Neste artigo vamos observar como os vícios de linguagem são cobrados pela banca FGV.
Primeiramente, vamos entender o que são os vícios de linguagem.
Conceito de vícios de linguagem
Vícios de linguagem são erros recorrentes ou inadequações na forma de se expressar por meio da linguagem.
Esses vícios podem ocorrer tanto na escrita quanto na fala e são considerados desvios das normas gramaticais e estilísticas que podem comprometer a clareza, a precisão e a correção da comunicação.
Os vícios de linguagem podem ser causados pela falta de conhecimento das regras gramaticais, descuido na revisão do texto, influência de formas regionais de seleção, entre outros fatores.
Alguns exemplos de vícios de linguagem incluem cacofonia, ambiguidade, pleonasmo vicioso, solecismo, coloquialismo inadequado e uso inadequado de estrangeirsmos.
Mas nosso foco neste artigo são os vícios de linguagem cobrados pela banca FGV.
A banca normalmente cobra os seguintes:
Pleonasmo vicioso (redundância)
O pleonasmo vicioso é o uso desnecessário e redundante de palavras que não acrescentam nenhum valor adicional ao sentido já expresso no contexto, repetindo informações já contidas na frase.
Um exemplo de pleonasmo vicioso:
“Subir para cima”. Nesse caso, a expressão “para cima” é redundante, pois o verbo “subir” já indica a ideia de movimento na direção orientada à gravidade.
O pleonasmo vicioso pode ocorrer por diversos motivos, como hábitos linguísticos regionais, busca por ênfase exagerada, desconhecimento das regras gramaticais ou influência de construções coloquiais. Ele deve ser evitado em textos informativos, pois eles exigem a clareza e a elegância da comunicação.
Ambiguidade
Ambiguidade é uma situação linguística em que uma frase, expressão ou estrutura gramatical podem ser interpretadas de diferentes maneiras, resultando em mais de um significado possível.
Essa falta de clareza na interpretação pode gerar confusão e dificultar a compreensão do contexto.
Veja uxemplo de ambiguidade:
“Vi o homem com o telescópio.”
Nesse exemplo, a ambiguidade ocorre devido à falta de clareza sobre quem está usando o telescópio. Pode-se interpretar a frase de duas maneiras distintas:
“Vi o homem que estava usando o telescópio.” (O homem estava usando o telescópio.)
“Vi o homem através do telescópio.” (O observador estava usando o telescópio para enxergar o homem.)
A ausência de informações suficientes para determinar a interpretação correta torna essa frase ambígua, pois não é claro se o telescópio estava sendo usado pelo homem ou pelo observador.
Verbos Causativos e Sensitivos: Compreendendo suas Funções e Uso
Os verbos causativos e sensitivos são estruturas linguísticas que desempenham papéis importantes na comunicação, permitindo expressar ação, influência ou sensação.
No mundo dos concursos públicos, dominar a língua portuguesa é essencial para obter um bom desempenho nas provas. Dentre os diversos aspectos gramaticais, os verbos causativos e sensítivos merecem destaque. Neste artigo, vamos explicar de forma didática o que são esses verbos e como sua compreensão pode ser um diferencial na hora de enfrentar os desafios linguísticos nas avaliações.
Verbos Causativos:
Os verbos causativos são aqueles que expressam a ideia de causar ou provocar uma ação em outra pessoa ou coisa. Eles indicam que alguém ou algo é responsável por fazer com que algo aconteça. Podem transmitir a noção de obrigatoriedade, permissão ou capacidade de fazer algo acontecer.
Exemplos de verbos causativos incluem: fazer, deixar, obrigar, permitir, induzir, convencer, entre outros.
Vejamos alguns exemplos de como esses verbos são utilizados:
Ele fez o trabalho de casa.
A professora deixou os alunos saírem mais cedo.
O pai obrigou o filho a estudar.
Ela permitiu que eu usasse seu carro.
O treinador induziu a equipe a se esforçar mais.
Observe que, nos exemplos acima, os verbos causativos indicam uma influência externa sobre a ação, seja por meio de uma ordem, autorização, persuasão ou imposição. Eles transferem a responsabilidade de uma ação para outra pessoa ou objeto.
Verbos Sensitivos:
Os verbos sensitivos, por sua vez, expressam sensações, percepções ou estados mentais de uma pessoa em relação a algo ou alguém. Eles envolvem a capacidade de perceber, sentir, experimentar ou julgar algo através dos sentidos ou do pensamento.
Exemplos de verbos sensitivos incluem: ver, ouvir, sentir, notar, perceber, imaginar, pensar, entre outros.
