Meia-maratonista: formação, plural e análise gramatical completa

 

A palavra meia-maratonista tem gerado dúvidas em sua flexão, pois envolve formação de palavras, substantivos compostos, derivação sufixal e flexão de gênero e número. Neste artigo, apresentamos uma explicação completa, fundamentada na gramática normativa, para esclarecer definitivamente o assunto.

O que significa a palavra meia-maratonista?

O termo meia-maratonista designa o atleta que pratica a meia-maratona, prova de corrida com distância correspondente à metade da maratona tradicional. Trata-se de um vocábulo consagrado pelo uso esportivo, amplamente empregado na imprensa e em textos especializados.

Então, vamos partir da palavra meia-maratona!

Como se forma a palavra meia-maratona?

A expressão meia-maratona é um substantivo composto por justaposição, formado por:

  • meia (numeral de valor adjetivo);
  • maratona (substantivo).

Como ambos os elementos são variáveis, aplica-se a regra geral de plural dos substantivos compostos em que os dois termos se flexionam:

  • singular: meia-maratona
  • plural: meias-maratonas

Esse ponto costuma ser explorado em questões objetivas de concursos.

Meia-maratonista é palavra composta ou derivada?

Do ponto de vista morfológico, meia-maratonista é uma palavra derivada por sufixação, com o acréscimo do sufixo -ista, que expressa a ideia de praticante, adepto ou profissional, como em maratonista, jornalista e socialista.

É importante destacar que o sufixo -ista não se agrega formalmente a um composto por justaposição, como meia-maratona. O que ocorre, na prática, é uma formação analógica, motivada semanticamente pelo nome do esporte. Assim, a língua adapta a base lexical para criar um termo funcional e compreensível.

Portanto, meia-maratonista é uma formação aceita pelo uso, mas não representa um modelo produtivo da língua portuguesa.

Inclusive é palavra ainda não dicionarizada em língua portuguesa.

Qual o correto: meia-maratonista ou meio-maratonista?

A forma correta é meia-maratonista.

Isso porque o termo deriva semanticamente de meia-maratona, em que o vocábulo meia indica metade da distância da maratona. Nesse contexto, meia funciona como numeral/adjetivo de valor fracionário correspondente à prova.

Assim, mantém-se o mesmo elemento lexical na designação do praticante:

  • meia-maratona recebe o sufixo de agente “-ista”: meia-maratonista.

A forma meio-maratonista supostamente faria entender a metade de um maratonista, o que naturalmente se percebe como incoerente.

Observação importante

Embora meio seja palavra masculina, não se trata aqui de concordância de gênero com “maratonista”, mas de manutenção da base lexical fixa (meia-maratona:meia-maratonista) que nomeia a prova esportiva. Por isso, mesmo para atletas do gênero masculino, a forma correta permanece:

  • o meia-maratonista
  • a meia-maratonista

Qual é o plural de meia-maratonista?

Na flexão de número, ambos os elementos variáveis se alteram:

  • meiameias
  • maratonistamaratonistas

Assim, as formas corretas são:

  • os meias-maratonistas
  • as meias-maratonistas

Essa regra segue o mesmo princípio aplicado ao plural de meia-maratona.

Resumo gramatical para provas

  • meia-maratona: substantivo composto por justaposição
    • plural: meias-maratonas
  • meia-maratonista: substantivo derivado por sufixação (-ista), de formação analógica
  • gênero: comum de dois gêneros
    • o meia-maratonista / a meia-maratonista
  • plural: meias-maratonistas

Para ficar atenta(o) em todas as nossas postagens no blog, clique aqui.

Ficou com dúvida? Entre em contato via Whastapp: 32 98447-5981

Grande abraço!

Professor Décio Terror

“Há” ou “A”? Aprenda a Diferença de Forma Simples!

As questões de concurso costumam explorar bastante a diferença entre “há” e “a”.

Vamos explorar os detalhes de cada uma e fornecer exemplos e atividades de fixação.

O vocábulo “a” tem vários valores gramaticais, como artigo definido (a menina), pronome demonstrativo (=aquela), pronome pessoal oblíquo átono (eu a chamei) e preposição.

Naturalmente, a confusão entre o verbo “há” e a preposição “a”, por isso vamos explorar o vocábulo “a” como preposição:

 

 

  1. A (Preposição):

Além de vários outros valores semânticos, a preposição “a” é usada para indicar tempo futuro ou distância. Quando aparece em expressões temporais, refere-se a algo que vai acontecer depois de um determinado período. Também pode ser usada para medir a distância entre dois pontos.

