Análise das questões de Português CEBRASPE 2023

Se você está se preparando para concursos públicos, sabe da importância de estudar de forma estratégica para otimizar seu tempo e aumentar suas chances de aprovação. Uma das maneiras mais eficazes de fazer isso é analisando as provas anteriores da banca organizadora.
Neste artigo, vamos mergulhar na análise das questões de Português Cebraspe (antigo Cespe) referentes ao ano de 2023, identificando os temas mais recorrentes e fornecendo dicas valiosas para sua preparação.

Naturalmente não quero com isso que você ignore temas com poucas ocorrências, mas deve dar prioridade ao que mais cai, principalmente se o seu tempo de estudo é pouco.

Análise das Questões:

Durante o ano de 2023, o Cebraspe aplicou diversas provas com questões de Português, abrangendo diferentes áreas da gramática e interpretação de texto. Ao analisar essas questões, foi possível identificar os seguintes temas mais recorrente

1 Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados. 2 Reconhecimento de tipos e gêneros textuais. 3 Domínio da ortografia oficial. 4 Domínio dos mecanismos de coesão textual. 4.1 Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, de conectores e de outros elementos de sequenciação textual. 4.2 Emprego de tempos e modos verbais. 5 Domínio da estrutura morfossintática do período. 5.1 Emprego das classes de palavras. 5.2 Relações de coordenação entre orações e entre termos da oração. 5.3 Relações de subordinação entre orações e entre termos da oração. 5.4 Emprego dos sinais de pontuação. 5.5 Concordância verbal e nominal. 5.6 Regência verbal e nominal. 5.7 Emprego do sinal indicativo de crase. 5.8 Colocação dos pronomes átonos. 6 Reescrita de frases e parágrafos do texto. 6.1 Significação das palavras. 6.2 Substituição de palavras ou de trechos de texto. 6.3 Reorganização da estrutura de orações e de períodos do texto. 6.4 Reescrita de textos de diferentes gêneros e níveis de formalidade. 7 Correspondência oficial (conforme Manual de Redação da Presidência da República). 7.1 Aspectos gerais da redação oficial. 7.2 Finalidade dos expedientes oficiais. 7.3 Adequação da linguagem ao tipo de documento. 7.4 Adequação do formato do texto ao gênero.

 

Das provas aplicadas em 2023, houve 689 ocorrências de Português.

Neste trabalho, eu evito considerar a quantidade exata de questões, porque há algumas que cobram mais de um tema num só pedido. Por exemplo, às vezes uma questão cobra o emprego de pronome, de verbo e de pontuação. Assim, em vez de registrarmos uma só questão, eu registro três ocorrências, para mapearmos efetivamente o que a banca cobra.

Desse conteúdo, notamos que muitos assuntos são interligados. Assim, uma questão de pronome pessoal, por exemplo, pode envolver os assuntos Emprego de Classes de Palavras, Domínio dos mecanismos de coesão textual, Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, Relações de subordinação entre termos da oração, Colocação dos pronomes átonos.

 

Veja primeiramente os dados em um gráfico:

gráfico

 

Agora, vamos a algumas considerações:

O assunto “5.1 Emprego de classes de palavras” não se encontra no gráfico, por ser muito abrangente. Ele já está representado pelos assuntos mais específicos “conjunções”, “pronomes relativos”, “pronomes”, “verbos”, “preposição”, “advérbio”, “adjetivo”, “substantivo”.

O assunto “5 Domínio da estrutura morfossintática do período” também não se encontra no gráfico, por já abarcar assuntos mais específicos e previstos no conteúdo dos editais, como Relações de coordenação entre orações e entre termos da oração. Relações de subordinação entre orações e entre termos da oração. Emprego dos sinais de pontuação. Reescrita de frases e parágrafos do texto. Substituição de palavras ou de trechos de texto. Reorganização da estrutura de orações e de períodos do texto. Reescrita de textos de diferentes gêneros e níveis de formalidade. Domínio dos mecanismos de

coesão textual. Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, de conectores e de outros elementos de sequenciação textual.

