Português Marinha SMV RM2 2026: questões com recurso

Análise técnica das questões 14, 23, 31 e 33 com base em Celso Cunha e Houaiss

 

A prova de Português da Marinha do Brasil – SMV RM2 2026 trouxe questões que podem gerar recurso administrativo e até anulação, especialmente em itens que apresentam dupla interpretação ou cobrança discutível do conteúdo programático.

Neste artigo, você confere a análise técnica das questões mais sensíveis da prova, com fundamentação em gramáticas normativas e critérios adotados em concursos militares. Se você fez a prova e quer entender se vale a pena recorrer, esta análise vai te ajudar a identificar os pontos-chave.

A prova de Português do SMV RM2 2026 – Oficial da Marinha (Prova Verde) trouxe questões que merecem análise técnica aprofundada e fundamentação normativa para fins de recurso.

 

📌 Link oficial da prova (Prova Verde):
https://www.marinha.mil.br/com3dn/sites/www.marinha.mil.br.com3dn/files/smv/SMV%20OF%20PORT%20VERDE_0.pdf

📌 Link do gabarito preliminar:
https://www.marinha.mil.br/com8dn/sites/www.marinha.mil.br.com8dn/files/GabDiv_PS-SMV-2026_COM8DN.pdf

Neste artigo, apresento análise técnica e fundamentada nas seguintes obras:

  • Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa

  • Nova Gramática do Português Contemporâneo, de Celso Cunha e Lindley Cintra

Vamos aos pontos centrais.


Questão 14 – Recurso Português Marinha SMV RM2 2026

Observe o trecho: “Passou-se muito tempo.”-5°§. O vocábulo destacado é:

(A) elemento de ênfase linguística.

(B) pronome reflexivo.

(C) índice de indeterminação do sujeito.

(D) parte integrante do verbo.

(E) pronome apassivador.

Gabarito preliminar: E

Recurso: Solicitar alteração da alternativa (E) para (A).

A questão solicita a classificação do vocábulo “se” na oração “Passou-se muito tempo.”, tendo o gabarito preliminar apontado a alternativa (E): pronome apassivador. Contudo, essa classificação não encontra respaldo na descrição gramatical normativa nem na lexicografia autorizada, conforme demonstrado a seguir.

Fundamentação no Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa:

O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, no verbete “se”, registra explicitamente o uso desse vocábulo como partícula expletiva:

“se: (…) 9. partícula expletiva, sem função sintática, usada para reforçar ou dar realce à ação verbal, como em ‘foi-se embora’, ‘passaram-se os anos’.”

(HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009, verbete “se”, p. 1837.)

Essa definição é perfeitamente aplicável ao contexto da questão, pois a oração “Passou-se muito tempo” mantém o mesmo valor semântico sem a presença do pronome:

Muito tempo passou. O tempo passou.

Isso demonstra que o “se” não exerce função sintática essencial, mas atua como elemento de realce ou ênfase, exatamente conforme descrito pelo Houaiss.

O mesmo dicionário também distingue claramente a partícula apassivadora, associando-a a verbos transitivos diretos:

“se: (…) partícula apassivadora, que acompanha verbo transitivo direto na formação da voz passiva sintética, como em ‘vendem-se casas’.” (HOUAISS, 2009, p. 1837.)

No caso da oração em análise, o verbo “passar” não está empregado como transitivo direto, mas como verbo intransitivo, no sentido de transcorrer, decorrer ou durar.

O próprio Houaiss registra esse sentido do verbo passar:

“passar: (…) 31. decorrer, transcorrer (tempo); escoar-se: ‘passaram-se muitos anos’.” (HOUAISS, 2009, verbete “passar”, p. 1403.)

Note-se que o próprio dicionário usa construção idêntica à da questão e a associa ao sentido de transcorrer, não à voz passiva.

