Recurso Português TJ RJ Técnico

Fala, pessoal!

 

Vamos de recurso Português TJ RJ Técnico!

Entendo que há duas questões passíveis de recurso: 11 e 15.

Estou tomando por base a prova tipo 1, branca, cujo link é o seguinte:

 

https://conhecimento.fgv.br/sites/default/files/concursos/tecnico-de-atividade-judiciaria-sem-especialidade-nm-t01-se-tipo-1.pdf

 

Recurso contra o gabarito – Questão 11 – FGV / TJ-RJ (2026)

(FGV / TJ RJ Técnico de Atividade Judiciária 2026)

Todas as frases abaixo trazem preposições em sua construção.

A única frase em que a preposição sublinhada foi usada corretamente é:

(A)       Todos os políticos nos encontramos contra o raio de ação de campanhas populares.

(B)       Os assaltantes não só levaram todas as joias da vitrine como atiraram sobre o gerente da loja.

(C)       As partidas que mais atraíam o público torcedor eram aquelas em que se enfrentavam Vasco e Flamengo.

(D)       No início a ideia principal era de incrementar a participação de todos nas decisões escolares.

(E)       Nos países do Terceiro Mundo – na África de forma especial –, o número de afetados de Aids aumenta dia a dia.

Gabarito preliminar: C

 

O gabarito preliminar indica como correta apenas a alternativa (C). Entretanto, uma análise gramatical criteriosa demonstra que a alternativa (E) também apresenta uso correto da preposição sublinhada, o que configura duplicidade de respostas corretas e autoriza a anulação da questão.

Na alternativa (C) – “As partidas que mais atraíam o público torcedor eram aquelas em que se enfrentavam Vasco e Flamengo.” –, o emprego da preposição em é plenamente adequado, pois “em que” funciona como adjunto adverbial: Vasco e Flamengo se enfrentavam naquela partida.

Todavia, a alternativa (E) – “Nos países do Terceiro Mundo – na África de forma especial –, o número de afetados de Aids aumenta dia a dia.” – também está correta, pois o adjetivo afetado admite regência com a preposição “de”, quando indica aquilo que atinge, compromete ou incide sobre alguém ou algo.

Gramáticas normativas e dicionários de regência reconhecem esse uso. O adjetivo afetado, no sentido de “atingido”, “acometido”, “alcançado por”, pode reger tanto a preposição por quanto a preposição de, a depender da construção semântica. Expressões como afetado de doença, afetados de epidemias e afetados de males crônicos são recorrentes na língua escrita formal e encontram respaldo na tradição gramatical.

Nesse contexto, a construção “afetados de Aids” é sintaticamente legítima e semanticamente clara, não configurando desvio de regência nem impropriedade vocabular. Assim, a preposição sublinhada em (E) foi empregada corretamente, atendendo integralmente ao comando da questão.

Dessa forma, constata-se que há pelo menos duas alternativas corretas (C e E), o que viola o princípio da univocidade exigido em questões objetivas de múltipla escolha.

Diante do exposto, requer-se a anulação da questão, por apresentar mais de uma resposta válida à luz da norma culta da Língua Portuguesa.

 


Recurso contra o gabarito – Questão 15 – FGV / TJ-RJ (2026)

(FGV / TJ RJ Técnico de Atividade Judiciária 2026)

O tema de um texto não está necessariamente relacionado com a sua finalidade. Observe com atenção o fragmento textual abaixo, cujo tema é astrologia.

“A mulher-libra deverá apelar para suas consideráveis reservas de simpatia para tolerar os acessos de melancolia e os longos silêncios do homem-escorpião. Ele não a abandonou: se limita a afastar-se da costa um pouco mais que de costume, nadando por águas mais profundas de meditação sobre os mistérios da vida e não necessita de ninguém que nade junto a ele. Prefere empreender sozinho essas incursões noturnas. Às perguntas ‘Em que você está pensando?’, ‘Por que está tão calado?’, ele as responderá com um olhar frio e mais silêncio. Mesmo os escorpiões mais falantes terão momentos de introspecção.”

O texto acima tem a finalidade de:

(A) valorizar a astrologia no contato social;

(B) ironizar os dados astrológicos nas relações amorosas;

(C) informar aos de libra e aos de escorpião sobre o contato;

(D) demonstrar a infalibilidade da astrologia;

(E) mostrar as diferenças entre os signos.

Gabarito preliminar: C

 

O gabarito preliminar aponta como correta a alternativa (C): “informar aos de libra e aos de escorpião sobre o contato”.

Entretanto, a escolha dessa alternativa merece contestação, pois se baseia em um termo excessivamente genérico e semanticamente indeterminado, que não encontra delimitação clara no fragmento textual apresentado.

A palavra “contato”, tal como empregada na alternativa (C), possui sentido amplo e vago, podendo referir-se a contato social, físico, afetivo, comunicativo, ocasional ou contínuo. O texto, contudo, não tematiza o “contato” em si, nem o toma como eixo central de desenvolvimento. O fragmento concentra-se, de modo mais específico, na diferença de comportamentos emocionais e psicológicos atribuídos aos signos de Libra e Escorpião, especialmente no que se refere à introspecção, ao silêncio e à forma de lidar com relações interpessoais.

Em nenhum momento o texto se propõe a informar “sobre o contato”, entendido como objeto temático autônomo. Ao contrário, o que se observa é uma caracterização contrastiva dos signos, explorando suas atitudes, reações e modos de se relacionar. Assim, o termo “contato”, por não ser textual nem conceitualmente desenvolvido, abre margem a múltiplas interpretações, o que compromete a precisão exigida em uma questão objetiva.

Além disso, o próprio comando da questão solicita a identificação da finalidade do texto, e não de um conteúdo acessório ou indiretamente inferido. Uma finalidade adequada deve ser formulada com clareza, especificidade e aderência ao texto-base, o que não ocorre na alternativa (C), justamente por empregar um substantivo abstrato e indefinido, ausente do recorte temático efetivamente explorado.

Dessa forma, a alternativa indicada como correta apresenta fragilidade semântica, induzindo o candidato à dúvida quanto ao tipo de “contato” a que se refere, o que é incompatível com os critérios de objetividade e precisão próprios das provas da banca.

Diante do exposto, solicita-se a anulação da questão, uma vez que a alternativa (C) se apoia em termo impreciso, não textualizado nem claramente tematizado no fragmento apresentado, comprometendo sua correção.

 

Prova comentada Tribunal de Contas do Estado do Pará TCE PA 2024 Auditor de Controle Externo

Prova comentada Tribunal de Contas do Estado do Pará TCE PA 2024 Auditor de Controle Externo

Olá!

Vamos a mais uma prova comentada da banca FGV!

Após ler este material, dê um feedback para mim no Whatsapp (32 98447-5981) ou nos comentários deste post sobre este método escrito: se auxilia mais em relação ao vídeo, ok? É sempre importante entender o que funciona melhor para você!

Após a prova, você encontrará o raio-x e o gabarito.

Em seguida, você encontrará a prova comentada para sanar possíveis dúvidas.

Bom estudo!

Você pode baixar esta prova aqui!