 

Vamos aos dados de uma forma mais pontual!

 

Das 689 ocorrências, a banca cobrou

184 ocorrências do assunto 5.1 Emprego das classes de palavras, sendo

57 de conjunções,

50 de demais pronomes e Colocação dos pronomes átonos.

24 de pronomes relativos,

23 de Emprego de tempos e modos verbais;

15 de advérbio;

8 de preposição;

6 de adjetivo;

1 de substantivo.

178 ocorrências do assunto 1 Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados;

56 ocorrências do assunto 4 Domínio dos mecanismos de coesão textual. 4.1 Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, de conectores e de outros elementos de sequenciação textual;

47 ocorrências do assunto 5.4 Emprego dos sinais de pontuação;

43 ocorrências do assunto 6.1 Significação das palavras;

43 ocorrências do assunto 6 Reescrita de frases e parágrafos do texto. 6.2 Substituição de palavras ou de trechos de texto. 6.3 Reorganização da estrutura de orações e de períodos do texto. 6.4 Reescrita de textos de diferentes gêneros e níveis de formalidade;

33 ocorrências do assunto 5.5 Concordância verbal e nominal;

26 ocorrências do assunto 5.2 Relações de coordenação entre termos da oração. 5.3 Relações de subordinação entre termos da oração (sintaxe da oração);

24 ocorrências do assunto 5.7 Emprego do sinal indicativo de crase;

18 ocorrências do assunto 5.6 Regência verbal e nominal;

16 ocorrências do assunto 2 Reconhecimento de tipos e gêneros textuais, sendo 10 de Reconhecimento de tipos textuais e 6 de Reconhecimento de gêneros textuais;

16 ocorrências do assunto 7 Correspondência oficial (conforme Manual de Redação da Presidência da República). 7.1 Aspectos gerais da redação oficial. 7.2 Finalidade dos expedientes oficiais. 7.3 Adequação da linguagem ao tipo de documento. 7.4 Adequação do formato do texto ao gênero.

5 ocorrências do assunto 3 Domínio da ortografia oficial, sendo que 3 são de acentuação e 2 de emprego de hífen.

 

Observações:

 

Devemos ressaltar que os assuntos Colocação dos pronomes átonos e Emprego de tempos e modos verbais nem precisariam estar explícitos no conteúdo programático, pois já fazem parte do assunto Emprego das classes de palavras.

O emprego de pronomes é um assunto vasto, amplo e percorre outros assuntos, como Domínio dos mecanismos de coesão textual, Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, de conectores e de outros elementos de sequenciação textual, Emprego das classes de palavras, Relações de subordinação entre orações.

O assunto 7 Correspondência oficial (conforme Manual de Redação da Presidência da República). 7.1 Aspectos gerais da redação oficial. 7.2 Finalidade dos expedientes oficiais. 7.3 Adequação da linguagem ao tipo de documento. 7.4 Adequação do formato do texto ao gênero só deve ser estudado se literalmente estiver expresso no conteúdo programático do edital. Nem sempre está previsto nos editais do CEBRASPE.

Os assuntos 5.2 Relações de coordenação entre orações e 5.3 Relações de subordinação entre orações trabalham fundamentalmente o reconhecimento do sentido das conjunções, assunto que está também previsto em 4 Domínio dos mecanismos de coesão textual. 4.1 Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, de conectores e de outros elementos de sequenciação textual e 5.1 Emprego das classes de palavras.

 

Com base nesses números, podemos classificar as questões do CEBRASPE em três partes, por índice de ocorrências:

Temas quentes: são os conteúdos de maior ocorrência, sempre estão nas provas, como “interpretação”, “conjunções”, “coesão”, “pronomes”, “pontuação”, “significado de palavras” e “reescrita”.

Juntos, perfazem 68,79% de todas as ocorrências no ano de 2023.

Então, no seu planejamento, a prioridade é estudar esses assuntos primeiro.

 

Temas mornos: são os conteúdos de média quantidade e nem sempre aparecem nas provas, como “concordância”, “oração”, “pronome relativo”, “crase”, “verbo”, “regência”, “advérbio”.

