolvida!

 

1. (FGV / Prefeitura Belo Horizonte-MG Auditor de Controle Interno 2024)

As frases a seguir mostram termos sublinhados que retomam termos anteriores. Assinale a frase em que o tipo de retomada está corretamente identificado.

(A)  Luís Filipe acaba de comprar três esferográficas, dois lápis e folhas de papel pautado. Ele necessita desses artigos para suas anotações arqueológicas. / Sinônimo.

(B)  Cristiane comprou recentemente novos patins. Os seus velhos já não cabiam mais. / Hiperônimo.

(C)  Desde alguns anos, nos foram indicados vários produtos para substituírem a aspirina. Entretanto esse medicamento permanece eficaz em muitas circunstâncias. / Grupo nominal.

(D)  A mulher ocupa mais e mais seu lugar em nossa sociedade. Não é raro ver mulheres ocupando cargos de chefia. / Repetição de termos com flexão diferente.

Comentário: A alternativa (A) está errada, pois o substantivo “artigos” tem um sentido geral (hiperônimo) e engloba os itens “três esferográficas”, “dois lápis” e “folhas de papel pautado” (hipônimos), os quais têm valores específicos. Assim, a retomada desses itens pelo substantivo “artigos” empregou o recurso do hiperônimo (nome geral que retoma nome específico), e não sinônimo.

A alternativa (B) está errada, pois o termo “Os seus velhos” retoma o substantivo “patins” e o faz ficar subentendido. Assim, o recurso de coesão empregado envolve a elipse do substantivo “patins” e o acúmulo de palavras, o qual também pode ser entendido como grupo nominal. Assim, não cabe hiperônimo.

A alternativa (C) está errada, pois “medicamento” tem sentido geral (hiperônimo) e retomou o substantivo de sentido específico “aspirina” (hipônimo). Assim, o recurso empregado foi hiperônimo, e não grupo nominal.

A alternativa (D) é a correta, pois “mulheres” repete o substantivo retomado, porém no plural. Assim, realmente o recurso de coesão foi a repetição de termos com flexão diferente.

Gabarito: D

 

2. (FGV / Prefeitura Belo Horizonte-MG Auditor de Controle Interno 2024)

Todas as frases abaixo mostram um grupo nominal formado por substantivo + adjetivo. Assinale a frase em que a troca de posição entre os dois modifica o sentido do grupo.

(A)  A agricultura fomenta a sensatez, sensatez de excelente índole.

(B)  Nenhum pássaro voa alto demais se voa com as próprias asas.

(C)  O trabalho do lavrador é o trabalho natural do homem, o único que acalma as paixões e vigoriza o corpo.

(D)  Lembrai-vos que as mais belas coisas do mundo são as mais inúteis: lírios e pavões, por exemplo.

Comentário: Na alternativa (A), a troca de posição entre substantivo e adjetivo não muda o sentido, pois mantém a mesma ideia de qualidade ou natureza positiva da “sensatez”. Confirme:

A agricultura fomenta a sensatez, sensatez de excelente índole.

A agricultura fomenta a sensatez, sensatez de índole excelente.

A alternativa (B) é a que devemos marcar, pois, na frase original, “próprias asas” enfatiza a ideia de autonomia e capacidade inerente do pássaro. Porém, com a troca “asas próprias”, o adjetivo “próprias” se posicionou após o substantivo “asas” e com isso passou a ter o sentido de que as asas são adequadas ou apropriadas. Isso significa que o adjetivo está enfatizando que as asas, além de serem pertencentes ao pássaro, também são adequadas, apropriadas ou suficientes para a tarefa de voar bem alto. O uso de “próprias” após o substantivo, neste contexto, transmite a ideia de que o pássaro tem tudo o que é necessário, de forma inerente e natural, para alcançar grandes alturas. Confirme:

Nenhum pássaro voa alto demais se voa com as próprias asas.

Nenhum pássaro voa alto demais se voa com as asas próprias.

Nenhum pássaro voa alto demais se voa com as asas adequadas.

Nenhum pássaro voa alto demais se voa com as asas apropriadas.

Na alternativa (C), a inversão para “natural trabalho” não altera fundamentalmente o sentido. Continua indicando que o trabalho do lavrador está de acordo com a natureza humana:

O trabalho do lavrador é o trabalho natural do homem, o único que acalma as paixões e vigoriza o corpo.

O trabalho do lavrador é o natural trabalho do homem, o único que acalma as paixões e vigoriza o corpo.

Na alternativa (D), se invertermos a posição do adjetivo e substantivo para formar “coisas mais belas” (note que o advérbio “mais” acompanha o adjetivo “belas”), o sentido da frase se mantém. A ênfase continua sendo que as coisas que são extremamente belas tendem a ser inúteis, como os lírios e pavões mencionados.

Lembrai-vos que as mais belas coisas do mundo são as mais inúteis: lírios e pavões, por exemplo.

Lembrai-vos que as coisas mais belas do mundo são as mais inúteis: lírios e pavões, por exemplo.

Gabarito: B

 

3. (FGV / Prefeitura Belo Horizonte-MG Auditor de Controle Interno 2024)

Assinale a opção que mostra a frase em que o emprego do pronome sublinhado está inadequado.

(A)     É uma coisa terrível para um intelectual quando ele encara uma ideia como uma realidade.

(B)     Uma ideia não é responsável por pessoas que acreditam nela.

(C)     A principal função do educador é cuidar para que ele não confunda o bem com a passividade e o mal com a atividade.

(D)     Se você quiser civilizar alguém, comece pela avó dele.

Comentário: A alternativa (A) está correta, pois o pronome “ele” é usado para se referir ao substantivo “intelectual”. O uso é adequado porque está claro a quem o pronome se refere e está em concordância com o substantivo a que se refere tanto em gênero quanto em número. Confirme:

É uma coisa terrível para um intelectual quando ele encara uma ideia como uma realidade.

A alternativa (B) está correta, pois, na contração “nela”, o pronome “ela” refere-se claramente a “uma ideia”. O uso é apropriado, pois há concordância em gênero e número, e a referência está clara.

Uma ideia não é responsável por pessoas que acreditam nela.

A alternativa (C) está correta, pois o pronome “ele” se refere ao substantivo “educador”. Este uso é correto, pois o pronome está em concordância com o antecedente “educador” e a referência é clara.

A principal função do educador é cuidar para que ele não confunda o bem com a passividade e o mal com a atividade.

A alternativa (D) é a inadequada, pois, na contração “dele”, o pronome “ele” é usado para se referir ao pronome “alguém”. A inadequação surge porque o pronome “alguém” é indefinido e não especifica o gênero.

Assim, usar “dele” pode ser considerado inadequado, pois presume o gênero masculino para um antecedente que é neutro em relação ao gênero. Seria mais apropriado usar uma forma que não especifique o gênero, como “dessa pessoa” ou “dele ou dela”, para manter a neutralidade.

Se você quiser civilizar alguém, comece pela avó dele.

Se você quiser civilizar alguém, comece pela avó dessa pessoa.

Se você quiser civilizar alguém, comece pela avó dele ou dela.

Gabarito: D

 

4. (FGV / Prefeitura Belo Horizonte-MG Auditor de Controle Interno 2024)

Assinale a frase que se apresenta inteiramente coerente.

(A)  Não me lembro do que ele morreu. Só me lembro que não era nada sério.

(B)  Minha certidão de nascimento é velha, mas não a minha idade.

(C)  Casa, comida e diamantes – isso é essencial, o resto é supérfluo.

(D)  A única maneira de conter esta onda de suicídios é fazer com que seja um crime punido com pena de morte.

Comentário: A questão trabalha o que chamamos de incoerência aparente, o que é muito comum em nossa fala do dia a dia. Muitas vezes, examinando as frases, encontramos uma incoerência, a qual é inserida por motivo de ênfase e queremos com isso transmitir uma ideia adjacente.

Na alternativa (A), há incoerência, pois foi afirmado que a causa da morte não era nada sério. Porém, se houve morte, é fato que algum problema sério houve. Tanto assim que levou alguém à morte. Houve o chamado paradoxo, isto é, uma contradição e ela reforça que houve incoerência.

Mas note que há uma intenção por trás dessa incoerência aparente. Leia novamente:

Não me lembro do que ele morreu. Só me lembro que não era nada sério.

Essa incoerência sugere que alguém achou que o problema não era sério até saber da morte da pessoa.

Na alternativa (B), há incoerência, pois a idade de uma pessoa aumenta com o passar do tempo, assim como a “idade” de uma certidão de nascimento. A tentativa de separar a idade da pessoa da antiguidade do documento cria uma contradição, já que ambos envelhecem juntos.

Aqui também notamos uma intenção por trás dessa incoerência aparente. Leia novamente:

Minha certidão de nascimento é velha, mas não a minha idade.

Essa incoerência sugere que alguém não se sente com a idade que tem. Julga ter uma cabeça e atitude de pessoas mais jovens, diferentes da sua idade real.

A alternativa (C) é a que deve ser marcada, pois não apresenta nenhuma incoerência. Ela expressa a opinião de que “casa, comida e diamantes” são essenciais para a pessoa que está falando, enquanto tudo o mais é considerado supérfluo.

Embora possa parecer um pouco irônico ou humorístico (especialmente a inclusão de “diamantes” como essencial), a frase mantém a lógica interna e é consistente em si mesma.

Na alternativa (D), há incoerência, pois propor a pena de morte como punição para o suicídio é ilógico, já que o suicídio, por sua natureza, resulta na morte do indivíduo. Portanto, não faz sentido usar a morte como punição para alguém que já faleceu.

Aqui, a única ideia a ser entendida com essa incoerência é o humor.

A única maneira de conter esta onda de suicídios é fazer com que seja um crime punido com pena de morte.

Gabarito: C

 

5. (FGV / Prefeitura Belo Horizonte-MG Auditor de Controle Interno 2024)

As frases a seguir mostram uma comparação. Assinale a única frase em que a comparação feita não é seguida por uma explicação sobre ela.

(A) A vida é um circo gratuito: basta você prestar atenção.

(B) A alma humana é como a nuvem. Está sempre em movimento e mudando.

(C) A vida é bicicleta com câmbio de dez velocidades. A maioria de nós tem marchas que nunca usa.

(D) A maioria das pessoas são como os alfinetes: suas cabeças não são o mais importante.

Comentário: A alternativa (A) é a que deve ser marcada, pois a comparação da vida com um “circo gratuito” não é seguida por explicação.

A comparação inicial (“A vida é um circo gratuito”) usa uma metáfora para sugerir que a vida está cheia de espetáculos, cores, alegrias e talvez até caos, assim como um circo.

A oração subsequente (“basta você prestar atenção”) implica que, para experienciar e apreciar plenamente esses aspectos da vida, a única coisa necessária é a atenção.

