Você sabe o que é resenha?

Você sabe o que é resenha? — Nosso artigo trará uma análise e contextualização sobre um gênero textual bastante em alta na atualidade: resenha.

 

O que é Resenha

Resenha é um gênero textual que objetiva analisar outra obra distinta. Essa obra pode ser um texto, filme, peça de teatro, álbum musical e quaisquer outras formas de expressão artística, literária e também sobre algum assunto específico. Nela, o autor propõe a construção de relações entre características e propriedades da obra/objeto analisado.

Também é comum que a resenha traga uma enumeração de aspectos da outra obra que são considerados relevantes e importantes. Em suma, trata-se de um gênero textual que descreve e/ou analisa um outro objeto.

É muito comum encontrarmos resenhas sobre livros e textos. Além da evidenciação de aspectos importantes desse livro/texto, esse tipo de texto também deve apresentar informações adicionais a um mero resumo da obra.

Tipos de Resenha

Dois tipos de resenha são os mais difundidos.

tipos de resenha
Tipos de Resenha: descritiva e crítica

Descritiva

O estilo descritivo de resenha possui o foco na descrição sobre objeto apresentado. É muito comum que a resenha descritiva seja confundida com um resumo. Trata-se de uma composição informativa e não há espaços para opiniões.

Crítica ou Opinativa

Quando pensamos em resenha, normalmente estamos nos referindo às resenhas críticas. Nesse estilo, além da evidenciação das principais características, elementos e propriedades do objeto analisado, o autor também apresenta teses e opiniões.

Por essa característica de apresentar concepções, pontos de vista e posições do autor, é classificada com um informativo-argumentativo. Vale notar que, a partir do momento em que opiniões são expressas pelo autor, também é necessária que sejam defendidas com argumentos válidos.

Resumo x Resenha

Não é raro que exista uma confusão entre resumo e resenha. Inclusive, acreditamos que isso seja bastante natural, pela grande similaridade presente. Iremos apresentar as características principais de ambos, buscando evidenciar diferenças e semelhanças de forma mais clara.

Resumo

Trata-se de um gênero de textos que possui o objetivo de retirar apenas as informações mais relevantes de um objeto, seja um texto, livro, filme. No resumo, não é possível que informações adicionais, que não estejam no objeto a ser resumido, sejam adicionadas.

Essa é a característica que mais distingue o resumo. Isso acontece porque, mesmo no caso da resenha descritiva, é possível que o autor adicione detalhes que não estão presentes na obra/objeto analisado.

Resenha

Gênero que traz uma combinação entre resumo e informações adicionais de caráter analítico e/ou opinativo. Dentro de uma resenha, sempre haverá um resumo: a evidenciação das informações mais importantes sobre o objeto analisado.

Acontece que, na resenha, as informações apresentadas guiam também a opinião que será emitida. Portanto, há um resumo na resenha, porém, ele pode não ser tão objetivo quanto um resumo propriamente dito. Isso pode acontecer pela possibilidade de as informações presentes no resumo também servirem como uma introdução às teses formuladas no texto.


Conheça o Curso completo de interpretação de texto

Opinião x objetividade

Há certa controvérsia em relação à presença de opinião em resenhas. Enquanto algumas fontes defendem que a opinião é indissociável a uma resenha crítica, outras argumentam que o ponto de vista do autor não deve interferir no texto criado.

Acreditamos que a discussão seja válida. Pelo fato da resenha crítica possuir, necessariamente, teses, acreditamos que o ponto de vista daquele que escreve deve, sim, mostrar-se presente no texto. Faz-se necessário que, mesmo sendo um ponto de vista pessoal, haja certa objetividade na maneira de demonstrá-lo.

A ideia não é que a resenha seja uma opinião por si só, porém, um gênero textual por meio do qual ela seja expressa. Tal gênero possui características e uma estrutura a ser seguida. Utilizar-se dessa estrutura e emitir uma opinião dentro desta aparenta ser o consenso mais palpável em relação à definição de resenha crítica.

Passo a passo para escrever uma resenha

É necessário tomar alguns cuidados e seguir alguns procedimentos para escrever uma resenha de qualidade. Elencamos alguns passos que acreditamos serem essenciais no processo de produção desse gênero.

  1. Ter um contato bastante cuidadoso e atencioso com o objeto que será analisado. Seja um texto, filme ou livro: é importante consumi-lo de maneira criteriosa. Além disso, é usual que seja necessário assistir ou ler o objeto analisado mais de uma vez.
  2. Após o primeiro contato, é interessante que os contatos posteriores sejam realizados já com o objetivo de apontar os pontos principais que estarão presentes na resenha. Num texto, é possível grifá-lo e comentá-lo. Para uma arte visual, é possível assisti-la e realizar anotações durante esse processo.
  3. Utilizar as anotações que foram criadas enquanto se consumia o objeto para criar um resumo bastante criterioso. Lembrando que é importante que o resumo traga as informações mais importantes sobre o objeto.
  4. Construir os comentários e apontamentos que serão realizados em relação ao objeto. Tais apontamentos irão variar dependendo do estilo da resenha: descritiva ou crítica. Tais apontamentos serão mais opinativos quando se tratar de uma resenha crítica.
  5. Revisar o texto, verificando se todos as informações mais importantes do objeto foram evidenciadas. Também é importante que os apontamentos estejam alinhados com a opinião do autor.

Curso Completo de Português
 Conheça o Curso completo de Português!

Resenha em concursos públicos

Trazendo esse gênero para a esfera dos concursos públicos, não é comum que esse seja um estilo demandado nas provas discursivas. O mais usual é que as redações, cobradas nos concursos, possuam formato dissertativo. Isso acontece porque a avaliação de uma resenha é muito mais subjetiva e dificultada do que a de uma dissertação.

Na dissertação, avalia-se, além dos aspectos gramaticais, a capacidade de argumentação do candidato. Por outro lado, seria bastante complicado realizar uma avaliação comparativa com a resenha. Os aspectos linguísticos e gramaticais poderiam ser avaliados, porém, como se trata de uma opinião, não haveria possibilidade de uma avaliação, que possui o intuito de gerar uma nota utilizada na classificação dos candidatos, sobre a opinião daquele que a escreveu.

Apesar dos candidatos não possuírem a necessidade de escrever uma resenha, ela costuma estar presente nas provas de português. Não é incomum encontrar um exemplo desse tipo textual, seja descritiva ou crítica, como um dos textos-base para questões interpretativas e gramaticais. Inclusive, é importante que o candidato consiga classificar esse gênero textual, já que tal classificação pode ser alvo de questões.

Conclusão

Esperamos que nossa explicação sobre a resenha tenha sido clara, objetiva e tenha trazido esclarecimentos sobre o tema. Desejo ótimos estudos a todos e um grande abraço!


Você ainda tem dúvidas sobre a língua portuguesa? Deixe sugestões nos comentários ou verifique os artigos que já postamos, pois provavelmente sua dúvida poderá ser sanada por eles!

 

Grande abraço,

Décio Terror


  Curso Completo de Português                                                          


Pratique questões no Sistema de Questões gratuito, clicando aqui!

 

Siga-me nas redes sociais:

Instagram: @decioterror

Youtube: Décio Terror

Meu site: https://www.professordecioterror.com.br/

O uso do hífen: explicações e regras gerais

O Uso do hífen – O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi assinado em 1990 como uma forma de unificar a língua escrita em países que possuem essa língua como oficial. Entre esses, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste formam a Comunidade de Países de Língua Portuguesa – CPLP. Entretanto, o acordo só entrou em vigor aqui no Brasil em 2013. Desde então, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o uso do hífen.

Com isso, vou explicar de maneira geral o uso do hífen, mas sem me referir à regra passada nem a palavras específicas, pois vemos que as provas de concursos se baseiam nas regras básicas, mais evidentes, ok?!

 

Vamos lá:


Conheça o Curso completo de interpretação de texto

1ª regra

Não se emprega o hífen nos vocábulos em que o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente.

  • autoafirmação, autoajuda, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, contraexemplo, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semrido, semiautomático, semiembriagado, semiobscuridade, supraocular, ultraelevado

Exceção: Nos vocábulos com prefixo em que o segundo elemento começa por –h, o uso do hífen permanece: ante-hipófise, anti-herói, anti-higiênico, anti-hemorrágico, extra-humano, neo-helênico, semi-herbáceo, super-homem, supra-hepático etc.


2ª regra

Emprega-se o hífen nos vocábulos em que o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal igual.

  • Anti-ibérico, anti-inflamatório, anti-inflacionário, anti-imperialista, arqui-inimigo, arqui-irmandade, micro-ondas, micro-ônibus, micro-orgânico

Exceção: Nos prefixos átonos (não possuem acento) co-, pre-, re– e pro-, não se usa o hífen: coordenar, reescrever, propor, preestabelecer.


3ª regra

Não se emprega o hífen em certos compostos em que se perdeu, em certa medida, a noção de composição.

  • mandachuva, paraquedas, paraquedista

Exceção: O uso do hífen permanece nas palavras compostas que não contêm um elemento de ligação e constituem uma unidade sintagmática e semântica, mantendo acento próprio, bem como naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas: ano-luz, azul-escuro, médico-cirurgião, conta-gotas, guarda-chuva, segunda-feira, tenente-coronel, beija-flor, couve-flor, erva- doce, bem-te-vi, formiga-branca etc.

Se você tiver dúvida sobre alguma palavra e ela não se encaixar nas regras acima é porque, muito provavelmente, não houve mudança.

 


Curso Completo de Português
 Conheça o Curso completo de Português!

Você ainda tem dúvidas sobre a língua portuguesa? Deixe sugestões nos comentários ou verifique os artigos que já postamos, pois provavelmente sua dúvida poderá ser sanada por eles!

 

Grande abraço,

Décio Terror


  Curso Completo de Português                                                          


Pratique questões no Sistema de Questões gratuito, clicando aqui!

 

Siga-me nas redes sociais:

Instagram: @decioterror

Youtube: Décio Terror

Meu site: https://www.professordecioterror.com.br/

Qual a diferença entre verbo transitivo e intransitivo?

Você sabe qual a diferença entre verbo transitivo e intransitivo?

Para falarmos disso, vou começar com uma historinha…

Veja:

Joana é uma moça que trabalha muito e, quando tira férias, viaja e liga para sua mãe assim que chega ao seu destino. O problema é que a mãe de Joana é muito esquecida e sempre faz a mesma pergunta para a filha.

– Oi, mãe! Cheguei! – disse Joana antes de entrar no táxi, após desembarcar.

– Oi, minha filha! Graças a Deus você chegou. Você chegou aonde mesmo? Esqueci a cidade para onde você foi.

– Cheguei a Cabo Frio, mãe. Esqueceu de novo, né? – disse Joana rindo.

– Esqueci – respondeu a mãe sem graça.