Vamos conferir alguns exemplos de como esses verbos são usados:
Ele viu um pássaro no jardim.
Ela ouviu uma música bonita.
Sentimos o cheiro de comida deliciosa.
Notei que você estava triste.
Imagino que ela vá se sair bem na prova.
Nos exemplos acima, os verbos sensitivos transmitem a capacidade de perceber ou experimentar algo através dos sentidos ou do pensamento. Eles são responsáveis por expressar sensações, observações, percepções ou até mesmo suposições.
Uso e Considerações Finais:
Tanto os verbos causativos quanto os sensitivos são utilizados para transmitir informações mais detalhadas e precisas em um texto ou discurso. Eles contribuem para a criação de significados mais completos e enriquecem a comunicação.
É importante ter em mente que o uso correto desses verbos depende do contexto e da intenção do falante. É necessário compreender o significado de cada verbo e como ele se relaciona com as demais palavras da frase.
Ao utilizar verbos causativos e sensitivos, é essencial prestar atenção às regras gramaticais, como conjugação verbal, concordância e colocação pronominal. Esses aspectos garantem a clareza e a precisão da mensagem transmitida.
Em suma, os verbos causativos e sensitivos desempenham papéis fundamentais na comunicação, permitindo expressar ação, influência, sensação e percepção. Compreender sua função e uso adequado contribui para uma melhor expressão verbal e escrita, enriquecendo a linguagem e tornando a comunicação mais efetiva e precisa.
No mundo dos concursos públicos, dominar a língua portuguesa é essencial para obter um bom desempenho nas provas. Dentre os diversos aspectos gramaticais, os verbos causativos e sensíveis merecem destaque.
Neste vídeo falamos mais sobre assunto, confira aqui:
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A língua portuguesa possui uma vasta lista de palavras para descrever os sons emitidos pelos animais, conhecidos como vozes dos animais.
Entre os mamíferos, temos o “latido” dos cachorros, o “ronco” dos porcos, o “miado” dos gatos, o “rugido” dos leões, o “chamado” dos macacos, o “mugido” das vacas, o “grunhido” dos ursos, entre outros. Cada espécie animal possui um som característico que pode ser descrito com uma palavra específica.
As aves também possuem sons marcantes, como o “canto” dos canários, o “cacarejo” das galinhas, o “grasnado” dos gansos e o “trinado” dos bem-te-vis. Os répteis, como as cobras e os crocodilos, emitem sons como o “chiado” e o “rugido”, respectivamente.
No mundo aquático, as baleias são conhecidas por seu “canto”, que é utilizado para se comunicar com outros membros da espécie. Já os golfinhos emitem um “grito” característico e as focas produzem um “ronco” peculiar. Até mesmo os peixes-boi possuem um “chiado” específico.
Os insetos, como as cigarras e os grilos, também possuem sons característicos. A cigarra emite um “canto” estridente e o grilo produz um “chirp” repetitivo e ritmado.
Em resumo, conhecer os nomes para designar os sons emitidos pelos animais é uma informação importante para quem busca elevar o nível do seu vocabulário.
Esses termos podem ser cobrados em provas de português, como aconteceu no concurso 2023 BANESTES – Banco do estado do Espirito Santo, na prova de nível médio para o cargo técnico bancário, banca FGV.
Veja abaixo a questão:
Um aluno do ensino fundamental decidiu dar voz aos animais que estavam presentes em sua redação.
Assinale a opção em que o verbo utilizado está adequado ao nome do animal:
(A) a galinha balia. (B) o peru bramia. (C) o lobo uivava. (D) a vaca rosnava. (E) o cavalo silvava.