 

  1. (FGV / TCE PA Auditor de Controle Externo 2024)

Assinale a opção em que os termos estão em paralelismo sintático, ou seja, apresentam segmentos estruturalmente idênticos.

(A) Viajarei pela Europa, conhecerei Paris e voltarei feliz da vida.

(B) Pelas notícias de ontem, o jornal de hoje faz temer as de amanhã.

(C) A imprensa mente, deturpa os fatos e agride o vernáculo.

(D) A conversação não é apenas dizer a coisa certa no momento certo, mas não dizer o que está errado no momento preciso.

(E) O amor é mais precioso que a vida, e a honra é mais preciosa que o dinheiro.

Comentário: O paralelismo sintático apresenta segmentos estruturalmente idênticos, ou seja, apresenta uma coordenação de termos ou orações de mesma base. Vale ressaltar que o fato de não haver paralelismo sintático não significa necessariamente que haverá erro gramatical.

Na alternativa (A), os verbos estão paralelos, pois estão enumerados no mesmo tempo: futuro do presente do indicativo. Porém, quanto à regência, eles não estão paralelos, pois o primeiro é intransitivo e é seguido do adjunto adverbial de lugar “pela Europa”; o segundo é transitivo direto e é seguido do objeto direto “Paris” e o terceiro é intransitivo e é seguido do predicativo do sujeito dentro de um predicado verbo-nominal “feliz”. Confirme:

Viajarei pela Europa, conhecerei Paris e voltarei feliz da vida.

Na alternativa (B), não há paralelismo, por não haver termos coordenados, enumerados. Confirme:

Pelas notícias de ontem, o jornal de hoje faz temer as de amanhã.

Na alternativa (C), os verbos estão paralelos, pois estão enumerados no mesmo tempo: presente do indicativo. Porém, quanto à regência, eles não estão paralelos, pois o primeiro é intransitivo; o segundo é transitivo direto e é seguido do objeto direto “os fatos” e o terceiro é transitivo direto e é seguido do objeto direto “o vernáculo”. Confirme:

A imprensa mente, deturpa os fatos e agride o vernáculo.

Na alternativa (D), o verbo “dizer” é transitivo direto e é repetido com dois objetos diretos de bases diferentes: o primeiro é constituído do substantivo “coisa” precedido do artigo “a”; o segundo é constituído do pronome demonstrativo “o” seguido da oração subordinada adjetiva “que está errado”. Ambos objetos diretos são seguidos de adjuntos adverbiais temporais “no momento certo” e “no momento preciso”. Confirme:

A conversação não é apenas dizer a coisa certa no momento certo, mas não dizer o que está errado no momento preciso.

A alternativa (E) é a correta, pois há duas orações coordenadas entre si com sujeito constituído de substantivo precedido de artigo definido (“O amor” e “a honra”). Ambas orações apresentam o verbo de ligação “é” e o predicativo é constituído de adjetivo comparativo (“mais precioso que a vida”, “mais preciosa que o dinheiro”).

Assim, há um paralelismo sintático perfeito. Confirme:

O amor é mais precioso que a vida, e a honra é mais preciosa que o dinheiro.

Gabarito: E

 

  1. (FGV / TCE PA Auditor de Controle Externo 2024)

As frases abaixo mostram uma comparação. Assinale a opção em que a comparação não é explicada.

(A) Ideias são como crianças. As nossas são sempre maravilhosas.

(B) As bibliotecas são como as farmácias: muitos venenos e poucos remédios.

(C) A leitura, como a comida, não alimenta se não digerida.

(D) Os discursos são como as orações copiadas dos textos religiosos.

(E) Os talheres são como o papel higiênico: só ficam limpos se não forem usados.

Comentário: Na alternativa (A), há a comparação entre “ideias” e “crianças”. A explicação reside na oração seguinte, a qual afirma que, assim como as crianças, nossas ideias são sempre vistas por nós como maravilhosas. Para confirmar, poderíamos até reajustar os períodos com a conjunção “pois”. Compare:

Ideias são como crianças. As nossas são sempre maravilhosas.

Ideias são como crianças, pois nossas são sempre maravilhosas.

Na alternativa (B), há a comparação entre “bibliotecas” e “farmácias”. O sinal de dois-pontos evidencia que o termo “muitos venenos e poucos remédios” é um aposto explicativo. Veja:

As bibliotecas são como as farmácias: muitos venenos e poucos remédios.

Na alternativa (C), há comparação entre “leitura” e “comida”, e a explicação está no segmento “não alimenta se não digerida”. Veja de forma mais evidente por meio da conjunção “pois”:

A leitura, como a comida, não alimenta se não digerida.

A leitura é como a comida, pois não alimenta se não digerida.

A alternativa (D) é a que deve ser marcada, pois houve apenas a comparação entre “os discursos” e “as orações copiadas dos textos religiosos”. Note que não há qualquer segmento explicativo:

Os discursos são como as orações copiadas dos textos religiosos.

Na alternativa (E), há a comparação entre “talheres” e “papel higiênico”. O sinal de dois-pontos evidencia que a oração “só ficam limpos se não forem usados” é explicativa, tanto assim que podemos trocar o sinal de dois-pontos pela conjunção “pois”. Compare:

Os talheres são como o papel higiênico: só ficam limpos se não forem usados.

Os talheres são como o papel higiênico, pois só ficam limpos se não forem usados.

Gabarito: D

 

  1. (FGV / TCE PA Auditor de Controle Externo 2024)

As frases abaixo são construídas contando com a duplicidade de sentido de um termo, à exceção de uma. Assinale-a.

(A) Livro raro é aquele devolvido depois de emprestado.

(B) Eu, quando tenho de enviar uma mensagem, não escrevo um livro: vou aos Correios.

(C) Como dizia o esquartejador, vamos por partes.

(D) Os homens de poucas palavras são os melhores.

(E) A única pessoa que escuta os dois lados de uma discussão é o sujeito do apartamento vizinho.

Comentário: A questão parece pedir a alternativa que não apresenta ambiguidade. Mas, na realidade, ao observarmos as alternativas, notamos que a questão apresenta 4 alternativas com palavras que têm um sentido original comum, mas, pelo contexto, está sendo empregada em sentido diferente.

Na alternativa (A), o adjetivo “raro”, originalmente, significa algo que é incomum, difícil de encontrar ou valioso devido à sua escassez. Por exemplo, um “livro raro” pode ser uma edição especial ou antiga, a que poucas pessoas têm acesso.

Na frase, “raro” é usado de maneira figurativa e irônica. O autor brinca com o fato de que é incomum que as pessoas devolvam livros depois de emprestá-los. Aqui, “raro” não se refere ao valor ou à dificuldade de encontrar o livro em si, mas ao fato de que é raro (incomum) que alguém devolva um livro que pegou emprestado.

Na alternativa (B), a palavra “livro” pode referir-se a uma obra escrita ou, de forma figurada, a um texto muito longo. A frase aproveita essa duplicidade de sentidos ao sugerir que, quando a pessoa precisa enviar uma mensagem, ela prefere ser breve e objetiva, em vez de escrever um texto longo e detalhado (que é comparado metaforicamente a “escrever um livro”). Em vez de escrever um livro, o que tomaria muito tempo, a pessoa “vai aos Correios”, que é uma maneira figurada de dizer que ela faz algo mais direto ou prático para se comunicar.

