Como a banca FCC cobra significado das palavras

Como a banca FCC cobra significado das palavras: veja os 5 tipos de questões

Se você está se preparando para concursos públicos organizados pela Fundação Carlos Chagas (FCC), é essencial compreender como a banca FCC cobra significado das palavras nas provas de Língua Portuguesa.

Esse tipo de questão exige atenção à semântica, ao uso de sinônimos, antônimos, e ao significado contextual das expressões. A FCC tem um estilo próprio e recorrente de abordagem, o que permite ao candidato treinar com foco e estratégia.

Neste artigo, você vai entender:

  • Como a FCC estrutura suas questões sobre significado das palavras;
  • Os cinco principais tipos de cobrança usados pela banca;
  • Exemplos retirados de provas anteriores;
  • Dicas para estudar com material complementar em PDF e vídeo.

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O que são sinônimos e antônimos? (Conceito base)

Antes de falarmos sobre as formas como a banca FCC cobra o significado das palavras, é importante relembrar dois conceitos fundamentais da semântica:

  • Sinônimos são palavras ou expressões que apresentam sentido semelhante, podendo substituir-se mutuamente dependendo do contexto.
    Exemplo: “alegre” e “contente”.
  • Antônimos são palavras que expressam ideias opostas entre si.
    Exemplo: “triste” e “feliz”.

A banca FCC exige que o candidato não apenas reconheça esses pares lexicais, mas também compreenda seu uso contextualizado, ou seja, dentro do sentido global do texto.


Como a banca FCC cobra significado das palavras? (Resumo dos tipos)

A FCC costuma trabalhar o conteúdo de significado das palavras em cinco tipos principais de questão, conforme você verá a seguir:


✅ Tipo 1 — Igualdade de sentido com o sinal “=”

Este modelo é muito característico da banca FCC. A prova apresenta uma expressão retirada do texto, seguida do sinal “=”, e, ao lado, uma nova expressão criada pela banca. A tarefa do candidato é verificar se há equivalência de sentido entre as expressões.

Exemplo de questão:

Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:
(A) um senso de veneração com o poder (3º parágrafo) = uma consideração respeitável da potência
(B) é instituída com um zelo quase que fanático (2º parágrafo) = se estabelece com um empenho próximo da obsessão
(C) O que pareciam ser verdades eternas (3º parágrafo) = aquilo que dissimulava aspectos estáveis
(D) de modo a formar a vida comunal mais segura (1º parágrafo) = apesar de regulamentar a vida em comunidade
(E) tampouco conseguimos concordar (3º parágrafo) = a despeito de firmarmos um acordo


✅ Tipo 2 — Substituição por sinônimo (mesmo sentido)

Nesta estrutura, a banca destaca um termo do texto e pede que o candidato escolha a alternativa que possa substituí-lo sem prejuízo de sentido.

Exemplo de questão:

O termo “autoindulgência” (1º parágrafo) pode ser substituído, sem prejuízo de sentido ao texto, por:
(A) autoironia.
(B) autoexigência.
(C) autopreconceito.
(D) autocomplacência.
(E) autoperseverança.


✅ Tipo 3 — Sentido contextual da palavra

A FCC cobra o entendimento do significado da palavra dentro do contexto. O candidato deve interpretar a ideia transmitida pela palavra no trecho citado.

Exemplo de questão:

No trecho “E o caminho é o progresso: essa ideia prospectiva de que estamos indo para algum lugar.” (1º parágrafo), a palavra “prospectiva” é usada para:
(A) fazer referência a algo que se sobressai.
(B) sondar pensamentos e sentimentos de alguém.
(C) tratar das possibilidades futuras de algo.
(D) abordar um fenômeno já ocorrido.
(E) fazer alusão a algo de grandes proporções.


✅ Tipo 4 — Oposição de sentido (antônimo)

Aqui, a banca propõe uma expressão do texto e pede que o candidato encontre o termo de sentido contrário, geralmente focando em adjetivos.

Exemplo de questão:

O termo que qualifica o substantivo na expressão “necessidade imposta” (1º parágrafo) tem sentido oposto àquele que qualifica o substantivo em:
(A) Servo impessoal (2º parágrafo).
(B) inesperada herança (1º parágrafo).
(C) merecida recompensa (1º parágrafo).
(D) território sagrado (1º parágrafo).
(E) livre escolha (1º parágrafo).