– Estava pensando, mãe, e cheguei a uma conclusão: você fica muito estressada quando viajo e acaba se esquecendo do lugar para onde vou. – disse Joana observando a paisagem através da janela do táxi

– É verdade, Joana. Você tem razão. – disse a mãe pensativa – agora vou desligar para você aproveitar o passeio. Um grande beijo!

– Um beijo, mãe!

 

Mas o que essa história tem a ver com os verbos transitivo e intransitivo?

Vamos lá!

Verbo transitivo e intransitivo

Aposto que você ficou aí pensando: “que raio de história boba é essa? O Terror deve estar de brincadeira!”

 

Vou explicar: você notou que usei bastante o verbo “chegar”? Volte ao texto e observe os contextos nos quais ele aparece.

 

Você percebe alguma diferença? Veja que Joana diz “Oi, mãe! Cheguei!”, depois a mãe pergunta: “Você chegou aonde mesmo?” e Joana reponde: “Cheguei a Cabo Frio, mãe”. Mais adiante Joana diz “cheguei a uma conclusão: você fica muito estressada […]”.

 

E aí, notou alguma coisa com relação ao verbo “chegar”? Ele é intransitivo ou transitivo?

 

Verbo “chegar”: transitivo ou intransitivo? 

Note que em “Cheguei!” e “Cheguei a Cabo Frio, mãe.” O verbo “chegar” é intransitivo. Aí você deve estar pensando: “mas se Joana chegou a Cabo Frio, ‘a Cabo Frio’ é o objeto indireto, logo, o verbo ‘chegar’ é transitivo indireto.”

 

Não! É aí que você se engana e erra a questão na hora do concurso!

 

O termo “a Cabo Frio” é adjunto adverbial de lugar. Note que a mãe de Joana pergunta aonde ela chegou, isto é, preposição “a” + advérbio “onde”.

 

Veja que o advérbio interrogativo “onde” substitui o termo “Cabo Frio”. Logo, “Cabo Frio” é um adjunto adverbial de lugar.

 

Observe:

Cheguei a Cabo Frio.

Chegou  a + onde?

Entendeu?

Bom, mas e o verbo “chegar” em “cheguei a uma conclusão”? Nesse caso, o verbo “chegar” é transitivo indireto e “a uma conclusão” é  o objeto indireto.

Para comprovar, basta perguntar: Chegou a quê?

Note: “quê” é o objeto indireto e substitui o termo “uma conclusão”.


  Conheça o Curso completo de interpretação de texto!

Outros exemplos sobre os contextos de verbos transitivo e intransitivo

Percebeu que a transitividade verbal depende do contexto? Isso também ocorre com outros verbos. Observe:

 

Destaque entre verbos “estar” e “virar”

Calma,✋! Ainda não acabou!!!

Cabe ainda destacar mais dois verbos: “estar” e “virar”.

O verbo “estar” pode ser verbo de ligação ou verbo intransitivo. Observe nos contextos abaixo:

Note que “feliz” é um adjetivo que caracteriza o estado do sujeito, sendo, portanto, o predicativo do sujeito; “bem” é um advérbio de modo e modifica o verbo “estou”,  o termo “em Belém” é um adjunto adverbial de lugar.

Por fim, o verbo “virar” pode ser intransitivo, transitivo direto ou verbo de ligação. Veja:

Observe que, no primeiro exemplo, o verbo “virar” significa mudar de posição. Dessa forma, ele é classificado como transitivo direto e o termo “o rosto” é o objeto direto.

No segundo exemplo, o verbo “virar” é intransitivo, pois o sujeito não pegou “a direita”, ele seguiu por uma direção. Logo, o termo “à direita” é adjunto adverbial de direção.

No terceiro exemplo, Ana não pegou uma modelo e a trocou de posição, Ana passou a ter características de modelo, tornou-se modelo. Por isso, o verbo virar, nesse contexto, é um verbo de ligação e o termo “modelo” é o predicativo do sujeito.


Curso Completo de Português
 Conheça o Curso completo de Português!

Tuuuudo isso serviu para mostrar que a transitividade verbal não é decoreba, pois depende do contexto. Por isso, a partir de agora, você vai entender e não decorar a matéria. Ok?

 

Um grande abraço,

Prof. Décio Terror.


  Curso Completo de Português                             


Pratique questões no Sistema de Questões gratuito, clicando aqui!

 

Siga-me nas redes sociais:

Instagram: @decioterror

Youtube: Décio Terror

Meu site: https://www.professordecioterror.com.br/

Qual é a diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal?

O assunto de hoje é uma dúvida muito frequente: diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal.

Você verá que não é um bicho de sete cabeças, na verdade, é só você se guiar pelos três critérios que explicaremos adiante que não tem erro.

 

Então vamos lá?

 

O que é o adjunto adnominal?

Primeiro, é bom lembrar que o adjunto adnominal é todo termo sintático da oração que pode caracterizar, determinar, modificar, especificar ou restringir um substantivo.

Esse termo pode ser representado por:

1) um artigo:                                    O carro parou.

2) um pronome adjetivo:               Encontrei meu relógio.

3) um numeral adjetivo:                 Recebi a segunda parcela.

4) um adjetivo:                                Tive ali grandes amigos.

5) uma locução adjetiva:                Tenho uma mesa de pedra.

 

 

O que é o complemento nominal? 

Já o complemento nominal é sempre precedido de preposição e completa o sentido de substantivos, adjetivos e advérbios que apresentam transitividade.

Observe os exemplos a seguir:

1) complemento nominal de um substantivo:

Você fez uma boa leitura do texto.

Note que o substantivo “leitura” é o nome da ação de “ler”. Como é natural o verbo ser transitivo, o substantivo também fica transitivo e exige complemento nominal.

2) complemento nominal de um adjetivo:

Você precisa ser fiel aos seus ideais.

Quem é fiel é fiel a alguém ou a alguma coisa. Assim, o adjetivo “fiel” é transitivo, ou seja, necessita de complemento.

3) Complemento nominal de advérbio:

Você mora perto de Maria.

Note que o advérbio de lugar “perto” necessita de um complemento: perto de algo ou de alguém.

 

Visto isso, agora podemos entender qual é a diferença entre o adjunto adnominal e o complemento nominal.


  Conheça o Curso completo de interpretação de texto!

Qual é a diferença entre Adjunto Adnominal x Complemento Nominal?

adjunto adnominal formado por uma locução adjetiva pode ser confundido com o complemento nominal. Normalmente não haverá dúvida, pois, segundo o que explicamos acima, o adjunto adnominal é constituído de vocábulo de valor restritivo que caracteriza o núcleo do termo de que faz parte. Já o complemento nominal é termo que completa o sentido de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio).

A dúvida ocorre, portanto, quando os dois termos são preposicionados. Por exemplo:

A leitura do livro é instigante.       A leitura do aluno foi boa.

Para percebermos a diferença, é importante passarmos por três critérios:

1º critério:

  • O adjunto adnominal quando preposicionado caracteriza apenas o substantivo.
  • O complemento nominal complementa um substantivo,  adjetivo ou advérbio.

Assim, em orações como “Estava cheio de problemas.”, “Moro perto de você.”, logo no primeiro critério, já sabemos que “de problemas” e “de você” são complementos nominais, pois completam o sentido do adjetivo “cheio” e do advérbio “perto”, respectivamente.

 

2º critério:

  • O substantivo caracterizado por um adjunto adnominal pode ser concreto ou abstrato.
  • O substantivo completado por um complemento nominal deve ser abstrato.

Sabendo-se que um substantivo abstrato normalmente é o nome de uma ação (corrida, pesca) ou de uma característica (tristeza, igualdade) e que o substantivo concreto é o nome de um ser independente, que conseguimos visualizar, pegar (casa, copo). Nas orações “Trouxe copos de vidro.” e “Vi a casa de pedra.”, os termos “de vidro” e “de pedra” são adjuntos adnominais, pois caracterizam os substantivos concretos “copos” e “casa”, respectivamente.

 

E se o substantivo seguido do termo preposicionado for abstrato?

Neste caso, passamos para o 3º critério:

3º critério:

  • O adjunto adnominal preposicionado é agente.
  • O complemento nominal é paciente.

Este último normalmente é o cobrado em prova. Se os termos abaixo sublinhados são agentes, automaticamente serão os adjuntos adnominais. Se pacientes, serão complementos nominais. Veja:

 

Adjuntos adnominais:

O amor de mãe é especial.                                    (agente: a mãe ama)

A invenção do cientista mudou o mundo.            (agente: o cientista inventou)

A leitura do aluno foi boa.                                      (agente: o aluno leu)

Complementos nominais:

O amor à mãe também é especial.           (paciente: a mãe é amada)

A invenção do rádio mudou o mundo.     (paciente: o rádio foi inventado)

A leitura do livro é instigante.                   (paciente: o livro é lido)

Viu como não tem erro? Agora que você já sabe a diferença entre Adjunto Adnominal e Complemento Nominal, é só treinar, resolvendo questões!


Curso Completo de Português
 Conheça o Curso completo de Português!

Agora vamos ver algumas questões:

Seguem algumas abaixo:

1. (IBADE / IABAS Agente Comunitário – 2016)

O termo destacado em “Depois, um silêncio cheio DE LEMBRANÇAS instalou-se entre nós.” exerce, no contexto, a função sintática de:

(A) objeto direto.

(B) predicativo do objeto.

(C) adjunto adnominal.

(D) objeto indireto.

(E) complemento nominal.

Comentário: O adjetivo “cheio” necessita do complemento nominal “de lembranças”, conforme vimos no critério 1 da diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal.

Gabarito: E


2. (Aeronáutica / EEAer Sargento 2018)

Os investimentos da iniciativa privada em saúde deveriam ser proporcionais aos lucros de cada empresa.

Os termos destacados classificam-se, respectivamente, em:

a) complemento nominal – adjunto adnominal

b) adjunto adnominal – complemento nominal

c) adjunto adnominal – predicativo

d) predicativo – adjunto adnominal

Comentário: Como o substantivo “investimentos” é gerado do verbo “investir”, ele é substantivo abstrato. Assim, já partimos para o terceiro critério.

Note que “da iniciativa privada” tem valor agente (a iniciativa privada investe). Assim, tal termo preposicionado é o adjunto adnominal.

O termo “em saúde” é paciente. Assim, é complemento nominal.

Por isso, a alternativa correta é a (B).

GabaritoB


3. (FGV / SEFIN RO Técnico Tributário – 2018)

Todos os segmentos textuais abaixo trazem termos precedidos da preposição de.

Assinale a opção que apresenta o termo cuja preposição é uma exigência de um termo anterior.

(A) “luzes indicadoras de direção”.

(B) “faixa de pedestres”.

(C) “dias de chuva”.

(D) “faixas exclusivas de ônibus”.

(E) “equipamentos de segurança”.

Comentários: A questão trabalha a diferença entre o complemento nominal (preposição é resultado de exigência de um termo anterior) e o adjunto adnominal (preposição transmite sentido restritivo).

Assim, a fim de resolvermos a questão, devemos nos lembrar dos 3 critérios da diferença entre o adjunto adnominal e o complemento nominal.