Resposta: Letra C
Animal
Som do animal
Abelha
zumbir, zunir, zoar
Abutre
crocitar, grasnar, gritar
Águia
grasnar, crocitar, piar
Andorinha
grinfar, chilrear, gorjear
Anta
assobiar
Arara
palrar, grasnar, taramelar
Avestruz
grasnar, roncar, rugir
Baleia
bufar
Beija-flor
arrulhar, trissar, gavear
Bem-te-vi
cantar, estridular, assobiar
Besouro
zoar, zumbir, zunir
Bezerro
berrar, mugir
Bode
bodejar, balar, balir
Boi / vaca
mugir, berrar, bufar
Búfalo
bramar, berrar, mugir
Burro
zurrar, relinchar, ornejar
Cabra
balar, balir, berregar
Cabrito
balar, balir, berregar
Cachorro
latir, rosnar, ganir
Camelo
blaterar, roncar
Camundongo
chiar, guinchar
Canário
cantar, dobrar, trinar
Capivara
assobiar
Carneiro
balar, balir, berrar
Cavalo
relinchar, rinchar, bufar
Cegonha
glotorar, gritar, grasnar
Chacal
regougar, latir, uivar
Cigarra
cigarrear, cantar, ciciar
Cisne
arensar, cantar
Cobra
sibilar, silvar, chocalhar
Codorna
piar, trilar, cantar
Coelho
chiar, guinchar
Condor
crocitar
Cordeiro
balar, balir, berrar
Coruja
corujar, chirriar, piar
Corvo
corvejar, crocitar, grasnar
Crocodilo
bramir, rugir, chorar
Cuco
cucar, cucular, piar
Cutia
gargalhar, bufar
Doninha
chiar, guinchar
Dromedário
blaterar
Elefante
barrir, bramir, berrar
Ema
grasnar, roncar, gemer
Falcão
crocitar, piar, gritar
Gafanhoto
chirriar, ziziar, estrilar
Gaivota
grasnar, crocitar, chiar
Galinha
cacarejar, piar, carcarear
Galinha-d’angola
fraquejar
Galo
cantar, cocoricar, clarinar
Gambá
chiar, guinchar, regougar
Ganso
grasnar, gracitar
Garça
gazear, chilrear, grasnar
Gato
miar, ronronar, resbunar
Gavião
guinchar, crocitar, atitar
Girafa
assobiar, relinchar, chorar
Gralha
gralhar, grasnar, crocitar
Grilo
cantar, chirriar, estridular
Hiena
gargalhar, rir, uivar
Hipopótamo
grunhir, roncar, soprar
Inseto
zumbir, chiar, estridular
Jacaré
bramir, rugir, chorar
Jaguar
bramar, rugir, esturrar
Javali
grunhir, roncar, rosnar
Jumento
zurrar, ornejar, rebusnar
Lagarto
gecar, farfalhar, bramir
Leão
rugir urrar, bramar
Lebre
assobiar, guinchar, berrar
Leitão
grunhir, bacorejar, guinchar
Leopardo
rugir urrar, bramar
Lobo
uivar, ulular, ladrar
Lontra
assobiar, chiar, guinchar
Macaco
guinchar, gritar, assobiar
Marreco
grasnar, gracitar
Melro
assobiar, cantar
Mocho
piar, chirriar
Morcego
farfalhar, trissar
Mosca
zoar, zumbir, zunir
Mosquito
zoar, zumbir, zunir
Mula
zurrar, relinchar, ornejar
Onça
bramar, rugir, esturrar
Ovelha
balar, balir, berrar
Pantera
rosnar, rugir, roncar
Papagaio
parlar, charlar, taramelar
Pardal
chilrear, piar, pipilar
Passarinho
chilrear, cantar, trinar
Pato
grasnar, gracitar
Pavão
pupilar, piar
Peixe
roncar
Pelicano
grasnar, gracitar
Periquito
palrar, chalrear
Pernilongo
zumbir, zunzunar, cantar
Peru
grugulejar, gorgolejar
Pica-pau
estridular
Pinto
piar, pipilar, pipiar
Pombo
arrulhar, arrolar
Porco
grunhir, guinchar, roncar
Rã
coaxar, grasnar, rouquejar
Raposa
regougar, uivar, roncar
Rato
chiar, guinchar
Rinoceronte
bramir, grunhir, bufar
Rola
arrolar, arrulhar, gemer
Rouxinol
cantar, gorjear, trinar
Sabiá
cantar, gorjear, trinar
Sapo
coaxar, grasnar, rouquejar
Serpente
sibilar, silvar, chocalhar
Tigre
bramir, bramar, rugir
Toupeira
chiar
Touro
mugir, bufar, urrar
Tucano
chalrear, gorjear
Urso
bramar, bramir, rugir
Urubu
crocitar, corvejar, grasnar
Vaca / boi
mugir, berrar
Veado
bramar, berrar, rebramar
Vespa
zumbir, zunir, zoar
Zebra
zurrar, relinchar, rinchar
Confira aqui, outras questões comentadas da banca FGV:
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Semântica: Entenda como essa disciplina pode ser decisiva para sua aprovação!
Se você quer se destacar na prova de Português, precisa ter conhecimento de semântica. Mas afinal, o que é semântica?
Semântica é o estudo do significado das palavras, das frases e dos textos em um determinado contexto.