Na alternativa (C), a duplicidade de sentido está na expressão “vamos por partes”. Essa frase pode ser interpretada literalmente, referindo-se à ação do esquartejador, cortar literalmente, ou figuradamente, como uma sugestão de resolver um problema de maneira organizada, dividindo-o em etapas.

A alternativa (D) é a que não apresenta ambiguidade, pois a frase faz uma afirmação direta sobre homens de poucas palavras, sem explorar um jogo de palavras ou significados duplos.

Na alternativa (E), há ambiguidade, pois há um jogo de palavras com “escutar os dois lados”. No sentido figurado, que é o mais usado, refere-se à imparcialidade de considerar diferentes pontos de vista; no literal, refere-se à habilidade física de ouvir. O humor da frase surge da interpretação literal, em que o vizinho escuta ambos os lados da discussão devido à proximidade física.

Gabarito: D

 

  1. (FGV / TCE PA Auditor de Controle Externo 2024)

Assinale a opção em que a frase inicial, introduzida pela conjunção “se”, não apresenta valor de condição.

(A) Se a voz do povo é a voz de Deus, começo a pressupor que Deus é um sujeito muito calado.

(B) Se os homens são tão maus com o auxílio da religião, como seriam sem ela?

(C) Se os homens tivessem verdadeiramente convicção de sua fé, seriam todos santos.

(D) Se quiserdes saber o que Deus pensa do dinheiro, é só olhar a quem Ele o dá.

(E) Se existe Deus, por que há coisas como a fome e os horários políticos na televisão?

Comentário: Na alternativa (A), há relação de condição factual e resultado. A frase sugere que, caso a voz do povo seja realmente considerada a voz de Deus, então é possível concluir que Deus é muito calado, supostamente porque a população não se manifesta, não busca seus direitos. Confirme:

Se a voz do povo é a voz de Deus, começo a pressupor que Deus é um sujeito muito calado.

A alternativa (B) é a que não apresenta valor de condição. Como há uma estrutura parecida com a da alternativa (E), vamos apontar as diferenças das duas mais adiante, com uma explicação mais didática.

Na alternativa (C), há uma relação de condição hipotética e resultado. A frase afirma que, caso os homens tivessem verdadeira convicção de sua fé, o resultado seria que todos seriam santos. Confirme:

Se os homens tivessem verdadeiramente convicção de sua fé, seriam todos santos.

Na alternativa (D), há uma relação de condição hipotética e resultado, pois entendemos que, se a pessoa quiser saber algo sobre o pensamento de Deus, o resultado será obtido ao observar quem Ele favorece. Confirme:

Se quiserdes saber o que Deus pensa do dinheiro, é só olhar a quem Ele o dá.

Na alternativa (E), há uma relação de condição e resultado.

As alternativas (B) e (E) apresentam uma estrutura semelhante, pois há oração subordinada iniciada com a conjunção “se” e a oração principal é uma pergunta.

Vamos observar primeiramente a alternativa (E).

Nela se percebe um questionamento da existência de Deus, porque, se ele existisse mesmo, não deveria haver coisas como a fome e, de uma forma bem-humorada, os horários políticos na televisão.

Assim, percebe-se que a pergunta é retórica e é feita justamente para provocar a reflexão sobre a existência de Deus. A pergunta não induz uma resposta direta.

Para deixar mais claro, poderíamos reconstruir essa relação de condição e resultado com a transformação dessa pergunta retórica numa afirmação já gerada dessa condição. Compare:

Se existe Deus, por que há coisas como a fome e os horários políticos na televisão?

Se existe Deus, não deveria haver coisas como a fome e os horários políticos na televisão.

Percebeu agora que o questionamento é retórico e conseguimos desenvolvê-lo numa afirmação resultante da condição?

Agora, vamos à alternativa (B), a qual também apresenta questionamento.

Note que há uma relação de condição hipotética. O resultado (“como seriam”) se dá pela condição expressa no adjunto adverbial condicional “sem ela”, e não pela oração subordinada “Se os homens são tão maus com o auxílio da religião”.

Assim, tal oração subordinada não é a condição para a pergunta. Ela é a base de raciocínio que fica subentendida no adjunto adverbial condicional “sem ela”. Vamos a algumas formas para deixar isso bem claro:

Já que os homens são tão maus com o auxílio da religião, como seriam sem a religião?

Como seriam os homens sem a religião, já que eles são tão maus com o auxílio dela?

Se os homens são tão maus com o auxílio da religião, como seriam sem ela?

Agora ficou mais fácil notar que a condição não está na oração subordinada, mas no adjunto adverbial de condição “sem ela”.

Isso confirma a alternativa (B) como o gabarito desta questão.

Gabarito: B

 

  1. (FGV / TCE PA Auditor de Controle Externo 2024)

Assinale a frase em que o termo sublinhado mostra valor interrogativo.

(A) Não sei como é a alma de um criminoso, mas a alma do homem bom, honesto, é um inferno.

(B) Se quem ama o vinho e o amor vai para o inferno, o paraíso deve estar vazio.

(C) Onde há humanos há moscas e deuses.

(D) Uma sociedade sem religião é como um navio sem bússola.

(E) Não é lícito confiar quando os deuses são contrários.

Comentário: As palavras grifadas “como”, “quem”, “onde”, “quando” podem fazer parte de frases interrogativas diretas ou indiretas.

Numa frase interrogativa direta, deve haver finalização com ponto de interrogação, mas isso não ocorreu em nenhuma alternativa.

Numa frase interrogativa indireta, a palavra “quem” pode ser um pronome interrogativo, quando a oração principal transmitir dúvida, por meio do verbo “saber” ou sinônimo, como, por exemplo:

Eu não sei quem está aí.

O mesmo ocorre com os vocábulos “como”, “onde”, “quando”, que passam a advérbios interrogativos, como nos exemplos:

Eu não sei como ela está.

Eu não sei onde ela está.

Eu não sei quando ela vem.

Assim, notamos que a alternativa (A) é a correta, pois “como” é um advérbio interrogativo de modo, dentro de uma típica frase interrogativa indireta, constituída da oração principal, que expressa dúvida, por meio do verbo “saber” e da oração “como é a alma de um criminoso”, que é subordinada substantiva objetiva direta, cujo conectivo não é conjunção integrante, mas o advérbio interrogativo de modo “como”.

Sempre que há uma frase interrogativa indireta, pode-se transpô-la em direta:

Como é a alma de um criminoso?

Gabarito: A

 

  1. (FGV / TCE PA Auditor de Controle Externo 2024)

Assinale a opção que apresenta o texto que deve ser classificado como descritivo.

(A) A escola de samba entrou na avenida, passou diante dos jurados e, quando saiu na zona de dispersão, dava a impressão de ter certeza da vitória.

(B) Os jurados estavam sentados numa espécie de plataforma que se debruçava sobre a passarela do desfile, mostrando sempre muita atenção ao que se desenrolava à sua frente.