Juntos, perfazem 23,65% de todas as ocorrências no ano de 2023.

 

Temas frios: são os conteúdos de baixa ocorrência, como “tipologia textual”, “gêneros textuais”, “preposição”, “adjetivo”, “acentuação”, “ortografia”, “substantivo”.

Juntos, perfazem 5,23% de todas as ocorrências no ano de 2023.

 

Apesar de nem sempre estar previsto nos editais, o assunto “Correspondência Oficial” obteve 2,32% das ocorrências de 2023. Ele é um caso à parte! Estando previsto no edital, é um tema quente, pois normalmente em provas com 10 questões de Português, pelo menos 2 são deste assunto.

Assim, estando previsto no edital, é assunto muito relevante e passa a ser quente.

 

Assim, todos os temas elencados para sua prova são importantes, e essa classificação serve apenas para você dar prioridade, e não para deixar de estudá-los, ok? Não podemos negligenciar nenhum assunto.

 

Agora, veja o que normalmente é previsto sobre os critérios de avaliação:

“Cada prova objetiva será constituída de itens para julgamento, agrupados por comandos que deverão ser respeitados. O julgamento de cada item será CERTO ou ERRADO, de acordo com o(s) comando(s) a que se refere o item. Haverá, na folha de respostas, para cada item, dois campos de marcação: o campo designado com o código C, que deverá ser preenchido pelo candidato caso julgue o item CERTO, e o campo designado com o código E, que deverá ser preenchido pelo candidato caso julgue o item ERRADO.

(…)

Para obter pontuação no item, o candidato deverá marcar um, e somente um, dos dois campos da folha de respostas.

(…)

A nota em cada item das provas objetivas, feita com base nas marcações da folha de respostas, será igual a: 1,00 ponto, caso a resposta do candidato esteja em concordância com o gabarito oficial definitivo das provas; 1,00 ponto negativo, caso a resposta do candidato esteja em discordância com o gabarito oficial definitivo das provas; 0,00, caso não haja marcação ou haja marcação dupla (C e E).”

 

Então, se você sabe a questão, marque no cartão de respostas, se não sabe, deixe em branco ou marque os dois campos!

Isso determina a maior dificuldade na prova: trabalhar a cabeça para não “chutar”.

Minha mensagem final para você concurseiro, é que priorize os conteúdos que mais caem, mas não negligencie os demais temas, pois a preparação completa é essencial para alcançar o sucesso nos concursos públicos. Com dedicação e estratégia, você estará mais preparado para enfrentar os desafios das próximas provas.

 

 

 

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Grande abraço!

Professor Décio Terror

Prova comentada Português – Prefeitura de BH 2024 Auditor de Controle Interno

Veja a Prova Resolvida Português FGV Prefeitura de Belo Horizonte 2024 Auditor de Controle Interno.

Não vi possibilidades de recurso contra o gabarito desta prova!

Vamos á resolução da prova!

 

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Agora, veja a prova resolvida!

 

1. (FGV / Prefeitura Belo Horizonte-MG Auditor de Controle Interno 2024)

As frases a seguir mostram termos sublinhados que retomam termos anteriores. Assinale a frase em que o tipo de retomada está corretamente identificado.

(A)  Luís Filipe acaba de comprar três esferográficas, dois lápis e folhas de papel pautado. Ele necessita desses artigos para suas anotações arqueológicas. / Sinônimo.

(B)  Cristiane comprou recentemente novos patins. Os seus velhos já não cabiam mais. / Hiperônimo.

(C)  Desde alguns anos, nos foram indicados vários produtos para substituírem a aspirina. Entretanto esse medicamento permanece eficaz em muitas circunstâncias. / Grupo nominal.

(D)  A mulher ocupa mais e mais seu lugar em nossa sociedade. Não é raro ver mulheres ocupando cargos de chefia. / Repetição de termos com flexão diferente.