A semântica pode ser decisiva em concursos que cobram questões sobre interpretação de texto e gramática, já que ela permite compreender o real sentido das palavras e, consequentemente, identificar possíveis erros ou ambiguidades em uma frase.
Um exemplo de questão que pode ser resolvida com base na semântica é:
“O menino entregou a carta para a moça que estava no banco”.
Nesse caso, a palavra “que” pode gerar ambiguidade, já que não fica claro se o menino entregou a carta para a moça que estava no banco ou para a moça que estava no banco entregar a carta para outra pessoa. Ao utilizar a semântica, é possível identificar que o correto seria “O menino entregou a carta à moça que estava no banco”.
Além disso, a semântica também é importante para compreender palavras com múltiplos significados, como “bola”, que pode significar um objeto redondo utilizado em jogos ou também uma festa em que as pessoas dançam com acompanhantes.
Para entender melhor o conceito de semântica, vamos dar alguns exemplos práticos:
Homônimos: São palavras que possuem a mesma pronúncia, mas significados diferentes. Por exemplo, “manga” pode ser uma fruta ou uma peça de roupa. Já “cesta” pode ser um objeto para carregar coisas ou uma pontuação no basquete.
Sinônimos e antônimos: Sinônimos são palavras que têm o mesmo significado, como “alegre” e “feliz”. Já antônimos são palavras que têm significados opostos, como “amor” e “ódio” ou “grande” e “pequeno”.
Denotativo e conotativo: O significado denotativo é o significado literal de uma palavra. Já o significado conotativo é o significado atribuído culturalmente ou por contexto. Por exemplo, a palavra “rosa” denota uma flor, mas pode ter um significado conotativo de amor, paixão ou beleza.
Por fim, é importante lembrar que a semântica não se limita apenas à gramática e interpretação de texto. Ela também está presente em outras áreas, como a linguística e a psicologia, e pode ser utilizada para compreender as diferentes formas de comunicação e expressão em nosso dia a dia.
A semântica é uma área fundamental da linguística e da comunicação humana. Ela nos ajuda a entender como os significados das palavras e das frases são construídos e interpretados, garantindo uma comunicação efetiva e clara.
Estudar semântica pode ser fundamental para sua aprovação em um concurso público, já que essa disciplina pode ser decisiva para a resolução de questões de interpretação de texto e gramática. Não deixe de dedicar um tempo aos estudos e compreender as nuances do significado das palavras.
Separamos alguns vídeos que podem te ajudar neste tema:
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Saiba a diferença entre hiperônimo, hipônimo, merônimo, holônimo e sua aplicação na linguagem.
Você sabe a diferença entre hiperônimo, hipônimo, merônimo, holônimo?
hiperônimo: palavra constituída do prefixo grego “hiper-”, que significa maior, geral.
hipônimo: palavra constituída do prefixo grego “hipo-”, que significa menor, específico.
holônimos: palavra constituída do radical grego “-holos-”, que significa completo, inteiro, total.
merônimos: palavra constituída do radical grego “-meros-”, que significa parte, porção.
Está parecendo que é tudo a mesma coisa, não é mesmo? Então vamos observar cada dupla de palavras para você entender direitinho.
Hiperônimo é palavra de sentido geral, mais abrangente. Já hipônimo é palavra de sentido mais específico. Assim, um hipônimo é um tipo, uma classe de um hiperônimo.
Vamos tomar como base a palavra fruta.
São vários os tipos de fruta, como laranja, abacate, maçã, limão. Assim, a palavra “fruta” tem valor mais abrangente (hiperônimo), e “laranja”, “abacate”, “maçã”, “limão” têm valor mais específico, por isso são hipônimos.
Da mesma forma, são vários os tipos de “verdura” (hiperônimo), como “alface”, “couve”, “espinafre”, “cebolinha” (hipônimos).
Dessa forma, entendemos que hipônimo é palavra de valor específico, menos abrangente, do que o hiperônimo.
Agora, vamos entender holônimo e merônimo:
Palavras merônimas são partes constituintes de uma palavra holônima.
Vamos nos basear na palavra “casa”. Dentro de uma casa, há quarto, sala, banheiro.
Assim, entendemos que quarto, sala, banheiro são elementos constituintes de uma casa. São partes de um todo. Com isso, as palavras quarto, sala, banheiro são merônimos, partes menores de um todo.
Vamos partir de outra palavra: fruta
Como vimos anteriormente, se falamos os tipos de fruta, como maçã, laranja, banana, goiaba, tais palavras são hipônimos e fruta é o hiperônimo.