✅ Tipo 5 — Equivalência de adjetivos (mesmo sentido)

O objetivo aqui é identificar adjetivos com valor semântico equivalente, ou seja, que caracterizam os substantivos de forma similar.

Exemplo de questão:

O termo que qualifica o substantivo na expressão “árvores familiares” (2º parágrafo) tem sentido equivalente àquele que qualifica o substantivo em:
(A) areias claras (3º parágrafo).
(B) elemento conhecido (2º parágrafo).
(C) mundo sujo (3º parágrafo).
(D) bicho estranho (1º parágrafo).
(E) olho temeroso (2º parágrafo).


Conclusão: domine a semântica com foco na banca FCC

Como vimos, entender como a FCC cobra o significado das palavras é essencial para quem deseja conquistar uma boa pontuação nas provas dessa banca. O domínio da semântica, do vocabulário e da interpretação de texto são habilidades indispensáveis.

Continue estudando com base nas questões anteriores e materiais direcionados:

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Diferença entre causa e explicação em 5 dicas

Diferença sintática entre causa e explicação em 5 dicas

 

Sabemos que nem sempre será fácil diferenciar causa de explicação e, cá pra nós, muitas vezes cabem os dois valores mesmo!

Há situações em que a linha entre os dois é tão tênue que não se distinguem.

Mas há situações em que os dois valores não se confundem e nesses você não pode vacilar. São justamente esses que caem em prova!

 

Quando trabalhamos as orações coordenadas explicativas e subordinadas causais, vemos que normalmente as bancas cobram o elementar, por exemplo, se há uma oração iniciada pela conjunção “porque”, a banca deixa nas alternativas causa ou explicação, evitando inserir os dois valores nas alternativas.

 

Mas a gente sabe que banca está aí para dificultar a vida do concurseiro, por isso vou mostrar abaixo, em 5 dicas, a diferença entre causa e explicação:

Você também pode ver esse conteúdo na minha aula específica da diferença entre causa e explicação no vídeo abaixo:

 

 

Dica 1:

 

A explicação ameniza uma ordem anterior ou necessidade, obrigação:

Estudem, pois o dia da prova está próximo.

Devemos estudar, pois o dia da prova está próximo.

É importante estudar, pois o dia da prova está próximo.

Precisamos estudar, pois o dia da prova está próximo.

 

Assim, após um imperativo “Estudem”, é natural inserirmos uma oração coordenada explicativa para amenizar essa ordem, soando agora como motivação, conselho!

Isso se estende também a qualquer processo verbal que transmita a ideia de obrigação, necessidade, dever, como se nota no segundo, terceiro e quarto períodos acima.

 

Esta é uma dica elementar. Se na prova houver a construção acima, só cabe explicação e você já mata a questão.

 

Dica 2:

 

A explicação esclarece um entendimento, uma hipótese, uma opinião anterior. Além disso, sempre se posiciona após outra oração:

Deve ter chovido, pois as ruas estão alagadas.

 

A oração coordenada explicativa sempre se posiciona após a outra oração. Tal oração nunca se antecipa como ocorre com as subordinadas adverbiais. Assim, numa construção que gere dúvida, percebendo que a oração com conectivos, como “porque”, “pois”, “porquanto”, está antecipada, já sabe que é adverbial causal.

Dica 3:

 

A explicação pode não ser iniciada com conjunção e assim ser separada por vírgula, dois-pontos, travessão ou ponto final:

Entendo que a transferência de renda dignifica o necessitado, põe comida na mesa.

Entendo que a transferência de renda dignifica o necessitado: põe comida na mesa.

Entendo que a transferência de renda dignifica o necessitado – põe comida na mesa.

Entendo que a transferência de renda dignifica o necessitado. Põe comida na mesa.

 

Como a explicação vista aqui é coordenativa, é natural que ela possa ser assindética, isto é, sem conjunção. Sendo assim, tal oração pode ser precedida de vírgula, dois-pontos, travessão e ponto final. É a chamada pontuação expressiva.

 

Dica 4:

A causa ocorre temporalmente antes da outra oração:

 

Aquele candidato passou em primeiro lugar, porque estudou muito.