Veja alguns exemplos:

O filme começará daqui a uma hora.

(Indica um tempo futuro)

Daqui a duas semanas, viajaremos para o litoral.

(Indica um tempo futuro)

O evento acontecerá a um mês do início das aulas.

(Indica tempo futuro)

O restaurante fica a 500 metros daqui.

(Indica distância)

Estamos a dois quilômetros do centro da cidade.

(Indica distância)

 

  1. Há (Verbo haver):

Além de vários outros valores, o verbo “há” é utilizado para indicar tempo decorrido, por isso normalmente conseguimos trocá-lo pelo verbo “faz”.

Também pode ser usado com o sentido de “existir.

Veja alguns exemplos:

Tive uma reunião importante três dias.

(Indica tempo decorrido)

Os fatos ocorreram cinco anos.

(Indica tempo decorrido)

Eles chegaram poucos minutos.

(Indica tempo decorrido)

O filme foi lançado seis meses.

(Indica tempo decorrido)

muitos livros interessantes nesta biblioteca.

(Existem muitos livros interessantes)

diversas opções de cursos disponíveis online.

(Existem diversas opções de cursos)

um problema que precisamos resolver urgentemente.

(Existe um problema que precisa ser resolvido)

 

Evite o Pleonasmo

Muitas pessoas cometem o erro de usar “há” seguido de “atrás”, quando tal verbo transmite valor de tempo decorrido, como em:

“Há dois anos atrás, estive em Brasília.”.

Essa construção é viciosa: é um pleonasmo vicioso, já que o verbo “há” já indica tempo decorrido, tornando o uso de “atrás” desnecessário.

Assim, o ideal desta frase é:

Há dois anos, estive em Brasília.

 

Atividade:

Complete as frases com “a” ou “há”:

a) Estudamos para a prova ______ três meses.

b) O evento será ______ dois quilômetros daqui.

c) A última aula aconteceu ______ duas semanas.

d) A viagem está marcada para daqui ______ cinco dias.

e) ______ muitos anos, as pessoas viviam de forma diferente.

f) _____ vinte alunos na sala.

 

Gabarito comentado:

Complete as frases:

a) Estudamos para a prova três meses.

(Tempo decorrido: já faz três meses que estudamos)

b) O evento será a dois quilômetros daqui.

(Distância)

c) A última aula aconteceu duas semanas.

(Tempo decorrido: já faz duas semanas que tivemos a aula)

d) A viagem está marcada para daqui a cinco dias.

(Tempo futuro: algo que vai acontecer daqui a cinco dias)

e) muitos anos, as pessoas viviam de forma diferente.

(Tempo decorrido)

f) vinte alunos na sala.

(mesmo sentido de existir)

 

 

 

 

 

 

 

 

Agora que você já sabe a diferença entre “há” e “a”, continue acompanhando nossas dicas de Português para concursos!

📌 Me siga nas redes sociais para mais conteúdos exclusivos e fique por dentro das próximas aulas e materiais gratuitos!

📲 Instagram: https://www.instagram.com/professordecioterror
📲 YouTube: https://www.youtube.com/@professordecioterror
📲 Telegram: https://t.me/professordecioterror

Vamos juntos rumo à aprovação! 🚀💡

Grande abraço!
Décio Terror

Uso de “tampouco” e “tão pouco”

As palavras “tampouco” e “tão pouco” podem parecer semelhantes, mas têm usos e significados diferentes.

  1. Tampouco:

Tampouco é um conectivo que indica negação, sendo equivalente a “nem” ou “também não”. É usado para conectar uma ideia negativa a outra ideia negativa anterior.

Veja alguns exemplos:

Ele não gosta de estudar, tampouco de trabalhar. (Equivalente a “nem de trabalhar”)

Não terminou o trabalho, tampouco se desculpou pela demora. (Equivalente a “nem se desculpou”)

Ela não queria sair, tampouco queria receber visitas. (Equivalente a “nem queria receber visitas”)

Não me avisaram da reunião, tampouco me chamaram para participar. (Equivalente a “nem me chamaram”)

 

  1. Tão pouco:

A expressão “tão pouco” combina o advérbio “tão” com o pronome indefinido “pouco” (quando se liga a substantivo) ou com o advérbio de intensidade “pouco” (quando se liga a verbo, adjetivo ou outro advérbio). Tal expressão indica uma intensidade reduzida ou algo de pouca quantidade ou importância.