Porém, se falamos as partes da fruta, como semente, casca, polpa, essas são partes constituintes de uma fruta, por isso são merônimos e fruta é holônimo.
Percebeu a diferença?
hiperônimo: fruta
hipônimos: maçã, laranja, banana, goiaba
holônimo: fruta
merônimos: semente, casca, polpa
hiperônimo: casa
hipônimos: casinha, casebre, mansão, barraco
holônimo: casa
merônimos: quarto, sala, cozinha, banheiro
Portanto, hipônimo tem sentido mais específico e é um tipo, uma classe em relação a uma palavra de valor mais abrangente: hiperônimo.
Já merônimo é parte constituinte de um holônimo.
Como isso é usado na linguagem?
Para evitar a repetição desnecessária de palavra, pode-se empregar os pares hiperônimo, hipônimo ou holônimo, merônimo.
Cuidado com o sentido das palavras. Veja a relação “escola” e “sala de aula” abaixo:
A escola é o lugar de aprendizagem. Não se evolui cognitivamente, se o aluno não estiver na sala de aula com acesso a livros, a professores, a interação com os outros.
A expressão “sala de aula” é merônimo, porque é parte da “escola”, seu holônimo. Veja: sala de aula não é um tipo de escola, por isso não é hipônimo. Ela é parte constituinte da escola, por isso é merônimo.
Veja outro exemplo com as palavras “casa” e “teto”:
Minha casa é pequenina, não tem jardim, mas é meu teto.
A palavra “teto” é merônimo, por ser parte de “casa”, seu holônimo.
Agora, vamos ver a aplicação dos hiperônimos e hipônimos:
Muitos comem maçã, porque dizem que é bom para a voz. Mas eu gosto da fruta mesmo porque é saborosa.
Note que “maçã” é um tipo de fruta, não é parte da fruta. Por isso, maçã é hipônimo de fruta.
Vejamos a palavra “sargento”.
O sargento percebeu que o problema se aprofundou. Por isso, o militar reagiu rapidamente a fim de conter a situação.
O substantivo militar tem caráter abrangente, pois sargento é uma patente de militar, como ocorre com soldado, cabo, subtenente, tenente, capitão, major, coronel.
Assim, militar é hiperônimo e sargento é hipônimo.
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A ordem didática escolhida neste material é seguinte: uma primeira parte com as provas sem comentário, para que você possa realizar as questões, sem ver comentário ou gabarito. Após cada prova, você encontrará o gabarito e o raio-x.
A segunda parte apresenta cada prova comentada pelo professor Décio Terror.
Neste artigo, vamos falar sobre os valores da palavra como.
Você pode assistir a toda a explicação no vídeo abaixo:
Baixe aqui o material com as questões:
Advérbio de intensidade:
Será advérbio de intensidade o vocábulo “como”, quando modificar verbo, adjetivo ou outro advérbio e puder ser substituído por “muito”, “bastante”, “demais”:
Como você fala!
Caramba! Como estou feliz!
Advérbio de modo:
Será advérbio de modo o vocábulo “como”, quando modificar verbo, adjetivo ou outro advérbio e transmitir o modo como algo ocorre:
Como ele conseguiu vencer?
Precisamos entender comoeles trabalham.
Expressão correlativa de adição:
As expressões correlativas de adição transmitem inclusão e o vocábulo “como” estará sempre com outro vocábulo, como “tanto…como”, “não só…como também”, “bem como”:
Tanto a moça como o rapaz foram selecionados.
Tanto estuda como trabalha.
Não só a moça como o rapaz foram selecionados.
Não só estuda como trabalha.
Pronome relativo:
Será pronome relativo o vocábulo “como” quando precedido da palavra “modo”, “maneira”, “jeito”:
O modo como ela falou surpreendeu a todos.
Palavra denotativa de explicação ou exemplificação:
Será palavra denotativa de explicação ou exemplificação a palavra “como” quando equivaler às expressões a saber, isto é, por exemplo:
Certas frutas como limão e laranja são ácidas.
Preposição acidental:
A palavra “como” será preposição acidental quando equivaler a “na qualidade de”, “na condição de”:
É tido como muito inteligente.
Como representante da turma, peço silêncio.
Discursou como presidente de turma.
Conjunção subordinada causal:
A palavra “como” será conjunção causal quando puder ser substituída por “já que”:
Como estava doente, ficou em casa.
Já que estava doente, ficou em casa.
Ela disse que,como estava doente, ficaria em casa.
Ela disse que,já que estava doente, ficaria em casa.