Portanto, a segunda parte da frase serve mais como um conselho sobre como abordar a vida (prestando atenção) do que como uma explicação da comparação feita anteriormente.

Leia novamente a frase:

A vida é um circo gratuito: basta você prestar atenção.

A segunda oração é mais um aconselhamento. É como se o autor estivesse falando o seguinte: Se você ainda não acha que a vida é um circo gratuito, comece a prestar atenção nas coisas que nos rodeiam. Você vai conseguir notar.

Assim, notamos que a segunda oração não explica a comparação. Apenas aconselha que o interlocutor preste mais atenção.

Na alternativa (B), há comparação seguida de explicação dessa comparação. A comparação entre a “alma humana” e “a nuvem” é seguida por uma explicação direta: “Está sempre em movimento e mudando”. Essa explicação esclarece a comparação, mostrando como a alma humana é semelhante a uma nuvem em constante mudança. Confirme:

A alma humana é como a nuvem. Está sempre em movimento e mudando.

Na alternativa (C), há comparação seguida de explicação dessa comparação. A comparação da vida com uma “bicicleta com câmbio de dez velocidades” é explicada pela afirmação subsequente: “A maioria de nós tem marchas que nunca usa”. Isso esclarece a comparação, sugerindo que, assim como em uma bicicleta com muitas marchas, na vida, muitas vezes não utilizamos todas as nossas possibilidades ou recursos. Confirme:

A vida é bicicleta com câmbio de dez velocidades. A maioria de nós tem marchas que nunca usa.

Na alternativa (D), há comparação seguida de explicação dessa comparação. A comparação entre “pessoas” e “alfinetes” é seguida por uma explicação que esclarece o ponto de comparação: “suas cabeças não são o mais importante”. Isso esclarece a comparação, pois indica que, tanto para pessoas quanto para alfinetes, outras características (talvez a funcionalidade ou a ação) são mais importantes do que as “cabeças”. Confirme:

A maioria das pessoas são como os alfinetes: suas cabeças não são o mais importante.

Gabarito: A

 

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Prova e gabarito comentado de Português PC SP 2023 Investigador

A busca pela aprovação em concursos públicos é um desafio que exige dedicação, preparo e, acima de tudo, domínio das disciplinas que compõem o certame. Entre elas, a prova de português assume papel crucial, sendo um verdadeiro termômetro do nível de comunicação e interpretação dos candidatos. No contexto específico do concurso da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), a prova de português emerge como um ponto-chave, demandando dos concorrentes não apenas conhecimentos gramaticais, mas também habilidades analíticas e argumentativas.
Neste artigo, exploraremos os desafios e nuances enfrentados pelos candidatos nesta etapa crucial, destacando aspectos relevantes e estratégias que podem contribuir para o sucesso na busca pela tão almejada vaga na PCSC.

 

Segue a prova e o gabarito comentado de Português PC SP 2023 Investigador

Você pode baixar a prova original em PDF abaixo:

PC-SP – Caderno de Investigador

Leia o poema, para responder às questões de números 17 a 20.

 

Sei que fazer o inconexo aclara as loucuras.

Sou formado em desencontros.

A sensatez me absurda.

Os delírios verbais me terapeutam.

Posso dar alegria ao esgoto (palavra aceita tudo).

(E sei de Baudelaire que passou muitos meses tenso

porque não encontrava um título para os seus poemas. Um título que harmonizasse os seus conflitos.

Até que apareceu Flores do mal. A beleza e a dor.

Essa antítese o acalmou.)

As antíteses congraçam.

(Manoel de Barros, Livro sobre nada.)

  1. (VUNESP / PC SP Investigador de Polícia 2023)

Um dos recursos de que se vale o eu lírico para produzir efeitos de sentido poéticos consiste em

(A)  tratar a poesia como projeto de contestação da linguagem, por meio do emprego de termos em desuso na língua.

(B)  declinar de seu ofício de poeta, ao se identificar com a dificuldade de Baudelaire de criar antíteses.

(C)  propor ao leitor uma releitura do conceito de poesia, empregando verbos e adjetivos fora de contexto.

(D)  expressar sua subjetividade por meio de referências à dificuldade do ofício de ser poeta, de modo a dar-lhe ares de importância.

(E)   apresentar recriações, tais como a conjugação de substantivos, as quais ele chama de delírios verbais.

Comentário: A alternativa (A) está errada, pois essa poesia não transmite contestação, nem palavras em desuso na língua. Pelo contrário, o eu lírico cria novas palavras e expressões que não existem na língua comum.

A alternativa (B) está errada, pois não há nenhum vestígio no texto que indique ou sugira que o poeta tivesse declinado de seu ofício, que tivesse desistido de fazer poesia. Na verdade, ele utiliza a experiência de Baudelaire como exemplo para expressar como as antíteses o acalmam.

A alternativa (C) está errada, pois o eu lírico não propõe uma releitura do conceito de poesia empregando verbos e adjetivos fora de contexto. Pelo contrário, ele utiliza recursos estilísticos para produzir efeitos de sentido poéticos. Assim, tais palavras estão, sim, contextualizadas.

A alternativa (D) está errada. É fato que o eu lírico expressou sua subjetividade, e isso é notado por meio de suas impressões em primeira pessoa do singular. Porém, não há nenhuma indicação no texto de que ele tenha feito isso com a intenção mostrar uma suposta dificuldade do ofício de ser poeta, de modo a dar-lhe ares de importância. Na realidade, ele afirma que os delírios verbais o terapeutam.

A alternativa (E) é a correta, pois realmente o texto apresenta recriações, tais como a conjugação de substantivos (“absurda”, “terapeutam”), as quais ele chama de delírios verbais. Esses delírios verbais são uma forma de criar novas palavras e expressões que não existem na língua comum, o que contribui para a originalidade e a criatividade da poesia moderna.

Gabarito: E

 

  1. (VUNESP / PC SP Investigador de Polícia 2023)

Os dois últimos versos – Essa antítese o acalmou.) / As antíteses congraçam. – expressam a ideia, desenvolvida no poema, de que a criação poética consiste em

(A) conceber novas formas de abordar os temas, priorizando a clareza das ideias.

(B) desafiar a coerência e produzir efeitos estéticos a partir de expressões inusitadas.

(C) conciliar as expectativas do leitor com o máximo de criatividade da linguagem.

(D) imitar poetas consagrados, para também alcançar reconhecimento.

(E) traduzir a subjetividade em dados reconhecíveis da realidade do leitor.

Comentário: A antítese é uma figura de linguagem que consiste na aproximação de palavras ou expressões de sentido oposto, como “beleza e dor” mencionado no poema.

Essa técnica é utilizada para produzir efeitos estéticos e criar novas formas de expressão que desafiam a coerência e a lógica da linguagem comum, como se observa nos versos:

“Sei que fazer o inconexo aclara as loucuras”, “Sou formado em desencontros”, “A sensatez me absurda”, “Os delírios verbais me terapeutam”, “As antíteses congraçam”.

Dessa forma, entendemos que a intenção da utilização da antítese é subverter a lógica. Por isso, a alternativa (B) é a correta: desafiar a coerência e produzir efeitos estéticos a partir de expressões inusitadas.

Dessa forma, percebemos que a antítese no texto não tem a intenção de transmitir clareza das ideias ou conciliar as expectativas do leitor, tampouco imitar poetas consagrados, nem transmitir dados reconhecíveis da realidade do leitor.

Por isso, as demais alternativas estão erradas.

Gabarito: B

 

  1. (VUNESP / PC SP Investigador de Polícia 2023)

As palavras “sensatez” (3º verso) e “congraçam” (11º verso) têm, respectivamente, como sinônimo:

(A) resolução e animam.

(B) prudência e monopolizam.

(C) reserva e destroem.

(D) comedimento e conciliam.

(E) submissão e desgraçam.

Comentário: No contexto do poema, “sensatez” refere-se à qualidade de ser sensato, prudente, enquanto “congraçam” sugere a ideia de conciliar, harmonizar. Portanto, “comedimento” e “conciliam” são termos que se aproximam dos significados dessas palavras no contexto apresentado e a alternativa (D) é a correta.

Gabarito: D

 

  1. (VUNESP / PC SP Investigador de Polícia 2023)

O pronome “o” em – Essa antítese o acalmou – representa o complemento do verbo, tal como ocorre com a expressão destacada na passagem:

(A) … não encontrava um título para os seus poemas.

(B) Os delírios verbais me terapeutam.

(C) Até que apareceu Flores do mal.

(D) Sou formado em desencontros.

(E) … passou muitos meses tenso…

Comentário: O complemento do verbo é o objeto direto ou objeto indireto.

A alternativa (A) é a correta, pois “encontrava” é verbo transitivo direto e “um título” é o objeto direto.

Na alternativa (B), o termo “Os delírios verbais” é o sujeito.

Na alternativa (C), o termo “Flores do mal” é o sujeito.

Na alternativa (D), o termo “em desencontros” é o complemento nominal do adjetivo “formado”.

Na alternativa (E), o termo “muitos meses” é o adjunto adverbial de tempo.

Gabarito: A

 

Leia o texto, para responder às questões de números 21 a 25.

A igualação e a desigualdade

            A ditadura da sociedade de consumo exerce um totalitarismo simétrico ao de sua irmã gêmea, a ditadura da organização desigual do mundo.

A maquinaria da igualação compulsiva atua contra a mais bela energia do gênero humano, que se reconhece em suas diferenças e através delas se vincula. O melhor que o mundo tem está nos muitos mundos que o mundo contém, as diferentes músicas da vida, suas dores e cores: as mil e uma maneiras de viver e de falar, crer e criar, comer, trabalhar, dançar, brincar, amar, sofrer e festejar que temos descoberto ao longo de milhares e milhares de anos.

A igualação, que nos uniformiza e nos apalerma, não pode ser medida. Não há computador capaz de registrar os crimes cotidianos que a indústria da cultura de massas comete contra o arco-íris humano e o humano direito à identidade. Mas seus demolidores progressos saltam aos olhos. O tempo vai se esvaziando de história e o espaço já não reconhece a assombrosa diversidade de suas partes. Através dos meios massivos de comunicação, os donos do mundo nos comunicam a obrigação que temos todos de nos contemplar num único espelho, que reflete os valores da cultura de consumo.

Quem não tem não é: quem não tem carro, não usa sapato de marca ou perfume importado está fingindo existir.

(Eduardo Galeano, De pernas pro ar: a escola do mundo ao avesso)

  1. (VUNESP / PC SP Investigador de Polícia 2023)

É correto afirmar que o autor assume a tese de que, na sociedade de consumo,

(A) existe uma desconstrução do sentido de vida social solidária.

(B) propõe-se uma nova perspectiva de vida, fundada na fruição do momento.

(C) há uma estandardização que descaracteriza as individualidades.