(C) As escolas de samba continuam sendo uma grande atração do carnaval carioca e é a razão principal da presença de turistas na cidade do Rio.

(D) O mestre-sala exibiu toda a sua categoria de sambista, fez os cumprimentos necessários aos jurados, agradeceu os aplausos do público e continuou sua caminhada.

(E) A bateria de uma escola de samba é uma atração à parte, atraindo o interesse do público em geral, já que ela se encarrega de dar o ritmo necessário ao samba.

Comentário: Para identificar qual das alternativas apresenta um texto de natureza descritiva, é importante entender que um texto descritivo tem como principal característica a apresentação de detalhes que visam retratar uma cena, objeto, pessoa ou ambiente, com o objetivo de criar uma imagem mental clara no leitor. O foco está nas características, qualidades e estados, sem que haja progressão temporal ou uma sequência de ações que mova a narrativa adiante.

Na alternativa (A), a frase apresenta uma sequência de ações realizadas pela escola de samba. O foco está na ação (entrar, passar, sair), o que caracteriza um texto narrativo, e não descritivo. Confirme:

 A escola de samba entrou na avenida, passou diante dos jurados e, quando saiu na zona de dispersão, dava a impressão de ter certeza da vitória.

A alternativa (B) é a correta, pois há uma descrição da posição dos jurados e da plataforma onde estavam, além da atenção que eles demonstravam. A frase não narra uma ação, mas sim descreve um cenário e o comportamento dos jurados, o que é característico de um texto descritivo. Confirme:

Os jurados estavam sentados numa espécie de plataforma que se debruçava sobre a passarela do desfile, mostrando sempre muita atenção ao que se desenrolava à sua frente.

Na alternativa (C), a frase faz uma afirmação sobre a importância das escolas de samba no carnaval carioca e sua atração para turistas. É uma frase dissertativa e transmite uma opinião, não descrevendo uma cena ou objeto. Confirme:

As escolas de samba continuam sendo uma grande atração do carnaval carioca e é a razão principal da presença de turistas na cidade do Rio.

Na alternativa (D), há novamente uma sequência de ações (exibir, fazer, agradecer, continuar). Portanto, é um texto narrativo, e não descritivo. Confirme:

O mestre-sala exibiu toda a sua categoria de sambista, fez os cumprimentos necessários aos jurados, agradeceu os aplausos do público e continuou sua caminhada.

Na alternativa (E), a frase também faz uma afirmação sobre a importância da bateria de uma escola de samba, explicando seu papel no contexto do desfile. É uma frase dissertativa e transmite uma opinião, não descrevendo uma cena ou objeto. Confirme:

A bateria de uma escola de samba é uma atração à parte, atraindo o interesse do público em geral, já que ela se encarrega de dar o ritmo necessário ao samba.

Gabarito: B

 

  1. (FGV / TCE PA Auditor de Controle Externo 2024)

Observe o trecho descritivo abaixo, que tem por objeto um personagem de uma cidade interiorana:

’Seu Paulo’ era um mineiro já de alguma idade, que já havia trabalhado em São Paulo como motorista, mas agora era um faz-tudo em Lavras. Tinha bom humor, gostava muito de conversar e, na minha pequena propriedade, fazia as pequenas tarefas agrícolas diárias, como limpar o terreno, botar água nas plantas e tirar pragas que surgissem na grama.

Essa pequena descrição

(A) procura identificar o personagem por meio de seus traços físicos.

(B) destaca sobretudo os traços psíquicos do personagem.

(C) mostra traços físicos e psíquicos do personagem.

(D) descreve o personagem em diversas épocas, procurando valorizá-lo.

(E)   indica somente características sociais do personagem descrito, mostrando-o como símbolo do interiorano.

Comentário: Para resolver essa questão, é necessário analisar o trecho descritivo e identificar o tipo de características que são enfatizadas na descrição do personagem “Seu Paulo”.

A alternativa (A) está errada, pois o trecho não menciona características físicas detalhadas. Apenas é mencionado que “Seu Paulo” já tinha “alguma idade”, o que não é suficiente para considerar uma descrição física. As características físicas de uma pessoa envolveriam sua altura, cor de cabelo, tipo físico, feições, etc., o que não ocorreu no texto.

A alternativa (B) é a correta, pois esse trecho foca nas características psicológicas e comportamentais de “Seu Paulo”, como seu bom humor e gosto por conversar, além de descrever suas atividades diárias, que são tarefas agrícolas. Confirme:

’Seu Paulo’ era um mineiro já de alguma idade, que já havia trabalhado em São Paulo como motorista, mas agora era um faz-tudo em Lavras. Tinha bom humor, gostava muito de conversar e, na minha pequena propriedade, fazia as pequenas tarefas agrícolas diárias, como limpar o terreno, botar água nas plantas e tirar pragas que surgissem na grama.

A alternativa (C) está errada, pois, como vimos na alternativa (A), o trecho não menciona características físicas.

A alternativa (D) está errada, pois o texto menciona o passado de “Seu Paulo” como motorista em São Paulo, mas foca principalmente em sua vida atual em Lavras. Não há uma narrativa detalhada que aborde diversas épocas ou tente valorizar o personagem por esse viés.

A alternativa (E) está errada, pois, embora o trecho mostre “Seu Paulo” como um faz-tudo em Lavras, o foco não é exclusivamente social, mas também abrange aspectos de sua personalidade e atividades diárias.

Gabarito: B

 

  1. (FGV / TCE PA Auditor de Controle Externo 2024)

Observe o pequeno texto narrativo a seguir:

Passeava despreocupadamente pelas ruas do meu bairro e passei diante de uma loja da loteria esportiva e me lembrei de que havia um alto prêmio acumulado. Fiquei tentado em jogar, mas não podia gastar aquele dinheiro no momento e desisti. Um pouco mais adiante, porém, arrependi-me e voltei para a loja.

Sobre a estruturação desse texto narrativo, assinale a afirmação inadequada.

(A) Há uma situação inicial que mostra o passeio despreocupado do narrador.

(B) Ocorre um fato motivador de uma modificação na situação inicial, que é o fato de passar pela loja de loteria e lembrar-se do prêmio acumulado.

(C) Há uma discussão interior do personagem que corresponde à trama narrativa e a um problema a ser resolvido.

(D) Desistir de jogar corresponde a uma solução temporária do conflito interior do narrador.

(E) Arrepender-se equivale ao final da narrativa, em que o conflito do texto é resolvido.

Comentário: O texto narrativo descreve uma sequência de eventos simples.

Quanto à estrutura, há uma situação inicial, em que o narrador está passeando despreocupadamente pelas ruas do bairro.

Em seguida, há um fato motivador (complicação), em que o narrador passa por uma loja de loteria, lembra-se do prêmio acumulado e sente-se tentado a jogar.

Em seguida, há um conflito, uma discussão interior, pois o narrador pondera sobre a possibilidade de jogar, mas decide não gastar o dinheiro no momento.

Posteriormente, o narrador continua o passeio, mas se arrepende de não ter jogado e decide voltar para a loja.

Como fecho, o arrependimento leva o narrador a retornar à loja de loteria, sugerindo que o conflito interior foi resolvido ao tomar essa decisão.