Conjunção subordinada conformativa:
A palavra “como” terá valor de conformidade quando fizer subentender a expressão “de acordo com” ou puder ser substituída pela conjunção “conforme”
Como fora combinado, o encontro será amanhã.
Conjunção subordinada comparativa:
A palavra “como” terá valor de comparação quando fizer subentender o predicado ou a expressão “da mesma forma como”:
Ele come como uma draga!
Isto é, ele come como uma draga come.
Isto é, ele come da mesma forma como uma draga come.
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Não deixe de assitir ao vídeo explicativo e realizar as questões.
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Diferença sintática entre causa e explicação em 5 dicas
Sabemos que nem sempre será fácil diferenciar causa de explicação e, cá pra nós, muitas vezes cabem os dois valores mesmo!
Há situações em que a linha entre os dois é tão tênue que não se distinguem.
Mas há situações em que os dois valores não se confundem e nesses você não pode vacilar. São justamente esses que caem em prova!
Quando trabalhamos as orações coordenadas explicativas e subordinadas causais, vemos que normalmente as bancas cobram o elementar, por exemplo, se há uma oração iniciada pela conjunção “porque”, a banca deixa nas alternativas causa ou explicação, evitando inserir os dois valores nas alternativas.
Mas a gente sabe que banca está aí para dificultar a vida do concurseiro, por isso vou mostrar abaixo, em 5 dicas, a diferença entre causa e explicação:
Você também pode ver esse conteúdo na minha aula específica da diferença entre causa e explicação no vídeo abaixo:
Dica 1:
A explicação ameniza uma ordem anterior ou necessidade, obrigação:
Estudem,pois o dia da prova está próximo.
Devemos estudar, pois o dia da prova está próximo.
É importante estudar, pois o dia da prova está próximo.
Precisamos estudar, pois o dia da prova está próximo.
Assim, após um imperativo “Estudem”, é natural inserirmos uma oração coordenada explicativa para amenizar essa ordem, soando agora como motivação, conselho!
Isso se estende também a qualquer processo verbal que transmita a ideia de obrigação, necessidade, dever, como se nota no segundo, terceiro e quarto períodos acima.
Esta é uma dica elementar. Se na prova houver a construção acima, só cabe explicação e você já mata a questão.
Dica 2:
A explicação esclarece um entendimento, uma hipótese, uma opinião anterior. Além disso, sempre se posiciona após outra oração:
Deve ter chovido, pois as ruas estão alagadas.
A oração coordenada explicativa sempre se posiciona após a outra oração. Tal oração nunca se antecipa como ocorre com as subordinadas adverbiais. Assim, numa construção que gere dúvida, percebendo que a oração com conectivos, como “porque”, “pois”, “porquanto”, está antecipada, já sabe que é adverbial causal.
Dica 3:
A explicação pode não ser iniciada com conjunção e assim ser separada por vírgula, dois-pontos, travessão ou ponto final:
Entendo que a transferência de renda dignifica o necessitado, põe comida na mesa.
Entendo que a transferência de renda dignifica o necessitado: põe comida na mesa.
Entendo que a transferência de renda dignifica o necessitado – põe comida na mesa.
Entendo que a transferência de renda dignifica o necessitado. Põe comida na mesa.
Como a explicação vista aqui é coordenativa, é natural que ela possa ser assindética, isto é, sem conjunção. Sendo assim, tal oração pode ser precedida de vírgula, dois-pontos, travessão e ponto final. É a chamada pontuação expressiva.
Dica 4:
A causa ocorre temporalmente antes da outra oração:
Aquele candidato passou em primeiro lugar, porque estudou muito.
A causa é a origem dee um fato. Assim, ela ocorre temporalmente antes.
No exemplo acima, note que, primeiramente, a pessoa estuda. Esse estudo leva à aprovação, que é a consequência.
Dica 5:
A causa pode ser deslocada para antes da outra oração:
Já que voltou a exportar consideravelmente, o Brasil melhorou seu desempenho.
Vimos anteriormente que a oração coordenada explicativa não pode se antecipar. Já a adverbial causal sim.
Bom, agora que vimos os aspectos principais, é hora de você praticar comigo!
Vou deixar as questões abaixo e você confere no vídeo abaixo a resolução das questões ok?
1. (Unesc/ Prefeitura de Criciúma – SC Auxiliar em Farmácia 2023)
A atividade física é importante ‘porque não há tratamento curativo para a neurodegeneração’.
A expressão em destaque trata-se de uma oração:
A) Coordenada assindética.
B) Coordenada sindética explicativa.
C) Coordenada sindética conclusiva.
D) Subordinada adjetiva restritiva.
