Meia-maratonista: formação, plural e análise gramatical completa

 

A palavra meia-maratonista tem gerado dúvidas em sua flexão, pois envolve formação de palavras, substantivos compostos, derivação sufixal e flexão de gênero e número. Neste artigo, apresentamos uma explicação completa, fundamentada na gramática normativa, para esclarecer definitivamente o assunto.

O que significa a palavra meia-maratonista?

O termo meia-maratonista designa o atleta que pratica a meia-maratona, prova de corrida com distância correspondente à metade da maratona tradicional. Trata-se de um vocábulo consagrado pelo uso esportivo, amplamente empregado na imprensa e em textos especializados.

Então, vamos partir da palavra meia-maratona!

Como se forma a palavra meia-maratona?

A expressão meia-maratona é um substantivo composto por justaposição, formado por:

  • meia (numeral de valor adjetivo);
  • maratona (substantivo).

Como ambos os elementos são variáveis, aplica-se a regra geral de plural dos substantivos compostos em que os dois termos se flexionam:

  • singular: meia-maratona
  • plural: meias-maratonas

Esse ponto costuma ser explorado em questões objetivas de concursos.

Meia-maratonista é palavra composta ou derivada?

Do ponto de vista morfológico, meia-maratonista é uma palavra derivada por sufixação, com o acréscimo do sufixo -ista, que expressa a ideia de praticante, adepto ou profissional, como em maratonista, jornalista e socialista.

É importante destacar que o sufixo -ista não se agrega formalmente a um composto por justaposição, como meia-maratona. O que ocorre, na prática, é uma formação analógica, motivada semanticamente pelo nome do esporte. Assim, a língua adapta a base lexical para criar um termo funcional e compreensível.

Portanto, meia-maratonista é uma formação aceita pelo uso, mas não representa um modelo produtivo da língua portuguesa.

Inclusive é palavra ainda não dicionarizada em língua portuguesa.

Qual o correto: meia-maratonista ou meio-maratonista?

A forma correta é meia-maratonista.

Isso porque o termo deriva semanticamente de meia-maratona, em que o vocábulo meia indica metade da distância da maratona. Nesse contexto, meia funciona como numeral/adjetivo de valor fracionário correspondente à prova.

Assim, mantém-se o mesmo elemento lexical na designação do praticante:

  • meia-maratona recebe o sufixo de agente “-ista”: meia-maratonista.

A forma meio-maratonista supostamente faria entender a metade de um maratonista, o que naturalmente se percebe como incoerente.

Observação importante

Embora meio seja palavra masculina, não se trata aqui de concordância de gênero com “maratonista”, mas de manutenção da base lexical fixa (meia-maratona:meia-maratonista) que nomeia a prova esportiva. Por isso, mesmo para atletas do gênero masculino, a forma correta permanece:

  • o meia-maratonista
  • a meia-maratonista

Qual é o plural de meia-maratonista?

Na flexão de número, ambos os elementos variáveis se alteram:

  • meiameias
  • maratonistamaratonistas

Assim, as formas corretas são:

  • os meias-maratonistas
  • as meias-maratonistas

Essa regra segue o mesmo princípio aplicado ao plural de meia-maratona.

Resumo gramatical para provas

  • meia-maratona: substantivo composto por justaposição
    • plural: meias-maratonas
  • meia-maratonista: substantivo derivado por sufixação (-ista), de formação analógica
  • gênero: comum de dois gêneros
    • o meia-maratonista / a meia-maratonista
  • plural: meias-maratonistas

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Professor Décio Terror

Uso de “tampouco” e “tão pouco”

As palavras “tampouco” e “tão pouco” podem parecer semelhantes, mas têm usos e significados diferentes.

  1. Tampouco:

Tampouco é um conectivo que indica negação, sendo equivalente a “nem” ou “também não”. É usado para conectar uma ideia negativa a outra ideia negativa anterior.

Veja alguns exemplos:

Ele não gosta de estudar, tampouco de trabalhar. (Equivalente a “nem de trabalhar”)

Não terminou o trabalho, tampouco se desculpou pela demora. (Equivalente a “nem se desculpou”)

Ela não queria sair, tampouco queria receber visitas. (Equivalente a “nem queria receber visitas”)

Não me avisaram da reunião, tampouco me chamaram para participar. (Equivalente a “nem me chamaram”)

 

  1. Tão pouco:

A expressão “tão pouco” combina o advérbio “tão” com o pronome indefinido “pouco” (quando se liga a substantivo) ou com o advérbio de intensidade “pouco” (quando se liga a verbo, adjetivo ou outro advérbio). Tal expressão indica uma intensidade reduzida ou algo de pouca quantidade ou importância.

Veja alguns exemplos:

Ele estudou tão pouco que não conseguiu passar na prova.

(“pouco” é advérbio de intensidade e modifica o verbo “estudou”)

Fizemos tão pouco progresso no projeto.

(“pouco” é pronome indefinido e se liga ao substantivo “progresso”)

Ela se importou tão pouco com o resultado que nem comentou.

(“pouco” é advérbio de intensidade e modifica o verbo “importou”)

Eles dedicaram tão pouco tempo ao trabalho que ele não foi concluído.

(“pouco” é pronome indefinido e se liga ao substantivo “tempo”)

O filme foi tão pouco interessante que saí antes do fim.