A alternativa (A) é a correta, pois o adjetivo “indicadoras” rege a preposição “de” e, conforme o primeiro critério, o termo “de direção” é o complemento nominal.

As demais alternativas apresentam os substantivos concretos “faixa”, “dias”, “faixas” e “equipamentos”, os quais são seguidos dos adjuntos adnominais “de pedestres”, “de chuva”, “de ônibus” e “de segurança”.

Gabarito: A


4. (FGV / CMS BA Assistente Legislativo – 2018)

No texto, ocorrem muitos segmentos precedidos pela preposição DE; o termo em que o emprego dessa preposição NÃO é obrigatório, pois não é determinado pela regência de um termo anterior é:

(A) “implementação de programas”;

(B) “incapacidade de investimento”;

(C) “objetivo de enfrentar o crime”;

(D) “períodos de economia mais forte”;

(E) “contratação de policiais”.

Comentários; A fim de resolvermos a questão, devemos nos lembrar dos 3 critérios da diferença entre o adjunto adnominal e o complemento nominal. Assim, o emprego da preposição determinada pela regência de um termo anterior ocorre no complemento nominal e temos que achar a alternativa em que não há regência, isto é, temos que achar o adjunto adnominal.

É simples achar o adjunto adnominal, pois só há uma alternativa com substantivo concreto, que é o substantivo “períodos”. Assim, “de economia mais forte” é o adjunto adnominal  e a alternativa (D) é a correta.

Já nas demais alternativas há os substantivos abstratos “implementação”, “incapacidade”, “objetivo” e “contratação”; por conseguinte, os termos “de programas”, “de investimento”, “de enfrentar o crime” e “de policiais” são complementos nominais.

Gabarito: D


  Curso Completo de Português                                                          


Pratique mais questões no Sistema de Questões gratuito, clicando aqui!

 

Siga-me nas redes sociais:

Instagram: @decioterror

Youtube: Décio Terror

Meu site: https://www.professordecioterror.com.br/

Qual é a diferença entre adjunto adnominal e predicativo?

Para sabermos a diferença entre adjunto adnominal e predicativo, temos que, primeiramente, identificar cada um deles.

 

O que é o adjunto adnominal?

O adjunto adnominal é o único termo sintático dentro de outro. Ele é um termo acessório, de valor restritivo, o qual é empregado para caracterizar, delimitar, restringir o sentido do núcleo sintático do termo.

Ele pode ser representado por um artigo, um adjetivo, um numeral, um pronome, uma locução adjetiva. Veja um exemplo:

 

Diferença entre adjunto adnominal e predicativo

 

Dizemos que o adjunto adnominal fica dentro de outro termo e você percebe nesta oração que o termo “O meu primeiro grande amigo da escola” é o sujeito, cujo núcleo é o substantivo “amigo”, o qual é delimitado pelos adjuntos adnominais “O” (artigo), “meu” (pronome), “primeiro” (numeral), “grande” (adjetivo) e “da escola” (locução adjetiva).

O nome do termo “adjunto adnominal” já diz tudo, não é?

É o termo que está junto do nome, caracterizando-o, determinando-o, delimitando seu sentido.

Então, ao pensar no termo adjunto adnominal, lembre-se de que ele deve estar “junto” do nome, ok?

 

Vimos anteriormente o adjunto adnominal dentro do sujeito, mas ele pode estar dentro de qualquer outro termo que tenha como núcleo uma palavra de valor substantivo:

Vi o meu primeiro grande amigo da escola. (objeto direto)

Conversei com o meu primeiro grande amigo da escola. (objeto indireto)

Falei sobre o meu primeiro grande amigo da escola. (adjunto adverbial de assunto)

Fiz referência ao meu primeiro grande amigo da escola. (complemento nominal)

Ele é o meu primeiro grande amigo da escola. (predicativo do sujeito)

 

Agora vamos ao predicativo para entendermos melhor a diferença entre adjunto adnominal e predicativo.

O que é o predicativo?

Predicativo é um termo da oração que serve para caracterizar outro termo.

A diferença principal entre eles é que o adjunto adnominal está dentro de outro termo, como você viu nos exemplos anteriores (dentro do sujeito, do objeto direto, do objeto indireto etc); já o predicativo é um termo separado de outro.

O predicativo pode estar num predicado nominal ou predicado verbo-nominal

O predicado nominal é aquele que apresenta a estrutura verbo de ligação + predicativo.

O verbo de ligação é chamado de verbo não nocional, pois a sua função essencial é apenas ligar o predicativo (que é característica) ao seu sujeito.

São verbos de ligação os seguintes: ser, estar, permanecer, andar, tornar-se, ficar, continuar, achar-se

Veja alguns exemplos:

Ele é professor.

Ela está feliz.

Ela ficou triste.

Ele permaneceu triste.

Ele anda triste.

Ele continua triste.

Ela tornou-se modelo.

Ela acha-se acamada.

Excluindo-se os pronomes “ele”, “ela” dos exemplos acima, ocorrem os predicados nominais, constituídos dos verbos de ligação (os quais estão sublinhados acima) e os predicativos (destacados em cor azul).

Deve-se destacar que o predicativo é um termo cujo núcleo pode ser constituído por uma palavra de valor substantivo ou de valor adjetivo, como vemos nos exemplos anteriores: “professor” e “modelo” são substantivos; já “feliz”, “triste”, “acamada” são adjetivos.

Assim, dentro de um predicado nominal, não há dúvida sobre a diferença entre adjunto adnominal e predicativo, concorda?

Agora vejamos o predicativo dentro de um predicado verbo-nominal.


 Conheça o Curso completo de interpretação de texto!

O predicativo dentro de um predicado verbo-nominal

Antes de falarmos do predicado verbo-nominal, é interessante entendermos o predicado verbal, pois o nominal você já viu anteriormente, não é mesmo?

O predicado verbal é constituído dos chamados verbos nocionais.

Esses verbos nocionais são os transitivos e o intransitivo.

As estruturas do predicado verbal são as seguintes:

Verbo transitivo direto + objeto direto

Percebi sua luta.

Verbo transitivo indireto + objeto indireto

Duvidei da sua luta.

Verbo transitivo direto e indireto + objeto direto + objeto indireto

Informei o problema ao gerente.

Verbo intransitivo

Viajei.

Assim, nesses exemplos, são verbos nocionais os seguintes: “Percebi”, “Duvidei”, “Informei” e “Viajei”.

Tais verbos, diferentes do verbo de ligação, transmitem, dentre outros, ação.

Quando essa ação é seguida de um adjetivo, aparece aí o predicativo, por conseguinte, ocorre o predicado verbo-nominal. Veja:

Eu corro feliz todos os dias.

Nessa oração, fica claro que o verbo “corro” transmite uma ação, o termo “todos os dias” é um adjunto adverbial de tempo. Assim, se a oração fosse apenas “Eu corro todos os dias”, teríamos aí um predicado verbal.

Porém, a inserção do adjetivo “feliz” com verbo nocional faz o predicado ser verbo-nominal.

Eu corro feliz todos os dias.

Agora vem a pergunta: Dá para confundir o predicativo dentro de um predicado verbo-nominal com o adjunto adnominal?

Nesta estrutura, você percebe que não cabe ao adjetivo a função de adjunto adnominal, porque sabemos que o adjunto adnominal é um termo dentro do outro, e o adjetivo “feliz” caracteriza o sujeito “Eu” e está após o verbo, concorda? Então não está junto do nome, não pode ser adjunto adnominal, mas predicativo do sujeito dentro de um predicado verbo nominal.

 

Predicativo do sujeito dentro de um predicado verbo-nominal:

Agora vamos a uma oração padrão que normalmente as gramáticas colocam para nos chamar atenção à diferença entre adjunto adnominal e predicativo:

Os alunos saíram da sala de provas confiantes.

A minha pergunta direta a você é saber qual é a função do adjetivo “confiantes” nessa oração.

Se é um adjetivo, então sabemos que poderia ser predicativo ou adjunto adnominal. Mas note a estrutura da oração.

Sabemos que o adjetivo “confiantes” está muito perto do substantivo “provas”, mas a oração quer dizer que as provas são confiantes? Certamente você percebeu que não.

O adjetivo “confiantes” está flexionado no plural para concordar com o sujeito “Os alunos” e logicamente você percebeu que tal adjetivo está bem distante do seu referente, não é mesmo?

Então, não pode ser adjunto adnominal, mas predicativo do sujeito.

Como o verbo “saíram” é nocional (verbo intransitivo), há predicado verbo-nominal.

Assim, vamos analisar sintaticamente cada termo dessa oração:

Os alunos saíram da sala de provas confiantes.

Os: adjunto adnominal;

alunos: núcleo do sujeito;

saíram: verbo intransitivo;

da sala de provas: adjunto adverbial de lugar;

confiantes: predicativo do sujeito (dentro de um predicado verbo-nominal).

 

Como o adjetivo “confiantes” caracteriza o núcleo do sujeito “alunos”, o autor pode se sentir à vontade de colocá-lo próximo desse referente, mas, para transmitir clareza de sentido, ele deve intercalar por dupla vírgula:

Os alunos, confiantes, saíram da sala de provas.

Assim, as vírgulas enfatizam que o adjetivo “confiantes”, mesmo perto do núcleo do sujeito, não pode ser entendido como adjunto adnominal, mas como predicativo do sujeito dentro de um predicado verbal nominal.

Note-se que o adjunto adnominal não pode ser separado por vírgula.

O predicativo do sujeito dentro do predicado verbo-nominal também pode ser antecipado desde que esteja separado por vírgula. Veja:

Confiantes, os alunos saíram da sala de provas.

 

Então sejamos claros: não dá para confundir o predicativo do sujeito com o adjunto adnominal, concorda?

O adjunto adnominal fica junto do nome e está dentro de outro termo. Assim, se o adjetivo está longe do núcleo, sabemos que não é adjunto adnominal.

Se o adjetivo estiver separado por vírgula, é fato que não é adjunto adnominal, mas predicativo.

 

Agora eu lhe faço a seguinte pergunta:

E se na oração “ Os alunos, confiantes, saíram da sala de provas.”, o autor retirasse a dupla vírgula?

Os alunos confiantes saíram da sala de provas.

Agora, o adjetivo se ligou diretamente ao núcleo “alunos” e se tornou o adjunto adnominal e, como o papel semântico do adjunto adnominal é restringir, delimitar o sentido do núcleo, logicamente há mudança de sentido.

Agora, os alunos não ficaram confiantes após realizarem a prova (como se observa com o predicativo dentro do predicado verbo-nominal). O que se entende agora é que, antes mesmo de iniciarem aprova, havia na sala alunos confiantes e alunos não confiantes e saíram apenas os alunos confiantes da sala.

Percebeu a diferença de sentido e a diferença sintática entre o adjunto adnominal e o predicativo dentro de um predicado verbo-nominal?