E) Subordinada adverbial temporal.
Gabarito: B
2. (Prefeitura de Fortaleza – CE Professor 2023)
A gramática tradicional sentencia que o elo semântico interoracional da explicação se estabelece por meio da coordenação, entretanto há exemplos em que a explicação e a causa, a qual ocorre, em nível interoracional, pela subordinação, situam-se em pontos limítrofes. Assinale o período em que tal condição limítrofe está contida.
A) Prefira as verdades amargas às mentiras doces, porque estas simulam a realidade.
B) O mundo há de ser um lugar de paz, porque a guerra destruirá a humanidade.
C) Não se devem comprar pessoas, porque tal produto sempre está estragado.
D) Os homens são imperfeitos, porque a perfeição não existe.
Gabarito: D
3. (IBADE / TJ-RS Oficial de Justiça Estadual 2022)
Um político francês declarou o seguinte: “Eu respeito o direito de as mulheres terem sua profissão, mas acho que a profissão de mãe de família deve ser remunerada, é uma missão de saúde pública”.
A última oração desse pequeno texto – é uma missão de saúde pública – traz a ideia de uma:
A) hipótese.
B) causa.
C) consequência.
D) finalidade.
E) explicação.
Gabarito: E
4. (Consulplan/ Câmara de Unaí-MG Consultor Legislativo 2022)
“Percebe-se que o conceito de cidadania está em permanente construção, pois a humanidade se encontra sempre em luta por mais direitos, maior liberdade e melhores garantias individuais e coletivas.” (6º§)
Considerando as relações sintáticas do período anterior, pode-se afirmar que integra sua composição:
A) Oração coordenada conclusiva.
B) Oração coordenada explicativa.
C) Oração subordinada conclusiva.
D) Oração subordinada adverbial causal.
Gabarito: B
5. (Aeronáutica / EEAR Sargento 2020)
Assinale a alternativa que apresenta em destaque oração coordenada explicativa.
A) “Gato que brincas na rua/ Como se fosse na cama,/ Invejo a sorte que é tua/ Porque nem sorte se chama.” (Fernando Pessoa)
B) “Fui por ali dentro, sem arder, porque as almas são incombustíveis.” (Machado de Assis)
C) “Ema experimentava uma sensação de vingança. Pois não sofrera já bastante? (Gustave Flaubert)
D) “―— A bênção não senhor, que eu nunca mais lhe tomo a bênção.” (Rachel de Queiroz)
Gabarito: D
6. (CEBRASPE / PO-AL Auxiliar de Perícia 2023)
Fragmento do texto: Com efeito, o tom geral daqueles que defendem essas exposições apela para a utilidade educativa de se usarem corpos humanos reais, dissecados e modelados, em posições didáticas, pois essa técnica possibilita o acesso a “espécimes” cuja riqueza de detalhes e de informações era antes acessível apenas aos anatomistas.
Estariam mantidas a coerência e a correção gramatical do texto se, no último período do texto, a conjunção “pois” fosse suprimida e, em seguida, a vírgula empregada após “didáticas” fosse substituída por dois-pontos.
A banca FGV realmente acredita que existe o substantivo PERCA?
Uma prova da banca FGV (SEFAZ-MG 2023) admitiu que existe o substantivo “perca”.
Mas vamos entender isso?
A questão foi a seguinte:
(FGV / SEFAZ MG Auditor Fiscal 2023)
As frases a seguir mostram orações reduzidas, que foram (I) nominalizadas ou (II) modificadas para orações desenvolvidas.
Assinale a opção em que isso não foi feito de forma adequada.
(A) Não se pode descobrir novas terras sem aceitar perder de vista a costa por um longo tempo. / (I) sem a aceitação; (II) sem que se aceite.
(B) Não se pode descobrir novas terras sem aceitar perder de vista a costa por um longo tempo. / (I) sem a perca; (II) sem que se perca.
(C) A viagem da descoberta consiste não em achar novas paisagens, mas em ver com novos olhos. / (I) no achado de; (II) em que se ache.
(D) A viagem da descoberta consiste não em achar novas paisagens, mas em ver com novos olhos. / (I) na visão; (II) em que se veja.
(E) Errar é humano, mas é preciso um computador para realmente pisar no tomate. / (I) uma pisada real; (II) que realmente se pise.
Para entendermos o contexto, é importante comentarmos a questão toda, ok?
A questão pede a transformação do verbo sublinhado e em negrito por uma forma nominal (substantivo) e por uma oração desenvolvida, isto é, uma oração com conjunção e verbo conjugado em modo e tempo verbal.