(“pouco” é advérbio de intensidade e modifica o adjetivo “interessante”)

 

Atividade:

Complete as frases com “tampouco” ou “tão pouco”:

a) Ela não quis sair, ______ me avisou de sua decisão.

b) O aluno estudou ______ que não conseguiu passar no exame.

c) Ele não respondeu à mensagem, ______ pediu desculpas.

d) Você comeu ______ que nem percebeu o sabor da comida.

e) Não consegui encontrá-lo no escritório, ______ me retornou a ligação.

 

Gabarito Comentado:

a) Ela não quis sair, tampouco me avisou de sua decisão.

(“tampouco” é usado para adicionar outra ideia negativa a uma já negativa)

b) O aluno estudou tão pouco que não conseguiu passar no exame.

(“tão pouco” indica pouca intensidade)

c) Ele não respondeu à mensagem, tampouco pediu desculpas.

(“tampouco” conecta duas ideias negativas)

d) Você comeu tão pouco que nem percebeu o sabor da comida.

(“tão pouco” indica pouca intensidade)

e) Não consegui encontrá-lo no escritório, tampouco me retornou a ligação.

(“tampouco” adiciona uma informação negativa a uma negativa anterior)

 

 

 

 

 

Agora que você já aprendeu a diferença entre “tampouco” e “tão pouco”, que tal aprofundar ainda mais o seu conhecimento em Língua Portuguesa? No meu canal, você encontra videoaulas detalhadas com explicações didáticas e muitas questões comentadas para te ajudar a dominar a banca do seu concurso.

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Bons estudos e até a próxima!

 

Uso de Cessão, Sessão, Seção e Secção

As palavras cessão, sessão, seção e secção são homófonas, o que significa que possuem a mesma pronúncia, mas seus significados são distintos. Compreender o uso correto de cada uma delas é essencial para evitar erros de escrita. Vamos explorar suas definições, os usos corretos em frases e finalizar com exemplos práticos e atividades de fixação.

 

Você também pode conferir as explicações no vídeo a seguir:

 

  1. Cessão

Cessão é um substantivo abstrato que deriva do verbo “ceder”. Ele se refere ao ato de transferir algo, como um bem, direito ou espaço, de uma pessoa para outra.

 

Exemplos:

A cessão dos direitos autorais foi formalizada no contrato.

O governo fez a cessão de terras para a construção da escola.

A cessão do espaço foi autorizada pelo prefeito.

Ele assinou a cessão dos seus bens aos herdeiros.

Houve uma cessão de veículos da prefeitura para os moradores.

 

 

  1. Seção (ou Secção)

Tanto seção quanto secção indicam uma divisão, setor ou subdivisão de algo. A diferença reside no uso regional: “seção” é mais comum no Brasil, enquanto “secção” é amplamente usada em Portugal. Isso pode se referir a uma repartição pública, a parte de uma empresa, ou a divisão de um texto.

Exemplos:

Ele trabalha na seção de recursos humanos da empresa.

Em qual seção do jornal você encontrou essa notícia?

A seção de brinquedos está no terceiro andar da loja.

A seção de esportes do jornal é a minha favorita.

A empresa tem uma seção dedicada à inovação tecnológica.

 

  1. Sessão

O substantivo sessão é utilizado para designar um período de tempo destinado a um determinado evento, atividade ou reunião, como no caso de exibições de filmes ou sessões de terapia.

 

Exemplos:

A próxima sessão de cinema começa às 19h.

Fizemos uma longa sessão de fisioterapia hoje.

A sessão legislativa foi interrompida por problemas técnicos.

A última sessão do congresso foi muito produtiva.

Vamos marcar uma sessão de fotos para o fim de semana.

 

Vamos Praticar

Complete as frases com cessão, seção ou sessão:

  1. a) A próxima ______ de cinema será às 20h.
  2. b) A empresa fez a ______ de um terreno para o novo projeto.
  3. c) Em qual ______ da loja você encontrou este produto?
  4. d) A ______ legislativa foi marcada para o próximo mês.
  5. e) Ele trabalha na ______ de finanças da empresa.

 

Gabarito Comentado:

  1. a) A próxima sessão de cinema será às 20h.

(Sessão = período de tempo)

  1. b) A empresa fez a cessão de um terreno para o novo projeto.

(Cessão = ato de ceder)

  1. c) Em qual seção da loja você encontrou este produto?

(Seção = divisão ou setor)

  1. d) A sessão legislativa foi marcada para o próximo mês.

(Sessão = reunião ou evento)

  1. e) Ele trabalha na seção de finanças da empresa.

(Seção = divisão ou setor)

 

 

Estas orientações e práticas ajudam a entender e aplicar o uso correto de cada uma dessas palavras, melhorando a escrita e a comunicação no cotidiano.

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Professor Décio Terror

Você sabe o que é translineação?

Você sabe o que é Translineação? Entenda a divisão silábica e como evitar erros na escrita!

A translineação é uma técnica de escrita que poucos conhecem, mas que pode fazer uma diferença enorme, especialmente em provas de redação e avaliações discursivas. Ela nada mais é do que a divisão de uma palavra entre o final de uma linha e o começo da linha seguinte em textos manuscritos. Quando a palavra não cabe inteira na linha, é preciso cortá-la seguindo as regras de divisão silábica, para que o texto continue coerente e fácil de ler. No entanto, muitos acabam cometendo erros nesse processo, o que pode comprometer a qualidade da escrita e até levar à perda de pontos em avaliações. Neste artigo, você aprenderá as principais regras da translineação, as diferenças entre textos manuscritos e digitalizados, e dicas para evitar erros comuns.