Curso Completo de Português
Conheça meu Curso Completo de Português para Concursos

Agora, vamos ao predicativo do objeto direto

.

Predicativo do objeto direto dentro de um predicado verbo-nominal:

O predicativo do objeto direto ou só pode estar num predicado verbo-nominal, tendo em vista que depende do verbo transitivo.

Veja um exemplo:

Considero impertinentes suas ações.

O verbo “Considero” é transitivo direto, o termo “suas ações” é o objeto direto e qual a função do adjetivo “impertinentes”? Pode ser adjunto adnominal?

Não. Não pode.

O adjetivo “impertinentes” cumpre a função de predicativo do objeto direto.

Note que tal adjetivo caracteriza o objeto direto “suas ações”. (suas ações são impertinentes).

Também note que tal adjetivo está fora do objeto direto “ações”.

Um macete para termos certeza de que o adjetivo está realmente fora do objeto direto é perceber que se pode trocar o objeto direto “suas ações” pelo pronome átono “as”. Assim, podemos notar que o adjetivo “impertinentes” está realmente fora do objeto direto:

Considero-as impertinentes.

Outro macete é perceber que o adjetivo, quando é um adjunto adnominal, nunca fica antes de um artigo ou pronome.

Como “impertinentes” está antes do pronome “suas”, é certo que ele está fora do objeto direto:

Considero impertinentes suas ações.

Veja agora o adjetivo “impertinentes” como adjunto adnominal:

As suas ações impertinentes prejudicaram o evento.

As suas impertinentes ações prejudicaram o evento.

Agora “impertinentes” é adjunto adnominal dentro do sujeito e está junto do nome “ações”. Note que se pode até antecipar o adjetivo, mas não se pode colocá-lo antes do pronome “suas” ou do artigo “As”.

 

Agora veja um caso de ambiguidade (dupla possibilidade de interpretação):

Muitas vezes é explorada em prova a ambiguidade com base na diferença entre adjunto adnominal e predicativo. Veja:

O magistrado julgou as medidas inaplicáveis.

Veja que podemos entender essa oração de duas formas:

A primeira é que o magistrado julgou algumas medidas e ele as considerou como inaplicáveis. Assim, “inaplicáveis” é o resultado da ação de julgar.

Macete 1

Seguindo o macete 1, poderíamos reescrever para tirar a ambiguidade e ter certeza de que o adjetivo é predicativo do objeto, trocando o objeto direto “tais medidas” pelo pronome “as”:

O magistrado julgou-as inaplicáveis.

Assim, entendemos que o adjetivo “inaplicáveis” está fora do objeto direto, com isso sabemos que é predicativo do objeto direto.

Para ficar mais clara a construção, podemos lançar mão do objeto direto pleonástico:

As medidas, o magistrado julgou-as inaplicáveis.

 

Macete 2

Seguindo o macete 2, poderíamos reescrever para tirar a ambiguidade e ter certeza de que o adjetivo é predicativo do objeto, trocando a posição do adjetivo para antes do artigo “as”.

O magistrado julgou inaplicáveis as medidas.

Assim, entendemos que o adjetivo “inaplicáveis” está fora do objeto direto, com isso sabemos que é predicativo do objeto direto.

 

Macete 3

Outro macete é que o predicativo do objeto normalmente admite ser precedido do vocábulo “como”:

O magistrado julgou as medidas como inaplicáveis.

O magistrado julgou-as como inaplicáveis.

O magistrado julgou como inaplicáveis as medidas.

 

Mas também podemos entender que o magistrado vai começar a julgar as medidas já consideradas por outras pessoas como inaplicáveis, mas ele ainda não deu o veredito.

Macete 1

Seguindo o macete 1, poderíamos reescrever para tirar a ambiguidade e ter certeza de que o adjetivo é adjunto adnominal, trocando o objeto direto “tais medidas inaplicáveis” pelo pronome “as”:

O magistrado julgou-as.

Assim, entendemos que o adjetivo “inaplicáveis” está dentro do objeto direto, com isso sabemos que é adjunto adnominal.

Para ficar mais clara a construção, podemos lançar mão do objeto direto pleonástico:

As medidas inaplicáveis, o magistrado julgou-as.

Macete 2

Seguindo o macete 2, poderíamos reescrever para tirar a ambiguidade e ter certeza de que o adjetivo é adjunto adnominal, trocando a posição do adjetivo para depois do artigo “as”.

O magistrado julgou as inaplicáveis medidas.

Assim, entendemos que o adjetivo “inaplicáveis” está dentro do objeto direto, com isso sabemos que é adjunto adnominal.

 


Agora vamos a uma atividade:

Desfaça a ambiguidade das seguintes frases conforme os macetes da explicação anterior:

  1. Achei sua camisa manchada.

Macete 1 para achar o predicativo do objeto direto:

Macete 2 para achar o predicativo do objeto direto:

Macete 1 para achar o adjunto adnominal:

Macete 2 para achar o adjunto adnominal:

 

  1. Deixei o corredor limpo.

Macete 1 para achar o predicativo do objeto direto:

Macete 2 para achar o predicativo do objeto direto:

Macete 1 para achar o adjunto adnominal:

Macete 2 para achar o adjunto adnominal:

 

  1. Considero suas ideias inexequíveis.

Macete 1 para achar o predicativo do objeto direto:

Macete 2 para achar o predicativo do objeto direto:

Macete 1 para achar o adjunto adnominal:

Macete 2 para achar o adjunto adnominal:

 

Resposta da atividade:

  1. Achei sua camisa manchada.

Macete 1 para achar o predicativo do objeto direto:

Achei-a manchada.

Macete 2 para achar o predicativo do objeto direto:

Achei manchada sua camisa.

Macete 1 para achar o adjunto adnominal:

Achei-a.

Sua camisa manchada, achei-a. (pleonasmo)

Macete 2 para achar o adjunto adnominal:

Achei sua manchada camisa.

 

 

  1. Deixei o corredor limpo.

Macete 1 para achar o predicativo do objeto direto:

Deixei-o limpo. (isto é, limpei-o)

Macete 2 para achar o predicativo do objeto direto:

Deixei limpo o corredor. (isto é, limpei-o)

Macete 1 para achar o adjunto adnominal:

Deixei-o. (isto é, saí dele)

O corredor limpo, deixei-o. (isto é, saí dele)

Macete 2 para achar o adjunto adnominal:

Deixei o limpo corredor. (isto é, saí dele)

 

  1. Considero suas ideias inexequíveis.

Macete 1 para achar o predicativo do objeto direto:

Considero-as inexequíveis.

Macete 2 para achar o predicativo do objeto direto:

Considero inexequíveis suas ideias.

Macete 1 para achar o adjunto adnominal:

Considero-as. (Levo em consideração as suas ideias inexequíveis)

Suas ideias inexequíveis, considero-as. (pleonasmo)

Macete 2 para achar o adjunto adnominal:

Considero suas inexequíveis ideias. (Levo em consideração as suas ideias inexequíveis)


  Curso Completo de Português                                                          


Pratique mais questões no Sistema de Questões gratuito, clicando aqui!

 

Siga-me nas redes sociais:

Instagram: @decioterror

Youtube: Décio Terror

Meu site: https://www.professordecioterror.com.br/

É necessário falar: bancas também erram!

 

Bancas também erram! Porém, às vezes, algumas erram com força!

Venho aqui comentar uma questão que demonstra que muitas vezes as bancas vacilam.

O problema não é um erro na questão, pois a banca, ao perceber o problema, anula-a e isso não prejudica os candidatos.

O problema é a permanência no erro…

Vamos a uma questão do Instituto AOCP, que exemplifica isso:

 

 

Exemplo de como as bancas também erram:

 

1. (INSTITUTO AOCP / PC-ES Auxiliar Perícia Médico-Legal 2019)

Fragmento do texto: Essa nova forma de “fazer a segurança pública” é também resultado do processo de democratização das polícias. Em sociedades democráticas, as polícias desempenham várias outras funções além de lidar com o crime. Exige-se que ela esteja constantemente atenta aos problemas que interferem na segurança e bem-estar das pessoas e atenda às necessidades da população tanto de forma reativa (pronto-atendimento) como também pró-ativa (prevenção).

Em “Exige-se que […]”, é correto afirmar que o “se” é

A) partícula apassivadora.

B) índice de indeterminação do sujeito.

C) partícula expletiva.

D) indicador de sujeito acusativo.

E) partícula reflexiva.

 

Comentário da Questão:

O verbo “Exige” é transitivo direto, o pronome “se” pode ser apassivador e a oração “que ela esteja constantemente atenta aos problemas” é o sujeito paciente: oração subordinada substantiva subjetiva. Note que podemos trocar a oração substantiva por “isso”: Exige-se isso.

Para termos certeza de que há pronome apassivador, devemos trocar a voz passiva sintética “Exige-se isso” pela passiva analítica “Isso é exigido”.

Assim, a alternativa (A) deveria ser a correta, porém a banca deu o gabarito como a alternativa (B), de uma forma altamente parcial e sem um respaldo gramatical.

Se você está surpreso com a não anulação da questão, veja a justificativa da banca para a manutenção da alternativa (B) como a correta:

 

JUSTIFICATIVA: Prezados Candidatos, em resposta aos recursos interpostos, temos a esclarecer que a questão será mantida, tendo em vista que, para funcionar como indeterminante de sujeito, a partícula ‘se’ deve vir acompanhada um verbo transitivo indireto, um verbo intransitivo, um verbo de ligação ou um transitivo direto, em casos de objeto direto preposicionado, sendo este último a ocorrência em questão. A transmutação de tipo de construção passiva não é, por si só, critério de apassivação, assim como a natureza dessas ocorrências não são específicas de determinados tipos verbais (apenas transitivos, por exemplo).” (grifos meus)

 

Caríssimos alunos, onde está a preposição para se considerar que há objeto direto preposicionado? A banca confundiu a palavra “que” como supostamente uma preposição. Um erro gritante desse é lamentável para a importância que uma banca tem no concurso, na vida das pessoas que se dedicam ao estudo.

Bom, como sempre falamos, banca é constituída de gente, gente que também tem seus defeitos, erros…

Gabarito: B


Deixei esta questão aqui comentada para que se evite que um aluno estude julgando pelo gabarito que há neste caso índice de indeterminação do sujeito.

 

Grande abraço, meus amigos!


Conheça nosso sistema de questões completamente gratuito!

 

Para que você treine com milhares de questões de concursos, temos nosso próprio sistema de questões: Clique aqui e confira.

Raio-X Português da Banca CESPE

 

Preparado(a), concurseiro(a)? Acredito que você já esteja bem focado nos diversos concursos da banca CESPE, principalmente para a área de Português, não é? Para lhe auxiliar ainda mais no seu estudo, segue abaixo uma avaliação realizada com as questões das provas da banca CESPE.

A minha intenção aqui é guiar você a dar prioridade ao que efetivamente cai na prova.

