Você sabe qual a diferença entre verbo transitivo e intransitivo?
Para falarmos disso, vou começar com uma historinha…
Veja:
Joana é uma moça que trabalha muito e, quando tira férias, viaja e liga para sua mãe assim que chega ao seu destino. O problema é que a mãe de Joana é muito esquecida e sempre faz a mesma pergunta para a filha.
– Oi, mãe! Cheguei! – disse Joana antes de entrar no táxi, após desembarcar.
– Oi, minha filha! Graças a Deus você chegou. Você chegou aonde mesmo? Esqueci a cidade para onde você foi.
– Cheguei a Cabo Frio, mãe. Esqueceu de novo, né? – disse Joana rindo.
– Esqueci – respondeu a mãe sem graça.
– Estava pensando, mãe, e cheguei a uma conclusão: você fica muito estressada quando viajo e acaba se esquecendo do lugar para onde vou. – disse Joana observando a paisagem através da janela do táxi
– É verdade, Joana. Você tem razão. – disse a mãe pensativa – agora vou desligar para você aproveitar o passeio. Um grande beijo!
– Um beijo, mãe!
Mas o que essa história tem a ver com os verbos transitivo e intransitivo?
Vamos lá!
Verbo transitivo e intransitivo
Aposto que você ficou aí pensando: “que raio de história boba é essa? O Terror deve estar de brincadeira!”
Vou explicar: você notou que usei bastante o verbo “chegar”? Volte ao texto e observe os contextos nos quais ele aparece.
Você percebe alguma diferença? Veja que Joana diz “Oi, mãe! Cheguei!”, depois a mãe pergunta: “Você chegou aonde mesmo?” e Joana reponde: “Cheguei a Cabo Frio, mãe”. Mais adiante Joana diz “cheguei a uma conclusão: você fica muito estressada […]”.
E aí, notou alguma coisa com relação ao verbo “chegar”? Ele é intransitivo ou transitivo?
Verbo “chegar”: transitivo ou intransitivo?
Note que em “Cheguei!” e “Cheguei a Cabo Frio, mãe.” O verbo “chegar” é intransitivo. Aí você deve estar pensando: “mas se Joana chegou a Cabo Frio, ‘a Cabo Frio’ é o objeto indireto, logo, o verbo ‘chegar’ é transitivo indireto.”
Não! É aí que você se engana e erra a questão na hora do concurso!
O termo “a Cabo Frio” é adjunto adverbial de lugar. Note que a mãe de Joana pergunta aonde ela chegou, isto é, preposição “a” + advérbio “onde”.
Veja que o advérbio interrogativo “onde” substitui o termo “Cabo Frio”. Logo, “Cabo Frio” é um adjunto adverbial de lugar.
Observe:
Cheguei a Cabo Frio.
Chegou a + onde?
Entendeu?
Bom, mas e o verbo “chegar” em “cheguei a uma conclusão”? Nesse caso, o verbo “chegar” é transitivo indireto e “a uma conclusão” é o objeto indireto.
Para comprovar, basta perguntar: Chegou a quê?
Note: “quê” é o objeto indireto e substitui o termo “uma conclusão”.
Outros exemplos sobre os contextos de verbos transitivo e intransitivo
Percebeu que a transitividade verbal depende do contexto? Isso também ocorre com outros verbos. Observe:
Destaque entre verbos “estar” e “virar”
Calma,! Ainda não acabou!!!
Cabe ainda destacar mais dois verbos: “estar” e “virar”.
O verbo “estar” pode ser verbo de ligação ou verbo intransitivo. Observe nos contextos abaixo:
Note que “feliz” é um adjetivo que caracteriza o estado do sujeito, sendo, portanto, o predicativo do sujeito; “bem” é um advérbio de modo e modifica o verbo “estou”, o termo “em Belém” é um adjunto adverbial de lugar.
Por fim, o verbo “virar” pode ser intransitivo, transitivo direto ou verbo de ligação. Veja:
Observe que, no primeiro exemplo, o verbo “virar” significa mudar de posição. Dessa forma, ele é classificado como transitivo direto e o termo “o rosto” é o objeto direto.
No segundo exemplo, o verbo “virar” é intransitivo, pois o sujeito não pegou “a direita”, ele seguiu por uma direção. Logo, o termo “à direita” é adjunto adverbial de direção.
No terceiro exemplo, Ana não pegou uma modelo e a trocou de posição, Ana passou a ter características de modelo, tornou-se modelo. Por isso, o verbo virar, nesse contexto, é um verbo de ligação e o termo “modelo” é o predicativo do sujeito.
Tuuuudo isso serviu para mostrar que a transitividade verbal não édecoreba, pois depende do contexto. Por isso, a partir de agora, você vai entender e não decorar a matéria. Ok?
O assunto de hoje é uma dúvida muito frequente: diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal.
Você verá que não é um bicho de sete cabeças, na verdade, é só você se guiar pelos três critérios que explicaremos adiante que não tem erro.
Então vamos lá?
O que é o adjunto adnominal?
Primeiro, é bom lembrar que o adjunto adnominal é todo termo sintático da oração que pode caracterizar, determinar, modificar, especificar ou restringir um substantivo.
Esse termo pode ser representado por:
1) um artigo: O carro parou.
2) um pronome adjetivo: Encontrei meu relógio.
3) um numeral adjetivo: Recebi a segunda parcela.
4) um adjetivo: Tive ali grandes amigos.
5) uma locução adjetiva: Tenho uma mesa de pedra.
O que é o complemento nominal?
Já o complemento nominal é sempre precedido de preposição e completa o sentido de substantivos, adjetivos e advérbios que apresentam transitividade.
Observe os exemplos a seguir:
1) complemento nominal de um substantivo:
Você fez uma boa leitura do texto.
Note que o substantivo “leitura” é o nome da ação de “ler”. Como é natural o verbo ser transitivo, o substantivo também fica transitivo e exige complemento nominal.
2) complemento nominal de um adjetivo:
Você precisa ser fiel aos seus ideais.
Quem é fiel é fiel a alguém ou a alguma coisa. Assim, o adjetivo “fiel” é transitivo, ou seja, necessita de complemento.
3) Complemento nominal de advérbio:
Você mora perto de Maria.
Note que o advérbio de lugar “perto” necessita de um complemento: perto de algo ou de alguém.
Visto isso, agora podemos entender qual é a diferença entre o adjunto adnominal e o complemento nominal.
Qual é a diferença entre Adjunto Adnominal x Complemento Nominal?
O adjunto adnominal formado por uma locução adjetiva pode ser confundido com o complemento nominal. Normalmente não haverá dúvida, pois, segundo o que explicamos acima, o adjunto adnominal é constituído de vocábulo de valor restritivo que caracteriza o núcleo do termo de que faz parte. Já o complemento nominal é termo que completa o sentido de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio).
A dúvida ocorre, portanto, quando os dois termos são preposicionados. Por exemplo:
A leitura do livro é instigante. A leitura do aluno foi boa.
Para percebermos a diferença, é importante passarmos por três critérios:
1º critério:
O adjunto adnominal quando preposicionado caracteriza apenas o substantivo.
O complemento nominalcomplementa um substantivo,adjetivo ou advérbio.
Assim, em orações como “Estava cheio de problemas.”,“Moro perto de você.”, logo no primeiro critério, já sabemos que “de problemas” e “de você” são complementos nominais, pois completam o sentido do adjetivo “cheio” e do advérbio “perto”, respectivamente.
2º critério:
O substantivo caracterizado por um adjunto adnominalpode ser concreto ou abstrato.
O substantivo completado por um complemento nominaldeve ser abstrato.
Sabendo-se que um substantivo abstrato normalmente é o nome de uma ação (corrida, pesca) ou de uma característica (tristeza, igualdade) e que o substantivo concreto é o nome de um ser independente, que conseguimos visualizar, pegar (casa, copo). Nas orações “Trouxe copos de vidro.” e “Vi a casa de pedra.”, os termos “de vidro” e “de pedra” são adjuntos adnominais, pois caracterizam os substantivos concretos “copos” e “casa”, respectivamente.
E se o substantivo seguido do termo preposicionado for abstrato?
Neste caso, passamos para o 3º critério:
3º critério:
O adjunto adnominal preposicionado é agente.
O complemento nominal é paciente.
Este último normalmente é o cobrado em prova. Se os termos abaixo sublinhados são agentes, automaticamente serão os adjuntos adnominais. Se pacientes, serão complementos nominais. Veja:
Adjuntos adnominais:
O amor de mãe é especial. (agente: a mãe ama)
A invenção do cientista mudou o mundo. (agente: o cientista inventou)
A leitura do aluno foi boa. (agente: o aluno leu)
Complementos nominais:
O amor à mãe também é especial. (paciente: a mãe é amada)
A invenção do rádio mudou o mundo. (paciente: o rádio foi inventado)
A leitura do livro é instigante. (paciente: o livro é lido)
Viu como não tem erro? Agora que você já sabe a diferença entre Adjunto Adnominal e Complemento Nominal, é só treinar, resolvendo questões!
O termo destacado em “Depois, um silêncio cheio DE LEMBRANÇAS instalou-se entre nós.” exerce, no contexto, a função sintática de:
(A) objeto direto.
(B) predicativo do objeto.
(C) adjunto adnominal.
(D) objeto indireto.
(E) complemento nominal.
Comentário: O adjetivo “cheio” necessita do complemento nominal “de lembranças”, conforme vimos no critério 1 da diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal.
Gabarito: E
2. (Aeronáutica / EEAer Sargento 2018)
Os investimentos da iniciativa privadaem saúde deveriam ser proporcionais aos lucros de cada empresa.
Os termos destacados classificam-se, respectivamente, em:
a) complemento nominal – adjunto adnominal
b) adjunto adnominal – complemento nominal
c) adjunto adnominal – predicativo
d) predicativo – adjunto adnominal
Comentário: Como o substantivo “investimentos” é gerado do verbo “investir”, ele é substantivo abstrato. Assim, já partimos para o terceiro critério.
Note que “da iniciativa privada” tem valor agente (a iniciativa privada investe). Assim, tal termo preposicionado é o adjunto adnominal.
O termo “em saúde” é paciente. Assim, é complemento nominal.
Por isso, a alternativa correta é a (B).
Gabarito: B
3. (FGV / SEFIN RO Técnico Tributário – 2018)
Todos os segmentos textuais abaixo trazem termos precedidos da preposição de.
Assinale a opção que apresenta o termo cuja preposição é uma exigência de um termo anterior.
(A) “luzes indicadoras de direção”.
(B) “faixa de pedestres”.
(C) “dias de chuva”.
(D) “faixas exclusivas de ônibus”.
(E) “equipamentos de segurança”.
Comentários: A questão trabalha a diferença entre o complemento nominal (preposição é resultado de exigência de um termo anterior) e o adjunto adnominal (preposição transmite sentido restritivo).
Assim, a fim de resolvermos a questão, devemos nos lembrar dos 3 critérios da diferença entre o adjunto adnominal e o complemento nominal.
A alternativa (A) é a correta, pois o adjetivo “indicadoras” rege a preposição “de” e, conforme o primeiro critério, o termo “de direção” é o complemento nominal.
As demais alternativas apresentam os substantivos concretos “faixa”, “dias”, “faixas” e “equipamentos”, os quais são seguidos dos adjuntos adnominais “de pedestres”, “de chuva”, “de ônibus” e “de segurança”.
Gabarito: A
4. (FGV / CMS BA Assistente Legislativo – 2018)
No texto, ocorrem muitos segmentos precedidos pela preposição DE; o termo em que o emprego dessa preposição NÃO é obrigatório, pois não é determinado pela regência de um termo anterior é:
(A) “implementação de programas”;
(B) “incapacidade de investimento”;
(C) “objetivo de enfrentar o crime”;
(D) “períodos de economia mais forte”;
(E) “contratação de policiais”.
Comentários; A fim de resolvermos a questão, devemos nos lembrar dos 3 critérios da diferença entre o adjunto adnominal e o complemento nominal. Assim, o emprego da preposição determinada pela regência de um termo anterior ocorre no complemento nominal e temos que achar a alternativa em que não há regência, isto é, temos que achar o adjunto adnominal.
É simples achar o adjunto adnominal, pois só há uma alternativa com substantivo concreto, que é o substantivo “períodos”. Assim, “de economia mais forte” é o adjunto adnominal e a alternativa (D) é a correta.
Já nas demais alternativas há os substantivos abstratos “implementação”, “incapacidade”, “objetivo” e “contratação”; por conseguinte, os termos “de programas”, “de investimento”, “de enfrentar o crime” e “de policiais” são complementos nominais.
Para sabermos a diferença entre adjunto adnominal e predicativo, temos que, primeiramente, identificar cada um deles.
O que é o adjunto adnominal?
O adjunto adnominal é o único termo sintático dentro de outro. Ele é um termo acessório, de valor restritivo, o qual é empregado para caracterizar, delimitar, restringir o sentido do núcleo sintático do termo.
Ele pode ser representado por um artigo, um adjetivo, um numeral, um pronome, uma locução adjetiva. Veja um exemplo:
Dizemos que o adjunto adnominal fica dentro de outro termo e você percebe nesta oração que o termo “O meu primeiro grande amigo da escola” é o sujeito, cujo núcleo é o substantivo “amigo”, o qual é delimitado pelos adjuntos adnominais “O” (artigo), “meu” (pronome), “primeiro” (numeral), “grande” (adjetivo) e “da escola” (locução adjetiva).
O nome do termo “adjunto adnominal” já diz tudo, não é?
É o termo que está junto do nome, caracterizando-o, determinando-o, delimitando seu sentido.
Então, ao pensar no termo adjunto adnominal, lembre-se de que ele deve estar “junto” do nome, ok?
Vimos anteriormente o adjunto adnominal dentro do sujeito, mas ele pode estar dentro de qualquer outro termo que tenha como núcleo uma palavra de valor substantivo:
Vi o meu primeiro grande amigo da escola. (objeto direto)
Conversei com o meu primeiro grande amigo da escola. (objeto indireto)
Falei sobre o meu primeiro grande amigo da escola. (adjunto adverbial de assunto)
Fiz referência ao meu primeiro grande amigo da escola. (complemento nominal)
Ele é o meu primeiro grande amigo da escola. (predicativo do sujeito)
Agora vamos ao predicativo para entendermos melhor a diferença entre adjunto adnominal e predicativo.