Comentário: A alternativa (A) está errada, pois o substantivo “artigos” tem um sentido geral (hiperônimo) e engloba os itens “três esferográficas”, “dois lápis” e “folhas de papel pautado” (hipônimos), os quais têm valores específicos. Assim, a retomada desses itens pelo substantivo “artigos” empregou o recurso do hiperônimo (nome geral que retoma nome específico), e não sinônimo.

A alternativa (B) está errada, pois o termo “Os seus velhos” retoma o substantivo “patins” e o faz ficar subentendido. Assim, o recurso de coesão empregado envolve a elipse do substantivo “patins” e o acúmulo de palavras, o qual também pode ser entendido como grupo nominal. Assim, não cabe hiperônimo.

A alternativa (C) está errada, pois “medicamento” tem sentido geral (hiperônimo) e retomou o substantivo de sentido específico “aspirina” (hipônimo). Assim, o recurso empregado foi hiperônimo, e não grupo nominal.

A alternativa (D) é a correta, pois “mulheres” repete o substantivo retomado, porém no plural. Assim, realmente o recurso de coesão foi a repetição de termos com flexão diferente.

Gabarito: D

 

2. (FGV / Prefeitura Belo Horizonte-MG Auditor de Controle Interno 2024)

Todas as frases abaixo mostram um grupo nominal formado por substantivo + adjetivo. Assinale a frase em que a troca de posição entre os dois modifica o sentido do grupo.

(A)  A agricultura fomenta a sensatez, sensatez de excelente índole.

(B)  Nenhum pássaro voa alto demais se voa com as próprias asas.

(C)  O trabalho do lavrador é o trabalho natural do homem, o único que acalma as paixões e vigoriza o corpo.

(D)  Lembrai-vos que as mais belas coisas do mundo são as mais inúteis: lírios e pavões, por exemplo.

Comentário: Na alternativa (A), a troca de posição entre substantivo e adjetivo não muda o sentido, pois mantém a mesma ideia de qualidade ou natureza positiva da “sensatez”. Confirme:

A agricultura fomenta a sensatez, sensatez de excelente índole.

A agricultura fomenta a sensatez, sensatez de índole excelente.

A alternativa (B) é a que devemos marcar, pois, na frase original, “próprias asas” enfatiza a ideia de autonomia e capacidade inerente do pássaro. Porém, com a troca “asas próprias”, o adjetivo “próprias” se posicionou após o substantivo “asas” e com isso passou a ter o sentido de que as asas são adequadas ou apropriadas. Isso significa que o adjetivo está enfatizando que as asas, além de serem pertencentes ao pássaro, também são adequadas, apropriadas ou suficientes para a tarefa de voar bem alto. O uso de “próprias” após o substantivo, neste contexto, transmite a ideia de que o pássaro tem tudo o que é necessário, de forma inerente e natural, para alcançar grandes alturas. Confirme:

Nenhum pássaro voa alto demais se voa com as próprias asas.

Nenhum pássaro voa alto demais se voa com as asas próprias.

Nenhum pássaro voa alto demais se voa com as asas adequadas.

Nenhum pássaro voa alto demais se voa com as asas apropriadas.

Na alternativa (C), a inversão para “natural trabalho” não altera fundamentalmente o sentido. Continua indicando que o trabalho do lavrador está de acordo com a natureza humana:

O trabalho do lavrador é o trabalho natural do homem, o único que acalma as paixões e vigoriza o corpo.

O trabalho do lavrador é o natural trabalho do homem, o único que acalma as paixões e vigoriza o corpo.

Na alternativa (D), se invertermos a posição do adjetivo e substantivo para formar “coisas mais belas” (note que o advérbio “mais” acompanha o adjetivo “belas”), o sentido da frase se mantém. A ênfase continua sendo que as coisas que são extremamente belas tendem a ser inúteis, como os lírios e pavões mencionados.

Lembrai-vos que as mais belas coisas do mundo são as mais inúteis: lírios e pavões, por exemplo.

Lembrai-vos que as coisas mais belas do mundo são as mais inúteis: lírios e pavões, por exemplo.