 

A causa é a origem dee um fato. Assim, ela ocorre temporalmente antes.

No exemplo acima, note que, primeiramente, a pessoa estuda. Esse estudo leva à aprovação, que é a consequência.

 

Dica 5:

 

A causa pode ser deslocada para antes da outra oração:

 

Já que voltou a exportar consideravelmente, o Brasil melhorou seu desempenho.

 

Vimos anteriormente que a oração coordenada explicativa não pode se antecipar. Já a adverbial causal sim.

 

Bom, agora que vimos os aspectos principais, é hora de você praticar comigo!

Vou deixar as questões abaixo e você confere no vídeo abaixo a resolução das questões ok?

 

1. (Unesc / Prefeitura de Criciúma – SC Auxiliar em Farmácia 2023)

A atividade física é importante ‘porque não há tratamento curativo para a neurodegeneração’.

A expressão em destaque trata-se de uma oração:

A) Coordenada assindética.

B) Coordenada sindética explicativa.

C) Coordenada sindética conclusiva.

D) Subordinada adjetiva restritiva.

E) Subordinada adverbial temporal.

Gabarito: B

 

2. (Prefeitura de Fortaleza – CE  Professor 2023)

A gramática tradicional sentencia que o elo semântico interoracional da explicação se estabelece por meio da coordenação, entretanto há exemplos em que a explicação e a causa, a qual ocorre, em nível interoracional, pela subordinação, situam-se em pontos limítrofes. Assinale o período em que tal condição limítrofe está contida.

A) Prefira as verdades amargas às mentiras doces, porque estas simulam a realidade.

B) O mundo há de ser um lugar de paz, porque a guerra destruirá a humanidade.

C) Não se devem comprar pessoas, porque tal produto sempre está estragado.

D) Os homens são imperfeitos, porque a perfeição não existe.

Gabarito: D

 

3. (IBADE / TJ-RS Oficial de Justiça Estadual 2022)

Um político francês declarou o seguinte: “Eu respeito o direito de as mulheres terem sua profissão, mas acho que a profissão de mãe de família deve ser remunerada, é uma missão de saúde pública”.

A última oração desse pequeno texto – é uma missão de saúde pública – traz a ideia de uma:

A) hipótese.

B) causa.

C) consequência.

D) finalidade.

E) explicação.

Gabarito: E

 

4. (Consulplan / Câmara de Unaí-MG Consultor Legislativo 2022)

“Percebe-se que o conceito de cidadania está em permanente construção, pois a humanidade se encontra sempre em luta por mais direitos, maior liberdade e melhores garantias individuais e coletivas.” (6º§)

Considerando as relações sintáticas do período anterior, pode-se afirmar que integra sua composição:

A) Oração coordenada conclusiva.

B) Oração coordenada explicativa.

C) Oração subordinada conclusiva.

D) Oração subordinada adverbial causal.

Gabarito: B

 

5. (Aeronáutica / EEAR Sargento 2020)

Assinale a alternativa que apresenta em destaque oração coordenada explicativa.

A) “Gato que brincas na rua/ Como se fosse na cama,/ Invejo a sorte que é tua/ Porque nem sorte se chama.” (Fernando Pessoa)

B) “Fui por ali dentro, sem arder, porque as almas são incombustíveis.” (Machado de Assis)

C) “Ema experimentava uma sensação de vingança. Pois não sofrera já bastante? (Gustave Flaubert)

D) “―— A bênção não senhor, que eu nunca mais lhe tomo a bênção.” (Rachel de Queiroz)

Gabarito: D

 

6. (CEBRASPE / PO-AL Auxiliar de Perícia 2023)

Fragmento do texto: Com efeito, o tom geral daqueles que defendem essas exposições apela para a utilidade educativa de se usarem corpos humanos reais, dissecados e modelados, em posições didáticas, pois essa técnica possibilita o acesso a “espécimes” cuja riqueza de detalhes e de informações era antes acessível apenas aos anatomistas.

Estariam mantidas a coerência e a correção gramatical do texto se, no último período do texto, a conjunção “pois” fosse suprimida e, em seguida, a vírgula empregada após “didáticas” fosse substituída por dois-pontos.

Gabarito: C

 

 

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Grande abraço!

Professor Décio Terror