O que é o predicativo?
Predicativo é um termo da oração que serve para caracterizar outro termo.
A diferença principal entre eles é que o adjunto adnominal está dentro de outro termo, como você viu nos exemplos anteriores (dentro do sujeito, do objeto direto, do objeto indireto etc); já o predicativo é um termo separado de outro.
O predicativo pode estar num predicado nominal ou predicado verbo-nominal
O predicado nominal é aquele que apresenta a estrutura verbo de ligação + predicativo.
O verbo de ligação é chamado de verbo não nocional, pois a sua função essencial é apenas ligar o predicativo (que é característica) ao seu sujeito.
São verbos de ligação os seguintes: ser, estar, permanecer, andar, tornar-se, ficar, continuar, achar-se
Veja alguns exemplos:
Ele éprofessor.
Ela estáfeliz.
Ela ficoutriste.
Ele permaneceutriste.
Ele andatriste.
Ele continuatriste.
Ela tornou-semodelo.
Ela acha-seacamada.
Excluindo-se os pronomes “ele”, “ela” dos exemplos acima, ocorrem os predicados nominais, constituídos dos verbos de ligação (os quais estão sublinhados acima) e os predicativos (destacados em cor azul).
Deve-se destacar que o predicativo é um termo cujo núcleo pode ser constituído por uma palavra de valor substantivo ou de valor adjetivo, como vemos nos exemplos anteriores: “professor” e “modelo” são substantivos; já “feliz”, “triste”, “acamada” são adjetivos.
Assim, dentro de um predicado nominal, não há dúvida sobre a diferença entre adjunto adnominal e predicativo, concorda?
Agora vejamos o predicativo dentro de um predicado verbo-nominal.
O predicativo dentro de um predicado verbo-nominal
Antes de falarmos do predicado verbo-nominal, é interessante entendermos o predicado verbal, pois o nominal você já viu anteriormente, não é mesmo?
O predicado verbal é constituído dos chamados verbos nocionais.
Esses verbos nocionais são os transitivos e o intransitivo.
As estruturas do predicado verbal são as seguintes:
Verbo transitivo direto + objeto direto
Percebi sua luta.
Verbo transitivo indireto + objeto indireto
Duvidei da sua luta.
Verbo transitivo direto e indireto + objeto direto + objeto indireto
Informei o problemaao gerente.
Verbo intransitivo
Viajei.
Assim, nesses exemplos, são verbos nocionais os seguintes: “Percebi”, “Duvidei”, “Informei” e “Viajei”.
Tais verbos, diferentes do verbo de ligação, transmitem, dentre outros, ação.
Quando essa ação é seguida de um adjetivo, aparece aí o predicativo, por conseguinte, ocorre o predicado verbo-nominal. Veja:
Eu corro feliz todos os dias.
Nessa oração, fica claro que o verbo “corro” transmite uma ação, o termo “todos os dias” é um adjunto adverbial de tempo. Assim, se a oração fosse apenas “Eu corro todos os dias”, teríamos aí um predicado verbal.
Porém, a inserção do adjetivo “feliz” com verbo nocional faz o predicado ser verbo-nominal.
Eu corro feliz todos os dias.
Agora vem a pergunta: Dá para confundir o predicativo dentro de um predicado verbo-nominal com o adjunto adnominal?
Nesta estrutura, você percebe que não cabe ao adjetivo a função de adjunto adnominal, porque sabemos que o adjunto adnominal é um termo dentro do outro, e o adjetivo “feliz” caracteriza o sujeito “Eu” e está após o verbo, concorda? Então não está junto do nome, não pode ser adjunto adnominal, mas predicativo do sujeito dentro de um predicado verbo nominal.
Predicativo do sujeito dentro de um predicado verbo-nominal:
Agora vamos a uma oração padrão que normalmente as gramáticas colocam para nos chamar atenção à diferença entre adjunto adnominal e predicativo:
Os alunos saíram da sala de provas confiantes.
A minha pergunta direta a você é saber qual é a função do adjetivo “confiantes” nessa oração.
Se é um adjetivo, então sabemos que poderia ser predicativo ou adjunto adnominal. Mas note a estrutura da oração.
Sabemos que o adjetivo “confiantes” está muito perto do substantivo “provas”, mas a oração quer dizer que as provas são confiantes? Certamente você percebeu que não.
O adjetivo “confiantes” está flexionado no plural para concordar com o sujeito “Os alunos” e logicamente você percebeu que tal adjetivo está bem distante do seu referente, não é mesmo?
Então, não pode ser adjunto adnominal, mas predicativo do sujeito.
Como o verbo “saíram” é nocional (verbo intransitivo), há predicado verbo-nominal.
Assim, vamos analisar sintaticamente cada termo dessa oração:
Os alunos saíram da sala de provas confiantes.
Os: adjunto adnominal;
alunos: núcleo do sujeito;
saíram: verbo intransitivo;
da sala de provas: adjunto adverbial de lugar;
confiantes: predicativo do sujeito (dentro de um predicado verbo-nominal).
Como o adjetivo “confiantes” caracteriza o núcleo do sujeito “alunos”, o autor pode se sentir à vontade de colocá-lo próximo desse referente, mas, para transmitir clareza de sentido, ele deve intercalar por dupla vírgula:
Os alunos, confiantes, saíram da sala de provas.
Assim, as vírgulas enfatizam que o adjetivo “confiantes”, mesmo perto do núcleo do sujeito, não pode ser entendido como adjunto adnominal, mas como predicativo do sujeito dentro de um predicado verbal nominal.
Note-se que o adjunto adnominal não pode ser separado por vírgula.
O predicativo do sujeito dentro do predicado verbo-nominal também pode ser antecipado desde que esteja separado por vírgula. Veja:
Confiantes, os alunos saíram da sala de provas.
Então sejamos claros: não dá para confundir o predicativo do sujeito com o adjunto adnominal, concorda?
O adjunto adnominal fica junto do nome e está dentro de outro termo. Assim, se o adjetivo está longe do núcleo, sabemos que não é adjunto adnominal.
Se o adjetivo estiver separado por vírgula, é fato que não é adjunto adnominal, mas predicativo.
Agora eu lhe faço a seguinte pergunta:
E se na oração “ Os alunos, confiantes, saíram da sala de provas.”, o autor retirasse a dupla vírgula?
Os alunos confiantes saíram da sala de provas.
Agora, o adjetivo se ligou diretamente ao núcleo “alunos” e se tornou o adjunto adnominal e, como o papel semântico do adjunto adnominal é restringir, delimitar o sentido do núcleo, logicamente há mudança de sentido.
Agora, os alunos não ficaram confiantes após realizarem a prova (como se observa com o predicativo dentro do predicado verbo-nominal). O que se entende agora é que, antes mesmo de iniciarem aprova, havia na sala alunos confiantes e alunos não confiantes e saíram apenas os alunos confiantes da sala.
Percebeu a diferença de sentido e a diferença sintática entre o adjunto adnominal e o predicativo dentro de um predicado verbo-nominal?
Predicativo do objeto direto dentro de um predicado verbo-nominal:
O predicativo do objeto direto ou só pode estar num predicado verbo-nominal, tendo em vista que depende do verbo transitivo.
Veja um exemplo:
Considero impertinentes suas ações.
O verbo “Considero” é transitivo direto, o termo “suas ações” é o objeto direto e qual a função do adjetivo “impertinentes”? Pode ser adjunto adnominal?
Não. Não pode.
O adjetivo “impertinentes” cumpre a função de predicativo do objeto direto.
Note que tal adjetivo caracteriza o objeto direto “suas ações”. (suas ações são impertinentes).
Também note que tal adjetivo está fora do objeto direto “ações”.
Um macete para termos certeza de que o adjetivo está realmente fora do objeto direto é perceber que se pode trocar o objeto direto “suas ações” pelo pronome átono “as”. Assim, podemos notar que o adjetivo “impertinentes” está realmente fora do objeto direto:
Considero-as impertinentes.
Outro macete é perceber que o adjetivo, quando é um adjunto adnominal, nunca fica antes de um artigo ou pronome.
Como “impertinentes” está antes do pronome “suas”, é certo que ele está fora do objeto direto:
Considero impertinentessuas ações.
Veja agora o adjetivo “impertinentes” como adjunto adnominal:
As suas ações impertinentes prejudicaram o evento.
As suas impertinentes ações prejudicaram o evento.
Agora “impertinentes” é adjunto adnominal dentro do sujeito e está junto do nome “ações”. Note que se pode até antecipar o adjetivo, mas não se pode colocá-lo antes do pronome “suas” ou do artigo “As”.
Agora veja um caso de ambiguidade (dupla possibilidade de interpretação):
Muitas vezes é explorada em prova a ambiguidade com base na diferença entre adjunto adnominal e predicativo. Veja:
O magistrado julgou as medidas inaplicáveis.
Veja que podemos entender essa oração de duas formas:
A primeira é que o magistrado julgou algumas medidas e ele as considerou como inaplicáveis. Assim, “inaplicáveis” é o resultado da ação de julgar.
Macete 1
Seguindo o macete 1, poderíamos reescrever para tirar a ambiguidade e ter certeza de que o adjetivo é predicativo do objeto, trocando o objeto direto “tais medidas” pelo pronome “as”:
O magistrado julgou-as inaplicáveis.
Assim, entendemos que o adjetivo “inaplicáveis” está fora do objeto direto, com isso sabemos que é predicativo do objeto direto.
Para ficar mais clara a construção, podemos lançar mão do objeto direto pleonástico:
As medidas, o magistrado julgou-as inaplicáveis.
Macete 2
Seguindo o macete 2, poderíamos reescrever para tirar a ambiguidade e ter certeza de que o adjetivo é predicativo do objeto, trocando a posição do adjetivo para antes do artigo “as”.
O magistrado julgou inaplicáveis as medidas.
Assim, entendemos que o adjetivo “inaplicáveis” está fora do objeto direto, com isso sabemos que é predicativo do objeto direto.
Macete 3
Outro macete é que o predicativo do objeto normalmente admite ser precedido do vocábulo “como”:
O magistrado julgou as medidas comoinaplicáveis.
O magistrado julgou-as comoinaplicáveis.
O magistrado julgou comoinaplicáveis as medidas.
Mas também podemos entender que o magistrado vai começar a julgar as medidas já consideradas por outras pessoas como inaplicáveis, mas ele ainda não deu o veredito.
Macete 1
Seguindo o macete 1, poderíamos reescrever para tirar a ambiguidade e ter certeza de que o adjetivo é adjunto adnominal, trocando o objeto direto “tais medidas inaplicáveis” pelo pronome “as”:
O magistrado julgou-as.
Assim, entendemos que o adjetivo “inaplicáveis” está dentro do objeto direto, com isso sabemos que é adjunto adnominal.
Para ficar mais clara a construção, podemos lançar mão do objeto direto pleonástico:
As medidas inaplicáveis, o magistrado julgou-as.
Macete 2
Seguindo o macete 2, poderíamos reescrever para tirar a ambiguidade e ter certeza de que o adjetivo é adjunto adnominal, trocando a posição do adjetivo para depois do artigo “as”.
O magistrado julgou as inaplicáveis medidas.
Assim, entendemos que o adjetivo “inaplicáveis” está dentro do objeto direto, com isso sabemos que é adjunto adnominal.
Agora vamos a uma atividade:
Desfaça a ambiguidade das seguintes frases conforme os macetes da explicação anterior:
Achei sua camisa manchada.
Macete 1 para achar o predicativo do objeto direto:
Macete 2 para achar o predicativo do objeto direto:
Macete 1 para achar o adjunto adnominal:
Macete 2 para achar o adjunto adnominal:
Deixei o corredor limpo.
Macete 1 para achar o predicativo do objeto direto:
Macete 2 para achar o predicativo do objeto direto:
Macete 1 para achar o adjunto adnominal:
Macete 2 para achar o adjunto adnominal:
Considero suas ideias inexequíveis.
Macete 1 para achar o predicativo do objeto direto:
Macete 2 para achar o predicativo do objeto direto:
Macete 1 para achar o adjunto adnominal:
Macete 2 para achar o adjunto adnominal:
Resposta da atividade:
Achei sua camisa manchada.
Macete 1 para achar o predicativo do objeto direto:
Achei-a manchada.
Macete 2 para achar o predicativo do objeto direto:
Achei manchada sua camisa.
Macete 1 para achar o adjunto adnominal:
Achei-a.
Sua camisa manchada, achei-a. (pleonasmo)
Macete 2 para achar o adjunto adnominal:
Achei sua manchada camisa.
Deixei o corredor limpo.
Macete 1 para achar o predicativo do objeto direto:
Deixei-o limpo. (isto é, limpei-o)
Macete 2 para achar o predicativo do objeto direto:
Deixei limpo o corredor. (isto é, limpei-o)
Macete 1 para achar o adjunto adnominal:
Deixei-o. (isto é, saí dele)
O corredor limpo, deixei-o. (isto é, saí dele)
Macete 2 para achar o adjunto adnominal:
Deixei o limpo corredor. (isto é, saí dele)
Considero suas ideias inexequíveis.
Macete 1 para achar o predicativo do objeto direto:
Considero-as inexequíveis.
Macete 2 para achar o predicativo do objeto direto:
Considero inexequíveis suas ideias.
Macete 1 para achar o adjunto adnominal:
Considero-as. (Levo em consideração as suas ideias inexequíveis)
Suas ideias inexequíveis, considero-as. (pleonasmo)
Macete 2 para achar o adjunto adnominal:
Considero suas inexequíveis ideias. (Levo em consideração as suas ideias inexequíveis)
Olá, meu amigos! Neste artigo, vou apresentar a diferença entre as estruturas bater à porta, bater na porta, bater a portaestão corretas e como elas são usadas em contextos diferentes.
Vamos à explicação de cada uma delas!
Bater à porta
A expressão “bater à porta”, com o acento indicativo de crase, significa “bater para que alguém abra a porta”.
Exemplo: Bateram à porta e Joaquim imediatamente atendeu.
Bater na porta
Já a diferença na expressão “bater na porta”, literalmente, é seu significado, uma vez que ela tem sentido literal de “dar pancadas na porta” ou, ainda, “surrá-la”.