(D) vive-se uma realidade projetada para preservar valores pessoais.

(E) propaga-se a igualdade como forma de manter o senso de coletividade.

Comentário: O texto aborda a tese de que, na sociedade de consumo, há uma estandardização que descaracteriza as individualidades. Por isso, a alternativa (C) é a correta.

O autor argumenta que a maquinaria da igualação compulsiva atua contra a mais bela energia do gênero humano, que se reconhece em suas diferenças e através delas se vincula (2º parágrafo). Este trecho ressalta a ideia de que a igualação compulsiva vai contra a beleza da diversidade humana.

Ainda no mesmo parágrafo, ele afirma que o melhor que o mundo tem está nos muitos mundos que o mundo contém, as diferentes músicas da vida, suas dores e cores, as mil e uma maneiras de viver e de falar, crer e criar, comer, trabalhar, dançar, brincar, amar, sofrer e festejar que temos descoberto ao longo de milhares e milhares de anos.

No entanto, no terceiro parágrafo, é afirmado que a igualação, que nos uniformiza e nos apalerma, não pode ser medida. Através dos meios massivos de comunicação, os donos do mundo nos comunicam a obrigação que temos todos de nos contemplar num único espelho, que reflete os valores da cultura de consumo. Este ponto do texto nos sugere que a cultura de massas atua prejudicando a diversidade e a identidade humanas e como os meios de comunicação influenciam a obrigatoriedade de se conformar a um único padrão, refletindo os valores da cultura de consumo.

Portanto, confirmamos que esses trechos sustentam a ideia de que a sociedade de consumo busca a estandardização, prejudicando as individualidades.

A alternativa (A) está errada, pois o texto não aborda diretamente uma desconstrução do sentido de vida social solidária. Na realidade, a crítica principal é voltada para a uniformização e estandardização promovidas pela sociedade de consumo.

A alternativa (B) está errada, pois o texto não sugere uma nova perspectiva de vida baseada na fruição do momento. Pelo contrário, destaca as perdas decorrentes da uniformização e da ditadura da sociedade de consumo.

A alternativa (D) está errada, pois o texto não afirma que se vive uma realidade projetada para preservar valores pessoais. Pelo contrário, ele argumenta que a maquinaria da igualação compulsiva atua contra a mais bela energia do gênero humano, que se reconhece em suas diferenças e através delas se vincula.

A alternativa (E) está errada, pois a igualdade mencionada no texto é criticada como uma imposição uniformizadora que prejudica a diversidade e a individualidade. Portanto, a igualdade aqui não é vista como algo positivo para manter o senso de coletividade, mas como uma força homogeneizadora.

Gabarito: C

 

  1. (VUNESP / PC SP Investigador de Polícia 2023)

De acordo com o texto, a chamada “ditadura da sociedade de consumo” tem expressão

(A) em populações que prestigiam as atividades que produzem mais bem-estar.

(B) em aspirações direcionadas à posse de bens, forma de simulação do estar no mundo.

(C) nas possibilidades de ascensão por meio do esvaziamento do domínio do outro.

(D) em delitos comuns contra a humanidade praticados no dia a dia pelos indivíduos.

(E) no progresso que a comunicação de massa é capaz de propiciar à população mundial.

Comentário: O texto destaca como a sociedade de consumo impõe uma igualação compulsiva, promovendo a uniformização das pessoas com base na posse de bens materiais. A ideia é que a posse desses bens é muitas vezes utilizada como uma forma de simulação do “estar no mundo”, refletindo os valores da cultura de consumo.

Assim, a chamada “ditadura da sociedade de consumo” tem expressão em aspirações direcionadas à posse de bens, forma de simulação do estar no mundo.

Por isso, a alternativa (B) é a correta.

A alternativa (A) está errada, pois o texto não enfatiza a população que prestigia atividades que produzem bem-estar, mas sim critica a imposição de valores da cultura de consumo, especialmente relacionados à posse de bens materiais.

A alternativa (C) está errada, pois o texto não aborda diretamente a ascensão por meio do esvaziamento do domínio do outro. Ele não enfatiza diretamente a competição entre um e outro. A crítica está centrada na imposição de valores uniformizadores pela sociedade de consumo.

A alternativa (D) está errada, pois não há elementos no texto que sugira que a ditadura da sociedade de consumo se manifesta em delitos comuns praticados pelos indivíduos no dia a dia. A crítica está voltada para a imposição de valores e a perda da diversidade cultural.

A alternativa (E) está errada, pois o texto não elogia, não destaca o progresso à população mundial da comunicação de massa, mas sim como essa comunicação de massa é utilizada para impor valores específicos da cultura de consumo, uniformizando as pessoas.

Gabarito: B

 

  1. (VUNESP / PC SP Investigador de Polícia 2023)

Observe o emprego de dois-pontos e da vírgula na passagem:

Quem não tem não é: quem não tem carro, não usa sapato de marca ou perfume importado está fingindo existir.

É correto afirmar que os dois-pontos sinalizam a introdução de

(A) uma enumeração que detalha a afirmação “Quem não tem não é”, enquanto a vírgula está empregada para isolar o vocativo.

(B) informações que exemplificam as ideias de “ter” e “ser”, enquanto a vírgula está empregada para separar orações vinculadas a um mesmo sujeito.

(C) uma sequência de itens que complementam a oração anterior, enquanto a vírgula está empregada para isolar o aposto.

(D) afirmações que contradizem o que consta na afirmação anterior, enquanto a vírgula está empregada para separar orações com sujeitos independentes.

(E) dados para detalhar a afirmação precedente, enquanto a vírgula está empregada para destacar a oposição de ideias em sequência.

Comentário: Vamos explorar primeiramente o emprego da vírgula.

O verbo “está” tem como sujeito as orações “quem não tem carro” e “não usa sapato de marca ou perfume importado”.

Assim, entendemos que quem está fingindo existir é quem não tem carro, quem não usa sapato de marca ou quem não usa perfume importado.

Assim, notamos que a vírgula separou as duas orações que apresentam a mesma função sintática. Assim, ocorre enumeração.

Dessa forma, eliminamos a alternativa (A), pois não há vocativo, a alternativa (C), pois não há aposto, a alternativa (D), pois não são sujeitos independentes e a alternativa (E), pois não há oposição de ideias.

Assim, a alternativa (B) é a correta, pois as orações possuem o mesmo sujeito: “quem”.

Portanto, conseguimos perceber que o sinal de dois-pontos sinaliza a introdução de informações que exemplificam as ideias de “ter” e “ser”. É como se subentendêssemos a expressão “por exemplo”. Compare:

Quem não tem não é: quem não tem carro, não usa sapato de marca ou perfume importado está fingindo existir.

Quem não tem não é, por exemplo: quem não tem carro, não usa sapato de marca ou perfume importado está fingindo existir.

Gabarito: B

 

  1. (VUNESP / PC SP Investigador de Polícia 2023)

Assinale a alternativa em que o trecho destacado pode ser substituído pelo que está entre colchetes, segundo a norma-padrão de emprego do sinal indicativo de crase.

(A) A maquinaria da igualação compulsiva atua contra a mais bela energia do gênero humano… [contrariamente à toda bela energia]

(B) Não há computador capaz de registrar os crimes cotidianos… [hábil à registrar os crimes cotidianos]

(C) … num único espelho, que reflete os valores da cultura… [dá visibilidade à certos valores da cultura]

(D) … comete contra o arco-íris humano e o humano direito à identidade. [direito à alguma identidade]

(E) A ditadura da sociedade de consumo exerce um totalitarismo simétrico ao de sua irmã gêmea… [proporcional àquele de sua irmã gêmea]

Comentário: A alternativa (A) está errada, pois não cabe artigo “a” diante do pronome indefinido “toda”, por isso não cabe crase.

A alternativa (B) está errada, pois não cabe artigo “a” diante de verbo (“registrar”), por isso não cabe crase.

A alternativa (C) está errada, pois não cabe artigo “a” diante de palavra masculina plural (“valores”), por isso não cabe crase.

A alternativa (D) está errada, pois não cabe artigo “a” diante do pronome indefinido “alguma”, por isso não cabe crase.

A alternativa (E) é a correta, pois “proporcional” rege a preposição “a” e o pronome demonstrativo “aquele” é iniciado com a vogal “a”. Assim, cabe crase.

Gabarito: E

 

  1. (VUNESP / PC SP Investigador de Polícia 2023)

A nova redação dada à passagem – O melhor que o mundo tem está nos muitos mundos que o mundo contém… – está de acordo com a norma-padrão de emprego de tempos e modos verbais em:

(A) Seria desejável que o melhor que o mundo tiver esteja nos muitos mundos que o mundo conter.

(B) Era desejável que o melhor que o mundo tivesse estava nos muitos mundos que o mundo conterá.

(C) Será desejável que o melhor que o mundo teve estava nos muitos mundos que o mundo contivesse.

(D) É desejável que o melhor que o mundo tenha esteja nos muitos mundos que o mundo contiver.

(E) Será desejável que o melhor que o mundo tem estará nos muitos mundos que o mundo conter.

Comentário: Na frase do texto “O melhor que o mundo tem está nos muitos mundos que o mundo contém, todos os verbos estão no presente do indicativo.

A alternativa (A) está errada, pois o futuro do pretérito do indicativo (“seria”) não combina com o futuro do subjuntivo (“tiver”), nem com o presente do subjuntivo (“esteja”).

A alternativa (B) está errada, pois o pretérito imperfeito do indicativo (“Era”) não combina com o futuro do presente do indicativo (“conterá”).

A alternativa (C) está errada, pois o futuro do presente do indicativo (“Será”) não combina com o pretérito perfeito do indicativo (“teve”), nem com o pretérito imperfeito do indicativo (“estava”), nem com o pretérito imperfeito do subjuntivo (“contivesse”).

A alternativa (D) é a correta, pois o presente do indicativo “É” combina com o presente do subjuntivo (“tenha” e “esteja”) e com o futuro do subjuntivo “contiver”. Veja:

É desejável que o melhor que o mundo tenha esteja nos muitos mundos que o mundo contiver.

A alternativa (E) está errada, pois o futuro do presente do indicativo “Será” não combina com o infinitivo “conter”, mas com o futuro do subjuntivo “contiver”.

Gabarito: D

 

  1. (VUNESP / PC SP Investigador de Polícia 2023)

Observe a charge.

Valendo-se do recurso à linguagem visual figurada, a charge é uma alegoria das relações humanas, representando,

(A) criticamente, a coisificação do ser manipulado pelo exercício da força e do poder.

(B) analiticamente, o contexto da sociedade contemporânea, em suas vicissitudes.

(C) objetivamente, a possibilidade de rompimento das amarras que cercam o homem.

(D) imparcialmente, a legitimação do jugo do forte sobre o desfavorecido da sorte.