Naturalmente não quero que você com isso ignore temas com poucas ocorrências, mas deve dar prioridade ao que mais cai, principalmente se o seu tempo de estudo é pouco.

 

Que assuntos normalmente constam nos editais do CESPE?

A seguir, vou apresentar os assuntos que mais aparecem nos editais da Banca CESPE:

  • Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados.
  • Reconhecimento de tipos e gêneros textuais.
  • Domínio da ortografia oficial.
  • Domínio dos mecanismos de coesão textual.
  • Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, de conectores e de outros elementos de sequenciação textual.
  • Emprego de tempos e modos verbais.
  • Domínio da estrutura morfossintática do período.
  • Emprego das classes de palavras.
  • Relações de coordenação entre orações e entre termos da oração.
  • Relações de subordinação entre orações e entre termos da oração.
  • Emprego dos sinais de pontuação.
  • Concordância verbal e nominal.
  • Regência verbal e nominal.
  • Emprego do sinal indicativo de crase.
  • Colocação dos pronomes átonos.
  • Reescrita de frases e parágrafos do texto.
  • Significação das palavras.
  • Substituição de palavras ou de trechos de texto.
  • Reorganização da estrutura de orações e de períodos do texto.
  • Reescrita de textos de diferentes gêneros e níveis de formalidade.
  • Correspondência oficial (conforme Manual de Redação da Presidência da República).
  • Aspectos gerais da redação oficial.
  • Finalidade dos expedientes oficiais.
  • Adequação da linguagem ao tipo de documento.
  • Adequação do formato do texto ao gênero.

 

Exemplo disso, observamos, ao longo das provas do CESPE de 2018, o total de 704 itens de Português, os quais estão distribuídos da seguinte forma em número absoluto e em porcentagem de ocorrência:

 

Assim, o assunto de maior importância é a interpretação e a tipologia textual, mas vejo muitos alunos deixando de estudar a parte gramatical, por julgarem que Português é só entender texto. A você que pensa assim, cuidado!

Primeiro, porque a interpretação de texto deve ser estudada, treinada, revisada. Não é uma simples leitura, mas é a busca do que realmente o texto cobra. Assim, seguem algumas dicas importantes sobre esse tema:

 

Para interpretar textos

  1. Leia o texto, no mínimo, duas vezes.
  2. Na primeira leitura, observe qual é a ideia principal defendida, atente ao título, quando houver.
  3. Na segunda leitura, aprofunde no modo como o autor aborda o tema: verifique os argumentos que fundamentam a opinião defendida por ele.
  4. Ao término da segunda leitura, observe se você realmente entendeu o título: ele vai dar a você a ideia principal do texto.
  5. Num texto, temos ideias explícitas (o que literalmente se vê escrito no texto) e implícitas (o que se abstrai, subentende, nas entrelinhas do texto). Procure sempre, ao tentar resolver a interpretação, marcar o que está explícito no texto que confirme a sua resposta. O que está implícito é marcado por vestígios: não se fala diretamente, mas se sugere uma interpretação. Ex.: Eu posso indicar que uma pessoa é estressada não dizendo claramente esta palavra, mas citando os atos dela, a forma agitada diante dos problemas na vida etc. Isso nos leva a “ler as entrelinhas”.
  6. A banca CESPE caracteriza-se por deixar bem explícitas as ideias que confirmam a interpretação do texto.

 

Tipos de texto

  • Narrativo: conta uma história ficcional (inventada) ou real (o que realmente ocorreu, fato). São elementos principais: personagens, ações, cenário, tempo, narrador. Destaca-se pela evolução das ações no tempo.
  • Descritivo: enumera ações, características, elementos. Muitas vezes está dentro de outra tipologia textual para elencar características e ações de personagens ou enumerar argumentos de um texto dissertativo.
  • Dissertativo: falar sobre algo, um tema, um assunto. Divide-se em argumentativo/opinativo (quando há opinião do autor) ou expositivo/informativo (apenas retransmite um conhecimento sobre algum assunto, sem opinião).

Agora, vamos partir para algumas observações sobre os demais assuntos.

 

Domínio dos mecanismos de coesão textual. Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, de conectores e de outros elementos de sequenciação textual

Basicamente é a identificação de um pronome relativo ou pessoal, o qual faz referência a uma palavra anterior. Assim, uma boa leitura do texto mata a questão. Além disso, entramos nos conhecimentos dos conectores coordenativos e subordinativos adverbiais. Isso sempre cai.

 

Emprego de tempos e modos verbais

Uma boa leitura do texto vai conduzi-lo a se safar da questão. Basicamente a banca identifica um verbo no texto, muitas vezes no tempo presente do indicativo, e faz uma afirmação sobre este emprego. Então, uma leitura atenta do texto ajuda muito! Como eu sempre digo, nunca decore o emprego de tempo verbal, temos que perceber o contexto em que é utilizado.

 

Domínio da estrutura morfossintática do períodoEmprego dos sinais de pontuação. Relações de coordenação entre orações e entre termos da oração. Relações de subordinação entre orações e entre termos da oração

Aqui recai parte muito importante do conteúdo da prova! A pontuação tem ligação direta com a sintaxe da oração e com a sintaxe do período. Além disso, quando estudamos período composto, entendemos o emprego das conjunções, isto é, dos conectores sobre os quais falamos num dos itens anteriores. Assim, esta parte do conteúdo é um dos chavões da banca CESPE. Normalmente, vemos questões que querem saber o valor da oração adjetiva com e sem vírgula; a dupla vírgula separando estruturas adverbiais intercaladas; o emprego do aposto explicativo e enumerativo por meio de travessões, dois pontos, vírgulas.

 

Emprego das classes de palavras

Basicamente as classes de palavras cobradas em prova são “verbo”, “preposição”, “advérbio” e “pronomes”. A banca já estipula a cobrança de pronomes com a colocação pronominal e com a coesão, pois normalmente trabalha o recurso anafórico, basicamente explorado pelos pronomes. O tema verbo já está apontado em tema peculiar com emprego de tempo verbal. Os temas preposição e advérbio são muito vistos em nossa aula de sintaxe da oração, pois normalmente exploram as circunstâncias pertinentes ao adjunto adverbial.

 

Concordância verbal e nominal

A banca CESPE explora bastante o emprego da voz passiva sintética, isto é, o reconhecimento do pronome apassivador, o que força o verbo a concordar com o sujeito paciente, em construções como “Alugam-se casas”. Também trabalha o valor de outro “se”: o índice de indeterminação do sujeito. Basicamente com o verbo “tratar”. Como eles gostam deste verbo!!!!! Então, bateu o olho no verbo “tratar”, fique de olho, pois construções como “Tratam-se de problemas” ou “A reunião trata-se de problemas” são viciosas . O correto é “Trata-se de problemas” ou “A reunião trata de problemas”. Além disso, a banca cobra a concordância com a expressão partitiva “a maioria dos”, “a maior parte dos” etc.

 

Regência verbal e nominal. Emprego do sinal indicativo de crase

Quanto à regência, basicamente ela é cobrada dentro da funcionalidade da crase, a qual é vista em muitas provas da banca CESPE. O que mais cai em crase é o seu emprego facultativo.

 

Colocação dos pronomes átonos

Tema fácil e que alguns candidatos costumam marcar bobeira!!!! Muito cuidado com as palavras atrativas, as quais forçam a próclise.

 

Reescrita de frases e parágrafos do texto. Significação das palavras. Substituição de palavras ou de trechos de texto. Reorganização da estrutura de orações e de períodos do texto. Reescrita de textos de diferentes gêneros e níveis de formalidade

A banca CESPE usa muito esse tipo de questão, porque pode cobrar qualquer assunto gramatical. Ela pode explorar a concordância, a regência, a crase, a pontuação, a semântica, a colocação pronominal entre outros temas muito relevantes. Por isso, esse tema tem um índice de cobrança bem alto!

Mas, para atacarem esse tipo de questão e não terem problema, recomendo, quando o trecho for pequeno, que o reescrevam em cima do trecho original. Assim, mesmo que vocês não tenham domínio gramatical de algum conteúdo, vendo uma estrutura sobre a outra, naturalmente perceberão se há mudança de sentido ou prejuízo gramatical.

 

Correspondência oficial (conforme Manual de Redação da Presidência da República). Aspectos gerais da redação oficial. Finalidade dos expedientes oficiais. Adequação da linguagem ao tipo de documento. Adequação do formato do texto ao gênero

Normalmente a prova cobra cinco questões sobre este tema, quando está previsto. Nem todo concurso coloca este tema em seu conteúdo. Mas, se ela tiver que diminuir a quantidade de questões de Português, baixa para pelo menos três! Então, este é um assunto que você tem que dominar, pois, proporcionalmente, possui um dos maiores índices de ocorrência nas provas do CESPE.


Portanto, meu amigo e minha amiga, não estude apenas o que cai mais. Aprofunde treine bastante o que cai mais, porém não deixe de ver os assuntos com menor incidência, pois eles podem ser o diferencial para quem vem se aplicando mais.

 

Confira, nosso curso exclusivo de Língua Portuguesa para banca CESPE:

Além disso, exercite gratuitamente, a partir do nosso sistema de questões específicas da banca CESPE. Clique aqui!

Qual é a diferença entre bater à porta, bater na porta e bater a porta?

 

Olá, meu amigos! Neste artigo, vou apresentar a diferença entre as estruturas bater à portabater na portabater a porta estão corretas e como elas são usadas em contextos diferentes.

 

Vamos à explicação de cada uma delas!

Bater à porta

 

A expressão “bater à porta”, com o acento indicativo de crase, significa “bater para que alguém abra a porta”.

 

Exemplo: Bateram à porta e Joaquim imediatamente atendeu.

 

Bater na porta

 

Já a diferença na expressão “bater na porta”, literalmente, é seu significado, uma vez que ela tem sentido literal de “dar pancadas na porta” ou, ainda, “surrá-la”.

 

Exemplo: O policial bateu na porta com a força devida a fim de entrar na casa e encontrar o criminoso.

 

Bater a porta

A expressão “Bater a porta” significa “fechá-la com força”.

 

 

Exemplo: João bateu a porta com tanta força que acordou o bebê.

Neste contexto, o sujeito agente é “João”, o verbo “bateu” é transitivo direto e “a porta” é o objeto direto. Mas também cabe o contexto em que “a porta” é o sujeito e “bater” é verbo intransitivo, em contexto como:

 

Com o vento forte, bateu a porta e o barulho foi grande.

Assim, esta última estrutura pode ser mais bem observada com a estrutura sintática na ordem natural: A porta bateu.

Com o vento forte, a porta bateu e o barulho foi grande.

 

 

Fiz um vídeo sobre este assunto. Veja:

Até a próxima dica, meus amigos!

Forte abraço.

 

Conheça nosso sistema de questões completamente gratuito!

Para que você treine com milhares de questões de concursos, temos nosso próprio sistema de questões: Clique aqui e confira.

Reescrita, paráfrase e paralelismo

Vamos falar hoje da reescrita, paráfrase e paralelismo!