O Que É Translineação?

A translineação é a prática de dividir uma palavra em duas partes, colocando a primeira parte no final de uma linha e a segunda no começo da linha seguinte. Esse processo é comum em textos manuscritos e indispensável em situações onde o espaço de escrita é limitado, como em provas. Abaixo, um exemplo:

Correto:
“Hoje vou escrever
tudo
que aprendi.”

Incorreto:
“Hoje vou escrev
er tudo que aprendi.”

No exemplo incorreto, não há uma divisão silábica correta, o que prejudica o entendimento do texto. Isso ilustra a importância de saber dividir as palavras de acordo com as regras da língua portuguesa.

Diferenças entre Texto Manuscrito e Digital

Quando escrevemos em editores de texto digital, geralmente temos acesso à função “Justificar”, que alinha o texto e ajusta o espaçamento das palavras. Isso evita a necessidade de translineação, pois o software redistribui o texto para que as palavras se encaixem na linha sem precisar ser cortadas. Em textos manuscritos, porém, não há essa flexibilidade, o que torna o domínio da translineação essencial.

Principais Regras de Divisão Silábica

Para translinear corretamente, é preciso conhecer as regras de divisão silábica. Vamos às mais importantes:

  1. Vogais e Consoantes:
    Quando a sílaba termina com uma vogal seguida de uma consoante, a divisão ocorre após a vogal.
    Exemplo: A•mi•go
  2. Dígrafo:
    Dígrafos, como “nh”, “ch”, “lh”, não podem ser separados.
    Exemplo: Pa•lha
  3. Encontro Consonantal:
    Encontros consonantais perfeitos, como “pr” e “br”, não são divididos.
    Exemplo: A•bra•ço
  4. Hiato e Ditongo:
    No caso de hiato, a divisão é feita entre as vogais, já em ditongos, elas permanecem juntas.
    Exemplo: Sa•ú•de (hiato) e Pau•ta (ditongo)
  5. Consoantes Dobradas:
    Consoantes dobradas, como em “ocasião”, são divididas entre si.
    Exemplo: Oc•ca•são

Essas são regras gerais, mas o português possui algumas exceções. Com a prática, fica mais fácil memorizar e aplicar esses conceitos.

Erros Comuns na Translineação e Como Evitá-los

Nas correções de provas discursivas, é comum identificar erros de translineação, que muitas vezes resultam de uma compreensão superficial das regras. Aqui estão alguns erros frequentes e como evitá-los:

  • Separar dígrafos: É incorreto separar letras que formam dígrafos, como em “panha”.
    • Correção: Escreva “pan•ha” e não “pan•a”.
  • Dividir encontros consonantais perfeitos: Muitos tentam dividir encontros como “br”, “pl” e “gr”.
    • Correção: Deixe esses encontros intactos, como em “gra•ças”.
  • Esquecer das consoantes dobradas: Alguns se esquecem de dividir corretamente palavras com consoantes dobradas.
    • Correção: Divida entre as letras dobradas, como em “rec•tar”.

Para evitar esses erros, é fundamental revisar as regras e praticar a divisão silábica em textos manuscritos.

Dicas para Estudar e Praticar a Translineação

Estudar a translineação é importante para quem vai enfrentar provas de redação. Aqui estão algumas dicas para praticar:

  • Escreva à mão regularmente: É na prática que você identifica os pontos fracos e fortalece seu domínio das regras.
  • Faça exercícios específicos de divisão silábica: Há diversos exercícios e livros voltados para esse tema, que podem ajudar a memorização das regras.
  • Revise suas produções: Ao finalizar uma redação ou texto manuscrito, verifique se aplicou a translineação corretamente, identificando onde pode melhorar.

Conclusão:

A translineação é um aspecto fundamental na escrita manuscrita, especialmente em provas e redações, onde a organização do texto influencia diretamente a avaliação. Saber dividir corretamente as palavras evita que o texto perca a fluidez e ajuda a transmitir a mensagem de forma clara e organizada. Pratique as regras de divisão silábica e não deixe que pequenos erros de translineação prejudiquem sua pontuação. Continue acompanhando nossos conteúdos para mais dicas de português e preparação para provas!

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Um grande abraço!

Décio Terror

Regência Verbal e Nominal: Aprenda a acertar todas as questões de prova!

Neste artigo, estudaremos sobre “regência verbal e nominal”, que é um dos assuntos mais cobrados em provas e concursos.

Olá, meus amigos!

Meu nome é Décio Terror e sou professor de Português para concursos!

Hoje vamos falar de um conteúdo muito importante, pois cai muito em concursos: a Regência verbal e nominal.

1) Regência Verbal e Nominal: Conceitos Básicos

A regência verbal e nominal têm relação com a transitividade, isto é, tratam da exigência ou não de uma preposição por um verbo ou nome. Em outras palavras, regência verbal e nominal é uma relação de complementação que se estabelece entre termos de uma oração.

2) Regência Verbal

A regência verbal identifica o verbo que exige ou não complemento. O verbo que exige complemento é chamado de transitivo e o que não a exige é chamado de intransitivo.

2.1) Verbo Transitivo Direto

O verbo transitivo direto é aquele que exige complemento SEM preposição, como os exemplos abaixo:

O candidato realizou a prova.

Ele estudou a matéria.