(E) simbolicamente, a insurreição do frágil à imposição da mão soberana do opressor.

Comentário: Observe a imagem e os personagens:

Fica claro que o personagem da esquerda tem relação de poder sobre o da direita. Note que o da esquerda é mais alto, está numa cadeira maior e acolchoada. Além disso, ele está de posse  de cordéis de marionete, que manipula o outro, o qual se encontra numa cadeira de pior qualidade, está numa posição mais baixa e de postura subserviente.

Dessa forma, entendemos que a charge trata, criticamente, da coisificação do ser manipulado pelo exercício da força e do poder.

Por isso, a alternativa (A) é a correta.

A alternativa (B) está errada, pois não representa, analiticamente, o contexto da sociedade contemporânea, em suas vicissitudes, mas a relação de poder de um sobre o outro.

A alternativa (C) está errada, pois não há vestígio na imagem que demonstre uma possibilidade de rompimento das amarras que cercam o homem.

A alternativa (D) está errada, pois a charge critica a manipulação de poder. Ela não é imparcial. Também não a legitima o jugo do forte sobre o desfavorecido da sorte. É o contrário.

A alternativa (C) está errada, pois não há vestígio na imagem que demonstre uma insurreição do frágil à imposição da mão soberana do opressor.

Gabarito: A

 

Leia o texto, para responder às questões de números 27 a 34.

A fuga da autoridade adulta

            Eu estava falando em uma conferência em Nova Iorque durante o verão de 2016 quando descobri o termo “adultar”. Tomava um drinque em um bar quando vi um jovem na casa dos 30 usando uma camiseta que dizia “Chega de adultar por hoje”. Depois, entrevistei uma mulher cuja camiseta transmitia uma mensagem simples: “Adultar é cruel!”.

Caso você não esteja familiarizado com a palavra, adaptada do inglês “adulting”, adultar é definido como “a prática de se comportar do modo característico de um adulto responsável, especialmente na realização de tarefas mundanas, mas necessárias”. A palavra é usada para transmitir uma conotação negativa em relação às responsabilidades associadas à vida adulta. E sugere que, dada a oportunidade, qualquer mulher ou homem sensato na casa dos 30 preferiria não adultar, e evitar o papel de um adulto.

A tendência de retratar a vida adulta como uma conquista excepcionalmente difícil que precisa ser ensinada coexiste com uma sensação palpável de desencanto com o status de adulto. Em tudo além do nome a vida adulta se tornou desestabilizada, a ponto de ter se tornado alvo de escárnio e, para muitos, uma identidade indesejada. Não surpreende que adultar seja uma atividade que muitos indivíduos biologicamente maduros só estejam preparados para desempenhar em tempo parcial.

O corolário da idealização do adultamento em regime parcial é o desmantelamento da autoridade adulta. O impacto corrosivo da perda da autoridade adulta no desenvolvimento dos jovens foi uma grande preocupação para a filósofa política Hannah Arendt. Escrevendo nos anos 1950, Arendt chamou atenção para o “colapso gradual da única forma de autoridade” que existiu em “todas as sociedades conhecidas historicamente: a autoridade dos pais sobre filhos, dos professores sobre os alunos e, em geral, dos mais velhos sobre os mais novos”. Setenta anos depois, a desautorização da vida adulta se tornou amplamente celebrada na cultura popular ocidental. Em vez de se preocupar com as consequências da erosão da autoridade adulta, esse desenvolvimento é visto como positivo por partes da mídia, que acreditam que pessoas crescidas têm muito pouco a ensinar às crianças.

(Frank Furedi, revistaoeste.com. 24.07.2020. Adaptado)

 

  1. (VUNESP / PC SP Investigador de Polícia 2023)

É correto afirmar que o texto aborda criticamente

(A) a adesão da população jovem ao enfrentamento da autoridade das gerações precedentes.

(B) a incerteza acerca do futuro da geração atual diante da crise da autoridade parental.

(C) a recusa da geração dos anos 1950 em se sujeitar aos ditames do amadurecimento.

(D) o impacto, nas novas gerações, da crise de identidade própria da infância e da adolescência.

(E) a tendência ao adiamento da maturidade e das responsabilidades a ela vinculadas.

Comentário: A alternativa (A) está errada, pois o texto não aborda a adesão da população jovem a um suposto enfrentamento da autoridade das gerações precedentes. Na realidade, o texto destaca a preocupação com o desmantelamento da autoridade adulta.

A alternativa (B) está errada, pois tangencia a informação do texto. Embora o texto discuta a crise da autoridade parental, não se concentra na incerteza acerca do futuro da geração atual. A ênfase está na crítica à tendência de adiamento da maturidade.

A alternativa (C) está errada, pois o texto não aborda uma suposta recusa da geração dos anos 1950 em se sujeitar aos ditames do amadurecimento. Pelo contrário, destaca a preocupação da filósofa Hannah Arendt com o colapso gradual da autoridade adulta.

A alternativa (D) está errada, pois tangencia a informação do texto. Embora o texto sugira um possível colapso gradual da autoridade nas relações entre gerações, não aborda diretamente a crise de identidade própria da infância e adolescência. A ênfase está na crítica à perda da autoridade adulta.

A alternativa (E) é a correta, pois o autor expressa preocupação em relação à tendência contemporânea de adiar ou resistir ao adultamento, associado à realização de tarefas mundanas e responsabilidades típicas da vida adulta. A crítica se estende à perda da autoridade adulta.

Primeiramente, o texto introduz o conceito de “adultar”, referindo-se às responsabilidades associadas à vida adulta: “Adultar é definido como ‘a prática de se comportar do modo característico de um adulto responsável, especialmente na realização de tarefas mundanas, mas necessárias’.”.

Em seguida, há uma crítica à percepção contemporânea de que a vida adulta é excepcionalmente difícil e desencantadora, contribuindo para a resistência ao “adultamento”: “A tendência de retratar a vida adulta como uma conquista excepcionalmente difícil que precisa ser ensinada coexiste com uma sensação palpável de desencanto com o status de adulto.”

O texto prossegue relacionando a idealização do “adultamento” parcial ao desmantelamento da autoridade adulta, sugerindo uma conexão entre o adiamento da maturidade e a perda de autoridade: “O corolário da idealização do adultamento em regime parcial é o desmantelamento da autoridade adulta.”

Depois destaca como a desautorização da vida adulta é celebrada na cultura popular, reforçando a ideia da tendência contemporânea ao adiamento da maturidade: “A desautorização da vida adulta se tornou amplamente celebrada na cultura popular ocidental.”

Assim, esses trechos sustentam a crítica do autor à tendência de adiar a maturidade e as responsabilidades associadas.

Gabarito: E

 

  1. (VUNESP / PC SP Investigador de Polícia 2023)

O trecho no início do segundo parágrafo – Caso você não esteja familiarizado com a palavra adaptada do inglês “adulting”, adultar é definido como… – consiste em

(A)     um modo polido que o autor encontrou para expor o tema, descartando a hipótese de se tratar de novidade para seu leitor.

(B)     uma atitude profissional do autor para esclarecer um assunto que sabidamente é desconhecido do público leitor da revista.

(C)     um recurso do autor para apresentar a informação de modo cortês, sem aparentar superioridade em relação ao leitor.

(D)    uma estratégia do autor para trazer a informação, embora reconheça que o assunto não é novidade para o leitor.

(E)     uma forma pouco adequada de introduzir uma nova informação para o leitor, haja vista que está explícito que este já a conhece.

Comentário: O autor inicia o texto informando que descobriu o termo “adultar”. Assim, notamos que não é uma palavra usual, comum na língua. Dessa forma, ele a apresenta, com o cuidado de demonstrar que algum leitor pode desconhecer a palavra, como ele também não conhecia.

Assim, a alternativa (C) é a correta: um recurso do autor para apresentar a informação de modo cortês, sem aparentar superioridade em relação ao leitor.

A oração condicional “Caso você não esteja familiarizado com a palavra” demonstra que o autor não tem certeza se o leitor conhece ou não a palavra. Por isso, não cabe a ideia de que seria um assunto que sabidamente fosse desconhecido ou conhecido do público leitor da revista, como sugerem as afirmações das alternativas (A), (B), (D) e (E).

Gabarito: C

 

  1. (VUNESP / PC SP Investigador de Polícia 2023)

Assinale a alternativa em que há analogia de sentido entre a palavra destacada e as que a seguem.

(A) Escárnio – escarnecer e esbulho.

(B) Adultar – adulterar e adultério.

(C) Autoridade – alteridade e autoritarismo.

(D) Cruel – cru e crueza.

(E) Homem – homérico e homicídio.

Comentário: A alternativa (A) está errada, pois “escárnio” é aquilo que é objeto de desdém, ironia ou sarcasmo. O verbo “escarnecer” é a ação relativa ao significado desse substantivo.

Porém, “esbulho” tem outro sentido: significa retirar de uma pessoa algo que está em sua posse ou é sua propriedade.

A alternativa (B) está errada, pois o próprio texto tratou do verbo “adultar” como a prática de se comportar do modo característico de um adulto responsável, especialmente na realização de tarefas mundanas, mas necessárias. Já adulterar significa modificar, alterar algo. E adultério é a infidelidade estabelecida por relação carnal com outro(a) parceiro(a) que não o(a) companheiro(a) habitual.

A alternativa (C) está errada, pois autoridade é quem tem o direito ou poder de ordenar, de decidir, de atuar, de se fazer obedecer. Autoritarismo é aquele que age com absoluta autoridade. Já alteridade é a natureza ou condição do que é outro, do que é distinto.

A alternativa (D) é a correta, pois “cruel” é característica de quem gosta de fazer o mal, atormentar, maltratar; impiedoso. Cru é aquilo que não teve cozimento suficiente. Seu segundo sentido é aquele que não tem piedade; cruel, feroz. Crueza é propriedade do que é natural, rude. Também é característica ou estado de cru, não preparado ou não cozido. Por extensão, tem o sentido de crueldade; castigo terrível.

A alternativa (E) está errada, pois “homem” se refere à espécie humana, à humanidade ou ao indivíduo do sexo masculino. Já homérico é aquilo que tem o caráter extraordinário, fantástico, desmedido das cenas épicas presumivelmente descritas por Homero. Homicídio é a destruição, voluntária ou involuntária da vida de um ser humano; assassínio, assassinato.

Gabarito: D

 

  1. (VUNESP / PC SP Investigador de Polícia 2023)

Considere os trechos:

Em tudo, além do nome, a vida adulta se tornou desestabilizada, a ponto de ter se tornado alvo de escárnio e, para muitos, uma identidade indesejada. (3º parágrafo)

Em vez de se preocupar com as consequências da erosão da autoridade adulta, esse desenvolvimento é visto como positivo por partes da mídia… (4º parágrafo)

É correto afirmar que as expressões destacadas estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido, de

(A) condição e modo.