Gabarito: B

 

3. (FGV / Prefeitura Belo Horizonte-MG Auditor de Controle Interno 2024)

Assinale a opção que mostra a frase em que o emprego do pronome sublinhado está inadequado.

(A)     É uma coisa terrível para um intelectual quando ele encara uma ideia como uma realidade.

(B)     Uma ideia não é responsável por pessoas que acreditam nela.

(C)     A principal função do educador é cuidar para que ele não confunda o bem com a passividade e o mal com a atividade.

(D)     Se você quiser civilizar alguém, comece pela avó dele.

Comentário: A alternativa (A) está correta, pois o pronome “ele” é usado para se referir ao substantivo “intelectual”. O uso é adequado porque está claro a quem o pronome se refere e está em concordância com o substantivo a que se refere tanto em gênero quanto em número. Confirme:

É uma coisa terrível para um intelectual quando ele encara uma ideia como uma realidade.

A alternativa (B) está correta, pois, na contração “nela”, o pronome “ela” refere-se claramente a “uma ideia”. O uso é apropriado, pois há concordância em gênero e número, e a referência está clara.

Uma ideia não é responsável por pessoas que acreditam nela.

A alternativa (C) está correta, pois o pronome “ele” se refere ao substantivo “educador”. Este uso é correto, pois o pronome está em concordância com o antecedente “educador” e a referência é clara.

A principal função do educador é cuidar para que ele não confunda o bem com a passividade e o mal com a atividade.

A alternativa (D) é a inadequada, pois, na contração “dele”, o pronome “ele” é usado para se referir ao pronome “alguém”. A inadequação surge porque o pronome “alguém” é indefinido e não especifica o gênero.

Assim, usar “dele” pode ser considerado inadequado, pois presume o gênero masculino para um antecedente que é neutro em relação ao gênero. Seria mais apropriado usar uma forma que não especifique o gênero, como “dessa pessoa” ou “dele ou dela”, para manter a neutralidade.

Se você quiser civilizar alguém, comece pela avó dele.

Se você quiser civilizar alguém, comece pela avó dessa pessoa.

Se você quiser civilizar alguém, comece pela avó dele ou dela.

Gabarito: D

 

4. (FGV / Prefeitura Belo Horizonte-MG Auditor de Controle Interno 2024)

Assinale a frase que se apresenta inteiramente coerente.

(A)  Não me lembro do que ele morreu. Só me lembro que não era nada sério.

(B)  Minha certidão de nascimento é velha, mas não a minha idade.

(C)  Casa, comida e diamantes – isso é essencial, o resto é supérfluo.

(D)  A única maneira de conter esta onda de suicídios é fazer com que seja um crime punido com pena de morte.

Comentário: A questão trabalha o que chamamos de incoerência aparente, o que é muito comum em nossa fala do dia a dia. Muitas vezes, examinando as frases, encontramos uma incoerência, a qual é inserida por motivo de ênfase e queremos com isso transmitir uma ideia adjacente.

Na alternativa (A), há incoerência, pois foi afirmado que a causa da morte não era nada sério. Porém, se houve morte, é fato que algum problema sério houve. Tanto assim que levou alguém à morte. Houve o chamado paradoxo, isto é, uma contradição e ela reforça que houve incoerência.

Mas note que há uma intenção por trás dessa incoerência aparente. Leia novamente:

Não me lembro do que ele morreu. Só me lembro que não era nada sério.

Essa incoerência sugere que alguém achou que o problema não era sério até saber da morte da pessoa.

Na alternativa (B), há incoerência, pois a idade de uma pessoa aumenta com o passar do tempo, assim como a “idade” de uma certidão de nascimento. A tentativa de separar a idade da pessoa da antiguidade do documento cria uma contradição, já que ambos envelhecem juntos.

Aqui também notamos uma intenção por trás dessa incoerência aparente. Leia novamente:

Minha certidão de nascimento é velha, mas não a minha idade.

Essa incoerência sugere que alguém não se sente com a idade que tem. Julga ter uma cabeça e atitude de pessoas mais jovens, diferentes da sua idade real.