 

Note que os termos “a prova” e “a matéria” são complementos diretos do verbo e são chamados de objetos diretos. Normalmente, indica-se o reconhecimento do objeto direto com a pergunta “o quê?” ao verbo:

O candidato realizou o quê? (resposta: a prova)

Ele estudou o quê? (resposta: a matéria)

2.2) Verbo Transitivo Indireto

Os verbos transitivos indiretos exigem complemento verbal COM preposição. Veja os exemplos:

O candidato duvidou do gabarito da prova.

Ele gosta de Matemática.

 

Note que os termos “do gabarito da prova” e “de Matemática” são complementos indiretos do verbo e são chamados de objetos indiretos.
Normalmente, indica-se o reconhecimento do objeto indireto com a pergunta “de/com/em/a quê?” ao verbo:

O candidato duvidou de quê? (resposta: do gabarito da prova)

Ele gosta de quê? (resposta: de Matemática)

2.3) Verbo Intransitivo

Os verbos intransitivos não exigem complementos verbais (objetos direto ou indireto), mas podem exigir circunstâncias adverbiais, como de lugar, modo, tempo etc:

Os problemas ocorreram.

Os problemas ocorreram naquela época na empresa.

Viajei para São Paulo.

Vim da Bahia ontem.

 

Na oração “Os problemas ocorreram.“, há o sujeito “Os problemas” e o verbo intransitivo “ocorreram”.

Na oração “Os problemas ocorreram naquela época na empresa.“, há o sujeito “Os problemas”, o verbo intransitivo “ocorreram”, o adjunto adverbial de tempo “naquela época” e o adjunto adverbial de lugar “na empresa”.

Na oração “Viajei para São Paulo“, há o verbo intransitivo “Viajei” e “para São Paulo” é o adjunto adverbial de lugar .

Por fim, na oração “Vim da Bahia ontem.“, o verbo “Vim” é intransitivo, “da Bahia” é o adjunto adverbial de lugar e “ontem” é o adjunto adverbial de tempo.

 

2.4) Como reconhecer a circunstância adverbial?

Normalmente, indica-se o reconhecimento da circunstância adverbial com perguntas ao verbo, como as seguintes: “quando?” (para saber o tempo), “onde?”, “aonde?”, “para onde?”, “de onde?” (para saber o lugar), “como?” (para saber o modo), “por quê?” (para saber a causa):

Os problemas ocorreram quando? Onde? (respostas: naquela épocana empresa)

 

Viajou para onde? (resposta: para São Paulo)

Veio de onde? (resposta: da Bahia)

 

2.5) Transitividade e Contexto

É preciso também entender que a transitividade de um verbo sempre dependerá do contexto. Devido a isso não podemos estudar regência decorando simplesmente a transitividade, mas o emprego do verbo no contexto.

Vejamos o verbo “estudar”!

Tal verbo normalmente é transitivo direto, isto é, exige complemento verbal direto. Veja os exemplos abaixo:

Estudo Matemática todos os dias.

Eu estudo todos os dias

Note que, na primeira oração, “Estudo” exige o complemento direto “Matemática”, o qual tem o nome sintático de objeto direto. Além disso, é seguido do adjunto adverbial de tempo “todos os dias”.

Mas, na oração “Eu estudo todos os dias“, o autor entendeu não ser necessário nenhum complemento, isto é, não é necessário demonstrar o que é estudado, mas quando é estudado.

Assim, nesta última oração (“Estudo todos os dias“), o verbo é apenas intransitivo.

 

3) Regência Nominal

A regência nominal ocorre quando um nome (substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio) é transitivo e, por conseguinte, exige um complemento.

Vejamos os exemplos abaixo:

O acesso ao estudo é a chave do desenvolvimento do país.

A sociedade é obediente às leis.

Moro longe de você.

Na primeira oração, note que o substantivo “acesso” exigiu o complemento nominal “ao estudo”.

Na segunda oração, o adjetivo “obediente” exigiu o complemento nominal “às leis” .

Na terceira oração, o advérbio “longe” exigiu o complemento nominal “de você”.

Assim, podemos dizer que os nomes “acesso”, “obediente” e “longe” são nomes transitivos, os quais exigem o termo complemento nominal.

Mas tome cuidado, pois não é sempre que um substantivo é seguido de complemento nominal.

 

4) Listas de Regência Verbal e Nominal

Dando prosseguimento em nosso estudo de regência verbal e nominal, apresentarei a seguir duas listas: uma lista de regência nominal e outra lista de regência nominal. Use-as como material de consulta, retornando a esse artigo sempre que for necessário.

4.1) Lista de Regência Nominal

A regência nominal é bem variável, pois os nomes admitem muitas preposições, mas segue abaixo uma lista dos principais:

acostumado a, com curioso de
afável com, para desgostoso com, de
afeiçoado a, por desprezo a, de, por
aflito com, por devoção a, por, para, com
alheio a, de devoto a, de
ambicioso de dúvida em, sobre, acerca de
amizade a, por, com empenho de, em, por
amor a, por falta a, com, para
ansioso de, para, por imbuído de, em
apaixonado de, por imune a, de
apto a, para inclinação a, para, por
atencioso com, para incompatível com
aversão a, por junto a, de
ávido de, por preferível a
conforme a propenso a, para
constante de, em próximo a, de
constituído com, de, por respeito a, com, de, por, para
contemporâneo a, de situado a, em, entre
contente com, de, em, por último a, de, em
cruel com, para único a, em, entre, sobre

 

4.2) Lista de Regência Verbal

A transitividade é muito ampla e não se esgota naqueles verbos listados nas gramáticas tampouco aqui neste artigo, mas vemos que os concursos se baseiam nestes verbos mais comuns, os quais são listados a seguir.