A alternativa (A) está adequada, pois a situação inicial (“Passeava despreocupadamente pelas ruas do meu bairro”) é, de fato, o passeio despreocupado do narrador pelas ruas do bairro.

A alternativa (B) está adequada, pois realmente há o fato motivador, que introduz o conflito, é o momento em que o narrador passa pela loja de loteria e lembra-se do prêmio acumulado: “e passei diante de uma loja da loteria esportiva e me lembrei de que havia um alto prêmio acumulado”.

A alternativa (C) está adequada, pois realmente o narrador enfrenta uma discussão interior sobre gastar ou não o dinheiro para tentar ganhar o prêmio, o que corresponde ao conflito central da narrativa: “Fiquei tentado em jogar, mas não podia gastar aquele dinheiro no momento e desisti”.

A alternativa (D) está adequada, pois o narrador inicialmente desiste de jogar, o que pode ser visto como uma solução temporária para o conflito. No entanto, o arrependimento posterior mostra que o conflito não estava completamente resolvido: “Fiquei tentado em jogar, mas não podia gastar aquele dinheiro no momento e desisti. Um pouco mais adiante, porém, arrependi-me e voltei para a loja.”.

A alternativa (E) é a inadequada, pois o arrependimento do narrador não representa o final da narrativa ou a resolução do conflito; ele apenas leva a um novo desdobramento, que é a decisão de voltar para a loja, onde o conflito interior do narrador é finalmente resolvido: “Um pouco mais adiante, porém, arrependi-me e voltei para a loja.

Logo, o fim da narrativa está no momento em que ele volta para a loja e joga.

Gabarito: E

 

  1. (FGV / TCE PA Auditor de Controle Externo 2024)

Assinale a oração adversativa que estabelece entre os segmentos indicados uma relação de real oposição.

(A) A palavra é dom de todos, mas a sabedoria cabe a poucos.

(B) Há muito o que saber, mas pouco que viver.

(C) O que os homens realmente querem não é conhecimento, mas certezas.

(D) Esteja pronto para escutar, mas lento para dar a resposta.

(E) Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende.

Comentário: Uma oração coordenada adversativa é aquela que estabelece uma relação de contraste ou oposição entre duas ideias. Geralmente, é introduzida por conjunções como “mas”, “porém”, “contudo”, “entretanto”, “todavia”, entre outras.

A característica principal da oração adversativa é que as ideias contrastadas têm sentidos opostos ou, pelo menos, apresentam algum tipo de divergência significativa.

Mas a questão pede o sentido de oposição, contrário.

Na alternativa (A), ocorre contraste, pois houve apenas a generalização de que a palavra é dom de todos e em seguida a restrição de que a sabedoria cabe a poucos. Note que essas palavras não são contrárias, opostas.

Na alternativa (B), não há uma relação de oposição no sentido de que essas duas ideias sejam contrárias, mas sim uma comparação entre a quantidade de conhecimento disponível e o tempo limitado de vida. Essa comparação é feita para destacar a diferença entre saber e viver.

Na alternativa (C), há contraste entre “conhecimento” e “certezas”. Embora “conhecimento” e “certezas” sejam diferentes, a oposição não é tão direta, pois as duas ideias podem coexistir; não há uma oposição completa, mas sim uma distinção de valor ou prioridade.

Na alternativa (D), não há oposição direta. Estar pronto não é contrário ou oposto de ser lento, da mesma que forma escutar não é oposto de dar a resposta.

A alternativa (E) é a correta, pois a frase estabelece uma clara oposição entre “quem sempre ensina” e “quem de repente aprende“, já que a frase desafia a concepção tradicional de um mestre como alguém que está constantemente em posição de ensinar, ao propor que o verdadeiro mestre é aquele que, em vez de apenas ensinar, também está aberto a aprender.

Gabarito: E

 

  1. (FGV / TCE PA Auditor de Controle Externo 2024)

Leia a frase abaixo com atenção:

Ninguém fica velho apenas por viver, mas por perder o interesse em viver.

Assinale a afirmativa correta o significado ou a estruturação dessa frase.

(A) A relação entre os segmentos da frase não é de oposição, mas de diferença.

(B) O adjetivo “velho”, no contexto da frase, tem alto valor pejorativo.

(C) O segundo segmento da frase retifica algo dito erradamente no primeiro segmento.

(D) O termo “fica velho” pode ser adequadamente substituído por “envelheceu”.

(E) O emprego de “apenas” mostra uma visão negativa do ato de viver.

Comentário: A alternativa (A) é a correta, pois oposição significa ideias contrárias. Note que a segunda causa “por perder o interesse em viver” não é contrária, oposta à anterior: por viver.

Assim, houve apenas um contraste, uma diferença, entre ficar velho por viver e ficar velho por perder o interesse em viver.

A alternativa (B) está errada, pois o adjetivo “velho” não carrega um valor pejorativo, negativo. A frase está focada na ideia de envelhecimento como um estado de espírito ou condição emocional, e não em uma crítica ou desvalorização explícita da velhice.

A alternativa (C) está errada, pois o segundo segmento da frase não corrige ou retifica o primeiro; em vez disso, ele aprofunda a ideia, acrescentando uma explicação mais completa sobre a causa do envelhecimento. Não há uma correção de erro, mas uma complementação que diferencia as causas de “ficar velho”.

A alternativa (D) está errada, pois a expressão “fica velho” é empregada em sentido figurativo e sugere que a velhice é mais uma questão de estado mental, de comportamento, da perda de interesse em viver (conforme se percebe no segundo segmento da frase).  Por isso, foi afirmado que ninguém fica velho apenas por viver, mas por perder o interesse em viver.

A troca por “envelheceu” daria ao trecho o sentido literal, que é o processo natural de envelhecimento, o que altera o sentido original da frase e implicaria incoerência na frase. A própria frase defende que ficar velho não é envelhecer, isto é, não é apenas pelo longo tempo de vida.

A alternativa (E) está errada, pois o uso de “apenas” não carrega uma visão negativa do ato de viver, mas sim relativiza a ideia de que viver por si só não é suficiente para “ficar velho”. A frase sugere que envelhecer está mais relacionado à perda do interesse em viver do que ao simples ato de viver.

Gabarito: A

Prova Português Resolvida da Polícia Civil Santa Catarina 2024 Psicólogo Policial Civil

Neste artigo, vamos comentar a prova Português da Polícia Civil Santa Catarina 2024 Psicólogo Policial Civil.

Neste artigo, comentei a prova 2, tipo verde:

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1. (FGV / PCSC Psicólogo Policial Civil 2024)

Assinale a frase que mostra problemas de correção com o emprego do acento grave indicativo da crase.

(A)  Os sábios dizem que a vossa luz se apagará um dia, disseram os vagalumes às estrelas. Estas, porém, não responderam nada.

(B)  Fique atento à tartaruga; ela faz progresso apenas quando estica o pescoço.

(C)  Se achares três reais leva-os à polícia; se achares três mil reais, leva-os a um banco.

(D)  Às vezes, só uma mudança de ponto de vista é suficiente para transformar uma obrigação numa interessante oportunidade.