 

Reescrita de frases

A reescrita sem alteração de sentido tem o nome de paráfrase. Questões de interpretação com frequência se baseiam nesse conhecimento, nessa técnica.

Neste tema, temos várias frases em que a banca pede para verificar se há respeito à norma culta, e, às vezes, pede qual das alternativas possui atendimento à clareza, à coesão e à coerência. Na realidade, a banca é bem objetiva. Ela quer nos testar quanto ao conhecimento gramatical como um todo.

Uma leitura atenta das alternativas nos ajuda muito.

Vários recursos podem ser utilizados para parafrasear um texto.

1) Emprego de sinônimos

            Embora voltasse cedo, deixava os pais preocupados.

            Conquanto retornasse cedo, deixava os genitores preocupados.

2) Emprego de antônimos, com apoio de uma palavra negativa

Ele era fraco.              Ele não era forte.

3) Utilização de termos anafóricos, isto é, que remetem a outros já citados no texto

Paulo e Antônio já saíram. Paulo foi ao colégio; Antônio, ao cinema.

                        Paulo e Antônio já saíram. Aquele foi ao colégio; este, ao cinema.

aquele = Paulo;          este = Antônio

4) Troca de termo verbal por nominal, e vice-versa.

É necessário que todos colaborem.

                        É necessária a colaboração de todos.

                        Quero o respeito do grupo.

                        Quero que o grupo me respeite.

5) Omissão de termos facilmente subentendidos (elipse)

Nós desejávamos uma missão mais delicada, mais importante.

                        Desejávamos missão mais delicada e importante.

6) Mudança de ordem dos termos no período

Lendo o jornal, cheguei à conclusão de que tudo aquilo seria esquecido após três ou quatro meses de investigação.

            Cheguei à conclusão, lendo o jornal, de que tudo aquilo, após três ou quatro meses de pesquisa, seria esquecido.

7) Mudança de voz verbal

A mulher plantou uma roseira em seu jardim. (voz ativa)

            Uma roseira foi plantada pela mulher em seu jardim. (voz passiva analítica)

Obs.: Se o sujeito for indeterminado (verbo na 3ª pessoa do plural sem o sujeito expresso na frase), haverá duas mudanças possíveis.

Plantaram uma roseira. (voz ativa)

            Uma roseira foi plantada. (voz passiva analítica)

            Plantou-se uma roseira. (voz passiva sintética)

8) Troca de discurso

(discurso direto)

Naquela tarde, Pedro dirigiu-se ao pai dizendo:

            – Cortarei a grama sozinho.                                                 

 

(discurso indireto)

Naquela tarde, Pedro dirigiu-se ao pai dizendo que

cortaria a grama sozinho.

9) Troca de palavras por expressões perifrásticas e vice-versa

Castro Alves visitou Paris naquele ano.

            O poeta dos escravos visitou a cidade luz naquele ano.

Obs.: Perífrase é uma figura de linguagem que emprega várias palavras no lugar de poucas ou de uma só.

“Se lá no assento etéreo onde subiste…” (Camões) (assento etéreo = céu)

            Morei na Veneza brasileira.   (Veneza brasileira = Recife)

            Não provoque o rei dos animais.       (rei dos animais = leão)

10) Troca de locuções por palavras e vice-versa:

O homem da cidade não conhece a linguagem do céu.

            O homem urbano não conhece a linguagem celeste.

Da cidade e do céu são locuções adjetivas e correspondem aos adjetivos urbano e celeste.

Na reescrita de um trecho do texto ou do parágrafo, vários desses recursos podem ser utilizados concomitantemente, além de outros que não foram aqui referidos, mas que a prática nos apresenta. O importante é ler com extrema atenção o trecho e suas possíveis paráfrases. Se perceber mudança de sentido, a reescritura não pode ser considerada uma paráfrase.

Vamos então fazer uma atividade. Leia com atenção o trecho abaixo e anote a alternativa em que não ocorre uma paráfrase.

O homem caminha pela vida muitas vezes desnorteado, por não reconhecer no seu íntimo a importância de todos os instantes, de todas as coisas, simples ou grandiosas.

  1. Frequentemente sem rumo, segue o homem pela vida, por não reconhecer no seu íntimo o valor de todos os instantes, de todas as coisas, sejam simples ou grandiosas.
  2. Não reconhecendo em seu âmago a importância de todos os momentos, de todas as coisas, simples ou grandiosas, o homem caminha pela vida muitas vezes desnorteado.
  3. Como não reconhece no seu íntimo o valor de todos os momentos, de todas as coisas, sejam elas simples ou não, o homem vai pela vida frequentemente desnorteado.
  4. O ser humano segue, com frequência, vida afora, sem rumo, porquanto não reconhece, em seu interior, a importância de todos os instantes, de todas as coisas, simples ou grandiosas.
  5. O homem caminha pela vida sempre desnorteado, por não reconhecer, em seu mundo íntimo, o valor de cada momento, de cada coisa, seja ela simples ou grandiosa.

O trecho foi reescrito cinco vezes. Utilizaram-se vários recursos. Em quatro opções, o sentido é rigorosamente o mesmo. Tal fato não se dá, porém, na letra (E), que é o gabarito. O texto original diz que “o homem caminha pela vida muitas vezes desnorteado…”, contudo a reescrita nos diz “sempre desnorteado”. Ora, muitas vezes é uma coisa, sempre é outra, bem diferente.

 

Observações

a) Tenha cuidado com a mudança de posição dos termos dentro da frase. Palavras ou expressões podem alterar profundamente o sentido de um texto.

Encontrei determinadas pessoas naquela cidade.

            Encontrei pessoas determinadas naquela cidade.

Na primeira frase, determinadas é um pronome indefinido, equivalente a “certas”, “umas”, “algumas”; na segunda, é um adjetivo e significa “decididas”.

b) Cuidado também com a pontuação, que costuma passar despercebida.

A criança agitada corria pelo quintal.

            A criança, agitada, corria pelo quintal.

Na primeira frase, o adjetivo agitada é um adjunto adnominal e indica uma característica restritiva do núcleo “criança”. Assim, determina algo inerente a ela, isto é, trata-se de uma pessoa sempre agitada.

Na segunda, as vírgulas indicam que o adjetivo “agitada” tem valor transitório. É o chamado predicativo do sujeito deslocado e dentro de um predicado verbo-nominal.

A construção normal seria:

A criança corria agitada pelo quintal.

Assim, fica mais fácil perceber que a criança está agitada naquele momento, sem que necessariamente ela o seja no seu dia a dia (característica transitória).

As questões de reescritura (paráfrase) já vêm sendo trabalhadas nas nossas aulas desde o início do curso, principalmente nas aulas de sintaxe.

Como muitas vezes a paráfrase se baseia nos conectivos entre orações, vamos elencar abaixo um resumo das principais conjunções e seus valores semânticos, para que você possa consultar quando tiver dúvida e assim ficar ainda mais tranquilo para a prova.

Principais conjunções e seus valores semânticos (coordenadas)

1) Aditivas:             e, nem, tampouco, não só…mas também, não só…como também, senão também, tanto…como.

Ele não só ajuda financeiramente, mas também aconselha os amigos.

2) Adversativas:          mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto.

Ele teve aumento salarial, porém não quis continuar na empresa.

3) Alternativas:           ou, ou…ou, ora…ora, já…já, quer…quer.

Faça sua parte, ou procure outro trabalho.

4) Conclusivas:         logo, portanto, por conseguinte, pois (colocada depois do verbo), por isso, então, assim, em vista disso.

Realizamos muitos exercícios, por conseguinte a prova foi fácil.

5) Explicativas:            porque, pois(anteposto ao verbo), porquanto, que.

Joana está mesmo cansada, porque pediu desconto em férias.

Principais conjunções e seus valores semânticos (subordinadas)

1) Causais: com as conjunções: porque, pois, que, como (quando a oração adverbial estiver antecipada), já que, visto que, desde que, uma vez que, porquanto, na medida em que, que, etc:

Como fazia frio, fechou as janelas.

2) Consecutivas: I – conjunção que precedida de tal, tão, tanto, tamanho.

II – locuções conjuntivas de maneira que, de jeito que, de ordem que, de sorte que, de modo que, etc:

Tal foi o problema na empresa que todos foram demitidos.

Houve um problema na empresa de modo que todos foram demitidos.

3) Condicionais: Além das conjunções condicionais se e caso, há também as locuções conjuntivas contanto que, desde que, salvo se, sem que (=se não), a não ser que, a menos que, dado que.

Caminharei com você desde que não chova.

4) Concessivas: As conjunções são: embora, conquanto, que, ainda que, mesmo que, ainda quando, mesmo quando, posto que, por mais que, por muito que, por menos que, se bem que, em que (pese), nem que, dado que, sem que (=embora não).

Gostava de Matemática, embora tivesse dificuldades com cálculos.

5) Comparativas: representam o segundo termo de uma comparação e se expressam de três formas, com as conjunções como, (tal) qual, tal e qual, assim como, (tal) como, (tão ou tanto) como, (mais) que ou do que, (menos) que ou do que, tanto quanto, que nem, feito (=como, do mesmo modo que), o mesmo que (=como):

A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro.

6) Conformativas: Suas conjunções são: como, conforme, segundo, consoante.

Como disse o prefeito, o IPTU vai subir 5% este ano.

7) Proporcionais: Suas locuções conjuntivas são: à proporção que, à medida que, ao passo que, quanto mais … tanto mais, quanto mais … tanto menos, quanto menos … tanto menos, quanto menos … tanto mais, quanto mais … mais, quanto menos … menos, tanto … quanto (como).

            Os alunos respondiam, à medida que eram chamados.

8) Finais: indicam finalidade, objetivo, com as locuções conjuntivas: para que, a fim de que, que (= para que), porque (= para que):

Afastou-se depressa, para que não o víssemos.

9) Temporais: Suas conjunções: quando, enquanto, logo que, mal      (= logo que), sempre que, assim que, desde que, antes que, depois que, até que, agora que, ao mesmo tempo que, toda vez que.

Só voltou a jogar quando se sentiu bem.

 

A fim de aprofundarmos na reescrita, algumas vezes também é pedida nas provas a manutenção do paralelismo.

2 Paralelismo

Paralelismo sintático

Agora, veremos o que é paralelismo!

Você se lembra do que falamos sobre as estruturas coordenadas? Parta do pressuposto de que a justaposição, a enumeração ou a coordenação trazem consigo o valor paralelo. Veja os exemplos para em seguida analisarmos:

  1. Gosto de estudo, de trabalho e de lazer.
  2. Gosto de estudo, trabalho e lazer.

O verbo “Gosto” é transitivo indireto e seu objeto indireto é composto, isto é, seus núcleos estão justapostos, coordenados, paralelos.