(B) consequência e substituição.

(C) adição e comparação.

(D) concessão e ressalva.

(E) meio e causa.

Comentário: A locução prepositiva “a ponto de” transmite valor de consequência. Pelo contexto, entendemos que a vida adulta se tornou desestabilizada e isso levou a ter se tornado alvo de escárnio e, para muitos, uma identidade indesejada.

A locução prepositiva “Em vez de” transmite o valor de substituição de algo, isto é, no lugar de se preocupar com as consequências da erosão da autoridade adulta, esse desenvolvimento é visto como positivo por partes da mídia.

Assim, a alternativa (B) é a correta.

Gabarito: B

 

  1. (VUNESP / PC SP Investigador de Polícia 2023)

Assinale a alternativa que, de acordo com a norma-padrão de regência, dá sequência ao enunciado:

Qualquer homem ou mulher

(A) assistiria feliz o fim da autoridade da qual nunca depositou confiança.

(B) visaria menos deveres e obrigações dos quais se preocupar.

(C) consentiria de permanecer adolescente, sem deveres aos quais assumir.

(D) aspiraria a não adultar para evitar obrigações a que se prender.

(E) preferiria não adultar do que assumir deveres nos quais todos estão sujeitos.

Comentário: A alternativa (A) está errada, pois o verbo “assistir”, no sentido de ver, é transitivo indireto e rege a preposição “a”. O substantivo “confiança” rege a preposição “em”, e não “de”, diante do pronome relativo.

Qualquer homem ou mulher assistiria feliz ao fim da autoridade na qual nunca depositou confiança.

A alternativa (B) está errada, pois o verbo “visar”, no sentido de desejar, ter por objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição “a”. O verbo pronominal “se preocupar” rege a preposição “com”.

Qualquer homem ou mulher visaria menos a deveres e obrigações com os quais se preocupar.

A alternativa (C) está errada, pois o verbo “consentir” é transitivo direto e não admite preposição. O verbo “assumir” é transitivo direto e não rege preposição “a” diante do pronome relativo.

Qualquer homem ou mulher consentiria permanecer adolescente, sem deveres os quais assumir.

A alternativa (D) é a correta, pois o verbo “aspirar”, no sentido de desejar, ter por objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição “a”. Note que “se prender” rege a preposição “a” diante do pronome relativo “que”.

Qualquer homem ou mulher aspiraria a não adultar para evitar obrigações a que se prender.

A alternativa (E) está errada, pois o verbo “preferir” é transitivo direto e indireto e rege a preposição “a”. Além disso, “sujeitos” rege a preposição “a”, e não “em” diante do pronome relativo. Veja a correção:

Qualquer homem ou mulher preferiria não adultar a assumir deveres aos quais todos estão sujeitos.

Gabarito: D

 

  1. (VUNESP / PC SP Investigador de Polícia 2023)

A passagem em que a palavra destacada está empregada em sentido próprio é:

(A) … uma atividade que muitos indivíduos biologicamente maduros só estejam preparados para desempenhar em tempo parcial. (3º parágrafo)

(B) … do modo característico de um adulto responsável, especialmente na realização de tarefas mundanas, mas necessárias… (2º parágrafo)

(C) O impacto corrosivo da perda da autoridade adulta foi uma grande preocupação para a filósofa política Hannah Arendt. (4º parágrafo)

(D) Em tudo além do nome a vida adulta se tornou desestabilizada, a ponto de ter se tornado alvo de escárnio… (3º parágrafo)

(E) Em vez de se preocupar com as consequências da erosão da autoridade adulta, esse desenvolvimento é visto como positivo… (4º parágrafo)

Comentário: A palavra é empregada em sentido próprio quando transmite o significado original da palavra, normalmente associado ao primeiro significado que aparece na definição do dicionário, isto é, em seu sentido literal.

Na alternativa (A), a palavra “maduros” está sendo empregada em sentido figurado. O sentido literal dessa palavra é a característica em que se encontra o fruto que, tendo atingido seu completo desenvolvimento, pode ser comido, colhido ou semeado.

Por extensão de sentido, figurado, há uma comparação do pleno desenvolvimento do vegetal com o ser humano. Assim, o ser humano maduro é aquele que já atingiu seu pleno desenvolvimento, isto é, uma pessoa adulta.

No texto, a autora deixa subentender dois tipos de amadurecimento humano: o biológico e o comportamental. Assim, com a expressão “biologicamente maduros”, ela se refere à idade adulta, com o pleno desenvolvimento do corpo, mas não necessariamente com o comprometimento comportamental do adulto:

Não surpreende que adultar seja uma atividade que muitos indivíduos biologicamente maduros só estejam preparados para desempenhar em tempo parcial.

A alternativa (B) é a correta, pois o adjetivo “mundanas” está sendo empregado em sentido próprio, ou seja, de maneira literal. Neste contexto, mundanas são tarefas quotidianas e comuns, aquelas que fazem parte da vida quotidiana e que não possuem um carácter extraordinário ou excepcional. Ao usar “mundanas”, a frase destaca a natureza ordinária e a necessidade dessas atividades, ressaltando que são tarefas comuns que fazem parte da responsabilidade de um adulto.

Na alternativa (C), a palavra “corrosivo” é utilizada em sentido figurado, pois não se refere à corrosão química, mas sim ao efeito negativo que a perda da autoridade adulta pode ter sobre a sociedade.

Na alternativa (D), a palavra “alvo” está sendo empregada em sentido figurado porque não se refere literalmente a um objeto físico que pode ser atingido ou mirado. Em vez disso, neste contexto, “alvo” é utilizado metaforicamente para indicar que a vida adulta se tornou o foco ou objeto de escândalo, ou seja, é alvo de zombarias e críticas por parte de outras pessoas.

Na alternativa (E), a palavra “erosão” está sendo empregada em sentido figurado porque não se refere literalmente ao desgaste físico causado por processos naturais, como ocorre com a erosão do solo.

Neste contexto, “erosão” é utilizada metaforicamente para descrever um desgaste gradual ou uma diminuição gradual da autoridade adulta. A palavra é escolhida para transmitir a ideia de que, ao longo do tempo, a autoridade está praticando ou sendo erodida, assim como o solo é erodido pela ação do vento ou da água. Portanto, “erosão” é usado aqui como uma figura de linguagem para ilustrar a perda progressiva da autoridade adulta, conferindo um sentido mais simbólico e abstrato à situação.

Gabarito: B

 

  1. (VUNESP / PC SP Investigador de Polícia 2023)

Na passagem – A tendência de retratar a vida adulta como uma conquista excepcionalmente difícil… (3º parágrafo) –, excepcionalmente pertence à mesma classe de palavras que o vocábulo destacado em

(A) … partes da mídia, que acreditam que pessoas crescidas têm muito pouco a ensinar às crianças. (4º parágrafo)

(B) … “a prática de se comportar do modo característico de um adulto responsável, especialmente na realização de tarefas mundanas, mas necessárias”. (2º parágrafo)

(C) A palavra é usada para transmitir uma conotação negativa em relação às responsabilidades associadas à vida adulta. (2º parágrafo)

(D) … a desautorização da vida adulta se tornou amplamente celebrada na cultura popular ocidental. (4º parágrafo)

(E) … muitos indivíduos biologicamente maduros só estejam preparados para desempenhar em tempo parcial. (3º parágrafo)

Comentário: O vocábulo “excepcionalmente é um advérbio, pois modifica o adjetivo “difícil”.

A alternativa (A) é a correta, pois “muito” é advérbio que modifica outro advérbio: “pouco”.

Note que “necessárias” é adjetivo, “responsabilidades” é substantivo, “celebrada” é adjetivo e “desempenhar” é verbo.

Gabarito: A

 

  1. (VUNESP / PC SP Investigador de Polícia 2023)

Assinale a alternativa em que a frase está em conformidade com a norma-padrão de concordância e colocação dos pronomes átonos.

(A)     Poderia-se dizer que a vida adulta, hoje, representa um problema para os que não a enfrenta com maturidade.

(B)     Já vão fazer décadas que a ideia de as pessoas adultarem estão se firmando nas sociedades ocidentais.

(C)     Percebe-se que, em 2020, já havia setenta anos desde que Hannah Arendt mostrou-se preocupada com as formas de autoridade que entraram em colapso.

(D)    Foi constatado inúmeras formas de desautorização, até mesmo das que se via nos anos 1950 e às quais Hannah Arendt se referiu.

(E)     Existe sempre e em todos os tempos desafios à autoridade, em suas diversas manifestações, haja vista o que passa-se entre pais e filhos.

Comentário: A alternativa (A) está errada, pois não cabe ênclise a verbo no futuro do pretérito do indicativo, mas mesóclise.

Além disso, o pronome relativo “que” ocupa a função de sujeito e retoma o pronome demonstrativo plural “os”, por isso o verbo deve flexionar-se no plural. Veja a correção:

Poder-se-ia dizer que a vida adulta, hoje, representa um problema para os que não a enfrentam com maturidade.

A alternativa (B) está errada, pois o verbo “fazer”, no sentido de tempo decorrido, não tem sujeito, por isso não se flexiona no plural e não deixa o seu verbo auxiliar se flexionar também.

Além disso, o sujeito singular “a ideia” força o verbo “estão” no singular.

A linguagem culta prevê que deve haver próclise em oração subordinada desenvolvida, por isso o pronome “se” deve posicionar-se antes de “está”. Veja a correção:

vai fazer décadas que a ideia de as pessoas adultarem se está firmando nas sociedades ocidentais.

A alternativa (C) é a correta. O verbo “Percebe” é transitivo direto, o pronome “se” é apassivador e o sujeito paciente é toda a oração “que, em 2020, já havia setenta anos”. Assim, tal verbo deve permanecer no singular.

O verbo “havia” encontra-se no sentido de tempo decorrido, por isso não tem sujeito e está flexionado no singular.

Além disso, o verbo “mostrou” está flexionado no singular para concordar com o sujeito “Hannah Arendt”.

Por fim, o pronome relativo “que” retoma o substantivo plural “formas” e está na função de sujeito, por isso o verbo “entraram” está flexionado no plural.

Há um detalhe de uma regra de colocação pronominal que a banca normalmente ignora: não cabe ênclise em oração subordinada desenvolvida. Note que a oração “desde que Hannah Arendt mostrou-se preocupada com as formas de autoridade” é subordinada adverbial temporal desenvolvida. Assim, o ideal seria a próclise: se mostrou.

Porém, como falei, esta é uma colocação pronominal que a banca normalmente ignora e, observando os erros das demais alternativas, sobra efetivamente esta como a correta.

A alternativa (D) está errada, pois o sujeito plural “inúmeras formas de desautorização” força a locução verbal da voz passiva ao plural e feminino “Foram constatadas”.