Veja alguns exemplos:

Ele estudou tão pouco que não conseguiu passar na prova.

(“pouco” é advérbio de intensidade e modifica o verbo “estudou”)

Fizemos tão pouco progresso no projeto.

(“pouco” é pronome indefinido e se liga ao substantivo “progresso”)

Ela se importou tão pouco com o resultado que nem comentou.

(“pouco” é advérbio de intensidade e modifica o verbo “importou”)

Eles dedicaram tão pouco tempo ao trabalho que ele não foi concluído.

(“pouco” é pronome indefinido e se liga ao substantivo “tempo”)

O filme foi tão pouco interessante que saí antes do fim.

(“pouco” é advérbio de intensidade e modifica o adjetivo “interessante”)

 

Atividade:

Complete as frases com “tampouco” ou “tão pouco”:

a) Ela não quis sair, ______ me avisou de sua decisão.

b) O aluno estudou ______ que não conseguiu passar no exame.

c) Ele não respondeu à mensagem, ______ pediu desculpas.

d) Você comeu ______ que nem percebeu o sabor da comida.

e) Não consegui encontrá-lo no escritório, ______ me retornou a ligação.

 

Gabarito Comentado:

a) Ela não quis sair, tampouco me avisou de sua decisão.

(“tampouco” é usado para adicionar outra ideia negativa a uma já negativa)

b) O aluno estudou tão pouco que não conseguiu passar no exame.

(“tão pouco” indica pouca intensidade)

c) Ele não respondeu à mensagem, tampouco pediu desculpas.

(“tampouco” conecta duas ideias negativas)

d) Você comeu tão pouco que nem percebeu o sabor da comida.

(“tão pouco” indica pouca intensidade)

e) Não consegui encontrá-lo no escritório, tampouco me retornou a ligação.

(“tampouco” adiciona uma informação negativa a uma negativa anterior)

 

 

 

 

 

Agora que você já aprendeu a diferença entre “tampouco” e “tão pouco”, que tal aprofundar ainda mais o seu conhecimento em Língua Portuguesa? No meu canal, você encontra videoaulas detalhadas com explicações didáticas e muitas questões comentadas para te ajudar a dominar a banca do seu concurso.

Acesse o meu site para conferir todos os cursos disponíveis e siga-me nas redes sociais para não perder dicas essenciais para a sua aprovação!

📌 Site: www.professordecioterror.com.br
📌 Instagram: @professordecioterror
📌 YouTube: Décio Terror

Bons estudos e até a próxima!

 

Demais ou De Mais? Entenda a diferença e nunca mais erre!

As expressões “demais” (junto) e “de mais” (separado) apresentam a mesma pronúncia, mas empregos e sentidos diferentes.

Vamos explorar as diferenças, com alguns exemplos para ajudar na compreensão.

 

  1. Demais (junto):

O vocábulo “demais” pode ser um advérbio de intensidade ou um pronome indefinido.

Quando é advérbio, significa “muito”, “em excesso”.

Como pronome, significa “os outros”, “o restante”.

Veja alguns exemplos:

Ela comeu demais. (advérbio: em excesso)

Esse problema é complicado demais. (advérbio: muito)

Os demais convidados já foram embora. (pronome: os outros)

 

  1. De mais (separado):

A expressão “de mais” pode ser simplesmente a preposição “de”, exigida por nome ou verbo, e o advérbio ou pronome indefinido “mais”.

Veja alguns exemplos:

 

Preciso de mais sal aqui.

Note que o verbo transitivo indireto “Preciso” exige a preposição “de” e, na sequência, há o pronome indefinido “mais” ligado ao substantivo “sal” (mais sal).

 

Gosto de mais sal na comida.

No exemplo acima, o verbo transitivo indireto “Gosto” exige a preposição “de” e, na sequência, há o pronome indefinido “mais” ligado ao substantivo “sal” (mais sal).

 

Eu tenho saudade de mais pessoas, só não falei isso antes.

Agora é o substantivo “saudade” que exige a preposição “de” e, na sequência, há o pronome indefinido “mais” ligado ao substantivo “pessoas” (mais pessoas).

 

A expressão “de mais” também pode ser usada em construções que indicam quantidade ou comparação e se refere a algo que está a mais, além da quantidade esperada, fora do comum. É o oposto de “de menos”.

Não precisava comprar tanto, foi de mais.