 

Fundamentação na Nova Gramática do Português Contemporâneo – Celso Cunha e Lindley Cintra

Celso Cunha e Lindley Cintra definem o pronome apassivador da seguinte forma:

“O pronome se é apassivador quando forma a voz passiva sintética com verbos transitivos diretos (ou transitivos diretos e indiretos), cujo sujeito é o paciente da ação verbal:

Vendem-se casas.

Alugam-se apartamentos.”

(CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 6. ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2013, p. 390.)

Essa definição estabelece dois requisitos obrigatórios:

  1. verbo transitivo direto;
  2. sujeito paciente que sofre a ação verbal.

Nenhum desses requisitos ocorre na oração da questão.

O verbo “passar”, no sentido de transcorrer, é intransitivo, e o termo “muito tempo” não sofre ação de agente externo; ao contrário, constitui o próprio núcleo do processo verbal.

Além disso, Cunha e Cintra reconhecem explicitamente o uso do “se” como partícula expletiva:

“O pronome se pode apresentar-se como partícula expletiva ou de realce, sem exercer função sintática, como em:

Foi-se embora.

Riram-se muito.”

(CUNHA; CINTRA, 2013, p. 394.)

Essa descrição corresponde exatamente à estrutura da oração:

Passou-se muito tempo.

O “se”, portanto, não altera a estrutura sintática nem transforma o verbo em transitivo direto.

 

Impossibilidade de voz passiva sintética

Para que houvesse pronome apassivador, seria necessário converter a oração em passiva analítica, como ocorre em:

Vendem-se casas → Casas são vendidas.

            Contudo, a tentativa de conversão da oração da questão resulta em construção semanticamente incoerente:

Muito tempo foi passado por alguém.

            Essa construção não corresponde ao sentido original, pois o verbo não expressa ação praticada por agente externo, mas sim ocorrência temporal. Logo, não há voz passiva sintética.

Conclusão

Com base no Dicionário Houaiss (p. 1837 e p. 1403), que reconhece o uso do “se” como partícula expletiva em construções como “passaram-se os anos” e na Nova Gramática do Português Contemporâneo, de Celso Cunha e Lindley Cintra (p. 390 e p. 394), que restringe o pronome apassivador a verbos transitivos diretos e reconhece o uso expletivo do “se”, conclui-se que o vocábulo “se” na oração “Passou-se muito tempo.” não exerce função de pronome apassivador. Trata-se de partícula expletiva, isto é, elemento de ênfase linguística.

Dessa forma, solicita-se respeitosamente a alteração do gabarito da alternativa (E) pronome apassivador para (A) elemento de ênfase linguística.

 

QUESTÃO 23 – Recurso Português Marinha SMV RM2 2026

Leia o trecho: “Vi-os fortes e louros irromper…”-8°§. Assinale a opção em que o termo destacado possui a mesma função sintática que no termo sublinhado no fragmento.

(A) O velho carecia de roupa.

(B) A criança dormiu na cama.

(C) Adormeceu o vento.

(D) O rapaz comprou um livro.

(E) Pedro viajou de carro pelo país.

Gabarito preliminar: D

Recurso: Solicitar anulação da questão

Preliminarmente, a banca entendeu que o pronome átono “os” é objeto direto e julgou a alternativa (D) como a correta, pois o termo “um livro” é objeto direto do verbo transitivo direto “comprou”.

Porém, havemos de aprofundar nessa análise:

É certo que o pronome átono “os”, de maneira geral, pode ocupar a função sintática de objeto direto, em frases como “Eu os vi”, “Eu os comprei”. Nesses exemplos, os verbos são transitivos diretos e o pronome “os” é o objeto direto.

Porém, no contexto da questão, especificamente no período “Vi-os fortes e louros irromper pelo céu onde tinha morrido de morte linda a aurora.”, o verbo “Vi” é sensitivo e o pronome átono “os” é sujeito do infinitivo “irromper”.