Como o pronome relativo “que” retoma o pronome demonstrativo plural “as” e se encontra na função de sujeito, o verbo “via” deve flexionar-se no plural.

Foram constatadas inúmeras formas de desautorização, até mesmo das que se viam nos anos 1950 e às quais Hannah Arendt se referiu.

A alternativa (E) está errada, pois o verbo “Existir” é intransitivo e deve concordar com o sujeito plural “desafios”. Além disso, o pronome “se” deve posicionar-se antes do verbo “passa”, porque o pronome “que” o atrai.

Existem sempre e em todos os tempos desafios à autoridade, em suas diversas manifestações, haja vista o que se passa entre pais e filhos.

Gabarito: C

 

  1. (VUNESP / PC SP Investigador de Polícia 2023)

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas da seguinte afirmação:

Na passagem – Tomava um drinque em um bar quando vi um jovem na casa dos 30 usando uma camiseta que dizia “Chega de adultar por hoje”. Depois, entrevistei uma mulher cuja camiseta transmitia uma mensagem simples: “Adultar é cruel!”. – a palavra “que” é um pronome _____________ na função de _____________–; a palavra “simples” é um _____________ na função de_____________.

(A) relativo … adjunto adnominal … adjetivo … predicativo

(B) pessoal … adjunto adnominal … adverbio … adjunto adverbial

(C) demonstrativo … predicativo … substantivo … objeto direto

(D) demonstrativo … objeto direto … advérbio … adjunto adverbial

(E) relativo … sujeito … adjetivo … adjunto adnominal

Comentário: A palavra “que” retoma “camiseta” e pode ser substituída por “a qual”. Assim, é pronome relativo. Tal pronome é sujeito do verbo “dizia”.

Assim, já sabemos que a alternativa (E) é a correta.

A palavra “simples” é um adjetivo, o qual cumpre a função de adjunto adnominal, pois o núcleo do objeto direto é “mensagem”.

Gabarito: E

 

  1. (VUNESP / PC SP Investigador de Polícia 2023)

Assinale a alternativa cujo enunciado está redigido de acordo com a norma-padrão de ortografia e acentuação.

(A)     Antes de reinvindicar o direito ao lazer, é necessário empenhar-se na consecução de objetivos que convem não negligenciar.

(B)     É certa a existência de deveres pré-existentes à condição de adulto; e não faz sentido os indivíduos se degladiarem, querendo fugir deles.

(C)     Muitos consideram um previlégio chegar à maturidade podendo exercer plenamente as atividades e vencer os desafios que vem ao seu encontro.

(D)    A beneficência é uma das formas de prover o bem-estar comum, propiciando ao indivíduo as muitas recompensas que dela advêm.

(E)     Para todos que se vêem às voltas com a maturidade, é imprecindível a assunção das responsabilidades a ela inerentes.

Comentário: A alternativa (D) é a correta, pois a grafia de todas as palavras está de acordo com a norma culta. Note que “beneficência” tem acento por ser palavra paroxítona terminada em ditongo oral.

Note que a palavra composto sem elemento intercalado “bem-estar” apresenta hífen.

Note que, como o verbo “advêm” se refere ao plural “recompensas”, recebe acento circunflexo – regra do acento diferencial. Confirme:

A beneficência é uma das formas de prover o bem-estar comum, propiciando ao indivíduo as muitas recompensas que dela advêm.

Agora, veja a correção das palavras em negrito:

Antes de reivindicar o direito ao lazer, é necessário empenhar-se na consecução de objetivos que convém não negligenciar.

(Observe acima que o verbo “convém” é intransitivo e seu sujeito é a oração “negligenciar”. Por isso deve permanecer no singular)

É certa a existência de deveres preexistentes à condição de adulto; e não faz sentido os indivíduos se digladiarem, querendo fugir deles.

Muitos consideram um privilégio chegar à maturidade podendo exercer plenamente as atividades e vencer os desafios que vêm ao seu encontro.

Para todos que se veem às voltas com a maturidade, é imprescindível a assunção das responsabilidades a ela inerentes.

Gabarito: D

 

 

Espero ter contribuído com o seu aprendizado!

Grande abraço!

 

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Concurso Polícia Civil PE 2024

Um novo concurso para a Polícia Civil do Estado de Pernambuco (PC PE) está se aproximando! A banca responsável por conduzir esse processo seletivo já foi definida. Foi publicada uma dispensa de licitação, confirmando a contratação direta do renomado Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe).

Com essa notícia, a expectativa é que o edital oficial seja publicado em breve e as provas estejam programadas para ocorrer em fevereiro de 2024. Este é o momento ideal para se preparar e concorrer a uma das vagas disponíveis.

 

 

Vagas e Remuneração

O concurso da Polícia Civil de Pernambuco oferecerá 250 vagas para o cargo de Agente e 150 vagas para Escrivão. Além da realização de um trabalho fundamental na área da segurança pública, os candidatos aprovados poderão desfrutar de uma remuneração atrativa, conforme segue:

  • Delegado Substituto: R$ 10.930,51
  • Perito Criminal: R$ 5.311,43
  • Médico Legista: R$ 5.311,43

 

Todos os cargos apresentados possuem uma jornada de trabalho de 8 horas diárias ou 40 horas semanais. Observa-se que há a possibilidade de regimes especiais de plantão, obedecendo à proporcionalidade de 1/3 (uma hora de trabalho para três de descanso).

Além dos vencimentos, os servidores da Polícia Civil PE podem receber benefícios como ajuda de custo, diárias, salário-família, auxílio-acidente, auxílio-moradia, transporte e gratificações.

 

 

 

Cargos e Vagas

As vagas indicadas para o próximo edital do concurso Polícia Civil PE incluem:

  • 250 vagas para Agentes da Polícia Civil de Pernambuco
  • 150 vagas para Escrivães da Polícia Civil de Pernambuco

No último edital, a PC PE ofertou 650 vagas distribuídas entre os cargos de Delegado, Agente e Escrivão, com reserva para candidatos com deficiência. O concurso anterior contemplou:

  • 500 vagas para Agentes de Polícia
  • 100 vagas para Delegados de Polícia
  • 50 vagas para Escrivães de Polícia

 

Cargos Vagos

Atualmente, a corporação enfrenta a falta de profissionais em diversos cargos, incluindo:

  • Delegados de Polícia: 188 cargos vagos
  • Agentes de Polícia: 4.812 cargos vagos
  • Escrivães de Polícia: 306 cargos vagos
  • Peritos Papiloscopistas: 417 cargos vagos

 

Prova Objetiva e Prova Discursiva

A prova objetiva para os cargos de agente e escrivão de polícia foi planejada com 20 questões de Conhecimentos Gerais e 40 de Conhecimentos Específicos. Para os cargos de Agente e Escrivão, a prova discursiva é uma parte fundamental do processo seletivo, valendo 20 pontos. Os candidatos são desafiados a escrever uma redação de até 30 linhas sobre um tema da atualidade. As provas objetivas e discursivas têm uma duração de 5 horas e são aplicadas no turno da manhã.

 

 

Resumo do Concurso Polícia Civil PE

  • Concurso: Polícia Civil de Pernambuco (PC PE)
  • Situação atual: Banca definida
  • Banca organizadora: Cebraspe
  • Cargos: Agente e Escrivão
  • Escolaridade: Níveis médio e superior
  • Carreiras: Segurança Pública
  • Lotação: Pernambuco, PE
  • Número de vagas: 400 vagas
  • Remuneração: de R$ 3.276,42 a R$ 9.069,81 (com base no último edital)

Fique atento às atualizações e prepare-se para esta oportunidade única de ingressar na Polícia Civil de Pernambuco.

 

 

Conheça nosso curso:

Para alcançar o sucesso no concurso PC PE é fundamental contar com um material de estudo de qualidade e um curso preparatório que compreenda as especificidades da banca organizadora Cebraspe. É por isso que oferecemos um curso de português focado na banca organizadora.

Com nosso curso, os alunos terão acesso a um conjunto abrangente incluindo:

  • Material em Vídeo e Livro Eletrônico: Oferecemos videoaulas ministradas por professores experientes e um livro eletrônico abrangendo todos os tópicos do último edital. Isso proporciona aos candidatos uma variedade de opções de aprendizado para se adequar às suas preferências.

 

  • Provas Comentadas da Banca Cebraspe: Compreender a lógica e o estilo das questões da banca é fundamental para obter um desempenho excelente. Nossas provas comentadas da banca Cebraspe ajudam os alunos a se familiarizarem com o formato das perguntas e a desenvolver estratégias eficazes.

 

  • Fórum de Dúvidas: Estudar por conta própria pode gerar dúvidas. Com nosso fórum de dúvidas, os alunos têm a oportunidade de esclarecer suas questões diretamente com os instrutores, garantindo uma compreensão sólida dos tópicos.

 

  • Resumos: Disponibilizamos resumos para auxiliar os alunos a revisarem os principais conceitos e informações, economizando tempo em sua preparação.Clique aqui

 

 

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Professor Décio Terror

 

Concurso ANAC: Edital previsto com 316 vagas

O Concurso ANAC está com edital previsto agora em novembro com 316 Vagas para Especialistas em Regulação de Aviação Civil. Esta seleção promete ser uma oportunidade incrível, com 70 vagas imediatas, podendo oferecer até 316 oportunidades, de acordo com a proposta feita pelo Cebraspe, a organizadora da seleção.

Divisão das Vagas por Área

A proposta apresentada pela banca indica que as 316 vagas de especialista em regulação de aviação civil serão divididas em três áreas distintas, cada uma com seus próprios requisitos:

  1. Área 1: Nível superior de escolaridade em qualquer área de formação.
  2. Área 2: Nível superior em Engenharia Mecânica, Engenharia Aeronáutica ou Engenharia de Produção. Além disso, é necessário o registro no órgão de classe.
  3. Área 3: Nível superior em Economia ou Ciências Contábeis. Assim como na Área 2, também é necessário o registro no órgão de classe.

 

 

Lotação dos Aprovados

Os aprovados no concurso ANAC serão lotados preferencialmente em Brasília, DF, e em São Paulo, SP, conforme informações destacadas nos documentos do órgão.

 

 

Etapas do Concurso

O processo seletivo para o cargo de Especialista em Regulação de Aviação Civil na ANAC envolverá diversas etapas de avaliação. Os candidatos serão submetidos a:

  • Provas objetivas e discursivas
  • Curso de formação
  • Prova de títulos
  • Avaliação biopsicossocial (perícia médica para candidatos com deficiência)
  • Heteroidentificação (para candidatos negros)

As provas objetivas serão compostas por 120 itens no formato CERTO ou ERRADO, sendo 70 itens de conhecimentos gerais e 50 itens de conhecimentos específicos, de acordo com a proposta do Cebraspe.