(E)   Dinheiro é igual à táxi: quando você mais precisa, ele não aparece.

Comentário: A alternativa (A) está correta, pois “disseram” rege a preposição “a” e o substantivo “estrelas” está precedido do artigo “as”, por isso há crase.

A alternativa (B) está correta, pois “atento” rege a preposição “a” e o substantivo “tartaruga” está precedido do artigo “a”, por isso há crase.

A alternativa (C) está correta, pois “leva” rege a preposição “a” e o substantivo “polícia” está precedido do artigo “a”, por isso há crase.

A alternativa (D) está correta, pois cabe crase na locução adverbial de base feminina “Às vezes”.

A alternativa (E) é a errada, pois o substantivo masculino “táxi” não admite ser precedido do artigo feminino “a”. Assim, cabe apenas a preposição “a” exigida pelo adjetivo “igual”.

Gabarito: E

 

2. (FGV / PCSC Psicólogo Policial Civil 2024)

O célebre cientista Lineu disse certa vez:

“A natureza é um imenso dicionário!”

A comparação entre a natureza e o dicionário se justifica por duas marcas, que são:

(A) a quantidade e a variedade.

(B) a dificuldade e a necessidade.

(C) a necessidade e a precariedade.

(D) a precariedade e a quantidade.

(E) a variedade e a dificuldade.

Comentário: A alternativa (A) é a correta, pois um dicionário é conhecido pela grande quantidade e variedade de palavras e definições que ele contém, assim como a natureza é conhecida pela sua imensa diversidade de espécies, ecossistemas e fenômenos naturais.

Essa comparação faz sentido e reflete as características compartilhadas entre um dicionário e a natureza.

A alternativa (B) está errada, pois, embora um dicionário possa ser necessário para entender as palavras e a natureza seja essencial para a vida, a comparação direta envolvendo “dificuldade” não é claramente justificada. Além disso, a “dificuldade” não é uma característica intrínseca de um dicionário ou da natureza.

A alternativa (C) está errada, pois precariedade não é uma característica associada a um dicionário ou à natureza de maneira geral. Embora ambos possam ser necessários (dicionários para compreensão da linguagem, natureza para a vida), a precariedade não se encaixa na comparação da frase.

A alternativa (D) está errada, pois, como vimos, precariedade não é uma característica relevante na comparação da frase. Como vimos anteriormente, quantidade é uma marca na comparação dessa frase.

A alternativa (E) está errada, pois, como vimos, cabe “variedade”, mas não cabe “dificuldade”.

Gabarito: A

 

3. (FGV / PCSC Psicólogo Policial Civil 2024)

Muitas frases são construídas tendo por base outras frases famosas; entre as que estão abaixo, assinale aquela que está isenta dessa intertextualidade.

(A) Repolho não pensa. Logo, não existe.

(B) O céu é o pão de cada dia dos olhos.

(C) A Terra é o provável paraíso perdido.

(D) Antes um pássaro a voar que dois na mão.

(E) A mosca é o termômetro da higiene.

Comentário: Na alternativa (A), há intertextualidade, pois a frase “Repolho não pensa. Logo, não existe.” apresenta uma variação do famoso pensamento de René Descartes “Penso, logo existo”. Neste contexto, a ideia é invertida para um contexto humorístico.

Na alternativa (B), há intertextualidade, pois a frase “O céu é o pão de cada dia dos olhos.” apresenta uma reinterpretação da expressão bíblica “o pão nosso de cada dia“, que é usada na oração do Pai Nosso. A frase associa o céu a algo diariamente necessário ou apreciado, semelhante ao pão.

Na alternativa (C), há intertextualidade, pois a frase “A Terra é o provável paraíso perdido.” remete ao título da obra épica “Paraíso Perdido” de John Milton, mas a coloca em um contexto moderno, referindo-se à Terra.

Na alternativa (D), há intertextualidade, pois a frase “Antes um pássaro a voar que dois na mão.” apresenta uma variação do provérbio “Mais vale um pássaro na mão do que dois voando“, mas com uma interpretação oposta, valorizando a liberdade em vez da posse segura.

A alternativa (E) é a que devemos marcar, pois a frase “A mosca é o termômetro da higiene.” não apresenta variação direta de nenhuma frase famosa e não apresenta nenhuma expressão dessa frase que seja variação ou faça alusão a alguma expressão famosa. Assim, não há intertextualidade.

Gabarito: E

 

4. (FGV / PCSC Psicólogo Policial Civil 2024)

Assinale a frase em que a locução sublinhada foi corretamente substituída por um só vocábulo.

(A) O manancial desaprova quase sempre o itinerário do rio. / pluvial.

(B) A felicidade ou a infelicidade dos homens depende tanto de seus humores quanto de sua sorte. / masculina.

(C) Basta um minuto para fazer um herói; mas é necessária uma vida inteira para fazer um homem de bem. / benevolente.

(D) Nas situações de crise lembra-te de que deves conservar tranquila a tua cabeça. / críticas.

(E) A liberdade do outro amplia a minha. / altruísta.

Comentário: A alternativa (A) está errada, pois a locução adjetiva “do rio” pode ser substituída pelo adjetivo de mesmo sentido “fluvial”. O adjetivo “pluvial” é relativo à chuva.

A alternativa (B) está errada, pois a locução adjetiva “dos homens”, neste contexto, é o mesmo que “dos seres humanos” e pode ser substituída pelo adjetivo de mesmo sentido “humanas”. O adjetivo “masculina” relaciona-se à restrição ao gênero masculino, isto é, sem mulheres neste grupo.

A alternativa (C) está errada, pois a locução adjetiva “de bem” pode ser substituída pelo adjetivo de mesmo sentido “íntegro”. Esse adjetivo transmite a ideia de alguém que é moralmente correto, honesto e possui princípios éticos sólidos, o que está em consonância com o sentido de homem “de bem”.

Já o adjetivo “benevolente” tem o mesmo sentido da locução adjetiva “de boa vontade”, pois tal locução transmite uma ideia similar de bondade, generosidade e disposição para fazer o bem, características associadas à benevolência.

A alternativa (D) é a correta, pois “situações de crise” é o mesmo que “situações críticas”.

A alternativa (E) está errada, pois a locução adjetiva “do outro”, neste contexto, é o mesmo que “outrem”. O adjetivo “altruísta” se refere a um nobre sentimento. A pessoa altruísta se doa para o próximo sem esperar nada em troca.

Gabarito: D

 

5. (FGV / PCSC Psicólogo Policial Civil 2024)

Observe a seguinte frase:

Os deuses fizeram o campo mais esplendidamente e melhor que tudo.”

Assinale a opção correta sobre as propostas de mudanças nessa frase.

(A) Se reescrevêssemos essa frase, iniciando-a pelo substantivo “campo”, sua forma adequada seria: “O campo, os deuses o fizeram mais esplendidamente e melhor que tudo.”

(B) Se colocarmos “campo” no plural, a forma do vocábulo “melhor” deve modificar-se para “melhores”.

(C) O vocábulo “melhor” poderia ser corretamente substituído por “mais bom”.

(D) A forma verbal “fizeram” poderia ser substituída convenientemente pela forma “construíram” de sentido mais específico.