Numa análise sintática, o verbo “Vi” é transitivo direto e o objeto direto, e toda a oração posterior (“os fortes e louros irromper pelo céu”) é subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo, em que o pronome átono “os” é o sujeito do infinitivo “irromper” e o termo “fortes e louros” é o predicativo do sujeito dentro de um predicado verbo-nominal.

Isso é reforçado na explicação de Celso Cunha e Lindley Cintra:

“O pronome oblíquo átono sujeito de um infinitivo

Se compararmos as duas frases:

Mandei que ele saísse…

Mandei-o sair.

verificamos que o objeto direto, exigido pela forma verbal mandei, é expresso:

a) na primeira, pela oração que ele saísse;

b) na segunda, pelo pronome seguido do infinitivo: o sair. E verificamos, também, que o pronome o está para o infinitivo sair como o pronome ele para a forma finita saísse, da qual é sujeito. Logo, na frase acima o pronome o desempenha a função de sujeito do verbo sair.

Construções semelhantes admitem os pronomes me, te, nos, vos (e o reflexivo se, que estudaremos à parte). Exemplo:

Deixe-me falar.

Mandam-te entrar.

Fez-nos sentar.”

(CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 7. ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2013, p. 316.)

Note-se que a explicação dos renomados autores não abre possível interpretação de o pronome átono, neste caso, ser objeto direto. Há ênfase de que, neste caso, o pronome átono é sujeito do infinitivo posterior.

Mas, do período da questão, poder-se-ia duvidar de o pronome ser sujeito, se o infinitivo está no singular e o sujeito está no plural. Essa possível dúvida é sanada com a explicação dos autores quanto à concordância no infinitivo:

“2. É também normal o emprego do infinitivo não flexionado:

(…)

2.°) quando depende dos auxiliares causativos (deixar, mandar, fazer e sinônimos) ou sensitivos (ver, ouvir, sentir e sinônimos) e vem imediatamente depois desses verbos ou apenas separado deles por seu sujeito, expresso por um pronome oblíquo:

— Deixas correr os dias como as águas do Paraíba?

(Machado de Assis, OC, II, 119.)

E as lágrimas que choro, branca e calma,

Ninguém as vê brotar dentro da alma!

(F. Espanca, S, 18.)

Esta viu-os ir pouco a pouco.

(Machado de Assis, OC, II, 509.)

Neste caso, costuma ocorrer também a forma flexionada, quando entre o auxiliar e o infinitivo se insere o sujeito deste, expresso por substantivo ou equivalente:

Domingos mandou os homens levantarem-se.

(Castro Soromenho, C, 56.)”

(CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 7. ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2013, p. 501.)

O exemplo literal acima (“Esta viu-os ir pouco a pouco.”) reforça que o infinitivo “ir” não concorda com o sujeito “os”. Da mesma forma, no trecho da questão, “irromper” não concorda com o sujeito “os”: “Vi-os fortes e louros irromper pelo céu”.

Assim, pela bibliografia expressa do edital, entendemos que “os” não é objeto direto, mas sim sujeito acusativo, isto é, sujeito de um infinitivo posterior.

Porém, a banca deu como gabarito a alternativa (D): O rapaz comprou um livro.

A única alternativa que apresenta o termo grifado como sujeito é a alternativa (C): Adormeceu o vento.

Porém, este sujeito não tem as características peculiares do sujeito acusativo, isto é, um pronome átono na função de sujeito de um infinitivo.

Assim, entende-se não haver uma resposta correta para a questão, ao que se pede sua anulação.

 

QUESTÃO 31 – Recurso Português Marinha SMV RM2 2026

Observe o trecho: “(…) é o de hoje, o agora, o aqui – e isso não há.”-4°§. A oração destacada no fragmento tem sujeito:

(A) inexistente, devido ao uso do verbo “haver”.

(B) simples, representado pelo pronome “isso”.

(C) composto, representado por “o de hoje, o agora, o aqui”.