 

 

Curso de Formação Híbrido

O curso de formação para os aprovados no concurso ANAC será realizado na modalidade híbrida, com atividades presenciais e à distância. As atividades presenciais acontecerão em Brasília, DF, no Centro de Treinamento da ANAC, com uma carga horária de até 160 horas aulas, incluindo 100 horas presenciais e 60 horas em formato EAD. O curso compreenderá aulas teóricas, práticas, seminários e apresentação de trabalhos. Vale destacar que a prova de títulos será de caráter classificatório.

 

 

Salários e Benefícios

Os aprovados no concurso ANAC terão a oportunidade de desfrutar de uma remuneração atrativa, baseada em subsídio. O salário inicial do especialista em regulação de aviação civil é de R$16.413,35, com a perspectiva de chegar a R$22.929,74 ao final da carreira.

Além do salário, os servidores ainda recebem um auxílio alimentação no valor de R$658, o que torna a oferta ainda mais atrativa.

Com a expectativa de abertura do edital em novembro, é fundamental que os interessados em ingressar na ANAC estejam atentos às atualizações e informações sobre o concurso. Preparação e dedicação são os pilares para conquistar uma das vagas nessa agência de grande relevância no setor da aviação civil.

Conheça o curso:

Supere seus desafios na preparação para o concurso com nosso curso completo! Explore nossa Teoria Pontual, domine o conhecimento com Resumos Poderosos, pratique com mais de 1.500 questões comentadas pelo Cebraspe, aprimore suas habilidades com Provas Comentadas, esclareça todas as dúvidas no nosso Fórum especializado e tenha acesso a valioso material em PDF e Videoaulas.

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Professor Décio Terror

 

Provas comentadas de português Banco do Brasil 2023

Provas comentadas de português Banco do Brasil 2023 gratuitas

Baixe meu e-book com as provas comentadas aqui:

Português Banco do Brasil

A ordem didática escolhida neste material é seguinte: uma primeira parte com as provas sem comentário, para que você possa realizar as questões, sem ver comentário ou gabarito. Após cada prova, você encontrará o gabarito e o raio-x.

A segunda parte apresenta cada prova comentada pelo professor Décio Terror.

Bom estudo!

 

Conheça o site do professor Décio Terror: www.professordecioterror.com.br

Instagram: @decioterror

Youtube: Décio Terror

Telegram: decioterror

Recurso Português MARINHA SMV RM2 2023

recurso português marinha
Neste artigo, vamos falar de Recurso Português Marinha SMV RM2 2023 Oficiais.

Recurso Português SMV RM2 2023 Oficiais da Marinha

A prova de Português SMV RM2 2023 Oficiais da Marinha foi aplicada no domingo, dia 5 de fevereiro de 2023, e o prazo de recurso termina no dia 10 de fevereiro, por isso artigo vai ajudar você a formular o recurso contra algumas questões elencada abaixo.

Veja abaixo as razões pelas quais você deve pedir recurso contra as questões 8, 11, 17 e 18.

Questão 8 – Português SMV RM2 2023

Analise as afirmativas abaixo.

I –   Com o avanço da tecnologia, as bibliotecas tornaram-se desnecessárias e os livros físicos, obsoletos.

II –   A Biblioteca de Alexandria, devido à sua missão, foi o único meio, ao longo da história, que conseguiu reunir tão grande quantidade de livros (700 mil exemplares).

III –   Mesmo com a criação do Kindle, as bibliotecas físicas fazem jus ao seu respeito de outrora, em virtude do seu poder gerador.

IV-   Uma das diferenças entre as bibliotecas e os dispositivos virtuais é que os livros físicos, além de não serem mortos, podem ser salvadores.

Assinale a opção correta.

(A) Apenas as afirmativas I, II e III são verdadeiras.

(B) Apenas as afirmativas II, III e IV são verdadeiras.

(C) Apenas as afirmativas II e IV são verdadeiras.

(D) Apenas a afirmativa III é verdadeira.

(E) Apenas a afirmativa IV é verdadeira.

Gabarito preliminar: E

Recurso: Ao apontar que a alternativa (E) é a correta, observa-se que a banca elegeu a afirmativa IV como correta, isto é, que “uma das diferenças entre as bibliotecas e os dispositivos virtuais é que os livros físicos, além de não serem mortos, podem ser salvadores”. Porém, o próprio texto, no último parágrafo, afirma que os livros físicos são pedaços de História e devem ser conservados, porque podem desaparecer, isto é, “morrer” figurativamente. Veja:

“Quem tiver uns livros em casa, guarde-os. Se você ainda ama os livros, de fato, conserve-se. São pedaços de História. Podem desaparecer. Podem também salvar.”

Assim, também a afirmativa IV está errada e a questão deve ser anulada por não haver alternativa correspondente.

 

Questão 11 – Português SMV RM2 2023

Assinale a opção que apresenta a mesma classificação sintática do trecho destacado na sentença: “A leitura é a nossa arma de combate.” (4°§).

(A) Eu serei você amanhã.

(B) João Carlos deixou Maria triste.

(C) Os meninos ficaram felizes.

(D) Nós somos dez lá em casa.

(E) A taça é de cristal.

Gabarito preliminar: B

Recurso: Nesta questão 11, claramente houve erro na digitação por uso indevido do vocábulo “mesma” no pedido da questão. Era para ter sido usada a palavra “diferente” (classificação sintática diferente): Assinale a opção que apresenta a classificação sintática diferente do trecho destacado na sentença: “A leitura é a nossa arma de combate.” (4°§).

Note que “a nossa arma de combate” é o predicativo do sujeito, como ocorre nos termos sublinhados das alternativas (A), (C), (D) e (E).

Porém, a banca elegeu como gabarito a alternativa (B), a qual apresenta o termo “triste”, que é o predicativo do objeto direto.

Assim, fica patente que a questão tinha a intenção de pedir o termo diferente do sublinhado no comando da questão, e não o mesmo.

Assim, deve-se pedir a anulação desta questão.

 

Questão 17 -Português SMV RM2 2023

Assinale a opção em que as palavras retiradas do texto estabelecem relação de hiperônimo e hipônimo.

(A) “velha” e “estante”.

(B) “papel” e “formato digital”.

(C) “enciclopédias” e “Britannica”.

(D) “livros” e “e-books”.

(E) “tecnologia” e “tempo”.

Gabarito preliminar: C

Recurso: É certo que “Britannica” é uma das “enciclopédias”, por isso realmente a alternativa (C) responde ao comando da questão.

Porém, a alternativa (D) também responde ao comando da questão pois o texto mostra que há tipos de livros: os físicos, os e-books e o kindle. Assim, “livros” é o termo geral e “e-books” é um dos termos específicos, sendo o primeiro hiperônimo e o segundo hipônimo, nesta ordem.

 

Questão 18 – Português SMV RM2 2023

Em “Livros de referência e o formato digital foram, sem dúvida, feitos uns para os outros, mas o mesmo não se pode dizer de todos os livros, indistintamente.” (4°§), as vírgulas foram utilizadas corretamente. Assim, assinale a opção em que o emprego da vírgula também está correto.

(A)  Quem lê muito, conta com bons resultados, já quem procrastina, conta com maus resultados.

(B)  As corretas orientações sobre a prova de amanhã, o professor procurou lhes dar?

(C)  Ficaram tristes com as notas das provas de sociologia e filosofia, os doutorandos e graduandos.

(D)  Todos os alunos da faculdade foram convidados, por aquele orientador para a festa.

(E)  O professor explicou matemática que, é minha maior dificuldade, categoricamente.

Gabarito preliminar: B

Recurso: Na realidade, todas as alternativas estão erradas.

Na alternativa (B), parece haver um objeto direto pleonástico, mas, analisando mais detidamente, observa-se que não. Isso porque o verbo “dar” é transitivo direto e indireto, “lhes” é o objeto indireto e o objeto direto é o termo antecipado “As corretas orientações sobre a prova de amanhã”.

Na ordem direta, seria assim:

O professor procurou lhes dar as corretas orientações sobre a prova de amanhã?

Como sabemos que o objeto direto não pode ser separado por vírgula (a não ser quando está pleonástico), não cabe vírgula nesta oração.

Para que tal oração estivesse correta com vírgula, deveríamos transformar o pronome átono (objeto indireto) em objeto direto pleonástico da seguinte forma:

As corretas orientações sobre a prova de amanhã, o professor procurou as dar?

Assim, deve-se pedir anulação da questão.

 

Veja o comentário de toda a prova no seguinte link:

 

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Professor Décio Terror

Concurso TJSP: publicou edital com 400 vagas

Português TJSPO Concurso TJSP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), publicou edital com oportunidade de 400 vagas de escrevente, para cargos de nível médio.

Deste total de vagas, 300 são destinadas à ampla concorrência, 20 são exclusivas paras Pessoas com Deficiência e 80 vagas são destinadas para candidatos negros.

Os aprovados poderão contar com salário inicial de R$5.480,54, para jornada de 40 horas.
Além disso, poderão contar com auxílios de alimentação, saúde e transporte.

Quanto as inscrições para o concurso TJSP,  serão abertas no dia 17 de fevereiro, site da Fundação Vunesp. 

Os interessados poderão se inscrever até as 16h do dia 28 de março, com taxa de inscrição R$81,00.

 

O que você precisa saber para o Concurso TJSP:

  • Órgão: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
  • Banca: Fundação Vunesp
  • Cargos: escrevente
  • Vagas: 400
  • Requisito: nível médio
  • Remuneração: R$5.480,54
  • Inscrições: de 17 de fevereiro a 28 de março
  • Provas: 28 de maio

Sobre a prova de Português

A prova objetiva de Língua Portuguesa, será cobrada 24 questões. de caráter calcinatório e eliminatório.

Prepare-se com a gente, clique aqui e confira o curso que preparamos pra você.

O curso Português para banca TJ SP está totalmente focado na forma como a banca organizadora VUNESP cobra.

O aluno terá acesso a aulas em vídeo e em livro eletrônico, além de mapas mentais, resumos e um direcionamento no estudo.

Haverá também provas comentadas na íntegra e uma revisão dos conteúdos mais importantes ao fim do curso.

O curso abrange todos os tópicos que a banca VUNESP previu no conteúdo programático do edital.

 

Conteúdo do edital distribuído nas aulas deste curso:

Aula 1: Classes de Palavras: substantivo.

Aula 2: Classes de Palavras: artigo.

Aula 3: Classes de Palavras: adjetivo.

Aula 4: Classes de Palavras: numeral.

Aula 5: Classes de palavras: preposição.

Aula 6: Classes de palavras: advérbio.

Aula 7: Classes de palavras: verbo regular.

Aula 8: Classes de palavras: locuções verbais.

Aula 9: Classes de palavras: flexão de verbos irregulares e outros.

Aula 10: Classes de palavras: pronome. Colocação pronominal.