(E) Se trocarmos “mais esplendidamente” por “da forma mais esplêndida”, o vocábulo “mais” muda de classe gramatical.

Comentário: A alternativa (A) é a correta, pois a reescrita apenas apresenta enfaticamente o objeto direto com o pronome “o” como objeto direto pleonástico. Compare:

Os deuses fizeram o campo mais esplendidamente e melhor que tudo.

O campo, os deuses o fizeram mais esplendidamente e melhor que tudo.

A alternativa (B) está errada, pois, na frase “Os deuses fizeram o campo mais esplendidamente e melhor que tudo.”, os elementos comparativos de superioridade “mais esplendidamente e melhor que tudo” são constituídos dos advérbios “mais”, “esplendidamente” e “melhor”.

Como sabemos que advérbios não se flexionam no plural, a afirmação está errada.

A alternativa (C) está errada, pois só cabe a forma comparativa de superioridade sintética do advérbio “bem”, que é “melhor”. Note que não há adjetivo “bom”.

A alternativa (D) está errada, pois a forma “construíram” não tem sentido mais específico que “fizeram”.

A alternativa (E) está errada, pois o vocábulo “mais”, em “mais esplendidamente”, é advérbio de intensidade que modifica o advérbio “esplendidamente”. Em “da forma mais esplêndida”, o advérbio de intensidade “mais” modifica o adjetivo “esplêndida”.

Assim, não há mudança de classe gramatical. Permanece como advérbio.

Gabarito: A

 

6. (FGV / PCSC Psicólogo Policial Civil 2024)

As opções abaixo mostram textos compostos de dois segmentos, separados por uma barra inclinada.

Assinale a relação lógica entre esses segmentos que está corretamente indicada.

(A) A cidade não é uma selva de concreto; / é um zoológico humano. – Relação de comparação.

(B) Não acuses a natureza. / Ela fez a parte dela. – Relação de explicação.

(C) Há boas razões para proteger a Terra. / É o modo mais seguro de prolongar a lucratividade. – Relação de conclusão.

(D) O sol não ganharia nada em beleza / se aparecesse somente uma vez ao ano. – Relação de concessão.

(E) Vamos deixar a natureza seguir seu caminho; / ela entende do negócio melhor do que nós. – Relação de causa e consequência.

Comentário: A alternativa (A) está errada, pois, embora cada oração se estruture com base em metáfora (comparação), a relação entre essas orações é de contraste, pois a primeira oração nega, e a segunda afirma. Assim, a primeira metáfora de que a cidade é “selva de concreto” é rejeitada em favor de outra: a cidade é um zoológico humano.

Dessa forma, não há comparação entre as orações, mas contraste, oposição.

A alternativa (B) é a correta, pois a segunda oração explica ou justifica a primeira. A instrução para não acusar a natureza é apoiada pela explicação de que a natureza já cumpriu seu papel. Veja com a inserção de um conectivo adequado:

Não acuses a natureza, pois ela fez a parte dela.

A alternativa (C) está errada, pois a segunda frase é uma explicação ou justificativa das boas razões para proteger a Terra, isto é: prolonga a lucratividade. Assim, não cabe conclusão na segunda frase. Veja com a inserção de um conectivo adequado:

Há boas razões para proteger a Terra, pois é o modo mais seguro de prolongar a lucratividade.

A alternativa (D) está errada, pois a segunda oração transmite claramente o valor de condição, por meio da conjunção “se”, e não de concessão.

O sol não ganharia nada em beleza se aparecesse somente uma vez ao ano.

A alternativa (E) está errada, pois a segunda oração fornece um fundamento ou justificativa para a sugestão feita na primeira oração. Assim, não cabe consequência na segunda oração. Veja com a inserção de um conectivo adequado:

Vamos deixar a natureza seguir seu caminho, pois ela entende do negócio melhor do que nós.

Gabarito: B

 

7. (FGV / PCSC Psicólogo Policial Civil 2024)

Observe, sob o ponto de vista argumentativo, a seguinte frase: “A cidade não é uma selva de concreto; é um zoológico humano.”

A afirmativa correta sobre a estruturação argumentativa dessa frase é:

(A) a tese do texto é a de que a cidade não é uma selva de concreto.

(B) o argumento que apoia a tese se baseia no bom-senso.

(C) a tese do texto é apresentada sem qualquer argumento que a suporte.

(D) a argumentação do texto se utiliza do método dedutivo.

(E) o argumentador apela para a intimidação do leitor.

Comentário: Normalmente, quando uma frase inicia por negação, quer-se negar algo comumente falado e em seguida há o pensamento do autor.

Assim, a frase “A cidade não é uma selva de concreto; é um zoológico humano” é estruturada de forma a criar um contraste direto entre duas visões diferentes da cidade.

Primeiro, ela refuta a ideia comum da cidade como uma “selva de concreto” e depois propõe uma perspectiva alternativa, comparando-a a um “zoológico humano”.

Note que a frase não oferece argumentos racionais ou evidências para apoiar sua visão. Em vez disso, ela procura provocar reflexão no leitor, incentivando-o a repensar as maneiras comuns de ver a cidade.

Agora, vamos às alternativas.

A alternativa (A) está errada, pois a frase começa negando que a cidade seja uma “selva de concreto”, como comumente se fala, mas a tese vai além disso: ela propõe uma visão alternativa da cidade como um “zoológico humano”.

A alternativa (B) está errada, pois o texto apresenta a tese. Não apresenta argumento. Além disso, não há elemento no texto que se possa julgar basear-se no bom-senso. Para isso, haveria necessidade de uma ampliação com outra frase que fornecesse, por exemplo, uma analogia mais detalhada e uma explicação concreta para a comparação feita entre a cidade e um zoológico humano. Mas isso é só uma possibilidade. O que importa é que não houve argumento na frase.

A alternativa (C) é a correta, pois realmente a tese do texto é apresentada sem qualquer argumento que a suporte. A frase apresenta uma afirmação metafórica, mas não oferece argumentos concretos ou evidências para apoiar a visão de que a cidade é um “zoológico humano”.

Como comentado anteriormente, a frase procura provocar reflexão no leitor, incentivando-o a repensar as maneiras comuns de ver a cidade, e não um argumento.

A alternativa (D) está errada, pois o método dedutivo envolveria uma lógica de premissas gerais levando a uma conclusão específica. A frase, por outro lado, é uma afirmação metafórica e não segue uma estrutura dedutiva.

A alternativa (E) está errada, pois não há elementos na frase que sugiram uma tentativa de intimidação. A frase é uma afirmação metafórica que busca provocar reflexão, e não intimidar.

Gabarito: C

 

8. (FGV / PCSC Psicólogo Policial Civil 2024)

Todas as frases abaixo foram retiradas de um dicionário de citações e quatro delas apresentam erros relacionados à norma culta da língua portuguesa.

Assinale a única frase correta.

(A) Só se pode vencer a natureza obedecendo-a.

(B) Os rios são caminhos que marcham por si só.

(C) Todas as especulações são cinzas, meu amigo, mas a árvore de ouro da vida é eternamente verde.