Agora, vamos para uma lista de verbos que mais caem em concursos para depois treinarmos com questões:

a) Agradar: transitivo direto, com o sentido de “fazer agrado”, “fazer carinho”.

Ela agradou o filho.

Transitivo indireto, com a preposição a, com o sentido de “ser agradável”.

O assunto não agradou ao homem.

 

b) Ajudar, satisfazer, presidir, preceder: transitivos diretos ou indiretos, com a preposição a.

Satisfiz as exigências.                      ou                   Satisfiz às exigências.

 

 

c) Amar, estimar, abençoar, louvar, parabenizar, detestar, odiar, adorar, visitar: transitivos diretos.

Estimo o colega.                   Adoro meu filho.

 

 

d) Aspirar: transitivo direto quando significa “sorver”, “inspirar”, “levar o ar aos pulmões”: Aspiramos o ar frio da manhã.

Transitivo indireto, com a preposição a, quando significa “desejar”, “almejar”:

Ele aspira ao cargo.

 

e) Assistir: é transitivo direto no sentido de “dar assistência”, “amparar”.

O médico assistiu o paciente.

Mas também é aceito como transitivo indireto, com a preposição a, neste mesmo sentido: O médico assistiu ao paciente.

Transitivo indireto, com a preposição a, com o sentido de “ver”, “presenciar”.

Meu filho assistiu ao jogo.

Transitivo indireto, com a preposição a, com o sentido de “caber”, “competir”.

Esse direito assiste ao réu.

Intransitivo, com a preposição em, com o sentido de “morar”.

Seu tio assistia em um sítio. (o termo “em um sítio” é o adjunto adverbial de lugar)

Neste sentido, admite o pronome relativo “onde”: Este é o local onde assisto (onde moro).

 

f) Avisar, informar, prevenir, certificar, cientificar:

São normalmente transitivos diretos e indiretos, admitindo duas construções.

Avisei o gerente do problema.

Avisei-o do problema.

Avisei ao gerente o problema.

Avisei-lhe o problema.

Avisei o gerente de que havia um problema.

Avisei ao gerente que havia um problema.

Cuidado! Veja que tanto o objeto direto quanto o indireto podem ser expressos também por pronomes oblíquos átonos ou orações subordinadas substantivas.

 

g) Atender: é transitivo direto, podendo ser também transitivo indireto no sentido de dar atenção a, receber alguém, seguir, acatar:

Não costuma atender os meus conselhos.

O ministro atendeu os funcionários que o aguardavam.

Não atendeu à observação que lhe fizeram.

Transitivo indireto no sentido de responder, prestar auxílio a:

Os bombeiros atenderam a muitos chamados.

O médico atendeu aos afogados na praia.

 

h) Chegar: É intransitivo, no sentido de movimento a um destino, exigindo a preposição “a”. Com ideia de movimento de um lugar origem, usa-se a preposição “de”. Deve-se evitar a preposição “em”, muito usada na linguagem coloquial, mas não é admitida na norma culta.

 

Cheguei a Fortaleza.                                   Cheguei de Fortaleza.

Esse verbo admite o advérbio “aonde” ou a locução “para onde”, não admitindo apenas “onde”.

 

Note que, nas orações anteriores, os termos “a Fortaleza” e “de Fortaleza” são adjuntos adverbiais de lugar.

Transitivo indireto, quando transmite valor de limite:

Seu estudo chegou ao extremo do entendimento.

 

i) Chamar: é transitivo direto com o sentido de “convocar”.

Chamei-o aqui.

Transitivo direto ou indireto, indiferentemente, com o sentido de “qualificar”, “apelidar”; nesse caso, terá um predicativo do objeto (direto ou indireto), introduzido ou não pela preposição de.

                        Chamei-o louco.                               Chamei-o de louco.

                        Chamei-lhe louco.                            Chamei-lhe de louco. 

 

A palavra louco, nos dois primeiros exemplos, é predicativo do objeto direto; nos dois últimos, predicativo do objeto indireto.

 

j) Custar: é intransitivo, quando indica preço, valor.

Os óculos custaram oitocentos reais.

Obs.: adjunto adverbial de preço ou valor: oitocentos reais.

Transitivo indireto, com a preposição a, significando “ser custoso”, “ser difícil”; com esse sentido, normalmente estará seguido de um infinitivo:

Custou ao aluno entender a explicação do professor.

Obs: A expressão “entender a explicação do professor” é sujeito oracional e “ao aluno” é o objeto indireto. (Isso custou ao aluno)

 

k) Esquecer, lembrar, recordar: são transitivos diretos, sem os pronomes oblíquos átonos (me, te, se, nos, vos):

Ele esqueceu o livro.             Lembrou a situação.                  Recordou o fato.

Transitivos indiretos com pronomes oblíquos átonos, exigindo preposição de.

Ele se esqueceu do livro.     Lembrou-se da situação.    Recordou-se do fato.

 

No sentido figurado, há ainda a possibilidade de o sujeito do verbo “esquecer” não ser uma pessoa, mas uma coisa:

Esqueceram-me as palavras de elogio.

Esqueceu-se verificar o número da placa.