Neste caso entendemos que se comprou muito além do necessário. É diferente de dizer que a pessoa comprou muito. Na realidade, ela comprou muito além do limite.

 

O soldado trouxe coisas de mais para a missão.

Entendemos do trecho acima que o soldado levou coisas muito além do limite, do necessário.

 

Não há nada de mais nas falas dela.

Nesta frase, entendemos que não há nada fora do comum.

 

 

Avaliando algumas expressões e percebendo os sentidos de “demais” e “de mais”:

Juvenal trabalhou demais para a conquista da direção da empresa.

Rita ficou linda demais com essa camisa.

O trem passou rápido demais.

 

Nas três frases acima, há advérbio de intensidade e podemos trocá-lo por “muito”, “bastante”. Confirme:

Juvenal trabalhou muito para a conquista da direção da empresa.

Rita ficou muito linda com essa camisa.

O trem passou muito rápido.

 

Agora, vejamos “demais” como pronome indefinido:

Ana escolheu 7 pessoas para o seu time, e as demais foram para o time adversário.

As principais tarefas foram realizadas hoje, já as demais ficarão para amanhã.

 

Nas duas primeiras frases acima, os pronomes indefinidos têm o mesmo valor de “os outros”. Confirme:

Ana escolheu 7 pessoas para o seu time, e as outras foram para o time adversário.

As principais tarefas foram realizadas hoje, já as outras ficarão para amanhã.

 

 

Agora, vamos à expressão “de mais”:

Ele gosta de mais açúcar no café.

Ele precisa de mais sal para preparar o jantar.

Acima, confirmamos que houve apenas a preposição “de”, exigida pelos verbos “gosta” e “precisa”, e o pronome indefinido “mais” diante dos substantivos “café” e “sal”.

 

Vamos a mais três frases:

Ela não levou comida de mais nem de menos para o acampamento.

Levamos roupas de mais para a viagem à Europa.

Não coma essa carne, eu coloquei sal de mais.

Nas frases acima, percebemos que a expressão “de mais” tem o sentido de “a mais”, “além do limite”.

 

 

 

Continue praticando!

Agora que você sabe o que é um verbo vicário e como ele funciona, que tal colocar seus conhecimentos em prática?

👉 Acesse nosso sistema de questões e teste seu aprendizado com questões elaboradas e comentadas, focadas em bancas como CEBRASPE, FCC, FGV, entre outras!

👉 Siga nosso Instagram para dicas rápidas, curiosidades sobre a língua portuguesa e muito mais: [Inserir link do Instagram]

👉 Inscreva-se no canal do YouTube para assistir a aulas completas e resolver questões comentadas com o professor Décio Terror: [Inserir link do YouTube]

Não perca a oportunidade de reforçar seus estudos e estar mais preparado para gabaritar nas provas!

 

Para ficar atenta(o) em todas as nossas postagens no blog, clique aqui.

Ficou com dúvida? Entre em contato via Whastapp: 32 98447-5981

Grande abraço!

Professor Décio Terror

Verbo Vicário: O que é, exemplos e como usar nos concursos públicos

O que é um verbo vicário?

No uso da linguagem, para não repetir exatamente o mesmo verbo, pode-se empregar um outro verbo — que chamamos de vicário — com uma função substitutiva.

Você também pode conferir as explicações no vídeo a seguir:

 

 

O verbo vicário economiza palavras na língua e, ainda assim, mantém o significado original evidente para o ouvinte ou leitor.

Os verbos vicários mais utilizados são “fazer” e “ser”.

Exemplos práticos:

Juvenal não estuda mais como estudava antigamente.

Juvenal não estuda mais como fazia antigamente.

Note que o verbo vicário “fazia” substitui o verbo “estudava”, o qual estava repetido desnecessariamente.

 

Íamos convidá-lo a assistir ao filme conosco, contudo não o convidamos.

Íamos convidá-lo a assistir ao filme conosco, contudo não o fizemos.

O verbo vicário “fizemos” substitui o verbo “convidamos”, o qual estava repetido desnecessariamente.

 

Ele partiu o bolo ao meio e ela também partiu.

Ele partiu o bolo ao meio e ela também o fez.

O verbo vicário “fez” substitui o verbo “partiu”, o qual estava repetido desnecessariamente.

 

Os engenheiros construíram a ponte, mas não a construíram sozinhos.

Os engenheiros construíram a ponte, mas não a fizeram sozinhos.

O verbo vicário “fizeram” substitui o verbo “construíram”, o qual estava repetido desnecessariamente.