Exemplo: O policial bateu na porta com a força devida a fim de entrar na casa e encontrar o criminoso.
Bater a porta
A expressão “Bater a porta” significa “fechá-la com força”.
Exemplo: João bateu a porta com tanta força que acordou o bebê.
Neste contexto, o sujeito agente é “João”, o verbo “bateu” é transitivo direto e “a porta” é o objeto direto. Mas também cabe o contexto em que “a porta” é o sujeito e “bater” é verbo intransitivo, em contexto como:
Com o vento forte, bateu a porta e o barulho foi grande.
Assim, esta última estrutura pode ser mais bem observada com a estrutura sintática na ordem natural: A porta bateu.
Com o vento forte, a porta bateu e o barulho foi grande.
Vamos falar hoje da reescrita, paráfrase e paralelismo!
Reescrita de frases
A reescrita sem alteração de sentido tem o nome de paráfrase. Questões de interpretação com frequência se baseiam nesse conhecimento, nessa técnica.
Neste tema, temos várias frases em que a banca pede para verificar se há respeito à norma culta, e, às vezes, pede qual das alternativas possui atendimento à clareza, à coesão e à coerência. Na realidade, a banca é bem objetiva. Ela quer nos testar quanto ao conhecimento gramatical como um todo.
Uma leitura atenta das alternativas nos ajuda muito.
Vários recursos podem ser utilizados para parafrasear um texto.
1) Emprego de sinônimos
Embora voltasse cedo, deixava os pais preocupados.
Conquanto retornasse cedo, deixava os genitores preocupados.
2) Emprego de antônimos, com apoio de uma palavra negativa
Ele era fraco. Ele não era forte.
3) Utilização de termos anafóricos, isto é, que remetem a outros já citados no texto
Paulo e Antônio já saíram. Paulo foi ao colégio; Antônio, ao cinema.
Paulo e Antônio já saíram. Aquele foi ao colégio; este, ao cinema.
aquele = Paulo; este = Antônio
4) Troca de termo verbal por nominal, e vice-versa.
É necessário que todos colaborem.
É necessária a colaboração de todos.
Quero o respeito do grupo.
Quero que o grupo me respeite.
5) Omissão de termos facilmente subentendidos (elipse)
Nós desejávamos uma missão mais delicada, mais importante.
Desejávamos missão mais delicada e importante.
6) Mudança de ordem dos termos no período
Lendo o jornal, cheguei à conclusão de que tudo aquilo seria esquecido após três ou quatro meses de investigação.
Cheguei à conclusão, lendo o jornal, de que tudo aquilo, após três ou quatro meses de pesquisa, seria esquecido.
7) Mudança de voz verbal
A mulher plantou uma roseira em seu jardim. (voz ativa)
Uma roseira foi plantada pela mulher em seu jardim. (voz passiva analítica)
Obs.: Se o sujeito for indeterminado (verbo na 3ª pessoa do plural sem o sujeito expresso na frase), haverá duas mudanças possíveis.
Plantaram uma roseira. (voz ativa)
Uma roseira foi plantada. (voz passiva analítica)
Plantou-se uma roseira. (voz passiva sintética)
8) Troca de discurso
(discurso direto)
Naquela tarde, Pedro dirigiu-se ao pai dizendo:
– Cortarei a grama sozinho.
(discurso indireto)
Naquela tarde, Pedro dirigiu-se ao pai dizendo que
cortaria a grama sozinho.
9) Troca de palavras por expressões perifrásticas e vice-versa
Castro Alves visitou Paris naquele ano.
O poeta dos escravos visitou a cidade luz naquele ano.
Obs.:Perífrase é uma figura de linguagem que emprega várias palavras no lugar de poucas ou de uma só.
“Se lá no assento etéreo onde subiste…” (Camões) (assento etéreo = céu)
Morei na Veneza brasileira. (Veneza brasileira = Recife)
Não provoque o rei dos animais. (rei dos animais = leão)
10) Troca de locuções por palavras e vice-versa:
O homem da cidade não conhece a linguagem do céu.
O homem urbano não conhece a linguagem celeste.
Da cidade e do céu são locuções adjetivas e correspondem aos adjetivos urbano e celeste.
Na reescrita de um trecho do texto ou do parágrafo, vários desses recursos podem ser utilizados concomitantemente, além de outros que não foram aqui referidos, mas que a prática nos apresenta. O importante é ler com extrema atenção o trecho e suas possíveis paráfrases. Se perceber mudança de sentido, a reescritura não pode ser considerada uma paráfrase.
Vamos então fazer uma atividade. Leia com atenção o trecho abaixo e anote a alternativa em que não ocorre uma paráfrase.
O homem caminha pela vida muitas vezes desnorteado, por não reconhecer no seu íntimo a importância de todos os instantes, de todas as coisas, simples ou grandiosas.
Frequentemente sem rumo, segue o homem pela vida, por não reconhecer no seu íntimo o valor de todos os instantes, de todas as coisas, sejam simples ou grandiosas.
Não reconhecendo em seu âmago a importância de todos os momentos, de todas as coisas, simples ou grandiosas, o homem caminha pela vida muitas vezes desnorteado.
Como não reconhece no seu íntimo o valor de todos os momentos, de todas as coisas, sejam elas simples ou não, o homem vai pela vida frequentemente desnorteado.
O ser humano segue, com frequência, vida afora, sem rumo, porquanto não reconhece, em seu interior, a importância de todos os instantes, de todas as coisas, simples ou grandiosas.
O homem caminha pela vida sempre desnorteado, por não reconhecer, em seu mundo íntimo, o valor de cada momento, de cada coisa, seja ela simples ou grandiosa.
O trecho foi reescrito cinco vezes. Utilizaram-se vários recursos. Em quatro opções, o sentido é rigorosamente o mesmo. Tal fato não se dá, porém, na letra (E), que é o gabarito. O texto original diz que “o homem caminha pela vida muitas vezes desnorteado…”, contudo a reescrita nos diz “sempre desnorteado”. Ora, muitas vezes é uma coisa, sempre é outra, bem diferente.
Observações
a) Tenha cuidado com a mudança de posição dos termos dentro da frase. Palavras ou expressões podem alterar profundamente o sentido de um texto.
Encontrei determinadas pessoas naquela cidade.
Encontrei pessoas determinadas naquela cidade.
Na primeira frase, determinadas é um pronome indefinido, equivalente a “certas”, “umas”, “algumas”; na segunda, é um adjetivo e significa “decididas”.
b) Cuidado também com a pontuação, que costuma passar despercebida.
A criança agitada corria pelo quintal.
A criança, agitada, corria pelo quintal.
Na primeira frase, o adjetivo agitada é um adjunto adnominal e indica uma característica restritiva do núcleo “criança”. Assim, determina algo inerente a ela, isto é, trata-se de uma pessoa sempre agitada.
Na segunda, as vírgulas indicam que o adjetivo “agitada” tem valor transitório. É o chamado predicativo do sujeito deslocado e dentro de um predicado verbo-nominal.
A construção normal seria:
A criança corria agitada pelo quintal.
Assim, fica mais fácil perceber que a criança está agitada naquele momento, sem que necessariamente ela o seja no seu dia a dia (característica transitória).
As questões de reescritura (paráfrase) já vêm sendo trabalhadas nas nossas aulas desde o início do curso, principalmente nas aulas de sintaxe.
Como muitas vezes a paráfrase se baseia nos conectivos entre orações, vamos elencar abaixo um resumo das principais conjunções e seus valores semânticos, para que você possa consultar quando tiver dúvida e assim ficar ainda mais tranquilo para a prova.
Principais conjunções e seus valores semânticos (coordenadas)
1) Aditivas: e, nem, tampouco, não só…mas também, não só…como também, senão também, tanto…como.
Ele não só ajuda financeiramente, mas também aconselha os amigos.
2) Adversativas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto.
Ele teve aumento salarial, porém não quis continuar na empresa.
4) Conclusivas: logo, portanto, por conseguinte, pois (colocada depois do verbo), por isso, então, assim, em vista disso.
Realizamos muitos exercícios, por conseguinte a prova foi fácil.
5) Explicativas: porque, pois(anteposto ao verbo), porquanto, que.
Joana está mesmo cansada, porque pediu desconto em férias.
Principais conjunções e seus valores semânticos (subordinadas)
1) Causais: com as conjunções: porque, pois, que, como (quando a oração adverbial estiver antecipada), já que, visto que, desde que, uma vez que, porquanto, na medida em que, que, etc:
Como fazia frio, fechou as janelas.
2) Consecutivas: I – conjunção que precedida de tal, tão, tanto, tamanho.
II – locuções conjuntivas de maneira que, de jeito que, de ordem que, de sorte que, de modo que, etc:
Tal foi o problema na empresa que todos foram demitidos.
Houve um problema na empresa de modo que todos foram demitidos.
3) Condicionais: Além das conjunções condicionais se e caso, há também as locuções conjuntivas contanto que, desde que, salvo se, sem que (=se não), a não ser que, a menos que, dado que.
Caminharei com você desde que não chova.
4) Concessivas: As conjunções são: embora, conquanto, que, ainda que, mesmo que, ainda quando, mesmo quando, posto que, por mais que, por muito que, por menos que, se bem que, em que (pese), nem que, dado que, sem que (=embora não).
Gostava de Matemática, embora tivesse dificuldades com cálculos.
5) Comparativas: representam o segundo termo de uma comparação e se expressam de três formas, com as conjunções como, (tal) qual, tal e qual, assim como, (tal) como, (tão ou tanto) como, (mais) que ou do que, (menos) que ou do que, tanto quanto, que nem, feito (=como, do mesmo modo que), o mesmo que (=como):
A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro.
6) Conformativas: Suas conjunções são: como, conforme, segundo, consoante.
Como disse o prefeito, o IPTU vai subir 5% este ano.
7) Proporcionais: Suas locuções conjuntivas são: à proporção que, à medida que, ao passo que, quanto mais … tanto mais, quanto mais … tanto menos, quanto menos … tanto menos, quanto menos … tanto mais, quanto mais … mais, quanto menos … menos, tanto … quanto (como).
Os alunos respondiam, à medida que eram chamados.
8) Finais: indicam finalidade, objetivo, com as locuções conjuntivas: para que, a fim de que, que (= para que), porque (= para que):
Afastou-se depressa, para que não o víssemos.
9) Temporais: Suas conjunções: quando, enquanto, logo que, mal (= logo que), sempre que, assim que, desde que, antes que, depois que, até que, agora que, ao mesmo tempo que, toda vez que.
Só voltou a jogar quando se sentiu bem.
A fim de aprofundarmos na reescrita, algumas vezes também é pedida nas provas a manutenção do paralelismo.
2 Paralelismo
Paralelismo sintático
Agora, veremos o que é paralelismo!
Você se lembra do que falamos sobre as estruturas coordenadas? Parta do pressuposto de que a justaposição, a enumeração ou a coordenação trazem consigo o valor paralelo. Veja os exemplos para em seguida analisarmos:
Gosto de estudo, de trabalho e de lazer.
Gosto de estudo, trabalho e lazer.
O verbo “Gosto” é transitivo indireto e seu objeto indireto é composto, isto é, seus núcleos estão justapostos, coordenados, paralelos.
Veja que, na primeira frase, optou-se por manter a preposição “de” antes de cada núcleo (de estudo, de trabalho e de lazer). Isso não é obrigatório, mas é um artifício argumentativo para reforçar o paralelismo e manter a clareza de que os núcleos seguintes mantêm referência ao verbo. Tanto assim que podemos reescrever esta frase com a omissão dessas preposições no segundo e terceiro núcleo (“de estudo, trabalho e lazer”).
Esse paralelismo pode se manter também no nível do período composto. Quando orações subordinadas estão coordenadas entre si, naturalmente temos o paralelismo. Veja:
O candidato afirmou que a prova estava difícil e que houve pouco tempo de execução.
Perceba que foram prestadas duas informações: “que a prova estava difícil” e “que houve pouco tempo de execução”. Essas orações são subordinadas substantivas objetivas diretas e coordenadas entre si. Elas são o complemento direto composto do verbo transitivo direto “afirmou”.
O paralelismo é isto: visualizar os termos coordenados, repetindo os conectivos ou mantendo em omissão os que iriam ficar repetidos, como fizemos na frase 2 do primeiro exemplo. Agora faremos o mesmo com o segundo exemplo:
O candidato afirmou que a prova estava difícil e houve pouco tempo deexecução.
Paralelismo semântico
É a junção de ideias de mesmo campo semântico. Veja um caso:
Fiz duas operações: uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro.
A conjunção “e” uniu os adjuntos adverbiais “em São Paulo” e “no Rio de Janeiro”. Assim, há paralelismo sintático e também semântico, pois une dois termos que se referem a lugar.
Agora, veja um erro de paralelismo semântico:
“Fiz duas operações: uma em São Paulo e outra no ouvido.
Note que “em São Paulo” e “no ouvido”, apesar de paralelamente estruturadas, não indicam circunstâncias de lugar correlatas quanto ao valor semântico. Só por descuido (vício de linguagem) ou por humor ou ênfase (estilístico) é que se poderia construir uma frase sem paralelismo semântico.
Veja mais alguns exemplos, agora de Machado de Assis:
“Gastei trinta dias para ir do Rocio Grandeao coração de Marcela.”
(local habitável concreto X local inabitável abstrato)
“Marcela amou-me durante quinze dias e onze contos de réis.”
(tempo X dinheiro)
“…encontrei no trem da Central um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu.”
(o modo distante como o conhece X o modo como se veste)
Veja a explicação de tudo o que vimos no vídeo abaixo:
A preposição é um dos conectivos que cairão na sua prova
Mais uma vez estamos aqui para trabalharmos a linguagem e vou mostrar para você que a preposição é um dos conectivos que cairão na sua prova.
O artigo de hoje inicia uma série com os conectivos que vão cair na sua prova, de uma forma resumida e com aplicação com questões comentadas.
Não há prova de Português que não cobre pelo menos uma questão de conectivos.
E o que são os conectivos?
Basicamente, conectivos são mecanismos de coesão que ligam termos ou orações e normalmente transmitem valor semântico, isto é, causa, consequência, contraste, explicação etc.