Essa mesma regência vale para “lembrar”, isto é, há na língua o registro de frases como “Não me lembrou esperá-la”, em que “lembrar” significa “vir à lembrança”. O sujeito de “lembrou” é “esperá-la”, ou seja, esse fato (o ato de esperá-la) não me veio à lembrança.

 

Os verbos Lembrar recordar também podem ser transitivos diretos e indiretos:

Lembrei ao aluno o dia do teste.

 

l) Implicar: é transitivo direto quando significa “pressupor”, “acarretar”.

Seu estudo implicará aprovação.

 

Transitivo direto e indireto, com a preposição em, quando significa “envolver”.

Implicaram o servidor no processo.

 

Transitivo indireto, com a preposição com, quando significa “demonstrar antipatia”, “perturbar”.

Sempre implicava com o vizinho.

 

m) Morar, residir, situar-se, estabelecer-se pedem adjuntos adverbiais com a preposição em, e não a:

Morava na Rua Onofre da Silva.

 

Cabe aqui observar que o vocábulo “onde” não pode receber preposição com este verbo. A estrutura “aonde moro” está errada gramaticalmente, o correto é: onde moro.

n) Namorar: transitivo direto:

Ela namorou aquele artista.

 

o) Obedecer e desobedecer: transitivos indiretos, com a preposição a.

Obedeço ao comando.                    Não desobedeçamos à lei.

 

p) Pedir, implorar, suplicar: transitivos diretos e indiretos, com a preposição (mais raramente, para):

Pediu ao dirigente uma solução.

Só admitem a preposição para quando existe a palavra licença (ou sinônimos), clara ou oculta.

            Ele pediu para sair. (ou seja: pediu licença para)

 

q) Perdoar e pagar: são transitivos diretos, se o complemento é coisa.

Perdoei o equívoco. Paguei o apartamento

Transitivos indiretos, com a preposição a, se o complemento é pessoa.

Perdoei ao amigo.    Paguei ao empregado.

Podem aparecer os dois complementos, sendo o verbo transitivo direto e indireto:

O Brasil pagou a dívida ao FMI.

O FMI perdoará a dívida aos países pobres.

Note que, se no último exemplo retirássemos a preposição “a” e inseríssemos a preposição de, o verbo passa a ser apenas transitivo direto e o termo preposicionado passa a ser o adjunto adnominal que caracteriza o núcleo deste termo. Veja:

O FMI perdoará a dívida dos países pobres.

Observação: “perdoará” é verbo transitivo direto, o termo “a dívida dos países pobres” é o objeto direto, cujo núcleo é “dívida” e “dos países pobres” é o adjunto adnominal.

 

r) Preferir: é transitivo direto: Prefiro biscoitos.

Transitivo direto e indireto, com a preposição aPrefiro vinho a leite.

Cuidado, pois o verbo “preferir” não aceita palavras ou expressões de intensidade, nem do que ou que. Assim, está errada a construção como “Prefiro mais vinho do que leite”.

 

s) Presidir: transitivo direto ou indireto:

O chefe presidiu a cerimônia.                    O chefe presidiu à cerimônia.

 

t) Querer: é transitivo direto, significando “desejar, ter intenção de, ordenar, fazer o favor de”:

Ele quer a verdade.

 

Transitivo indireto, significando “gostar, ter afeição a alguém ou a alguma coisa”. É normal o advérbio “bem” ficar subentendido ou explícito. Assim, é exigida a preposição a:

A mãe quer muito ao filho. (…quer bem ao filho)

 

u) Responder: é transitivo direto, em relação à própria resposta dada.

Responderam que estavam bem.

Transitivo indireto, em relação à coisa ou pessoa que recebe a resposta.

Respondi ao telegrama.

Às vezes, aparece como transitivo direto e indireto:

Respondemos aos parentes que iríamos.

 

v) Visar: é transitivo direto quando significa “pôr o visto”, “rubricar”:

Ela visou as folhas.

Transitivo direto quando significa “mirar”:

Visavam um ponto na parede.

Transitivo indireto, com a preposição a, quando significa “pretender”, “almejar”:

Visava à felicidade de todos.

 

Aqui não é aceito o pronome “lhe” como complemento, empregando-se, assim, as formas “a ele” e “a ela”.

Algumas gramáticas aceitam a regência deste verbo na acepção de “pretender, almejar” como verbo transitivo direto, quando logo após houver um verbo no infinitivo:

O programa visa facilitar o acesso ao ensino gratuito.”

 

Vejam, a seguir, um vídeo com questões comentadas de regência verbal e nominal.

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Então é isso por hoje, meus amigos! Regência verbal e nominal não será mais uma pedra no seu sapato!! 🙂

Um grande abraço!

Décio Terror

A origem do adjetivo “Descartável”: Uma jornada do jogo à sustentabilidade

Na sociedade contemporânea, o adjetivo “descartável” tornou-se comum, especialmente em debates sobre sustentabilidade e consumo.

Como substituir o copo descartável na empresa: dicas de ouro

Mas você já se perguntou de onde vem esse adjetivo tão presente no nosso dia a dia? Surpreendentemente, sua origem remonta ao mundo dos jogos de cartas.

O adjetivo "descartável" tem origem no substantivo "cartas"

A palavra “descartável” deriva do verbo “descartar”, que, por sua vez, tem suas raízes no substantivo “carta”. No jogo de cartas, descartar significa se desfazer de uma carta que não é útil para a estratégia do jogador. O verbo francês “écarter”, que significa “afastar” ou “rejeitar”, também influenciou a formação deste termo.