 

A cerimônia se realizou, mas não se realizou como todos esperavam.

A cerimônia se realizou, mas não foi como todos esperavam.

O verbo vicário “foi” substitui o verbo “realizou”, o qual estava repetido desnecessariamente.

Veja a aplicação deste tema numa questão de concurso:

(FGV / PGM Niterói Técnico de Procuradoria 2023)

Observe a construção da seguinte frase, com atenção especial ao emprego do verbo “fazer”: “Certamente aqueles que não têm nada a dizer conseguem levar o máximo de tempo para fazê-lo”.

A frase abaixo em que seu emprego obedece ao mesmo padrão, é:

 

A) Ainda que os dias da semana sejam diferentes, eu faço todos os dias as mesmas tarefas;

B) O artesão produz muitas estatuetas a cada dia, mas fazê-las é tarefa difícil;

C) Dizem que Deus ajuda a quem cedo madruga, mas eu não consigo fazer isso;

D) Ainda que a professora peça aos alunos, eles nem sempre fazem os exercícios pedidos;

E) Façam o que digo, mas não façam o que eu faço.

 

Comentário: Na frase “Certamente aqueles que não têm nada a dizer conseguem levar o máximo de tempo para fazê-lo”, o verbo “fazer” está sendo empregado para evitar a repetição do verbo “dizer”. Note que ele faz as vezes de “dizer”. Observe como seria sem o verbo vicário “fazer”:

Certamente aqueles que não têm nada a dizer conseguem levar o máximo de tempo para dizer.

            Com o verbo vicário “fazer”, evita-se a repetição desnecessária.

            Agora, temos que encontrar uma alternativa que apresenta o verbo vicário “fazer”.

            Na alternativa (A), não há verbo vicário, pois o verbo “faço” não está no lugar de outro verbo da frase a fim de evitar repetição desnecessária. O verbo “faço” foi empregado com o sentido de realizar. Note que não há o verbo “realizar” anteriormente na frase:

Ainda que os dias da semana sejam diferentes, eu faço todos os dias as mesmas tarefas.

            Na alternativa (B), não há verbo vicário, pois o verbo “faço” já tem o sentido de produzir. Assim, houve a substituição natural do verbo “produz” pelo seu sinônimo “fazer”.

            Note que o verbo vicário não faz as vezes do seu sinônimo.

O artesão produz muitas estatuetas a cada dia, mas fazê-las é tarefa difícil.

            A alternativa (C) é a correta, pois o verbo “fazer” evita a repetição desnecessária do verbo “madrugar”, isto é, acordar cedo.

            Veja a construção com repetição desnecessária:

Dizem que Deus ajuda a quem cedo madruga, mas eu não consigo madrugar.

            Agora confirme o emprego do verbo vicário “fazer” para evitar tal repetição:

Dizem que Deus ajuda a quem cedo madruga, mas eu não consigo fazer isso.

            Na alternativa (D), não há verbo vicário, pois o verbo “fazem” não está no lugar de outro verbo da frase a fim de evitar repetição desnecessária. O verbo “fazem” foi empregado com o sentido de realizar. Note que não há o verbo “realizar” anteriormente na frase:

Ainda que a professora peça aos alunos, eles nem sempre fazem os exercícios pedidos.

            Na alternativa (E), não há verbo vicário, pois simplesmente houve a repetição do verbo “fazer”. Note que “façam” e “faço” não estão no lugar de verbo anterior:

Façam o que digo, mas não façam o que eu faço.

Gabarito: C

 

Continue praticando!

Agora que você sabe o que é um verbo vicário e como ele funciona, que tal colocar seus conhecimentos em prática?

👉 Acesse nosso sistema de questões e teste seu aprendizado com questões elaboradas e comentadas, focadas em bancas como CEBRASPE, FCC, FGV, entre outras!

👉 Siga nosso Instagram para dicas rápidas, curiosidades sobre a língua portuguesa e muito mais: [Inserir link do Instagram]

👉 Inscreva-se no canal do YouTube para assistir a aulas completas e resolver questões comentadas com o professor Décio Terror: [Inserir link do YouTube]

Não perca a oportunidade de reforçar seus estudos e estar mais preparado para gabaritar nas provas!

 

Para ficar atenta(o) em todas as nossas postagens no blog, clique aqui.

Ficou com dúvida? Entre em contato via Whastapp: 32 98447-5981

 

Grande abraço!

Professor Décio Terror