Via de regra, entendemos como conectivos primeiramente as conjunções, as quais podem ser coordenativas ou subordinativas. Mas também há as preposições, advérbios e pronomes.
Neste artigo, eu vou apresentar as preposições.
Vejamos:
Preposição
A preposição é palavra que não se flexiona e liga palavras ou orações reduzidas. Essa ligação pode se dar pela regência verbal ou nominal, a qual chamamos de preposição relacional ou pela necessidade de sentido, a qual é chamada de preposição nocional.
Assim, normalmente as preposições que iniciam o objeto indireto, o complemento nominal, as orações subordinadas substantivas objetivas indiretas e as completivas nominais são as relacionais e não possuem sentido. Já as preposições que iniciam adjuntos adverbiais, adjuntos adnominais e orações subordinadas adverbiais reduzidas são as nocionais.
Exemplos com preposições relacionais:
Obedeço
aos meus princípios.
Sou obediente
aos meus princípios.
VTI
objeto indireto
VL + predicativo
complemento nominal
Tenho certeza
de que você será aprovado.
oração principal
oração subordinada substantiva completiva nominal
Não duvide
de que você será aprovado.
oração principal
oração subordinada substantiva objetiva indireta
Exemplos com preposições nocionais:
Estou
sem recursos.
Estudei
a aulade Regência Verbal
VI
adjunto adverbial de modo
adjunto adnominal
Comprei esta aula
para realizar muitos exercícios.
oração principal
oração subordinada adverbial de finalidade
Além dessa divisão das preposições, as palavras exclusivamente de valor preposicional são chamadas preposições essenciais (a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás); e as palavras de outras classes gramaticais que, em determinados contextos, podem atuar como preposições são chamadas de preposiçõesacidentais (como=na qualidade de, exceto, fora, mediante, salvo, senão, tirante).
Como advogado, não é conveniente agir dessa forma.
O conjunto de duas ou mais palavras que tem o valor de uma preposição é chamado de locuçõesprepositivas. A última palavra dessas locuções é sempre uma preposição: abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, a despeito de, de acordo com, dentro de, embaixo de, em cima de, em frente a, em redor de, graças a, junto a, junto de, perto de, por causa de, por cima de, por trás de etc
Várias preposições ligam-se a palavras de outras classes gramaticais, passando a constituir um único vocábulo. Essa ligação se dá por combinação ou contração.
a) Ocorre combinação quando a preposição, ao unir-se a outra palavra, mantém todos os seus fonemas. É o que acontece entre a preposição a e o artigo masculino o, os: ao, aos.
b) Ocorre contração quando a preposição, ao unir-se a outra palavra, sofre modificações em sua estrutura fonológica. As preposições de e em, por exemplo, formam contrações com os artigos e com diversos pronomes, originando formas como as seguintes: do, dos, da, das, num, numa, numas, disto, disso, daquilo, naquele, naqueles, naquela, naquelas, pelo, pelos, pela, pelas.
c) A contração da preposição a com artigos ou pronomes demonstrativos a, as ou com o a inicial dos pronomes aquele, aqueles, aquela, aquelas, aquilo recebe o nome de crase: à, às, àquele, àqueles, àquela, àquelas, àquilo.
Observação: Deve-se evitar a contração de preposição que inicia orações preposicionadas com o sujeito dela, em construções como “Está na hora da onça beber água”. O ideal é a separação. Veja:
Está na hora dea onça beber água.
Neste caso, perceba que a preposição “de” é exigida pelo substantivo “hora” para iniciar a oração subordinada substantiva completiva nominal reduzida de infinitivo “dea onça beber água” (Está na hora disso.), e o sujeito do verbo “beber” é apenas “a onça”, sem a preposição “de”. Por isso, devemos evitar a contração.
Principais valores e empregos das preposições:
A: Normalmente introduz o objeto indireto, o complemento nominal e o adjunto adverbial. Pode, ainda, ligar os verbos de uma locução (estou a entender). Veja os principais sentidos da preposição nocional “a”:
1) causa ou motivo: morrer à fome; acordar aos gritos das crianças; voltar a pedido dos amigos.
2) conformativa: puxar ao pai; sair à mãe.
3) destino (em correlação com a preposição de): de São Paulo a Salvador; daqui a Belo Horizonte.
1) lugar: em frente a, perante: A verdade está ante nossos olhos;
2) causa: em consequência de; diante de: Ante os protestos, recuou da decisão.
Observação: A preposição “ante” não admite outra preposição em seguida. Assim, não se pode dizer “Ante a ela…”, o correto é “Ante ela…”.
O mesmo ocorre com “perante”: “Chorou perante ela.”
Veja que a preposição “ante” tem como sinônimas as locuções prepositivas “em frente a”, “em consequência de”, “diante de”, as quais obrigatoriamente são finalizadas com a preposição “de”.
Até: Normalmente introduz adjunto adverbial; indica o limite, o término de movimento, e, acompanhando substantivo com artigo (definido ou indefinido), pode vir ou não seguida da preposição a:
Caminharam até a entrada do estacionamento. ou
Caminharam até à entrada do estacionamento.
Observação: Não devemos confundi-la com a palavra denotativa de inclusão “até”, que se usa para reforçar uma declaração com o sentido de “inclusive”, “também”, “mesmo”, “ainda”. Isso é importante, porque a preposição pede pronome pessoal oblíquo: João chegou atémim e disse tudo.
Já a palavra denotativa exige pronome pessoal reto: Atéeu acreditei nele.
Com: A preposição “com” introduz objeto indireto, complemento nominal, adjunto adverbial e indica estas relações:
1) causa: assustar-se com o trovão; ficar pobre com a inflação.
2) companhia: ir ao cinema com alguém; regressar com amigos.
3) concessão: com mais de 80 anos, ainda tem planos para o futuro; com ser imperfeito, o homem constrói máquinas perfeitas.
4) instrumento: abrir a porta com a chave, matar alguém com as mãos.
5) matéria: vinho se faz com uva.
6) modo: andar com cuidado; tratar com carinho.
7) oposição: jogar com (= contra) os ingleses.
8) referência: com sua irmã aconteceu diferente; comigo sempre é assim.
9) simultaneidade (tempo): o povo canta, com os soldados, o Hino Nacional; com o tempo os frutos amadurecem; hoje, em todas as atividades a mulher concorre com o homem.
Contra: Introduz objeto indireto ou adjunto adverbial e indica estas relações:
1) oposição: jogar contra os ingleses; lançar uma pedra contra alguém; remar contra a maré; depor contra alguém; ser contra o governo.
2) direção: olhar contra o sol.
3) proximidade ou contiguidade: apertar alguém contra o peito; cingir contra o coração a bandeira.
De: A preposição “de” introduz objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva, adjunto adnominal, adjunto adverbial e indica estas relações:
1) assunto: falar de futebol.
2) causa: morrer de fome; tremer de medo; chorar de saudade.
3) conteúdo: xícara de café; maço de cigarros.
4) definição: homem de bom-senso; pessoa de coragem.
5) dimensão: prédio de dois andares; sala de vinte metros quadrados.
6) fim: dar-lhe algo de beber; automóvel de passeio.
7) instrumento ou meio: apanhar de chicote; briga de faca, brincar de mão, viajar de avião, viver de ilusões.
8) lugar (de origem): vir de Madri; descender de alemães; ver de perto.
9) matéria: corrente de ouro; chapéu de palha; material feito de plástico.
10) medida ou extensão: régua de 30cm, rua de 20km.
11) modo: olhar alguém de frente, ficar de pé.
12) posse: casa de Luís, olhar de Maísa.
13) preço: caderno de um real.
14) qualidade: vender artigo de primeira.
15) semelhança ou comparação: olhos de gata, atitudes de imbecil.
16) tempo: dormir de dia, estudar de tarde, perambular de noite.
Desde: Introduz adjunto adverbial e indica estas relações:
1) lugar: dormir desde lá até cá.
2) tempo: desde ontem estou assim.
É errada a construção “desde de”: desde de 1945 isso não acontece por aqui.
Em: Introduz objeto indireto, complemento nominal e adjunto adverbial e indica estas relações:
1) estado ou qualidade: ferro em brasa; televisor em cores; foto em branco e preto; votos em branco.
2) fim: vir em socorro; pedir em casamento.
3) forma ou semelhança: juntar as mãos em conchas.
4) limitação: em Matemática nunca foi bom aluno.
5) lugar: ficar em casa; o jantar está na mesa.
6) meio: pagar em cheque; indenizar em ações.
7) modo: ir em turma, em bando, em pessoa; escrever em francês.
8) preço: avaliar a casa em milhares de reais.
9) sucessão: de grão em grão; de porta em porta.
10) tempo: fazer a viagem em quatro horas; o fogo destruiu o edifício em minutos, no ano 2000.
11) transformação ou alteração: mudar a água em vinho, transformar reais em dólares.
Entre: Introduz adjunto adverbial e indica posição intermediária:
1) lugar: os Pireneus estão entre a França e a Espanha; ficar entre os aprovados.
2) meio social: entre os índios se age dessa forma.
3) reciprocidade: entre mim e ela sempre houve harmonia; entre nós há paz.
4) tempo: ela virá entre dez e onze horas.
Para: Introduz complemento nominal, adjunto adverbial e pode indicar estas relações:
1) consequência: estar muito alegre para preocupar-se com mesquinharias; ser bastante inteligente para não cair em esparrela.
2) fim: nascer para o trabalho; vir para ficar; chegar para a conferência.
3) lugar de destino, direção: ir para Madri; apontar o dedo para o céu.
Observação: Não é de rigor, mas a preposição “para”, com valor de lugar de destino dá ideia de estada permanente ou definitiva; ao contrário da preposição “a”, que geralmente exprime breve regresso: De fato, vamos para o céu, para o inferno, etc.
Deve-se evitar a construção “Vamos ao céu, ao inferno”, porque de tais lugares não há regresso.
4) proporção: As baleias estão para os peixes assim como nós estamos para as galinhas.
5) em benefício: Busquepara mim aquele lençol, menino.
6) tempo: Aqui tem água para dois dias apenas. Para o ano irei a Salvador. Lá para o final de dezembro viajaremos.
7) opinião: Para mim o Brasil nunca teve políticos de verdade.
Perante: Introduz adjunto adverbial e indica a relação de lugar (posição em frente): Perante o juiz, negou o crime.
Seu sentido se estende ao posicionamento sobre algo:
Perante tais circunstâncias, inclinei-me a defender o réu.
Observação: Esta preposição não admite outra preposição em seguida. Assim, não use perante a: perante a Deus, perante ao juiz, etc.
Por: Introduz objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva, adjunto adverbial e pode indicar estas relações:
1) causa: encontrar alguém por uma coincidência; foi preso por vadiagem, por isso é que a chamei.
2) conformativa: tocar pela partitura; copiar pelo original.
3) favor: morrer pela pátria; lutar pela liberdade; falar pelo réu.
4) lugar: ir por Bauru, morar por aqui.
5) medida: vender bolacha por quilo.
6) meio: ler pelo rascunho; ir por terra; levar pela mão; contar pelos dedos; enviar pelo Correio; mandar um recado por alguém.
7) modo: proceder à chamada de alunos por ordem alfabética; saber por alto o que aconteceu.
8) preço: comprar o livro por dois reais; vender a mercadoria pelo custo.
9) quantidade: chorar por três vezes; perder por O a 2.
10) substituição: deixar o certo pelo duvidoso; comprar gato por lebre; jurar por Deus; valer por cinco homens.
11) tempo: estarei lá pelo Natal; viver por muitos anos; brincar só pela manhã.
Sem: Introduz adjunto adnominal e adjunto adverbial e indica a relação de ausência ou desacompanhamento (que pode ser vista como modo): estar sem dinheiro; palavras sem sentido; sem o empréstimo, não construiremos a casa; não se vive sem oxigênio.
Sob: Introduz adjunto adverbial e indica estas relações:
1) lugar (posição inferior): ficar sob o viaduto.
2) modo: sair sob pretexto não convincente.
3) tempo: houve muito progresso no Brasil sob D. Pedro II.
Sobre: Introduz adjunto adverbial e indica estas relações:
1) assunto: conversar sobre política; falar sobre futebol.
2) direção: ir sobre o adversário.
3) excesso: sobre ser ignorante, era presunçoso.
4) lugar (posição superior): o avião caiu sobre uma lavoura de arroz; flutuar sobre as ondas.
Trás: No português atual, a preposição trás não é usada isoladamente; atua, sempre, como parte de outras expressões: nas locuções adverbiais “para trás” e “por trás” (ficar para trás, chegar por trás) e na locução prepositiva “por trás de” (ficar por trás do muro).
Observações:
a) Muitas vezes, numa locução, a preposição “a” pode ser trocada por outra, sem que isso acarrete prejuízo de construção ou de significado. Eis alguns exemplos: à/com exceção de, a/ em meu ver, a/com muito custo, em frente a/de, rente a/com, à/na falta de, a/em favor de, em torno a/de, junto a/com/de.
b) Com o verbo ter, usa-se “de” ou “que”, havendo ideia de obrigatoriedade ou necessidade: Tenho de/que viajar amanhã sem falta.
Temos de/que terminar isto ainda hoje.
O “que”, neste caso, é uma preposição.
c) A preposição “de” faz parte do adjetivo superlativo relativo, indicando limitação de um grupo:
Ele é o mais exigente de todos os irmãos.
Você é o menos crítico do grupo.
Classificação de preposiçãocombinação, fusão e contração
Questões comentadas
(VUNESP / SEDUC SP Oficial Administrativo)
Na frase “… sendo obrigadas a excluir contas por suspeita de fraude.”, o termo em destaque forma uma expressão indicativa de
(A) finalidade.
(B) oposição.
(C) modo.
(D) origem.
(E) causa.
Comentário: O termo em destaque “por” transmite um valor de causa: “devido à suspeita de fraude”. Portanto, a alternativa correta é a (E).
Gabarito: E
(CEPUERJ/ UERJ Técnico em Enfermagem)
Fragmento do texto: Até o dia 29 de agosto, as unidades da Secretaria Municipal de Saúde aplicaram 191.430 doses da vacina tríplice viral e 179.433 da VOP, que protegem, respectivamente, contra o sarampo e a poliomielite.