 

Com o tempo, o uso do termo evoluiu para além do contexto lúdico. “Descartar” passou a significar a ação de rejeitar ou remover algo considerado desnecessário ou sem valor em diversos contextos. Assim, o adjetivo “descartável” emergiu, inicialmente se referindo a objetos que eram usados uma única vez e depois descartados.

 

No século XX, a popularização de produtos descartáveis trouxe conveniência, mas também desafios ambientais significativos. Materiais como plástico e papel, amplamente usados em produtos descartáveis, contribuem para a poluição e os problemas de gestão de resíduos. A consciência crescente sobre esses impactos tem levado a uma reflexão sobre o uso e a produção de itens descartáveis.

 

O adjetivo “descartável”, embora simples em sua formação, carrega consigo uma história rica e uma relevância contemporânea significativa. De uma palavra usada em jogos de cartas a um termo que define um grande desafio ambiental, “descartável” reflete a evolução da linguagem, que neste caso foi do jogo à sustentabilidade.

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Grande abraço!

Professor Décio Terror

 

 

 

Terraplenagem ou Terraplanagem?

“Terraplenagem” e “terraplanagem” são palavras que apresentam o mesmo significado e referem-se ao conjunto de técnicas empregadas para modelar o terreno, geralmente em obras de engenharia civil.

Você já se deparou com a dúvida:

Terraplenagem ou Terraplanagem?

Terraplanar ou terraplenar?

Terraplena ou terrapleno

 

A Língua Portuguesa é rica em suas nuances, e uma questão que frequentemente gera dúvidas diz respeito à grafia dessas palavras.

No contexto da construção civil, as palavras “terraplenagem” e “terraplanagem” são frequentemente utilizadas, suscitando questionamentos sobre sua correta escrita.

Neste artigo, esclarecemos que ambas as formas são aceitas, representando uma variação gráfica que não exige a correção do termo.

 

Entendendo a variação gráfica:

“Terraplenagem” e “terraplanagem” são palavras que apresentam o mesmo significado e referem-se ao conjunto de técnicas empregadas para modelar o terreno, geralmente em obras de engenharia civil.

A variação gráfica dessas palavras não altera o seu significado, sendo, portanto, uma questão de preferência no momento da escrita.

 

Aceitação na Língua Portuguesa:

Ambas as formas são corretas e aceitas nos mais respeitáveis ​​dicionários da Língua Portuguesa e no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP). Há apenas variação gráfica.

 

Uso comum nos meios técnicos:

Profissionais da área e especialistas em construção civil frequentemente utilizam ambas as formas indistintamente.

Assim, a escolha entre “terraplenagem” e “terraplanagem” é apenas de uma preferência pessoal.

 

Qual a origem das palavras “terraplanagem” e “terraplenagem”?

Segundo o Dicionário Aurélio, as palavras “terraplanagem” e “terraplenagem” têm mesma origem (do italiano terrapieno). Ocorre apenas a variação gráfica e é acrescentado o sufixo “-agem”.

Ambas as palavras estão relacionadas às práticas de modificação do terreno, com o objetivo de adequá-lo a determinados usos, como construção de estradas, edificações, entre outros.

 

Definindo:

Consultando os mais respeitáveis dicionários, observa-se o significado das palavras abaixo:

Terraplenagem ou Terraplanagem: S.F.: processo de nivelamento e ajuste do terreno, muitas vezes envolvendo movimentação de terra para criar uma superfície mais plana e adequada para a construção.

Terraplanar ou terraplenar: V.T.D: executar a terraplenagem (variação: terraplanagem).

Terraplena ou terrapleno: S.F.: terreno resultante da terraplanagem. Terreno aplainado.

 

Conclusão:

Em resumo, a dúvida entre “terraplenagem” e “terraplanagem” é uma questão de variação gráfica e não representa um erro gráfico.

Ambas as formas são corretas, amplamente aceitas e utilizadas em meios técnicos. A escolha entre elas fica à escolha do redator, que pode optar por considerar mais adequado à sua preferência pessoal.

Portanto, ao redigir textos relacionados à engenharia civil, fique à vontade para utilizar “terraplenagem” ou “terraplanagem” conforme sua conveniência.

 

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Nomes dos sons de animais – Vozes dos animais

A língua portuguesa possui uma vasta lista de palavras para descrever os sons emitidos pelos animais, conhecidos como vozes dos animais.

Entre os mamíferos, temos o “latido” dos cachorros, o “ronco” dos porcos, o “miado” dos gatos, o “rugido” dos leões, o “chamado” dos macacos, o “mugido” das vacas, o “grunhido” dos ursos, entre outros. Cada espécie animal possui um som característico que pode ser descrito com uma palavra específica.

As aves também possuem sons marcantes, como o “canto” dos canários, o “cacarejo” das galinhas, o “grasnado” dos gansos e o “trinado” dos bem-te-vis. Os répteis, como as cobras e os crocodilos, emitem sons como o “chiado” e o “rugido”, respectivamente.

No mundo aquático, as baleias são conhecidas por seu “canto”, que é utilizado para se comunicar com outros membros da espécie. Já os golfinhos emitem um “grito” característico e as focas produzem um “ronco” peculiar. Até mesmo os peixes-boi possuem um “chiado” específico.

Os insetos, como as cigarras e os grilos, também possuem sons característicos. A cigarra emite um “canto” estridente e o grilo produz um “chirp” repetitivo e ritmado.