(D) indeterminado, devido ao uso do verbo “haver”.

(E) elíptico, retomando um termo anterior.

Gabarito preliminar: D

Recurso: Solicitar alteração da alternativa (D) para (A).

O gabarito preliminar indicou a alternativa (D) sujeito indeterminado, devido ao uso do verbo ‘haver’. Contudo, essa classificação não encontra respaldo na descrição normativa da língua portuguesa, especialmente conforme exposto por Celso Cunha e Lindley Cintra.

Fundamentação gramatical

Celso Cunha e Lindley Cintra afirmam expressamente que o verbo “haver”, quando empregado no sentido de existir, é impessoal, não admitindo sujeito:

“O verbo haver, no sentido de existir, acontecer ou indicar tempo decorrido, é impessoal, isto é, não tem sujeito, permanecendo invariável na terceira pessoa do singular.”

(CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 6. ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2013, p. 148.)

A oração em análise é “isso não há.”

O verbo “haver”, nesse contexto, possui claramente o sentido de existir. A estrutura equivale semanticamente a “isso não existe.”

Sendo o verbo impessoal, a oração é sem sujeito.

Ainda segundo Cunha e Cintra:

“Nas orações sem sujeito, o verbo permanece na terceira pessoa do singular, por não haver termo que funcione como sujeito.”

(CUNHA; CINTRA, 2013, p. 147.)

Portanto, não há possibilidade de classificação como sujeito indeterminado.

Análise sintática da oração

Na oração “isso não há.”, o termo “isso” não exerce função de sujeito. Ele atua como objeto direto antecipado por ênfase ou elemento de retomada discursiva.

A ordem direta seria “Não há isso.”

Segundo a norma gramatical, em construções com “haver” no sentido de existir, o termo que o segue é objeto direto, e não sujeito.

Assim, a oração é classificada como oração sem sujeito (sujeito inexistente).

Conclusão

Com base na Nova Gramática do Português Contemporâneo, de Celso Cunha e Lindley Cintra (p. 147–148), o verbo “haver”, no sentido de existir, é impessoal e não admite sujeito.

Dessa forma, a oração “isso não há” é oração sem sujeito.

Solicita-se, portanto, a alteração do gabarito da alternativa (D) sujeito indeterminado para (A) inexistente, devido ao uso do verbo “haver”.

 


QUESTÃO 33 – Recurso Português Marinha SMV RM2 2026

No fragmento “Abençoado seja o Sol. Abençoado seja о dia. Abençoado seja o descanso…” ocorre:

(A) uma manutenção temática.

(B) um paralelismo sintático.

(C) uma inversão sintática.

(D) uma paráfrase.

(E) uma variação fonológica.

Gabarito preliminar: B

Recurso: Solicitar anulação da questão, por haver duas alternativas corretas.

A questão apresenta o fragmento “Abençoado seja o Sol. Abençoado seja o dia. Abençoado seja o descanso…”

O gabarito preliminar indicou a alternativa (B) paralelismo sintático.

De fato, há paralelismo estrutural, pois se repete o mesmo arranjo sintático nas três orações. Contudo, a análise gramatical revela também a ocorrência inequívoca de inversão sintática, o que torna igualmente correta a alternativa (C) uma inversão sintática.

Cada uma das orações apresenta construção típica da voz passiva analítica, em que o particípio pelo verbo auxiliar “ser” + particípio do verbo principal “Abençoado”.

Segundo Celso Cunha e Lindley Cintra:

“A voz passiva analítica forma-se com o verbo auxiliar ser e o particípio do verbo principal.”

(CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 6. ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2013, p. 443.)

No fragmento, ocorre deslocamento do particípio para a posição inicial “Abençoado seja o Sol.”

Trata-se, portanto, de reorganização da locução verbal da passiva analítica.

A ordem direta da oração, conforme descrevem Cunha e Cintra, é:

“A ordem direta da oração em português é: sujeito + verbo + complementos.”