A alternativa (C) é a que deve ser marcada, pois não apresenta nenhuma incoerência. Ela expressa a opinião de que “casa, comida e diamantes” são essenciais para a pessoa que está falando, enquanto tudo o mais é considerado supérfluo.

Embora possa parecer um pouco irônico ou humorístico (especialmente a inclusão de “diamantes” como essencial), a frase mantém a lógica interna e é consistente em si mesma.

Na alternativa (D), há incoerência, pois propor a pena de morte como punição para o suicídio é ilógico, já que o suicídio, por sua natureza, resulta na morte do indivíduo. Portanto, não faz sentido usar a morte como punição para alguém que já faleceu.

Aqui, a única ideia a ser entendida com essa incoerência é o humor.

A única maneira de conter esta onda de suicídios é fazer com que seja um crime punido com pena de morte.

Gabarito: C

 

5. (FGV / Prefeitura Belo Horizonte-MG Auditor de Controle Interno 2024)

As frases a seguir mostram uma comparação. Assinale a única frase em que a comparação feita não é seguida por uma explicação sobre ela.

(A) A vida é um circo gratuito: basta você prestar atenção.

(B) A alma humana é como a nuvem. Está sempre em movimento e mudando.

(C) A vida é bicicleta com câmbio de dez velocidades. A maioria de nós tem marchas que nunca usa.

(D) A maioria das pessoas são como os alfinetes: suas cabeças não são o mais importante.

Comentário: A alternativa (A) é a que deve ser marcada, pois a comparação da vida com um “circo gratuito” não é seguida por explicação.

A comparação inicial (“A vida é um circo gratuito”) usa uma metáfora para sugerir que a vida está cheia de espetáculos, cores, alegrias e talvez até caos, assim como um circo.

A oração subsequente (“basta você prestar atenção”) implica que, para experienciar e apreciar plenamente esses aspectos da vida, a única coisa necessária é a atenção.

Portanto, a segunda parte da frase serve mais como um conselho sobre como abordar a vida (prestando atenção) do que como uma explicação da comparação feita anteriormente.

Leia novamente a frase:

A vida é um circo gratuito: basta você prestar atenção.

A segunda oração é mais um aconselhamento. É como se o autor estivesse falando o seguinte: Se você ainda não acha que a vida é um circo gratuito, comece a prestar atenção nas coisas que nos rodeiam. Você vai conseguir notar.

Assim, notamos que a segunda oração não explica a comparação. Apenas aconselha que o interlocutor preste mais atenção.

Na alternativa (B), há comparação seguida de explicação dessa comparação. A comparação entre a “alma humana” e “a nuvem” é seguida por uma explicação direta: “Está sempre em movimento e mudando”. Essa explicação esclarece a comparação, mostrando como a alma humana é semelhante a uma nuvem em constante mudança. Confirme:

A alma humana é como a nuvem. Está sempre em movimento e mudando.

Na alternativa (C), há comparação seguida de explicação dessa comparação. A comparação da vida com uma “bicicleta com câmbio de dez velocidades” é explicada pela afirmação subsequente: “A maioria de nós tem marchas que nunca usa”. Isso esclarece a comparação, sugerindo que, assim como em uma bicicleta com muitas marchas, na vida, muitas vezes não utilizamos todas as nossas possibilidades ou recursos. Confirme:

A vida é bicicleta com câmbio de dez velocidades. A maioria de nós tem marchas que nunca usa.

Na alternativa (D), há comparação seguida de explicação dessa comparação. A comparação entre “pessoas” e “alfinetes” é seguida por uma explicação que esclarece o ponto de comparação: “suas cabeças não são o mais importante”. Isso esclarece a comparação, pois indica que, tanto para pessoas quanto para alfinetes, outras características (talvez a funcionalidade ou a ação) são mais importantes do que as “cabeças”. Confirme:

A maioria das pessoas são como os alfinetes: suas cabeças não são o mais importante.

Gabarito: A

 

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22/02 – Português CEBRASPE:

Provas comentadas Português CNPQ e Prefeitura de Camaçari BA 2024

 

 

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Professor Décio Terror