Em resumo, conhecer os nomes para designar os sons emitidos pelos animais é uma informação importante para quem busca elevar o nível do seu vocabulário.

Esses termos podem ser cobrados em provas de português, como aconteceu no concurso 2023 BANESTES – Banco do estado do Espirito Santo, na prova de nível médio para o cargo técnico bancário, banca FGV. 

Veja abaixo a questão:

Um aluno do ensino fundamental decidiu dar voz aos animais que estavam presentes em sua redação.

Assinale a opção em que o verbo utilizado está adequado ao nome do animal:

(A) a galinha balia.
(B) o peru bramia.
(C) o lobo uivava.
(D) a vaca rosnava.
(E) o cavalo silvava.

Resposta: Letra C

Animal Som do animal
Abelha zumbir, zunir, zoar
Abutre crocitar, grasnar, gritar
Águia grasnar, crocitar, piar
Andorinha grinfar, chilrear, gorjear
Anta assobiar
Arara palrar, grasnar, taramelar
Avestruz grasnar, roncar, rugir
Baleia bufar
Beija-flor arrulhar, trissar, gavear
Bem-te-vi cantar, estridular, assobiar
Besouro zoar, zumbir, zunir
Bezerro berrar, mugir
Bode bodejar, balar, balir
Boi / vaca mugir, berrar, bufar
Búfalo bramar, berrar, mugir
Burro zurrar, relinchar, ornejar
Cabra balar, balir, berregar
Cabrito balar, balir, berregar
Cachorro latir, rosnar, ganir
Camelo blaterar, roncar
Camundongo chiar, guinchar
Canário cantar, dobrar, trinar
Capivara assobiar
Carneiro balar, balir, berrar
Cavalo relinchar, rinchar, bufar
Cegonha glotorar, gritar, grasnar
Chacal regougar, latir, uivar
Cigarra cigarrear, cantar, ciciar
Cisne arensar, cantar
Cobra sibilar, silvar, chocalhar
Codorna piar, trilar, cantar
Coelho chiar, guinchar
Condor crocitar
Cordeiro balar, balir, berrar
Coruja corujar, chirriar, piar
Corvo corvejar, crocitar, grasnar
Crocodilo bramir, rugir, chorar
Cuco cucar, cucular, piar
Cutia gargalhar, bufar
Doninha chiar, guinchar
Dromedário blaterar
Elefante barrir, bramir, berrar
Ema grasnar, roncar, gemer
Falcão crocitar, piar, gritar
Gafanhoto chirriar, ziziar, estrilar
Gaivota grasnar, crocitar, chiar
Galinha cacarejar, piar, carcarear
Galinha-d’angola fraquejar
Galo cantar, cocoricar, clarinar
Gambá chiar, guinchar, regougar
Ganso grasnar, gracitar
Garça gazear, chilrear, grasnar
Gato miar, ronronar, resbunar
Gavião guinchar, crocitar, atitar
Girafa assobiar, relinchar, chorar
Gralha gralhar, grasnar, crocitar
Grilo cantar, chirriar, estridular
Hiena gargalhar, rir, uivar
Hipopótamo grunhir, roncar, soprar
Inseto zumbir, chiar, estridular
Jacaré bramir, rugir, chorar
Jaguar bramar, rugir, esturrar
Javali grunhir, roncar, rosnar
Jumento zurrar, ornejar, rebusnar
Lagarto gecar, farfalhar, bramir
Leão rugir urrar, bramar
Lebre assobiar, guinchar, berrar
Leitão grunhir, bacorejar, guinchar
Leopardo rugir urrar, bramar
Lobo uivar, ulular, ladrar
Lontra assobiar, chiar, guinchar
Macaco guinchar, gritar, assobiar
Marreco grasnar, gracitar
Melro assobiar, cantar
Mocho piar, chirriar
Morcego farfalhar, trissar
Mosca zoar, zumbir, zunir
Mosquito zoar, zumbir, zunir
Mula zurrar, relinchar, ornejar
Onça bramar, rugir, esturrar
Ovelha balar, balir, berrar
Pantera rosnar, rugir, roncar
Papagaio parlar, charlar, taramelar
Pardal chilrear, piar, pipilar
Passarinho chilrear, cantar, trinar
Pato grasnar, gracitar
Pavão pupilar, piar
Peixe roncar
Pelicano grasnar, gracitar
Periquito palrar, chalrear
Pernilongo zumbir, zunzunar, cantar
Peru grugulejar, gorgolejar
Pica-pau estridular
Pinto piar, pipilar, pipiar
Pombo arrulhar, arrolar
Porco grunhir, guinchar, roncar
coaxar, grasnar, rouquejar
Raposa regougar, uivar, roncar
Rato chiar, guinchar
Rinoceronte bramir, grunhir, bufar
Rola arrolar, arrulhar, gemer
Rouxinol cantar, gorjear, trinar
Sabiá cantar, gorjear, trinar
Sapo coaxar, grasnar, rouquejar
Serpente sibilar, silvar, chocalhar
Tigre bramir, bramar, rugir
Toupeira chiar
Touro mugir, bufar, urrar
Tucano chalrear, gorjear
Urso bramar, bramir, rugir
Urubu crocitar, corvejar, grasnar
Vaca / boi mugir, berrar
Veado bramar, berrar, rebramar
Vespa zumbir, zunir, zoar
Zebra zurrar, relinchar, rinchar

 

Confira aqui, outras questões comentadas da banca FGV:

 

 

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