(D) Destaca-se e viverás.

(E) Toda a vida é sonho e os sonhos, sonhos são.

Comentário: A alternativa (A) está errada, pois o verbo “obedecendo” é transitivo indireto e não admite o pronome átono “a” como objeto indireto. Veja a correção:

Só se pode vencer a natureza obedecendo-lhe.

A alternativa (B) está errada, pois o adjetivo “só” deve concordar com o seu referente plural “caminhos”. Veja a correção:

Os rios são caminhos que marcham por si sós.

A alternativa (C) está errada, pois “cinza” faz contraste com “verde”. Assim, tais palavras estão relacionadas à cor. O adjetivo “verde” se flexiona normalmente no plural quando o referente é plural: camisa verde, camisas verdes.

Porém, o substantivo que se relaciona à cor não deve flexionar-se. Assim, o correto é o emprego de “cinza” no singular. Veja a correção:

Todas as especulações são cinza, meu amigo, mas a árvore de ouro da vida é eternamente verde.

A alternativa (D) está errada, pois, pela conjugação do segundo verbo (“viverás”) na segunda pessoa do singular, notamos que o primeiro também deve ser conjugado nesta pessoa: “Destaca”. Porém, o pronome átono “se” não acompanhou tal pessoa. Assim, para ficar correto, deve-se estruturar da seguinte forma:

Destaca-te e viverás.

A alternativa (E) foi dada como a correta.

É certo que não cabe vírgula entre o sujeito e o predicativo de uma oração. Na oração “e os sonhos, sonhos são”, o termo “os sonhos” é o sujeito e o termo “sonhos” é o predicativo do sujeito. Note que “são” é verbo de ligação.

Mas note que a palavra “sonho” se repete neste pequeno período. Ocorre três vezes num segmento de pequena extensão. Isso nos dá sinal de estilo, de ênfase.

Assim, devemos analisar a pontuação também como expressividade, estilo, ênfase.

Como notamos que as demais alternativas apresentam erros gramaticais incontestáveis, notamos que cabe a vírgula por estilo, simplesmente para enfatizar a repetição do substantivo “sonhos” na última oração. Veja:

Toda a vida é sonho e os sonhos, sonhos são.

Gabarito: E

 

9. (FGV / PCSC Psicólogo Policial Civil 2024)

Em todos os fragmentos textuais abaixo há processos de retomada dos termos sublinhados; assinale a frase em que o processo é realizado por uma classe gramatical diferente das demais.

(A) Não acuses a natureza. Ela já fez a parte dela.

(B) Graças a Deus o sol já se pôs, e não tenho mais de sair para aproveitá-lo.

(C) Considerai como crescem os lírios do campo; eles não trabalham nem fiam.

(D) Os moradores dos campos são melhores que os das cidades.

(E) Quando um homem não observa a natureza, sempre crê poder melhorá-la.

Comentário: Note que, nas alternativas (A), (B), (C) e (E), os pronomes pessoais “Ela”, “-lo”, “eles”, “-la” retomam seus antecedentes sublinhados.

Assim, o processo de retomada ocorreu com o emprego de pronomes pessoais.

Porém, na alternativa (D), o processo de retomada não ocorreu com pronome pessoal.

Na realidade, o artigo “os” faz subentender o substantivo plural “moradores”. Assim, ocorreu a elipse.

Por isso, a alternativa (D) é a que deve ser marcada.

Um detalhe importante: há quem entenda que “os” também pode ser percebido como pronome demonstrativo reduzido “os”, o qual tem o mesmo valor de “aqueles”. Veja:

Os moradores dos campos são melhores que os das cidades.

Os moradores dos campos são melhores que aqueles das cidades.

Assim, também o processo ocorreria por emprego de pronome. Por isso mesmo, a banca deixou as demais alternativas com retomada por pronome pessoal, para evitar recurso ou anulação da questão.

Entendendo como artigo (neste caso, seria elipse do substantivo) ou como pronome demonstrativo, o emprego de “os” é diferente do das demais alternativas.

Gabarito: D

 

10. (FGV / PCSC Psicólogo Policial Civil 2024)

As frases a seguir mostram a modificação de uma forma reduzida para uma forma de oração desenvolvida; assinale a opção em que essa modificação foi feita de forma adequada.

(A)  Há boas razões para proteger a Terra. / Há boas razões para que protegêssemos a Terra.

(B)  Quando um homem não observa a natureza, sempre crê poder melhorá-la. / Quando um homem não observa a natureza, sempre crê que possa melhorá-la.

(C)  É impossível ensinar um gato a não pegar passarinhos. / É impossível ensinar um gato a que não pegasse passarinhos.

(D)  Sirvo-me de animais para instruir os homens. / Sirvo-me de animais para a instrução dos homens.

(E)   A natureza não nos permitiu conhecer o limite das coisas. / A natureza não nos permitiu que conheçamos o limite das coisas.

Comentário: A questão pede a modificação de uma forma reduzida para uma forma de oração desenvolvida.

Uma oração desenvolvida deve ser iniciada por uma conjunção ou pronome relativo (se for oração adjetiva) e deve conter verbo conjugado em modo e tempo verbal.

Assim, além de verificar se há oração desenvolvida, quando esse verbo sair da forma infinitiva, o seu tempo verbal deve combinar com o do verbo da oração principal.

A alternativa (A) está errada, pois o pretérito imperfeito do subjuntivo “protegêssemos” não combina com o presente do indicativo “Há”. Assim, para haver tal combinação, devemos passar o verbo para o presente do subjuntivo “protejamos”. Veja:

boas razões para que protejamos a Terra.

A alternativa (B) é a correta, pois a oração subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo “poder melhorá-la” passou a desenvolvida, tendo em vista que foi inserida a conjunção integrante “que” e o verbo auxiliar deixou de ser infinitivo e passou a ser presente do subjuntivo, combinando com o verbo da oração principal “crê”. Confirme:

Quando um homem não observa a natureza, sempre crê que possa melhorá-la.

Neste caso, como é algo que se crê, isto é, não é certeza, mas possibilidade, é ideal que o tempo verbal seja o presente do subjuntivo “possa”.

A alternativa (C) está errada, pois o pretérito imperfeito do subjuntivo “pegasse” não combina com o presente do indicativo “É“. Assim, para haver tal combinação, devemos passar o verbo para o presente do subjuntivo “pegue”. Veja:

É impossível ensinar um gato a que não pegue passarinhos.

A alternativa (D) está errada, pois houve uma nominalização, isto é, a transformação de uma oração (para instruir os homens) em termo da oração (para a instrução dos homens). Assim, não atende ao comando da questão.

A alternativa (E) está errada, pois o presente do subjuntivo “conheçamos” não combina com o pretérito perfeito do indicativo “permitiu”. Assim, para haver tal combinação, devemos passar o verbo para o pretérito imperfeito do subjuntivo “conhecêssemos”. Veja:

A natureza não nos permitiu que conhecêssemos o limite das coisas.

Gabarito: B

 

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Aula 03/09 Provas comentadas TJ SP

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Aula 22/08 Quinta com Terror – Questões de pronomes

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Aula de 13/08 – Revisão CNU

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