Esta é uma questão polêmica, porque a banca deu como única alternativa inadequada a (C).
Nesta alternativa, é certo que o verbo “achar” pode tornar-se o substantivo “achado”. Assim, a expressão “em achar novas paisagens” pode ser nominalizada assim: no achado de novas paisagens.
Porém, na transformação numa oração desenvolvida, o verbo transitivo direto “ache” recebeu o pronome “se”, o qual, neste contexto, passa a pronome apassivador, e o termo seguinte plural “novas paisagens” é o sujeito paciente, com o qual o verbo deve concordar: em que se achem novas paisagens.
Assim, realmente a alternativa (C) está inadequada.
Porém, esta não é a única alternativa inadequada.
A alternativa (A) também está errada, pois a tranformação do verbo transitivo “aceitar” em substantivo abstrato torna tal substantivo também transitivo, isto é, ele exige o emprego da preposição “de”: aceitação de.
Assim, a forma correta nesta alternativa deveria ser:
Não se pode descobrir novas terras sem aceitar perder de vista a costa por um longo tempo. / (I) sem a aceitação de; (II) sem que se aceite.
Mesmo a banca admitindo a alternativa (B) como correta, ela também está errada, pois não existe, na linguagem culta, formal, o substantivo “perca” como derivado do verbo “perder”.
Veja que o verbo “perder” está sublinhado e a banca FGV admitiu a troca “sem perder” por “sem a perca”:
Não se pode descobrir novas terras sem aceitar perder de vista a costa por um longo tempo. / (I) sem a perca; (II) sem que se perca.
Bom, logicamente, os candidatos entraram com recursos orientados por diversos professores, inclusive eu.
O argumento utilizado foi simplesmente que o substantivo “perca” não é derivado do verbo “perder”. Assim, o ideal seria “perda”.
A banca respondeu a um de nossos alunos da seguinte forma:
“O gabarito oficial foi mantido, pois há um erro de concordância na opção do gabarito; a forma “perca” está registrada como substantivo feminino no Vocabulário ortográfico da Língua Portuguesa, publicado pela Academia Brasileira de Letras, na página 628; a forma “perda” é outra forma possível para o mesmo substantivo.” (resposta da banca FGV em recurso)
A banca assim entende que a alternativa (C) realmente estava errada, devido àquele problema na concordância. Assim, o correto seria em que se achem novas paisagens.
Em seguida, a banca informa que “a forma ‘perca’ está registrada como substantivo feminino no Vocabulário ortográfico da Língua Portuguesa, publicado pela Academia Brasileira de Letras, na página 628“.
Realmente está registrado. Veja:
Na imagem à esquerda, você vê o que está previsto no VOLP (Vocabulário ortográfico da Língua Portuguesa). Por ser um vocabulário, ele apresenta apenas a palavra e sua classificação: PERCA Substantivo feminino (SF).
Porém, na imagem ao centro (Dicionário Aurélio), notamos o primeiro sentido desse substantivo, o qual tem relação com a ZOOLOGIA. Assim, não tem qualquer relação com o verbo “perder”, como se pede na questão.
Na imagem à direita (também do Dicionário Aurélio), o substantivo “perca” é realmente derivado do verbo “perder”, mas tal dicionário informa que esse vocábulo é um registro da linguagem popular, coloquial. Mas a questão faz referência à adequação à norma culta.
Portanto, isso tudo nos comprova que a banca simplesmente rebateu o recurso sem fundamento na justificativa, pois comprovamos que a forma “perda” é a única adequada à norma culta como derivada do verbo “perder”.
Analisando com calma, você percebe tranquilamente que as alternativas (D) e (E) estão corretas.
Bom, então o que eu percebo disso como professor?
A resposta da banca ao recurso do candidato foi infundada, pois realmente não existe registro culto do substantivo “perca” e confirmamos isso com o substantivo “PERCA” no campo da zoologia (sem ter qualquer relação com o verbo “perder”) e no registro popular, coloquial, o que desvia do pedido da questão, pois se falou sobre a linguagem adequada. E todos nós sabemos que a adequação pedida em prova deve se dar à norma culta, a não ser que a questão mencionasse o registro popular.
É aquela velha máxima que eu sempre digo aos meus alunos: “banca também erra”.
E você aluno, o que deve pensar?
Ignore esta questão mal feita e siga em frente.
É bom também se lembrar que “banca também erra”.
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Neste artigo, você encontra o material de apoio das aulas do professor Décio Terror para a resolução da prova de Português 2021 do concurso Banco do Brasil.