A classe das preposições pode assumir diversos valores semânticos, contribuindo para a compreensão do texto. No trecho “Até o dia 29 de agosto”, o uso da preposição expressa:
a) finalidade
b) oposição
c) causa
d) limite
Comentário: Preposições nocionais podem assumir diversos valores semânticos. No trecho destacado, o uso da preposição “até” marca um limite temporal: “Até o dia 29 de agosto”.
Portanto, a alternativa correta é a (D).
Gabarito: D
(IADES / CRF-TO Assistente Administrativo)
Fragmento do texto: Nas farmácias, já há bastante tempo, os farmacêuticos estão autorizados a prestar serviços como acompanhamento do tratamento e educação em saúde. Eles também podem realizar procedimentos como aplicação de injetáveis, testes para dosagem de glicemia capilar, verificação de temperatura e de pressão arterial.
Julgue a afirmativa C como CERTA ou E ERRADA
A preposição sublinhada no trecho “testes para dosagem de glicemia capilar” (linhas 3 e 4) relaciona dois termos por meio da ideia de finalidade.
Comentário: A preposição “para” liga dois termos “testes” e “dosagem de glicemia capilar” para expressar um objetivo, um intuito; portanto, tem um valor de finalidade e a afirmativa está correta.
Gabarito: C
(VUNESP / UNICAMP Administração)
O termo destacado na frase “Pois, se for para chegar lá, que seja para continuar usando algo mais nobre do que apenas os polegares.” forma uma expressão com sentido de
(A) finalidade.
(B) origem.
(C) modo.
(D) meio.
(E) causa.
Comentário: A preposição “para”, destacada na frase, expressa uma ideia de finalidade, “com o intuito de”, “a fim de”. Confirme:
“Pois, se for para chegar lá, que seja a fim de continuar usando algo mais nobre do que apenas os polegares.”
Portanto a alternativa correta é a (A).
Gabarito: A
(VUNESP / Câmara de Sertãozinho Escriturário)
O termo destacado na frase “Uma outra opção, recomendada pelo Instituto de Engenheiros Mecânicos, em um novo relatório, seria o uso de sacolas de roupas de malha para reter os fios.” expressa
(A) modo.
(B) meio.
(C) finalidade.
(D) tempo.
(E) lugar.
Comentário: O termo “para”, destacado na frase, expressa um sentido de finalidade, ou seja, “a fim de”. Confirme:
“Uma outra opção, recomendada pelo Instituto de Engenheiros Mecânicos, em um novo relatório, seria o uso de sacolas de roupas de malha a fim de reter os fios.”
Desse modo, a alternativa correta é a (C).
Gabarito: C
(VUNESP / Câmara de Serrana SP Técnico Legislativo)
Observe as frases seguintes:
O Museu da Língua Portuguesa ardeu em chamas.
Manter o padrão da Sala São Paulo em um país como o Brasil é quase um milagre.
A preposição “em” nessas frases assume, respectivamente, valor de
(A) modo e tempo.
(B) situação e lugar.
(C) modo e lugar.
(D) tempo e modo.
(E) modo e situação.
Comentário: A preposição “em”, na primeira frase, assume o valor semântico de modo, “ardeu como? Em chamas”. Na segunda frase, “em” tem valor de lugar (um país).
Portanto, a alternativa correta é a (C).
Gabarito: C
(VUNESP / Câmara de Serrana SP Analista Legislativo)
O termo “até”, em destaque nas frases: “… instituições como previdência e até democracia representativa podem entrar em colapso.” / “Até o começo do século 19, filhos eram um ativo econômico.” expressa circunstância de
(A) inclusão e de tempo, respectivamente.
(B) modo, em ambas as ocorrências.
(C) tempo e de modo, respectivamente.
(D) inclusão, em ambas as ocorrências.
(E) tempo, em ambas as ocorrências.
Comentário: Na primeira frase, o termo “até” expressa um valor de inclusão (“… instituições como previdência e inclusive democracia representativa podem entrar em colapso.”)
Na segunda frase “até” expressa uma relação de tempo: “Até o começo do século 19”.
Portanto, a alternativa correta é a (A).
Gabarito: A
(CESPE/ PRF Policial Rodoviário Federal)
Fragmento do texto: Se prestarmos atenção à nossa volta, perceberemos que quase tudo que vemos existe em razão de atividades do trabalho humano.
Julgue a afirmativa C como CERTA ou E ERRADA
A locução “em razão de” (ℓ.2) expressa uma ideia de causa.
Comentário: A locução “em razão de”, destacada no fragmento do texto, significa causa, “por causa de”. Dessa maneira, a afirmativa está correta (C).
Gabarito: C
(VUNESP / PAULIPREV Analista Previdenciário)
Fragmento do texto: O problema é que a Associação Psiquiátrica Americana
(APA) tem, desde 73, uma diretriz, conhecida como regra Goldwater, que autoriza profissionais a dividir com o público seu conhecimento técnico, mas considera antiético que deem opinião sobre pessoas que não tenham examinado. A regra foi reforçada em 2017. A ideia é evitar diagnósticos pela TV, bem como tornar mais robusta a separação entre psiquiatria e política.
O termo em destaque na frase “A ideia é evitar diagnósticos pela TV…” expressa ideia de
(A) meio.
(B) modo.
(C) causa.
(D) direção.
(E) finalidade.
Comentário: O termo destacado do texto expressa uma ideia de meio, pois se entende do texto que se utiliza o meio televisivo para fazer diagnóstico. Note que o texto alerta que isso deve ser evitado.
Portanto, a alternativa correta é a (A).
Gabarito: A
(VUNESP / C.M. Dois Córregos SP Diretor Contábil)
Assinale a alternativa cujo termo para, em destaque, expressa ideia de finalidade.
(A) A economia cresce encontrando soluções, em geral tecnológicas, para reduzir ineficiências…
(B) Quem abandonou a roça foi para cidades, integrando a força de trabalho da indústria e dos serviços.
(C) Esse processo pode ser cruel para com indivíduos que ficam sem emprego…
(D) O mesmo vale para outros apetrechos que você possa ter, mas são subutilizados.
(E) Dá para descrever isso como a destruição de riqueza.
Comentário: Nesta questão, a ideia é considerar “para” como finalidade, “com intuito de”, “a fim de”.
A alternativa (A) é a correta, pois entendemos que a economia cresce encontrando soluções, em geral tecnológicas, a fim de reduzir ineficiências.
Na alternativa (B), a preposição “para” tem sentido de destino.
Nas alternativas (C) e (D), a preposição “para” transmite uma noção de direcionamento.
Na alternativa (D), a preposição “para” transmite uma noção de consecução, de ser possível realizar.
Gabarito: A
(VUNESP / IPSM Assistente de Gestão)
Fragmento do texto: O crescimento dos robôs colaborativos é a parte mais visível de uma transição que vem ocorrendo no mercado de trabalho no mundo todo. A mecanização das linhas de montagem e a automação de tarefas antes feitas por humanos vêm se acelerando nas empresas. A cada ano, mais 240 000 robôs industriais são vendidos no mundo e esse número tem crescido a uma taxa média de 16% ao ano desde 2010, puxado principalmente pela China. Atividades rotineiras nas fábricas, como instalar uma peça, hoje podem ser feitas usando máquinas como os braços robóticos de baixo custo.
Com o advento de novas tecnologias, como a inteligência artificial, os carros autônomos e a análise de grandes volumes de dados (o chamado big data), a expectativa é que as máquinas e os computadores passem a substituir outras tarefas que hoje só podem ser realizadas por pessoas. Já existem algoritmos que fazem a seleção de candidatos a vagas de emprego no recrutamento de empresas e também carrinhos autônomos que transportam produtos dentro de uma central de distribuição. Muito mais está por vir.
No parágrafo, a preposição em destaque em “Com o advento de novas tecnologias, […] a expectativa é que as máquinas e os computadores passem a substituir outras tarefas” forma uma expressão cujo sentido é de
(A) tempo e poderia ser substituída por “Desde o advento de novas tecnologias”.
(B) modo e poderia ser substituída por “Sob o advento de novas tecnologias”.
(C) consequência e poderia ser substituída por “Perante o advento de novas tecnologias”.
(D) conformidade e poderia ser substituída por “Segundo o advento de novas tecnologias”.
(E) causa e poderia ser substituída por “Devido ao advento de novas tecnologias”.
Comentário: No parágrafo em questão, a expressão “Com o advento de novas tecnologias” tem um sentido de causa, motivado pela preposição “com”. Para termos certeza, podemos substituí-la por “devido a”:
“Devido ao advento de novas tecnologias, […] a expectativa é que as máquinas e os computadores passem a substituir outras tarefas”
Dessa maneira, a alternativa correta é a (E).
Gabarito: E
(VUNESP / Prefeitura Barretos-SP Professor)
O termo destacado na frase – … é uma centenária loja de departamentos dos EUA que se celebrizou por jogar seus preços na lua… – forma uma expressão com sentido de
(A) modo.
(B) causa.
(C) origem.
(D) oposição.
(E) finalidade.
Comentário: A preposição “por”, neste contexto, tem um sentido de causa, pois podemos entender que o motivo de uma centenária loja de departamentos dos EUA se celebrizar foi jogar seus preços na lua.
Portanto, a alternativa correta é a (B).
Gabarito: B
(CESPE / MPE PI Professor)
Fragmento do texto: Escrita, secreta e submetida, para construir as suas provas, a regras rigorosas, a investigação penal é uma máquina que pode produzir a verdade na ausência do réu.
A correção gramatical do texto seria prejudicada se o trecho “a regras rigorosas” (linhas 1 e 2) fosse substituído por sob regras rigorosas.
Comentário: No fragmento destacado, o adjetivo “submetida” rege a preposição relacional “a”. A afirmativa está certa porque, de fato, a substituição prejudicaria a correção gramatical.
Portanto, a alternativa é (C).
Gabarito: C
(VUNESP / Câmara de Nova Odessa – SP Assistente Legislativo)
Fragmento do texto: O Twitter é igual ao bar da esquina de qualquer cidadezinha ou periferia. Falam o idiota da aldeia, o pequeno proprietário que se considera perseguido pela receita, o médico do interior amargurado por não ter conseguido o diploma de uma grande universidade, o passante que já bebeu todas.
O termo em destaque na frase – … o médico do interior amargurado por não ter conseguido o diploma de uma grande universidade… – expressa ideia de
a) causa.
b) modo.
c) oposição.
d) ausência.
e) finalidade.
Comentário: O termo em destaque “por” transmite um valor de causa, ou seja “por causa disso”. Portanto, alternativa correta é a (A).
Gabarito: A
(VUNESP / Câmara de Indaiatuba -SP Auxiliar Administrativo)
Leia o texto a seguir para responder a questão abaixo.
Mesmo com solavancos, a cada década o Brasil melhora um pouco nos principais termômetros que medem o patamar de desenvolvimento. Mas em um indicador específico o país patina de modo tão surpreendente e vergonhoso que ganhou destaque em um recente relatório do Fundo de População da ONU: a alta ocorrência de gravidez na adolescência.
A cada cinco mulheres que __________ no Brasil, uma não é adulta. A gravidez nessa etapa da vida custa caro ao país – em decorrência __________ fato de grande parte dessas mães_____ fora da escola e do mercado de trabalho e de os bebês nascerem privados __________ estímulos certos.
(Monica Weinberg, Veja, 15.11 2.017. Adaptado)
Em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto.
a) engravidam … do … estar … de
b) engravida … o … estarem … com
c) engravidam … o … estarem … de
d) engravida … do … estar … sob
e) engravidam … o … estar … aos
Comentário: Essa questão cobra flexão de verbo, concordância e emprego de preposição relacional.
A primeira lacuna é preenchida por “engravidam”, pois se refere ao substantivo plural “mulheres”.
A segunda lacuna é preenchida por “do” (de+o), “em decorrência de algo”, pois se entende um valor de causa.
A terceira lacuna pode ser preenchida por “estar” ou “estarem”, tendo em vista que pode se referir tanto a “parte” quanto a “mães”.
A quarta lacuna é preenchida por “de”, quem nasce privado, nasce privado “de” alguma coisa e não “sob”.
Dessa maneira, a alternativa correta é a (A).
Gabarito: A
Quer praticar mais?
Assista ao vídeo de questões de preposição da banca VUNESP:
Assista ao vídeo de questões de preposição da banca FGV:
Conheça o meu sistema de questões. Basta clicar aqui!
Bom, com este artigo, espero ter ajudado você a entender a preposição como conectivo e isso vem caindo muito em prova!
PROVA MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAPÁ CARGO DE ANALISTA MINISTERIAL
CEBRASPE | MPAP – Aplicação: 2021
— CONHECIMENTOS GERAIS —
Texto CG1A1-I
Há relações diversas e fundamentais entre o discurso e as verdades. Ao longo da história, já se acreditou que a verdade existiria independentemente da linguagem, que nada mais seria, além de sua mera expressão. Também já se afirmou que as coisas ditas seriam entraves ou acessos à verdadeira essência dos seres e fenômenos. Já foi dito ainda que as verdades consistiriam em construções históricas dos fatos, para as quais o discurso é decisivo. Mais recentemente, vimos multiplicarem-se as alegações de que os fatos não existem, de sorte que haveria apenas versões e interpretações alternativas.
No que se refere às tendências contemporâneas de conceber as relações entre discurso e verdade, elas são frequentemente consideradas um movimento libertário, uma vez que nos permitem desprender-nos de dogmas, ortodoxias e autoridades exclusivas de pesadas e passadas tradições. Assim, domínios e instituições que antes nos guiavam, com base em suas verdades fundamentais e numa quase cega fé que depositávamos nelas, tornam-se cada vez mais suscetíveis às nossas dúvidas e críticas. A religião, a política, a mídia e a ciência já não são mais do mesmo modo consideradas como fontes das quais brotariam a certeza dos fatos e os devidos caminhos a seguir. Com frequência e intensidade aparentemente inéditas, a crença e a confiança que nelas assentávamos passaram a ser ladeadas ou suplantadas por suspeitas e por ceticismos, por postura crítica e por
emancipações.
Carlos Piovezani, Luzmara Curcino e Vanice Sargentini. O discurso e as verdades: relações entre a fala, os feitos e os fatos. In: Luzmara Curcino, Vanice Sargentini e Carlos Piovezani. Discurso e (pós)verdade. São Paulo: Parábola, 2021, p.7-18 (com adaptações).