(CUNHA; CINTRA, 2013, p. 600.)

Na estrutura da oração, teríamos Sujeito + verbo auxiliar + particípio: “O Sol seja abençoado.”

Entretanto, o que ocorre no fragmento é Particípio + verbo auxiliar + sujeito: “Abençoado seja o Sol.”

Há, portanto, deslocamento do núcleo verbal da locução passiva para antes do sujeito.

Cunha e Cintra definem:

“A inversão consiste na alteração da ordem direta dos termos da oração, geralmente com finalidade expressiva ou estilística.”

(CUNHA; CINTRA, 2013, p. 601.)

Logo, além do paralelismo, verifica-se alteração da ordem sintática padrão.

É inegável que há paralelismo sintático, pois as três orações repetem a mesma estrutura formal.

Contudo, esse paralelismo é construído sobre uma estrutura invertida da passiva analítica.

Logo, a ocorrência de paralelismo não exclui a existência simultânea de inversão sintática.

Solicita-se, portanto, a anulação da questão, por admitir duas alternativas corretas igualmente fundamentadas na gramática normativa.

 


📌 Conclusão – Recursos Fundamentados na Prova Verde SMV RM2 2026

Após análise técnica com base:

  • no Dicionário Houaiss

  • na Nova Gramática do Português Contemporâneo (Celso Cunha e Lindley Cintra)

Conclui-se:

Questão 14 → deve ser alterada para alternativa (A)

Questão 23 → deve-se pedir anulação

Questão 31 → deve ser alterada para alternativa (A)

Questão 33 → admite dupla resposta (B e C), cabendo anulação

 

Veja o que o edital orienta sobre como fazer o recurso:

“12. DOS RECURSOS DA PROVA OBJETIVA (PO), DA PROVA DE TÍTULOS (PT), DA VERIFICAÇÃO DOCUMENTAL (VD) E DA VERIFICAÇÃO DE DADOS BIOGRÁFICOS (VDB)

12.1 – O voluntário que desejar, poderá interpor recurso contra as questões da PO, em face de erros ou omissões nos gabaritos divulgados dessa prova; e contra o resultado da PT, VDB e VD.

12.2 – O voluntário disporá do prazo de 3 (três) dias úteis, contados a partir do dia seguinte ao da divulgação do gabarito da PO e das notas da PT, na página do Com1°DN, para apresentar seu recurso.

12.3 – Os recursos deverão ser entregues, dentro do prazo estipulado no subitem 12.2, devidamente assinados pelos voluntários, diretamente no Com1°DN.

12.4 – Os recursos deverão ser:

a) redigidos de acordo com os modelos contidos nos Apêndice VI e VII, deste Aviso, para PO e PT, respectivamente, devidamente fundamentados e incluindo bibliografia pesquisada. Deverão conter todos os dados que informem a identidade do requerente, seu número de inscrição, endereço completo e assinatura;

b) se manuscritos, redigidos em letra legível com caneta esferográfica azul ou preta;

c) apresentados com argumentação lógica e consistente, indicando o Processo Seletivo, prova (profissão e cor), número da questão, a resposta marcada pelo voluntário e a divulgada pelo gabarito e a sua finalidade;

d) um para cada questão; e

e) entregue pessoalmente ao Comando do respectivo Distrito Naval, observado o prazo estabelecido nos subitens 12.2 e 12.5.


🎯 Palavra Final ao Candidato da Marinha SMV 2026

 

Recursos bem fundamentados aumentam significativamente as chances de deferimento.

Não basta discordar do gabarito.
É preciso sustentar tecnicamente, com base na gramática normativa.

Se você está se preparando para a Marinha SMV RM2, continue acompanhando as análises detalhadas aqui no blog. A diferença entre ficar na classificação e conquistar a vaga pode estar em um recurso bem estruturado.

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Boa sorte e grande abraço!

Professor Décio Terror