Veja que, na primeira frase, optou-se por manter a preposição “de” antes de cada núcleo (de estudo, de trabalho e de lazer). Isso não é obrigatório, mas é um artifício argumentativo para reforçar o paralelismo e manter a clareza de que os núcleos seguintes mantêm referência ao verbo. Tanto assim que podemos reescrever esta frase com a omissão dessas preposições no segundo e terceiro núcleo (“de estudo, trabalho e lazer”).

Esse paralelismo pode se manter também no nível do período composto. Quando orações subordinadas estão coordenadas entre si, naturalmente temos o paralelismo. Veja:

O candidato afirmou que a prova estava difícil e que houve pouco tempo de execução.

Perceba que foram prestadas duas informações: “que a prova estava difícil” e “que houve pouco tempo de execução”. Essas orações são subordinadas substantivas objetivas diretas e coordenadas entre si. Elas são o complemento direto composto do verbo transitivo direto “afirmou”.

O paralelismo é isto: visualizar os termos coordenados, repetindo os conectivos ou mantendo em omissão os que iriam ficar repetidos, como fizemos na frase 2 do primeiro exemplo. Agora faremos o mesmo com o  segundo exemplo:

O candidato afirmou que a prova estava difícil e houve pouco tempo de execução.

Paralelismo semântico

É a junção de ideias de mesmo campo semântico. Veja um caso:

Fiz duas operações: uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro.

A conjunção “e” uniu os adjuntos adverbiais “em São Paulo” e “no Rio de Janeiro”. Assim, há paralelismo sintático e também semântico, pois une dois termos que se referem a lugar.

Agora, veja um erro de paralelismo semântico:

“Fiz duas operações: uma em São Paulo e outra no ouvido.

Note que “em São Paulo” e “no ouvido”, apesar de paralelamente estruturadas, não indicam circunstâncias de lugar correlatas quanto ao valor semântico. Só por descuido (vício de linguagem) ou por humor ou ênfase (estilístico) é que se poderia construir uma frase sem paralelismo semântico.

Veja mais alguns exemplos, agora de Machado de Assis:

Gastei trinta dias para ir do Rocio Grande ao coração de Marcela.”

(local habitável concreto X local inabitável abstrato)

“Marcela amou-me durante quinze dias e onze contos de réis.”

(tempo X dinheiro)

“…encontrei no trem da Central um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu.”

(o modo distante como o conhece X o modo como se veste)

Veja a explicação de tudo o que vimos no vídeo abaixo:

Baixe mais questões aqui!

Reescrita e paralelismo só questões

Agora, veja a resolução no vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=8bVrSgqTrkw

Você conhece o sistema gratuito de questões de Português?

Clique aqui, faça seu cadastro e pratique bastante!

Siga-me no Instagram: @decioterror

Inscreva-se no meu canal do Youtube: Décio Terror

Estamos também no Telegram: t.me/decioterror

 

A preposição é um dos conectivos que cairão na sua prova

A preposição é um dos conectivos que cairão na sua prova

Mais uma vez estamos aqui para trabalharmos a linguagem e vou mostrar para você que a preposição é um dos conectivos que cairão na sua prova.

O artigo de hoje inicia uma série com os conectivos que vão cair na sua prova, de uma forma resumida e com aplicação com questões comentadas.

Não há prova de Português que não cobre pelo menos uma questão de conectivos.

 

E o que são os conectivos?

Basicamente, conectivos são mecanismos de coesão que ligam termos ou orações e normalmente transmitem valor semântico, isto é, causa, consequência, contraste, explicação etc.

Via de regra, entendemos como conectivos primeiramente as conjunções, as quais podem ser coordenativas ou subordinativas. Mas também há as preposições, advérbios e pronomes.

Neste artigo, eu vou apresentar as preposições.

Vejamos:

Cursos do professor Décio Terror

Preposição

A preposição é palavra que não se flexiona e liga palavras ou orações reduzidas. Essa ligação pode se dar pela regência verbal ou nominal, a qual chamamos de preposição relacional ou pela necessidade de sentido, a qual é chamada de preposição nocional.

Assim, normalmente as preposições que iniciam o objeto indireto, o complemento nominal, as orações subordinadas substantivas objetivas indiretas e as completivas nominais são as relacionais e não possuem sentido. Já as preposições que iniciam adjuntos adverbiais, adjuntos adnominais e orações subordinadas adverbiais reduzidas são as nocionais.

Exemplos com preposições relacionais:

 

Obedeço aos meus princípios.   Sou obediente aos meus princípios.
VTI objeto indireto VL + predicativo complemento nominal

 

Tenho certeza de que você será aprovado.
oração principal oração subordinada substantiva completiva nominal

 

Não duvide de que você será aprovado.
oração principal oração subordinada substantiva objetiva indireta

Exemplos com preposições nocionais:

Estou sem recursos.   Estudei a aula de Regência Verbal
VI adjunto adverbial de modo              adjunto adnominal

 

Comprei esta aula para realizar muitos exercícios.
oração principal oração subordinada adverbial de finalidade

 

Além dessa divisão das preposições, as palavras exclusivamente de valor preposicional são chamadas preposições essenciais (a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás); e as palavras de outras classes gramaticais que, em determinados contextos, podem atuar como preposições são chamadas de preposições acidentais (como=na qualidade de, exceto, fora, mediante, salvo, senão, tirante).

Como advogado, não é conveniente agir dessa forma.

            O conjunto de duas ou mais palavras que tem o valor de uma preposição é chamado de locuções prepositivas. A última palavra dessas locuções é sempre uma preposição: abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, a despeito de, de acordo com, dentro de, embaixo de, em cima de, em frente a, em redor de, graças a, junto a, junto de, perto de, por causa de, por cima de, por trás de etc

Várias preposições ligam-se a palavras de outras classes gramaticais, passando a constituir um único vocábulo. Essa ligação se dá por combinação ou contração.

a) Ocorre combinação quando a preposição, ao unir-se a outra palavra, mantém todos os seus fonemas. É o que acontece entre a preposição a e o artigo masculino o, os: ao, aos.

b) Ocorre contração quando a preposição, ao unir-se a outra palavra, sofre modificações em sua estrutura fonológica. As preposições de e em, por exemplo, formam contrações com os artigos e com diversos pronomes, originando formas como as seguintes: do, dos, da, das, num, numa, numas, disto, disso, daquilo, naquele, naqueles, naquela, naquelas, pelo, pelos, pela, pelas.

c) A contração da preposição a com artigos ou pronomes demonstrativos a, as ou com o a inicial dos pronomes aquele, aqueles, aquela, aquelas, aquilo recebe o nome de crase: à, às, àquele, àqueles, àquela, àquelas, àquilo.

Observação: Deve-se evitar a contração de preposição que inicia orações preposicionadas com o sujeito dela, em construções como “Está na hora da onça beber água”. O ideal é a separação. Veja:

Está na hora de a onça beber água.

Neste caso, perceba que a preposição “de” é exigida pelo substantivo “hora” para iniciar a oração subordinada substantiva completiva nominal reduzida de infinitivo “de a onça beber água” (Está na hora disso.), e o sujeito do verbo “beber” é apenas “a onça”, sem a preposição “de”. Por isso, devemos evitar a contração.

 

Principais valores e empregos das preposições:

A: Normalmente introduz o objeto indireto, o complemento nominal e o adjunto adverbial. Pode, ainda, ligar os verbos de uma locução (estou a entender). Veja os principais sentidos da preposição nocional “a”:

1) causa ou motivo: morrer à fome; acordar aos gritos das crianças; voltar a pedido dos amigos.

2) conformativa: puxar ao pai; sair à mãe.

3) destino (em correlação com a preposição de): de São Paulo a Salvador; daqui a Belo Horizonte.

 

Ante: Normalmente introduz adjunto adverbial, indicando posicionamento:

1) lugar: em frente a, perante: A verdade está ante nossos olhos;

2) causa: em consequência de; diante de: Ante os protestos, recuou da decisão.

Observação: A preposição “ante” não admite outra preposição em seguida. Assim, não se pode dizer “Ante a ela…”, o correto é “Ante ela…”.

O mesmo ocorre com “perante”: “Chorou perante ela.”

Veja que a preposição “ante” tem como sinônimas as locuções prepositivas “em frente a”, “em consequência de”, “diante de”, as quais obrigatoriamente são finalizadas com a preposição “de”.

 

Até: Normalmente introduz adjunto adverbial; indica o limite, o término de movimento, e, acompanhando substantivo com artigo (definido ou indefinido), pode vir ou não seguida da preposição a:

Caminharam até a entrada do estacionamento.      ou

Caminharam até à entrada do estacionamento.

Observação: Não devemos confundi-la com a palavra denotativa de inclusão “até”, que se usa para reforçar uma declaração com o sentido de “inclusive”, “também”, “mesmo”, “ainda”. Isso é importante, porque a preposição pede pronome pessoal oblíquo: João chegou até mim e disse tudo.

Já a palavra denotativa exige pronome pessoal reto: Até eu acreditei nele.

 

Com: A preposição “com” introduz objeto indireto, complemento nominal, adjunto adverbial e indica estas relações:

1) causa: assustar-se com o trovão; ficar pobre com a inflação.

2) companhia: ir ao cinema com alguém; regressar com amigos.

3) concessão: com mais de 80 anos, ainda tem planos para o futuro; com ser imperfeito, o homem constrói máquinas perfeitas.

4) instrumento: abrir a porta com a chave, matar alguém com as mãos.

5) matéria: vinho se faz com uva.

6) modo: andar com cuidado; tratar com carinho.

7) oposição: jogar com (= contra) os ingleses.

8) referência: com sua irmã aconteceu diferente; comigo sempre é assim.

9) simultaneidade (tempo): o povo canta, com os soldados, o Hino Nacional; com o tempo os frutos amadurecem; hoje, em todas as atividades a mulher concorre com o homem.

 

Contra: Introduz objeto indireto ou adjunto adverbial e indica estas relações:

1) oposição: jogar contra os ingleses; lançar uma pedra contra alguém; remar contra a maré; depor contra alguém; ser contra o governo.

2) direção: olhar contra o sol.

3) proximidade ou contiguidade: apertar alguém contra o peito; cingir contra o coração a bandeira.

 

De: A preposição “de” introduz objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva, adjunto adnominal, adjunto adverbial e indica estas relações:

1) assunto: falar de futebol.

2) causa: morrer de fome; tremer de medo; chorar de saudade.

3) conteúdo: xícara de café; maço de cigarros.

4) definição: homem de bom-senso; pessoa de coragem.

5) dimensão: prédio de dois andares; sala de vinte metros quadrados.

6) fim: dar-lhe algo de beber; automóvel de passeio.

7) instrumento ou meio: apanhar de chicote; briga de faca, brincar de mão, viajar de avião, viver de ilusões.

8) lugar (de origem): vir de Madri; descender de alemães; ver de perto.

9) matéria: corrente de ouro; chapéu de palha; material feito de plástico.

10) medida ou extensão: régua de 30cm, rua de 20km.

11) modo: olhar alguém de frente, ficar de pé.

12) posse: casa de Luís, olhar de Maísa.