Questão 1
O autor do texto CG1A1-I defende que
A) o discurso é fator essencial para se confirmar a veracidade histórica dos fatos.
B) a consciência das relações entre discurso e verdade é o primeiro passo para uma atitude libertária no que se refere a crenças e dogmas irrefletidos.
C) os fatos passam a ter existência a partir do momento em que se apresentam versões e interpretações para eles.
D) a crença e a confiança em instituições e domínios que ofereciam a certeza dos fatos e os caminhos a serem seguidos vêm sendo questionadas.
E) o discurso sempre impede a apreensão da verdade e da verdadeira essência dos seres e das coisas.
Questão 2
Cada uma das opções a seguir apresenta uma proposta de reescrita para o seguinte trecho do primeiro parágrafo do texto CG1A1-I: “Ao longo da história, já se acreditou que a verdade existiria independentemente da linguagem, que nada mais seria, além de sua mera expressão”. Assinale a opção em que a proposta de reescrita apresentada é gramaticalmente correta e mantém o sentido original do texto.
A) Já acreditaram na história que a verdade teria existência independente da linguagem, que nada mais seria, além de sua mera expressão.
B) Já se acreditou, ao longo da história, que a verdade existiria independentemente da linguagem, a qual não seria nada mais que sua simples expressão.
C) Ao longo da história já acreditou-se que haveria verdade independente da linguagem e que ela nada mais seria, além de sua expressão simples.
D) Já se acreditaram que a verdade existiria independentemente da linguagem, que nada mais seria, além de sua mera expressão ao longo da história.
E) Já se acreditou que, ao longo da história, independentemente da linguagem, a verdade existiria e que nada mais seria, além de sua mera expressão.
Questão 3
Em “A religião, a política, a mídia e a ciência já não são mais do mesmo modo consideradas como fontes das quais brotariam a certeza dos fatos e os devidos caminhos a seguir” (segundo parágrafo do texto CG1A1-I), a palavra “devidos” está empregada com o mesmo sentido de
A) necessários.
B) exatos.
C) válidos.
D) próprios.
E) corretos.
Questão 4
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue os próximos itens.
I No primeiro período do segundo parágrafo, a supressão da forma pronominal “nos” empregada imediatamente antes de “permitem” preservaria a correção gramatical do texto e as informações nele veiculadas.
II No terceiro período do segundo parágrafo, a supressão do vocábulo “como” empregado imediatamente após “consideradas” preservaria a correção gramatical do texto.
III No segundo período do segundo parágrafo, a supressão de “antes” preservaria a coerência do texto.
Assinale a opção correta.
A) Apenas o item I está certo.
B) Apenas o item II está certo.
C) Apenas os itens I e III estão certos.
D) Apenas os itens II e III estão certos.
E) Todos os itens estão certos.
Questão 5
No segundo período do segundo parágrafo do texto CG1A1-I, o
conectivo “Assim” foi empregado com a finalidade de
A introduzir uma afirmação que conclui um raciocínio.
B esclarecer a afirmação apresentada no período imediatamente
anterior.
C destacar uma afirmação como a mais forte de uma sequência.
D revelar um raciocínio implícito.
E incluir uma nova afirmação numa lista de argumentos.
Texto CG1A1-II
À área da linguística que se ocupa em contribuir para a
solução de problemas judiciais e que auxilia também na
compreensão de discursos e interações produzidos em ambiente
jurídico chamamos de linguística forense. Pouco ainda se fala e
se conhece sobre a aplicação da linguística à esfera forense,
apesar de muitos crimes serem cometidos unicamente ou
parcialmente por meio da língua, como a calúnia, a injúria, a
difamação, a ameaça, o estelionato e a extorsão.
Ao produzir um texto, oral ou escrito, o sujeito lança mão
de um vasto repertório lexical e regras de ordenação sintática
pertencentes à gramática de seu idioma. Entretanto, esse arranjo
não é feito da mesma forma por diferentes pessoas. Ao falarmos
ou ao escrevermos, organizamos o material linguístico que está
disponível em nosso acervo mental de uma forma única, afinal
cada indivíduo constituiu seu vocabulário a partir de experiências
também únicas. Isso significa que imprimimos nosso estilo em
nossos textos, deixando nele nossa “assinatura”. Esse uso
individual do idioma é chamado de idioleto, ou seja, é como se
fosse um dialeto pessoal, uma marca identitária daquele
indivíduo. Embasada nisso, a linguística forense procura
desenvolver metodologias que auxiliem no processo de
atribuição de autoria de um determinado texto.
Welton Pereira e Silva. Linguística forense: como o linguista pode contribuir em uma demanda judicial? In:
Roseta, v. 2, n.º 2, 2019 (com adaptações).
Questão 6
Assinale a opção correta, de acordo com as ideias do texto
CG1A1-II.
A As escolhas vocabulares dos indivíduos nos textos dificultam
a pesquisa em linguística forense.
B O trabalho em linguística forense consiste na identificação e
na catalogação dos diversos idioletos.
C A linguística forense busca trazer contribuições para que se
identifiquem as marcas individuais de autoria presentes nos
textos.
D A linguística forense, além de pouco conhecida, é uma área
que ainda apresenta poucos resultados fora do meio
acadêmico.
E A investigação de crimes que se realizam por meio da escrita
constitui o foco principal da linguística forense.
Questão 7
O texto CG1A1-II apresenta, predominantemente, a tipologia
textual
A argumentativa.
B narrativa.
C descritiva.
D expositiva.
E injuntiva.
Questão 8
No segundo parágrafo do texto CG1A1-II, com o emprego de
formas na primeira pessoa do plural em “Ao falarmos ou ao
escrevermos, organizamos o material linguístico que está
disponível em nosso acervo mental de uma forma única”, o autor
busca
A estabelecer intimidade com o leitor e ganhar sua confiança.
B incluir-se entre os linguistas forenses.
C transmitir neutralidade e objetividade.
D apresentar ações comuns a todas as pessoas, inclusive a ele
próprio.
E diluir a sua presença no texto, facilitando a adesão às suas
ideias.
Questão 9
No primeiro período do texto CG1A1-II, o sujeito da oração
principal
A está indeterminado, haja vista o emprego do vocábulo “se”.
B é composto.
C é o termo “área da linguística”.
D é o termo “linguística forense”.
E está elíptico e corresponde à primeira pessoa do plural.
Questão 10
José, servidor público do estado do Amapá, é amigo de
João, que é proprietário de um imóvel comercial. O órgão
público a que José é vinculado estava buscando alugar um novo
imóvel na região onde se localiza o imóvel de João. José, então,
avisou João do chamamento público para a seleção de imóvel e
ele, posteriormente, apresentou proposta ao órgão para a locação
de seu imóvel por valor abaixo do de mercado. O imóvel de João
foi selecionado por suas singulares características e, em seguida,
a locação do imóvel foi concretizada.
Considerando-se as regras estabelecidas na Lei n.º 8.429/1992, é
correto afirmar que, nessa situação,
A José praticou ato de improbidade administrativa caracterizado
pelo enriquecimento ilícito de João.
B João não poderia ter participado da seleção, por ser amigo de
José.
C inexistiu ilegalidade na conduta de José.
D a locação do imóvel através de seleção pública impede a
configuração de ato de improbidade.
E o valor da locação abaixo do valor de mercado, por si só,
inibe a ocorrência de improbidade.
Questão 11
Considerando as disposições da Lei n.º 9.784/1999, julgue os
itens a seguir.
I A legitimidade para o processo administrativo é restrita às
pessoas físicas.
II O ato de decidir sobre recursos administrativos é delegável.
III O servidor que tenha participado como perito é impedido de
atuar no processo administrativo.
IV Na contagem dos prazos relativos ao processo administrativo,
exclui-se o dia da cientificação oficial e inclui-se o dia do
vencimento.
Estão certos apenas os itens
A I e II.
B II e III.
C III e IV.
D I, II e IV.
E II, III e IV.
Questão 12
No que se refere à acumulação de cargos, empregos e funções
públicas, assinale a opção correta, considerando as previsões
estabelecidas na Lei n.º 66/1993.
A A acumulação de dois cargos públicos de livre nomeação e
exoneração é possível.
B A compatibilidade de horário é o único requisito para a
acumulação de empregos e funções públicas.
C As sociedades de economia mista estão abrangidas pela
vedação de acumulação estabelecida na Lei n.º 66/1993.
D A vedação de acumulação restringe-se às funções públicas.
E As hipóteses de acumulação de cargos públicos estão
exaustivamente listadas na Lei n.º 66/1993.
Questão 13
Conforme a Lei n.º 66/1993, é aplicável a penalidade de
demissão em caso de
A incontinência pública e conduta escandalosa na repartição.
B referência depreciativa a usuário do serviço público.
C recusa de fé a documentos públicos.
D promoção de manifestação de apreço no recinto da repartição.
E aliciamento de subordinados para se filiarem a sindicato.
Questão 14
Assinale a opção que indica o órgão do MPAP competente para
propor ao Poder Legislativo a destituição do procurador-geral de
justiça, conforme dispõe a Lei Complementar n.º 79/2013 do
estado do Amapá.
A Colégio de Procuradores de Justiça
B Conselho Superior do Ministério Público
C Corregedoria-Geral do Ministério Público
D Grupo Especializado de Atuação Funcional
E Ouvidoria do Ministério Público
Questão 15
Um servidor estável foi inabilitado em estágio probatório
relativo a outro cargo e retornou ao cargo que ele anteriormente
ocupava.
Com base na Lei n.º 66/1993 do estado do Amapá, assinale a
opção que representa a medida administrativa tomada nessa
situação hipotética.
A reintegração
B remoção
C recondução
D readaptação
E aproveitamento
Questão 16
À luz da Lei Complementar n.º 79/2013 do estado do Amapá, as
funções dos cargos que compõem a Promotoria Especializada do
MPAP são definidas
A exclusivamente para a esfera penal, sem distinção entre as
espécies de infração penal.
B simultaneamente com as dos cargos que integram as
promotorias criminal e cível.
C para a esfera civil, sem distinção quanto à natureza da relação
jurídica de direito civil.
D pela competência de determinado órgão jurisdicional, fixada
independentemente da matéria.
E pela espécie de infração penal ou pela natureza da relação
jurídica de direito civil.
Questão 17
Acerca do exercício de mandato eletivo estadual por servidor
efetivo, a Lei n.º 66/1993 do estado do Amapá prevê que o
servidor
A não terá o tempo de exercício contado para os fins legais.
B poderá optar pela remuneração do cargo de origem.
C perceberá as vantagens de seu cargo efetivo, sem prejuízo da
remuneração do cargo eletivo.
D ficará afastado do seu cargo efetivo, sem remuneração.
E perderá a garantia de progressão funcional.
Questão 18
Compreender a estrutura e as atribuições das unidades
ministeriais e instituições relacionadas à atuação organizacional,
com o enfoque no encaminhamento célere e adequado das
demandas apresentadas.
O texto anterior descreve uma das competências comuns
integrantes da Matriz de Competências do MPAP, constante da
Portaria n.º 106/2021-GAB-PGJ/MPAP. Assinale a opção que
indica a competência descrita.
A relacionamento interpessoal
B visão organizacional
C proatividade
D comunicação
E visão sistêmica
Questão 19
Considerando os dispositivos constitucionais e a jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal acerca das funções essenciais à
justiça, é correto afirmar que o Ministério Público
A é órgão dotado de autonomia financeira, administrativa e
institucional e, embora detenha personalidade jurídica
própria, não possui capacidade ativa para a tutela de seus
próprios interesses em juízo, sendo necessária a atuação da
União em defesa dessa instituição.
B não é parte legítima para o ajuizamento de ação coletiva que
visa anular ato administrativo de aposentadoria que importe
em lesão ao patrimônio público.
C tem legitimidade ativa para atuar na defesa de direitos
difusos, coletivos e individuais homogêneos dos
consumidores, salvo quando decorrentes da prestação de
serviço público.
D não é parte legítima para pleitear tratamento médico ou
entrega de medicamentos nas demandas de saúde propostas
contra os entes federativos em caso de feitos com
beneficiários individualizados, pois se trata de direitos
individuais disponíveis.
E tem legitimidade para a propositura de ação civil pública em
defesa de direitos sociais relacionados ao fundo de garantia
por tempo de serviço (FGTS).
Questão 20
Considerando as disposições da Constituição Federal de 1988 a
respeito do Ministério Público, é correto afirmar que o chefe do
Ministério Público da União é o
A procurador-geral da República, nomeado pelo presidente da
República entre integrantes da carreira, após a aprovação de
seu nome pela maioria absoluta dos membros da Câmara dos
Deputados, para mandato de dois anos, vedada a recondução.
B procurador-geral da República, nomeado pelo presidente da
República entre integrantes da carreira, maiores de trinta e
cinco anos de idade, após a aprovação de seu nome pela
maioria absoluta dos membros do Senado Federal, para
mandato de dois anos, permitida a recondução.
C procurador-geral de justiça, nomeado pelo presidente da
República entre integrantes da carreira, maiores de trinta e
cinco anos de idade, após a aprovação de seu nome pela
maioria simples dos membros da Câmara dos Deputados,
para mandato de dois anos, permitida a recondução.
D procurador-geral de justiça, nomeado pelo presidente da
República entre integrantes da carreira, maiores de trinta e
cinco anos de idade, após a aprovação de seu nome pela
maioria simples dos membros do Senado Federal, para
mandato de dois anos, vedada a recondução.
E procurador-geral de justiça, nomeado pelo presidente da
República entre integrantes da carreira, após a aprovação de
seu nome pela maioria absoluta dos membros do Congresso
Nacional, para mandato de dois anos, permitida a recondução.
Questão 21
Recentemente foram propostas no Supremo Tribunal Federal
diversas ações constitucionais cujo conteúdo consistia em
conflitos entre os entes federativos acerca das competências para
o exercício dos poderes de polícia sanitária e das prerrogativas de
empreender, entre outras, medidas de isolamento, quarentena,
interdição de locomoção, de serviços públicos e atividades
essenciais e de circulação. Considerando a jurisprudência recente
acerca da responsabilidade dos entes da federação na adoção de
medidas no que se refere à pandemia da covid-19, é correto
afirmar que o Supremo Tribunal Federal
A decidiu que compete privativamente à União legislar sobre
saúde pública e agir no enfrentamento da pandemia da
covid-19.