Aula 11: Pontuação (nível oração).

Aula 12: Pontuação (nível período composto por coordenação). Conjunção.

Aula 13: Pontuação. Conjunção integrante (no período composto por subordinação substantiva). Conjunção.

Aula 14: Pontuação (nível período composto por subordinação adjetiva). Pronome relativo.

Aula 15: Pontuação (nível período composto por subordinação adverbial). Conjunção.

Aula 16: Concordância verbal e nominal.

Aula 17: Regência verbal e nominal.

Aula 18: Crase.

Aula 19: Significação contextual de palavras e expressões. Sinônimos e antônimos.

Aula 20: Sentido próprio e figurado das palavras.

Aula 21: Estruturação do texto: relações entre ideias; recursos de coesão.

Aula 22: Análise, compreensão e interpretação de diversos tipos de textos verbais, não verbais, literários e não literários. Informações literais e inferências possíveis. Ponto de vista do autor.

Aula 23: Provas comentadas banca VUNESP

 

https://www.youtube.com/watch?v=xtqo-F9-3dc

 

 

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Professor Décio Terror

Concurso Banco do Brasil: Provas Comentadas

Neste artigo, você encontra o material de apoio das aulas do professor Décio Terror para a resolução da prova de Português 2021 do concurso Banco do Brasil.

BAIXE O MATERIAL AQUI!

 

Acompanhe a aula aqui:

 

 

O que acharam dessas provas? Deixem nos comentários deste post!

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Grande abraço!

Concurso MP SP 2022: Edital publicado

MPSP

O Concurso MP SP 2022 tem seu edital publicado, com vagas para nível médio e superior.

Ministério Público do Estado de São Paulo divulgou hoje, os editais do concurso MP SP 2022 para os cargos de oficial de promotoria I, de nível médio, e analista de promotoria I, de nível superior. São 05 vagas imediatas, mais cadastro de reservas.

Quanto a remuneração, os salários variam de R$ 5.429,56 a R$ 7.369,61.

 

As inscrições podem ser realizadas dos dias 15 de dezembro a 19 de janeiro, pelo site da FGV, que é a banca organizadora. A taxa de inscrição, custa R$90 e R$120, dependendo do cargo a ser concorrido.

O que você precisa saber sobre o Concurso MP SP

  • Órgão: Ministério Público do Estado de São Paulo
  • Banca: Fundação Getulio Vargas (FGV)
  • Cargos: oficial de promotoria I e analista de promotoria I
  • Vagas: 5 + CR
  • Requisito: médio e superior
  • Salário: R$5.429,56 e R$7.326,49
  • Inscrição: 15 de dezembro a 19 de janeiro
  • Taxa: R$90 e R$120
  • Prova: 12 de março de 2023

 

Sobre a prova MP SP

As provas serão objetivas, de caráter eliminatório e classificatório, e estão planejadas para acontecer no dia 12/03/2023.

 

Prepara-se para a prova com a gente:

Sabendo que o concurso MP SP terá a FGV como banca organizadora, você precisa entender o perfil da banca para estudar corretamente e se preparar da melhor forma possível. Para isso, preparamos um curso de Português que apresenta toda a teoria cobrada pela banca. No curso você vai encontrar mais de 1.000 questões comentadas!

 

Clique aqui e confira!

Veja abaixo o vídeo em que explico como pode estudar para prova:

Confira o Conteúdo programático:

Português MP SP

1. Acentuação gráfica
2. Ortografia (emprego de letras e hífen)
3. Estrutura e formação de palavras. Formas de abreviação. Vocabulário: neologismos, arcaísmos, estrangeirismos; latinismos.
4. Classes de palavras; os aspectos morfológicos, sintáticos, semânticos e textuais: fundamentos
5. Classes de palavras: Interjeição.
6. Classes de palavras: Substantivo.
7. Classes de palavras: Artigo.
8. Classes de palavras: Adjetivo.
9. Classes de palavras: Numeral.
10. Classes de palavras: Preposição.
11. Classes de palavras: Advérbio.
12. Classes de palavras: Verbo. Emprego de tempos e modos dos verbos em português.
13. Classes de palavras: Locução verbal.
14. Classes de palavras: Verbos irregulares.
15. Classes de palavras: Pronomes. Colocação pronominal.
16. Organização sintática das frases: termos e orações. Ordem direta e inversa. Pontuação e sinais gráficos.
17. Tipologia da frase portuguesa. Orações coordenadas. Conjunções. Pontuação e sinais gráficos.
18. Orações subordinadas substantivas. Conjunção.
19. Orações subordinadas adjetivas. Pronome relativo. Pontuação e sinais gráficos.
20. Orações subordinadas adverbiais. Conjunções. Pontuação e sinais gráficos.
21. Concordância verbal e nominal.
22. Transitividade e regência de nomes e verbos.
23. Crase.
24. Estrutura da frase portuguesa: operações de deslocamento, substituição, modificação e correção. Problemas estruturais das frases. Norma culta.
25. Semântica: sinônimos, antônimos.
26. Semântica: polissemia e ambiguidade.
27. Semântica: hipônimos e hiperônimos.
28. Semântica: homônimos, parônimos.
29. Semântica: sentido próprio e figurado.
30. Marcas de textualidade: coesão, coerência e intertextualidade.
31. Coesão e coerência.
32. Intertextualidade.
33. Tipos de discurso
34. Elementos dos atos de comunicação. Funções da linguagem.
35. Registros de linguagem (Variação linguística).
36. Modos de organização discursiva: descrição, narração, exposição, argumentação e injunção; características específicas de cada modo.
37. Tipos textuais: informativo, publicitário, propagandístico, normativo, didático e divinatório; características específicas de cada tipo. Os dicionários: tipos; a organização de verbetes.
38. Interpretação e Compreensão de texto. Organização estrutural dos textos. Textos literários e não literários. Os modalizadores.
39. Estratégias argumentativas.
40. A linguagem e a lógica.
41. Máximas conversacionais.
42. Mais de 50 provas comentadas da banca FGV.

 

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Professor Décio Terror

Concurso Receita Federal: Edital é publicado!

Receita FederalO concurso Receita Federal 2022 teve o seu edital publicado. Organizado pela banca FGV, o certame da Receita Federal do Brasil (RFB) oferece 699 vagas, sendo 469 para analista tributário e 230 para auditor-fiscal, ambas as carreiras são destinadas a quem possui nível superior, em qualquer área.

Quanto as remunerações, o Analista Tributário e o Auditor Fiscal receberão inicias de R$ R$12.142,39 e R$21.487,09 respectivamente. O regime de contratação é o estatutário, com estabilidade. Além disso, os benefícios podem passar de R$ 3 mil.

As inscrições serão entre os dias 12 de dezembro de 2022 e 19 de janeiro de 2022, por meio do site: fgv.br. 

 

O que você precisa saber sobre o concurso:

  • Cargos: Auditor-Fiscal e Analista Tributário
  • Escolaridade: nível superior
  • Banca: FGV
  • Cargos: auditor e analista
  • Vagas: 699
  • Salários: R$12.142,39 e R$21.487,09
  • Inscrição: 12 de dezembro a 19 de janeiro de 2023
  • Taxa de Inscrição: R$115 para Analista e R$210 para Auditor
  • Provas: 19 de março de 2023
Confira o edital aqui!

Sobre a prova do Concurso Receita Federal:

O concurso da Receita Federal avaliará os candidatos por Prova Objetiva e Prova Discursiva, de caráter eliminatório e classificatório.

Para as questões de Língua Portuguesa, serão 15 questões para o Cargo de Analista Tributário, e 10 questões para o cargo de Auditor Fiscal.

Prepare-se com a gente:

Como queremos ver você na lista de aprovados, preparamos um curso com todo o conteúdo previsto, e muitas questões comentadas. O foco é você gabaritar Português!

Confira nosso curso clicando aqui

 

Conteúdo programático Português para a Receita Federal:

1. Acentuação gráfica
2. Ortografia (emprego de letras e hífen)
3. Morfologia: Processos de formação de palavras
4. Morfologia: reconhecimento, emprego e sentido das classes gramaticais: fundamentos
5. Classes de palavras: Interjeição.
6. Classes de palavras: Substantivo. Mecanismos de flexão dos nomes.
7. Classes de palavras: Artigo.
8. Classes de palavras: Adjetivo. Mecanismos de flexão dos nomes.
9. Classes de palavras: Numeral.
10. Classes de palavras: Preposição
11. Classes de palavras: Advérbio
12. Classes de palavras: Verbo. Emprego de tempos e modos dos verbos em português.
13. Classes de palavras: Locução verbal. Emprego de tempos e modos dos verbos em português.
14. Classes de palavras: Verbos irregulares. Mecanismos de flexão dos verbos.
15. Classes de palavras: Pronomes. Padrões gerais de colocação pronominal no português.
16. Sintaxe: oração; termos da oração. Pontuação.
17. Sintaxe: frase, oração e período; processo de coordenação. Conjunções. Pontuação.
18. Sintaxe: processo de subordinação. Orações subordinadas substantivas. Conjunção.
19. Sintaxe: processo de subordinação. Orações subordinadas adjetivas. Pronome relativo. Pontuação.
20. Sintaxe: processo de subordinação. Orações subordinadas adverbiais. Conjunções. Pontuação.
21. Concordância nominal e verbal.
22. Transitividade e regência de nomes e verbos.
23. Emprego do sinal indicativo de crase.
24. Mecanismos de coesão textual.
25. Reescritura de frases: substituição, deslocamento.
26. Paralelismo.
27. Semântica: sentido e emprego dos vocábulos (antônimos, sinônimos).
28. Semântica: sentido e emprego dos vocábulos (polissemia).
29. Semântica: campos semânticos (hipônimos e hiperônimos).
30. Semântica: sentido e emprego dos vocábulos (homônimos, parônimos e heterônimos)
31. A linguagem lógica e a figurada
32. Estilística: figuras de linguagem.
33. Variação linguística: norma padrão.
34. As funções da linguagem.
35. Os tipos de discurso: direto, indireto e indireto livre.
36. Elementos de construção do texto e seu sentido: gênero do texto (literário e não literário, narrativo, descritivo e argumentativo)
37. Interpretação e organização interna.
38. Estratégias argumentativas.
39. A linguagem e a lógica.
40. Máximas conversacionais. A organização das frases nas situações comunicativas: a colaboração e a relevância; os atos de fala.
41. Marcas gerais de textualidade: coesão, coerência e intertextualidade.
42. Intertextualidade.
43. Mais de 50 provas comentadas da banca FGV.

 

 

Para que você saiba exatamente como a banca cobra e se exercite bastante, separamos aqui algumas questões do nossos sistema de questões. Clique aqui!

Ficou com dúvida? Entre em contato via Whastapp: 32 98447-5981

Grande abraço!

Professor Décio Terror