B proibiu o governo federal de agir no enfrentamento da
pandemia da covid-19, por força do princípio da
predominância dos interesses.
C decidiu que compete privativamente aos estados, ao Distrito
Federal e aos municípios legislar sobre saúde pública e agir
no enfrentamento da pandemia da covid-19.
D decidiu que as medidas adotadas pelo governo federal não
afastam atos a serem praticados por estados, Distrito Federal
e municípios, considerada a legitimação concorrente dos
entes federados no que se refere ao campo da saúde pública.
E proibiu os governos dos estados, do Distrito Federal e dos
municípios de agir no enfrentamento da pandemia da
covid-19, em virtude da centralidade e hierarquia da União no
federalismo cooperativo.
Questão 22
Considerando os dispositivos constitucionais e a jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal em relação ao Poder Judiciário, à
organização e às competências do Conselho Nacional de Justiça
(CNJ) e ao Ministério Público, assinale a opção correta.
A É competência exclusiva do Superior Tribunal de Justiça
processar e julgar originariamente todas as decisões do
Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do
Ministério Público proferidas no exercício de suas
competências constitucionais.
B O CNJ não pode determinar a autoridade recalcitrante o
cumprimento imediato de suas decisões, quando impugnadas
na justiça federal de primeira instância, na hipótese de se
tratar de competência originária do STF.
C Os Ministérios Públicos dos estados e do Distrito Federal têm
legitimidade para propor e atuar em recursos e meios de
impugnação de decisões judiciais em trâmite no STF e no
STJ, oriundos de processos de sua atribuição, sem prejuízo da
atuação do Ministério Público Federal.
D O Ministério Público não tem legitimidade para promover
ação civil pública cujo fundamento seja a ilegalidade de
reajuste de mensalidades escolares, pois se trata de direitos
individuais disponíveis.
E Os Ministérios Públicos estaduais estão vinculados e
subordinados no plano processual, administrativo e
institucional, à chefia do Ministério Público da União, do que
decorre limitação da autonomia do órgão na atuação nos
processos em que forem parte, nos tribunais superiores.
Questão 23
Considerando os dispositivos constitucionais e a jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal sobre os direitos e garantias
fundamentais e os atos do Conselho Nacional do Ministério
Público (CNMP), assinale a opção correta.
A O CNMP não pode proibir que os servidores do Ministério
Público exerçam a advocacia, pois tal medida contrariaria os
princípios constitucionais da isonomia, da moralidade e da
eficiência no Ministério Público.
B O CNMP não pode proibir que os servidores do Ministério
Público exerçam a advocacia, pois tal medida violaria a
liberdade de exercício profissional.
C O CNMP não pode proibir que os servidores do Ministério
Público exerçam a advocacia, pois não possui capacidade
para a expedição de atos normativos autônomos, ainda que o
conteúdo disciplinado na norma editada se insira no seu
âmbito de atribuições constitucionais.
D O CNMP pode, por meio de resolução, proibir que os
servidores do Ministério Público exerçam a advocacia.
E O CNMP pode proibir que os servidores do Ministério
Público exerçam a advocacia, desde que o faça no âmbito de
sua competência para efetuar controle de constitucionalidade
de lei.
Questão 24
Determinado indivíduo foi aprovado em concurso público
para o cargo de fiscal ambiental, para cujo ingresso era
necessário nível superior. Depois de um ano de atuação como
funcionário, descobriu-se que ele não tinha concluído o nível de
escolaridade exigido e que havia fraudado o diploma requisitado
para o cargo. Depois do devido processo legal, essa pessoa foi
demitida.
Considerando-se essa situação hipotética, é correto afirmar que,
em regra, os atos de ofício e de decisão praticados por tal
indivíduo serão considerados
A nulos, porquanto praticados por pessoa incompetente.
B válidos, em razão da teoria do agente de fato.
C irregulares, por vício de capacidade do agente.
D anuláveis, em decorrência de vício na forma dos atos.
E legais, mas somente até serem contestados.
Questão 25
Considere que o pedido de determinado cidadão para construir
sua residência tenha sido analisado e deferido pela prefeitura do
município. Nessa situação hipotética, sob a ótica do direito
administrativo, tal deferimento consiste em
A concessão de serviço uti singuli.
B permissão de serviço particular.
C exercício do poder hierárquico do Estado.
D delegação de atividade com impacto público.
E licença de polícia.
Questão 26
Acerca da responsabilidade civil do Estado, julgue os itens a
seguir.
I A teoria adotada no Brasil sobre a responsabilidade civil do
Estado é a teoria da culpa administrativa.
II Se determinado agente público, nessa qualidade, causou
dolosamente um dano à terceiro, então é facultado a este
propor ação diretamente contra o agente público.
III Nas causas em que o Estado for condenado por ato de agente
público, este poderá responder regressivamente, de maneira
subjetiva, perante o Estado.
Assinale a opção correta.
A Apenas o item I está certo.
B Apenas o item III está certo.
C Apenas os itens I e II estão certos.
D Apenas os itens II e III estão certos.
E Todos os itens estão certos.
Questão 27
Acerca dos serviços públicos, assinale a opção correta.
A Serviços uti singuli são serviços específicos e limitados
prestados por empresas concessionárias de serviço público.
B A concessão a uma empresa vencedora da licitação implica
transferência da titularidade do serviço público.
C O serviço de pavimentação da rua principal de determinado
município é considerado serviço uti universi.
D Pelo princípio da continuidade do serviço público, é proibida
a suspensão de serviços públicos essenciais, tal como o
fornecimento de energia.
E O Estado pode transferir recursos para entidades sem fins
lucrativos, para a consecução de serviços públicos, desde que
observada a Lei de Licitações.
Questão 28
De acordo com a Lei n.º 8.666/1993, a inexigibilidade da
licitação
A exige comunicação, no prazo de três dias, à autoridade
superior.
B dispensa a justificativa de preço, em razão da urgência da
contratação.
C permite a justificativa posterior — isto é, após a contratação
— da escolha do fornecedor ou executante.
D é permitida para a contratação de profissionais iniciantes,
ainda não consagrados pela crítica, a fim de fomentar a
iniciativa artística.
E é permitida para serviços de publicidade e divulgação, desde
que consista em empresa reconhecida no mercado nacional.
Questão 29
Acerca da Lei n.º 8.429/1992, que dispõe sobre atos de
improbidade administrativa, assinale a opção correta.
A São penalidades da referida lei ressarcimento ao erário,
suspensão dos direitos políticos, prisão, multa e proibição de
contratar com o poder público.
B A ação de improbidade administrativa prescreve em três anos
a contar do término do mandato eletivo.
C A lesão ao erário, dolosa ou culposa, que enseja perda
patrimonial, constitui ato de improbidade administrativa.
D A lei em questão somente se aplica aos agentes públicos, não
alcançando terceiros que eventualmente concorram na
conduta ímproba.
E Dada a natureza do ato de improbidade administrativa, são
vedados transação, acordo ou conciliação entre as partes da
ação de improbidade administrativa.
Questão 30
Assinale a opção correta que, conforme a Constituição Federal de
1988 (CF), apresenta espécie legislativa adotada em caso de
relevância e urgência e que não pode dispor sobre matéria
relativa à organização do Poder Judiciário e do Ministério
Público.
A emenda à Constituição
B lei delegada
C lei complementar
D medida provisória
E decreto legislativo
PROVA MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAPÁ CARGO DE TÉCNICO MINISTERIAL
CEBRASPE | MPAP – Aplicação: 2021
— CONHECIMENTOS GERAIS —
Texto CG2A1-I
Uma das várias falácias urbanas consiste em que cidades densamente povoadas sejam um sinal de “excesso de população”, quando de fato é comum, em alguns países, que mais da metade de seu povo viva em um punhado de cidades — às vezes em uma só — enquanto existem vastas áreas abertas e, em grande parte, vagas nas zonas rurais. Até mesmo em uma sociedade urbana e industrial moderna como os Estados Unidos, menos de 5% da área são urbanizados — e apenas as florestas, sozinhas, cobrem uma extensão de terra seis vezes maior do que a de todas as grandes e pequenas cidades do país reunidas. Fotografias de favelas densamente povoadas em países em desenvolvimento podem levar à conclusão de que o “excesso de população” é a causa da pobreza, quando, na verdade, a pobreza é a causa da concentração de pessoas que não conseguem arcar com os custos do transporte ou de um espaço amplo para viver, mas que, mesmo assim, não estão dispostas a abrir mão dos benefícios de viver na cidade.
Muitas cidades eram mais densamente povoadas no passado, quando as populações nacionais e mundial eram bem menores. A expansão dos meios de transporte mais rápidos e baratos, com preço viável para uma quantidade muito maior de pessoas, fez com que a população urbana se espalhasse para as áreas rurais em torno das cidades à medida que os subúrbios se desenvolviam. Devido a um transporte mais rápido, esses subúrbios agora estão próximos, em termos temporais, das instituições e atividades de uma cidade, embora as distâncias físicas sejam cada vez maiores. Alguém em Dallas, nos Estados Unidos, a vários quilômetros de distância de um estádio, pode alcançá-lo de carro mais rapidamente do que alguém que, vivendo perto do Coliseu na Roma Antiga, fosse até ele a pé.
Thomas Sowell. Fatos e falácias da economia. Record. Edição do Kindle, p. 24-25 (com adaptações).
Questão 1
De acordo com o texto CG2A1-I, a alta densidade demográfica em certas cidades é um fato provocado
A) pela pobreza.
B) pela ausência de medidas de contenção de crescimento populacional.
C) pelo alto custo de vida dos grandes centros urbanos.
D) pela inexistência de transporte nas áreas não urbanas. E pela concentração das indústrias nas cidades.
Questão 2
Depreende-se do último período do texto CG2A1-I que
A) a distância entre um ponto qualquer da cidade de Dallas e um estádio é menor do que a distância entre um ponto qualquer da atual cidade de Roma e o Coliseu.
B) a distância física entre um ponto qualquer da cidade de Dallas e um estádio de futebol é similar à que existe entre um ponto qualquer da cidade de Roma e o Coliseu.
C) o sistema de transporte estadunidense é mais eficiente que o europeu.
D) uma pessoa consegue viajar dos Estados Unidos para Roma mais rapidamente hoje em dia, devido a meios de transporte mais eficientes, do que conseguiria antigamente.
E) é possível fazer um trajeto de vários quilômetros de carro na cidade de Dallas, hoje em dia, mais rapidamente do que um pequeno trajeto a pé na Roma Antiga.
Questão 3
A correção gramatical do texto CG2A1-I seria mantida caso, em “Até mesmo em uma sociedade urbana e industrial moderna como os Estados Unidos, menos de 5% da área são urbanizados — e apenas as florestas, sozinhas, cobrem uma extensão de terra seis vezes maior do que a de todas as grandes e pequenas cidades do país reunidas”, o travessão fosse
I suprimido.
II substituído por vírgula.
III substituído por parêntese.
Assinale a opção correta.
A)Apenas o item I está certo.
B)Apenas o item III está certo.
C)Apenas os itens I e II estão certos.
D)Apenas os itens II e III estão certos.
E)Todos os itens estão certos.
Questão 4
Em cada uma das opções a seguir, é apresentada uma proposta de reescrita do seguinte trecho do texto CG2A1-I: “pessoas que não conseguem arcar com os custos do transporte ou de um espaço amplo para viver, mas que, mesmo assim, não estão dispostas a abrir mão dos benefícios de viver na cidade” (último período do primeiro parágrafo). Assinale a opção cuja proposta de reescrita, além de estar gramaticalmente correta, preserva os sentidos originais do texto.
A) pessoas que não conseguem arcar com os custos do transporte nem de um espaço amplo para viver, mas que, apesar disso, não estão dispostas a desistir dos benefícios de viver na cidade
B) pessoas que não estão dispostas a arcar com os custos do transporte ou de um espaço amplo para viver, mas que, mesmo assim, querem usufruir dos benefícios de viver na cidade
C) pessoas que não conseguem custear o transporte ou um espaço amplo para viver mas que, do mesmo modo, não estão dispostas a abrir mão dos benefícios de viver na cidade
D) pessoas que não dão conta de arcar com os custos do transporte ou de um espaço amplo para viver, nem tão pouco estão dispostas à abrir mão dos benefícios de viver na cidade
E) pessoas que não tem condições de arcar com os custos do transporte ou de um espaço amplo para viver, mas que, mesmo assim, não tem disposição pra dispensar os benefícios de viver na cidade
Questão 5
O termo “expansão” (segundo período do segundo parágrafo) está empregado no texto CG2A1-I com o sentido de
A) renovação.
B) ampliação.
C) surgimento.
D) produção.
E) modernização.
Questão 6
Mantendo-se a correção gramatical e o sentido original do texto CG2A1-I, a expressão “à medida que” (segundo período do segundo parágrafo) poderia ser substituída por
A) onde.
B) no momento em que.
C) à proporção que.
D) visto que.
E) na medida que.
Texto CG2A1-II
A atenção é uma vantagem evolutiva e tanto, pois permite que o animal concentre sua capacidade cognitiva (um recurso finito e sempre escasso) em determinada coisa e, a partir daí, tente entendê-la — podendo antecipar-se, ou reagir melhor, a ela. Preste atenção a seus predadores, ou a suas presas, e você terá mais chance de comer e não ser comido. Atenção é útil para todo animal. Tanto é assim que ela emana do sistema límbico: a parte mais interna e antiga do cérebro, que o Homo sapiens compartilha com diversas espécies. A mente humana tem um desejo insaciável de encontrar coisas novas e interessantes, e dedicar atenção a elas.
A Internet é uma fonte praticamente inesgotável de coisas nas quais prestar atenção. Nela, o conteúdo e os serviços costumam ser gratuitos, pois seus criadores ganham dinheiro publicando anúncios, que também atrairão nossa atenção (e somente a partir daí, quem sabe, poderão nos induzir a comprar ou consumir algum produto). Percebeu? A principal mercadoria do Google não é o buscador, os mapas ou o Gmail. É a sua atenção, que ele coleta e revende. A atenção é a maior riqueza das empresas de Internet. Fez fortunas, criou gigantes, mudou o mundo. Por isso há tanta gente lutando por ela: a loja do sistema Android tem 2,1 milhões de aplicativos; a do sistema utilizado pelo iPhone, 1,8 milhão.
Superinteressante. Edição do Kindle, out./ 2019, p. 28 (com adaptações).
Questão 7
Segundo as ideias veiculadas no texto CG2A1-II, a atenção
A) consiste em um recurso finito e escasso.
B) é exclusiva dos seres humanos.
C) é a parte mais interna e antiga do cérebro.
D) é o bem mais privilegiado nas redes sociais da Internet.
E) consiste na principal mercadoria de empresas como o Google.
Questão 8
Seria preservada a coerência do texto CG2A1-II caso o segundo parágrafo fosse iniciado por
A) Por conseguinte, a Internet.
B) E a Internet.
C) Assim sendo, a Internet.
D) Portanto, a Internet.
E) É por isso que a Internet.
Questão 9
No último período do texto CG2A1-II, a expressão “Por isso” introduz, com relação às ideias imediatamente anteriores, uma circunstância de
A) causa.
B) condição.
C) adição.
D) conclusão.
E) explicação.
Questão 10
Conforme a Lei n.º 8.429/1992, os agentes públicos estão expressamente obrigados a velar pelo princípio da
I eficiência.
II legalidade.
III moralidade.
IV publicidade.
Estão certos apenas os itens
A) I e II.
B) I e III.
C) II e IV.
D) I, III e IV.
E) II, III e IV.
Questão 11
Considerando as disposições da Lei n.º 9.784/1999 julgue os itens a seguir.
I É vedada a delegação que tenha por objeto a edição de ato de caráter normativo.
II O servidor que esteja litigando judicialmente com alguma das partes é impedido de atuar no processo administrativo.
III A administração pública pode anular a qualquer tempo os atos administrativos de efeitos patrimoniais contínuos.
Assinale a opção correta.
A) Apenas o item I está certo.
B) Apenas o item II está certo.
C) Apenas os itens I e III estão certos.
D) Apenas os itens II e III estão certos.
E) Todos os itens estão certos.
Questão 12
João, servidor público da Secretaria de Saúde do Estado do Amapá, vem atuando como procurador de seu pai, que é servidor público aposentado, com vistas a promover requerimentos e solicitações junto à secretaria competente para assegurar benefícios previdenciários a seu genitor.
Considerando-se as disposições da Lei n.º 66/1993, nessa situação hipotética, João
A) age em conformidade com a lei, e sua conduta não caracteriza antijuridicidade.
B) age em desconformidade com a lei, já que em nenhuma hipótese poderia promover interesses de terceiros.
C) age em conformidade com a lei, pois lhe é lícito promover o interesse de qualquer pessoa junto a órgão público.
D) age em desconformidade com a lei, já que a lei é explícita ao permitir que o servidor atue apenas como procurador de cônjuge.
E) age em desconformidade com a lei, já que poderia promover requerimento exclusivamente para benefícios assistenciais de seu pai.
Questão 13
A Lei n.º 66/1993 prevê a hipótese de passagem do servidor estável de uma classe para a imediatamente superior àquela que ele ocupa na respectiva carreira, sem alteração de nível, obedecidos os critérios de avaliação de desempenho, qualificação profissional e cumprimento de adequado interstício.
Essa hipótese denomina-se
A) progressão.
B) reversão.
C) promoção.
D) transferência.
E) ascensão.
Questão 14
De acordo com a Lei n.º 2.200/1997 do estado do Amapá, a movimentação de servidor entre unidades administrativas situadas na mesma comarca é denominada
A) cedência.
B) remoção.
C) relotação.
D) lotação.
E) disposição.
Questão 15
Segundo a Lei Complementar n.º 79/2013 do estado do Amapá, uma das funções institucionais do MPAP é
A) exercer a defesa dos direitos assegurados nas Constituições Federal e Estadual, salvo se relacionados a concessionários e permissionários de serviço público estadual ou municipal.
B) requisitar as diligências que se fizerem necessárias e avocar inquérito policial apenas após o encerramento da sua instrução.
C) promover representação pela intervenção do estado do Amapá em qualquer outro estado da Federação.
D) propor ação direta de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais, municipais ou federais contrários à Constituição Federal ou à Constituição Estadual.
E) representar, junto ao Tribunal de Contas do Estado do Amapá e ao Ministério Público de Contas do Estado do Amapá, sobre irregularidade no processamento das contas públicas.
Questão 16
Um servidor foi regularmente empossado, mas não entrou em exercício no prazo definido pela Lei n.º 66/1993 do estado do Amapá.
Nessa situação hipotética, a medida administrativa cabível é
A) a exoneração do servidor.
B) a demissão do servidor.
C) a recondução do servidor.
D) o afastamento do servidor.
E) a readaptação do servidor.
Questão 17
De acordo com o Mapa Estratégico do MPAP para o decênio 2020-2029, constante da Portaria n.º 823/2020-GAB-PGJ/MPAP, defender a ordem jurídica e democrática para promover a pacificação e a justiça social consiste
A) na missão do MPAP.
B) nas estratégias de infraestrutura do MPAP.
C) nos valores do MPAP.
D) na visão do MPAP.
E) no processo prioritário do MPAP.
Questão 18
Com base na Lei n.º 2.200/1997 do estado do Amapá, assinale a opção que corresponde à retribuição pecuniária padronizada e fixada em lei, para o servidor, pelo exercício de um cargo público.
A) vencimento
B) vantagem pessoal
C) vantagem nominalmente identificada
D) gratificação
E) remuneração
Questão 19
Considerando que a promulgação da Constituição Federal de 1988 (CF) consolidou uma longa trajetória constitucional no país, é correto afirmar, sob a perspectiva do conteúdo dos direitos e garantias fundamentais vigentes no Brasil, que a CF
A) permitiu ao presidente da República decretar, em situações excepcionais, o recesso do Congresso, das assembleias legislativas e das câmaras de vereadores pelo prazo máximo de doze meses.
B) possibilitou a cassação dos direitos políticos de quaisquer cidadãos pelo prazo de cinco anos, bem como a cassação de mandatos eletivos federais, estaduais ou municipais por decreto do presidente da República.
C) permitiu expressamente a suspensão do habeas corpus para os crimes políticos, contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular.
D) possibilitou ao presidente da República a instituição de censura prévia, por força do princípio do interesse público.
E) instituiu a plena liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar.
Questão 20
Considerando as disposições da CF acerca do Ministério Público, é correto afirmar que os procuradores-gerais nos estados e no Distrito Federal e territórios poderão ser destituídos
A) por deliberação da maioria absoluta do Poder Legislativo, na forma da lei ordinária respectiva.
B) por deliberação da maioria absoluta do Poder Legislativo, na forma da lei complementar respectiva.
C) por deliberação da maioria relativa do Poder Legislativo, na forma da lei ordinária respectiva.
D) por deliberação da maioria simples do Poder Legislativo, na forma da lei complementar respectiva.
E) por deliberação da maioria simples do Poder Legislativo, na forma da lei ordinária respectiva.
Questão 21
Considerando os dispositivos constitucionais e a jurisprudência do STF sobre as funções essenciais à justiça é correto afirmar que dirimir conflitos de atribuições entre membros do Ministério Público Federal e de Ministérios Públicos estaduais compete
A) ao Superior Tribunal de Justiça.
B) ao procurador-geral da República.
C) ao Conselho Nacional de Justiça.
D) ao Supremo Tribunal Federal.
E) ao Conselho Nacional do Ministério Público.
Questão 22
Pela primeira vez na história constitucional brasileira, dezenas de competências (legislativas, político-administrativas e tributárias) são compartilhadas pelos integrantes da federação. Embora houvesse alguma previsão de compartilhamento de competências já na Constituição de 1934, art. 10, um sistema amplo de competências concorrentes foi introduzido apenas pela Constituição de 1988. E essas competências não são compartilhadas somente entre a União e estados, como é usual em Estados federais; a Constituição de 1988 incluiu os municípios na repartição de competências federativas.
Virgílio Afonso da Silva. Direito Constitucional Brasileiro. São Paulo,
Editora da Universidade de São Paulo, 2021. p. 354.
Considerando esse excerto e a jurisprudência do STF, é correto afirmar que constitui elemento do federalismo estabelecido pela CF no Brasil o
A) federalismo cooperativo.
B) federalismo competitivo.
C) princípio da dissolubilidade do pacto federativo.
D) direito de secessão.
E) federalismo dual.
Questão 23
Considerando os dispositivos constitucionais e a jurisprudência do STF acerca dos direitos e garantias fundamentais e do Ministério Público, assinale a opção correta.
A) Qualquer pessoa presa ou encarcerada devido a infração penal deverá ser conduzida à presença do juiz e terá o direito de ser julgada em prazo razoável ou de ser posta em liberdade. Embora a audiência de custódia seja utilizada no direito brasileiro, esse instrumento processual não constitui direito público subjetivo, de caráter fundamental.
B) O Ministério Público Militar dispõe de legitimidade para atuar, em sede processual, perante o STF.
C) Lei orgânica estadual do Ministério Público pode atribuir privativamente ao procurador-geral de justiça a competência para interpor recursos dirigidos ao STF e STJ.
D) É inconstitucional dispositivo da Constituição Estadual que assegura ao Ministério Público autonomia financeira e a iniciativa ao procurador-geral de justiça para propor ao Poder Legislativo a criação e a extinção dos cargos e serviços auxiliares.
E) O Ministério Público do Trabalho tem legitimidade para atuar diretamente no âmbito do STJ na condição de parte.
Questão 24
De acordo com o STF, a interrupção da divulgação integral, por parte do Poder Executivo Federal e do Ministério da Saúde, dos dados epidemiológicos relativos à pandemia da covid-19 representa
A) violação a preceitos fundamentais da CF, notadamente o acesso à informação, os princípios da publicidade e transparência da administração pública e o direito à saúde.
B) prerrogativa do Estado, por força da vedação ao abuso de direitos fundamentais e da titularidade exclusiva do Poder Executivo para definir em que consiste o interesse público.
C) violação ao princípio da proporcionalidade, porém é matéria interna corporis da administração pública, que não se sujeita ao controle jurisdicional, pois ao Supremo Tribunal Federal é vedado instituir providências normativas, de modo que não pode atuar como legislador positivo para interferir no conteúdo da política pública de combate ao novo coronavírus.
D) concretização do princípio da separação dos Poderes da União, pois o Poder Executivo possui competência para o exercício dos poderes de polícia sanitária e das prerrogativas de empreender, entre outras, medidas de isolamento, quarentena, interdição de locomoção, de serviços públicos e atividades essenciais e de circulação.
E) prerrogativa do Estado, uma vez que os princípios da publicidade e da transparência são normas de eficácia limitada, que carecem de normatividade suficiente para a produção de todos os seus efeitos.
Questão 25
Em seu sentido objetivo, a administração pública corresponde
A) à temporalidade dos governantes eleitos.
B) às normas editadas pelo Estado.
C) ao conjunto de finalidades públicas do Estado.
D) aos órgãos públicos que compõem os poderes.
E) à atividade administrativa.
Questão 26
A revogação de ato administrativo consiste em medida
A) discricionária, por meio da qual a administração pública extingue ato administrativo válido.
B) discricionária, por meio da qual a administração pública extingue ato viciado por nulidade relativa.
C) vinculada, por meio da qual a administração pública extingue ato praticado por autoridade incompetente.
D) vinculada, por meio da qual a administração pública extingue ato administrativo válido.
E) discricionária, por meio da qual a administração pública extingue ato viciado por nulidade absoluta.
Questão 27
Com base em determinada lei, um fiscal competente compareceu a um restaurante e, constatando diversas violações a normas sanitárias, promoveu a interdição do estabelecimento. Nessa situação hipotética, verifica-se uma característica própria
A) do poder normativo, pois a interdição foi praticada com base em uma lei.
B) do poder hierárquico, com base no princípio da supremacia do interesse público.
C) do poder regulamentar, pois houve uma regulação da atividade empresarial.
D) do poder de polícia, pois limitou uma atividade de um particular.
E) do poder disciplinar, pois o ato aplicou uma penalidade ao particular.
Questão 28
Acerca da Lei n.º 9.784/1999, que estabelece normas sobre o processo administrativo federal, assinale a opção correta.
A) A edição de atos normativos é competência que pode ser delegada a outro órgão.
B) É viável delegar a outro órgão público a competência de decisão de recursos administrativos.
C) É possível haver delegação de competência para órgão que não seja subordinado ao órgão delegante.
D) Decai em três anos o direito do Estado de anular atos administrativos que favoreçam terceiros.
E) O processo administrativo somente pode iniciar-se de ofício.
Questão 29
A administração pública resolveu comprar quinhentos computadores, compostos de monitor, gabinete, teclado e mouse. O somatório da estimativa de preços dos componentes enquadra-se na faixa de modalidade tomada de preços. Para tanto, a administração pública lançou uma licitação específica para cada componente, todas pela modalidade tomada de preços. Nessa situação hipotética, a conduta da administração pública foi
A) legal, pois a Lei n.º 8.666/1993 permite o parcelamento da licitação.
B) ilegal, pois a Lei n.º 8.666/1993 não permite o fracionamento da licitação.
C) legal, pois a Lei n.º 8.666/1993 permite o fracionamento da licitação.
D) ilegal, pois a Lei n.º 8.666/1993 não permite o parcelamento da licitação.
E) ilegal, pois a Lei n.º 8.666/1993 não permite várias licitações sobre o mesmo objeto.
Questão 30
Julgue os itens a seguir, acerca de organização administrativa.
I As autarquias são dotadas de autoadministração e, por isso, não se submetem a controle da administração pública.
II Uma agência executiva é a qualificação obtida por uma autarquia ou fundação pública que celebre contrato de gestão para com a administração pública direta, visando maior eficiência.
III As empresas públicas possuem privilégios próprios da administração pública, tais como a impenhorabilidade de seus bens e a imunidade tributária.
Assinale a opção correta.
A) Apenas o item I está certo.
B) Apenas o item II está certo.
C) Apenas o item III está certo.
D) Apenas os itens I e II estão certos.
E) Apenas os itens II e III estão certos.