13) preço: caderno de um real.

14) qualidade: vender artigo de primeira.

15) semelhança ou comparação: olhos de gata, atitudes de imbecil.

16) tempo: dormir de dia, estudar de tarde, perambular de noite.

 

Desde: Introduz adjunto adverbial e indica estas relações:

1) lugar: dormir desde lá até cá.

2) tempo: desde ontem estou assim.

É errada a construção “desde de”: desde de 1945 isso não acontece por aqui.

 

Em: Introduz objeto indireto, complemento nominal e adjunto adverbial e indica estas relações:

1) estado ou qualidade: ferro em brasa; televisor em cores; foto em branco e preto; votos em branco.

2) fim: vir em socorro; pedir em casamento.

3) forma ou semelhança: juntar as mãos em conchas.

4) limitação: em Matemática nunca foi bom aluno.

5) lugar: ficar em casa; o jantar está na mesa.

6) meio: pagar em cheque; indenizar em ações.

7) modo: ir em turma, em bando, em pessoa; escrever em francês.

8) preço: avaliar a casa em milhares de reais.

9) sucessão: de grão em grão; de porta em porta.

10) tempo: fazer a viagem em quatro horas; o fogo destruiu o edifício em minutos, no ano 2000.

11) transformação ou alteração: mudar a água em vinho, transformar reais em dólares.

 

Entre: Introduz adjunto adverbial e indica posição intermediária:

1) lugar: os Pireneus estão entre a França e a Espanha; ficar entre os aprovados.
2) meio social: entre os índios se age dessa forma.

3) reciprocidade: entre mim e ela sempre houve harmonia; entre nós há paz.

4) tempo: ela virá entre dez e onze horas.

 

Para: Introduz complemento nominal, adjunto adverbial e pode indicar estas relações:

1) consequência: estar muito alegre para preocupar-se com mesquinharias; ser bastante inteligente para não cair em esparrela.

2) fim: nascer para o trabalho; vir para ficar; chegar para a conferência.

3) lugar de destino, direção: ir para Madri; apontar o dedo para o céu.

Observação: Não é de rigor, mas a preposição “para”, com valor de lugar de destino dá ideia de estada permanente ou definitiva; ao contrário da preposição “a”, que geralmente exprime breve regresso: De fato, vamos para o céu, para o inferno, etc.

Deve-se evitar a construção “Vamos ao céu, ao inferno”, porque de tais lugares não há regresso.

4) proporção: As baleias estão para os peixes assim como nós estamos para as galinhas.
5) em benefício: Busque para mim aquele lençol, menino.

6) tempo: Aqui tem água para dois dias apenas. Para o ano irei a Salvador. Lá para o final de dezembro viajaremos.

7) opinião: Para mim o Brasil nunca teve políticos de verdade.

 

Perante: Introduz adjunto adverbial e indica a relação de lugar (posição em frente): Perante o juiz, negou o crime.

Seu sentido se estende ao posicionamento sobre algo:

Perante tais circunstâncias, inclinei-me a defender o réu.

Observação: Esta preposição não admite outra preposição em seguida. Assim, não use perante a: perante a Deus, perante ao juiz, etc.

 

Por: Introduz objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva,  adjunto adverbial e pode indicar estas relações:

1) causa: encontrar alguém por uma coincidência; foi preso por vadiagem, por isso é que a chamei.

2) conformativa: tocar pela partitura; copiar pelo original.

3) favor: morrer pela pátria; lutar pela liberdade; falar pelo réu.

4) lugar: ir por Bauru, morar por aqui.

5) medida: vender bolacha por quilo.

6) meio: ler pelo rascunho; ir por terra; levar pela mão; contar pelos dedos; enviar pelo Correio; mandar um recado por alguém.

7) modo: proceder à chamada de alunos por ordem alfabética; saber por alto o que aconteceu.

8) preço: comprar o livro por dois reais; vender a mercadoria pelo custo.

9) quantidade: chorar por três vezes; perder por O a 2.

10) substituição: deixar o certo pelo duvidoso; comprar gato por lebre; jurar por Deus; valer por cinco homens.

11) tempo: estarei lá pelo Natal; viver por muitos anos; brincar só pela manhã.

 

Sem: Introduz adjunto adnominal e adjunto adverbial e indica a relação de ausência ou desacompanhamento (que pode ser vista como modo): estar sem dinheiro; palavras sem sentido; sem o empréstimo, não construiremos a casa; não se vive sem oxigênio.

Sob: Introduz adjunto adverbial e indica estas relações:

1) lugar (posição inferior): ficar sob o viaduto.

2) modo: sair sob pretexto não convincente.

3) tempo: houve muito progresso no Brasil sob D. Pedro II.

Sobre: Introduz adjunto adverbial e indica estas relações:

1) assunto: conversar sobre política; falar sobre futebol.

2) direção: ir sobre o adversário.

3) excesso: sobre ser ignorante, era presunçoso.

4) lugar (posição superior): o avião caiu sobre uma lavoura de arroz; flutuar sobre as ondas.

 

Trás: No português atual, a preposição trás não é usada isoladamente; atua, sempre, como parte de outras expressões: nas locuções adverbiais “para trás” e “por trás” (ficar para trás, chegar por trás) e na locução prepositiva “por trás de” (ficar por trás do muro).

 

Observações:

a) Muitas vezes, numa locução, a preposição “a” pode ser trocada por outra, sem que isso acarrete prejuízo de construção ou de significado. Eis alguns exemplos: à/com exceção de, a/ em meu ver, a/com muito custo, em frente a/de, rente a/com, à/na falta de, a/em favor de, em torno a/de, junto a/com/de.

b) Com o verbo ter, usa-se “de” ou “que”, havendo ideia de obrigatoriedade ou necessidade: Tenho de/que viajar amanhã sem falta.

                                    Temos de/que terminar isto ainda hoje.

O “que”, neste caso, é uma preposição.

c) A preposição “de” faz parte do adjetivo superlativo relativo, indicando limitação de um grupo:

Ele é o mais exigente de todos os irmãos.

Você é o menos crítico do grupo.

Tipos de preposição como conectivos que vão cair na sua prova
Classificação de preposição
A preposição é um dos conectivos que vão cair na sua prova. Não confundir combinação, fusão e contração
combinação, fusão e contração

Questões comentadas

 

  1. (VUNESP / SEDUC SP Oficial Administrativo)

Na frase “… sendo obrigadas a excluir contas por suspeita de fraude.”, o termo em destaque forma uma expressão indicativa de

(A) finalidade.

(B) oposição.

(C) modo.

(D) origem.

(E) causa.

Comentário: O termo em destaque “por” transmite um valor de causa: “devido à suspeita de fraude”. Portanto, a alternativa correta é a (E).

Gabarito: E

 

  1. (CEPUERJ/ UERJ Técnico em Enfermagem)

Fragmento do texto: Até o dia 29 de agosto, as unidades da Secretaria Municipal de Saúde aplicaram 191.430 doses da vacina tríplice viral e 179.433 da VOP, que protegem, respectivamente, contra o sarampo e a poliomielite.

A classe das preposições pode assumir diversos valores semânticos, contribuindo para a compreensão do texto. No trecho “Até o dia 29 de agosto”, o uso da preposição expressa:

  1. a) finalidade
  2. b) oposição
  3. c) causa
  4. d) limite

Comentário: Preposições nocionais podem assumir diversos valores semânticos. No trecho destacado, o uso da preposição “até” marca um limite temporal: “Até o dia 29 de agosto”.

Portanto, a alternativa correta é a (D).

Gabarito: D

 

 

  1. (IADES / CRF-TO Assistente Administrativo)

Fragmento do texto: Nas farmácias, já há bastante tempo, os farmacêuticos estão autorizados a prestar serviços como acompanhamento do tratamento e educação em saúde. Eles também podem realizar procedimentos como aplicação de injetáveis, testes para dosagem de glicemia capilar, verificação de temperatura e de pressão arterial.

Julgue a afirmativa C como CERTA ou E ERRADA

A preposição sublinhada no trecho “testes para dosagem de glicemia capilar” (linhas 3 e 4) relaciona dois termos por meio da ideia de finalidade.

Comentário: A preposição “para” liga dois termos “testes” e “dosagem de glicemia capilar” para expressar um objetivo, um intuito; portanto, tem um valor de finalidade e a afirmativa está correta.

Gabarito: C

 

  1. (VUNESP / UNICAMP Administração)

O termo destacado na frase “Pois, se for para chegar lá, que seja para continuar usando algo mais nobre do que apenas os polegares.” forma uma expressão com sentido de

(A) finalidade.

(B) origem.

(C) modo.

(D) meio.

(E) causa.

Comentário: A preposição “para”, destacada na frase, expressa uma ideia de finalidade, “com o intuito de”, “a fim de”. Confirme:

Pois, se for para chegar lá, que seja a fim de continuar usando algo mais nobre do que apenas os polegares.”

Portanto a alternativa correta é a (A).

Gabarito: A

 

  1. (VUNESP / Câmara de Sertãozinho Escriturário)

O termo destacado na frase “Uma outra opção, recomendada pelo Instituto de Engenheiros Mecânicos, em um novo relatório, seria o uso de sacolas de roupas de malha para reter os fios.” expressa

(A) modo.

(B) meio.

(C) finalidade.

(D) tempo.

(E) lugar.

Comentário: O termo “para”, destacado na frase, expressa um sentido de finalidade, ou seja, “a fim de”. Confirme:

Uma outra opção, recomendada pelo Instituto de Engenheiros Mecânicos, em um novo relatório, seria o uso de sacolas de roupas de malha a fim de reter os fios.”

Desse modo, a alternativa correta é a (C).

Gabarito: C

 

  1. (VUNESP / Câmara de Serrana SP Técnico Legislativo)

Observe as frases seguintes:

  • O Museu da Língua Portuguesa ardeu em chamas.
  • Manter o padrão da Sala São Paulo em um país como o Brasil é quase um milagre.

A preposição “em” nessas frases assume, respectivamente, valor de

(A) modo e tempo.

(B) situação e lugar.

(C) modo e lugar.

(D) tempo e modo.

(E) modo e situação.

Comentário: A preposição “em”, na primeira frase, assume o valor semântico de modo, “ardeu como? Em chamas”.  Na segunda frase, “em” tem valor de lugar (um país).

Portanto, a alternativa correta é a (C).

Gabarito: C

 

  1. (VUNESP / Câmara de Serrana SP Analista Legislativo)

O termo “até”, em destaque nas frases: “… instituições como previdência e até democracia representativa podem entrar em colapso.” / “Até o começo do século 19, filhos eram um ativo econômico.” expressa circunstância de

(A) inclusão e de tempo, respectivamente.

(B) modo, em ambas as ocorrências.

(C) tempo e de modo, respectivamente.

(D) inclusão, em ambas as ocorrências.

(E) tempo, em ambas as ocorrências.

Comentário: Na primeira frase, o termo “até” expressa um valor de inclusão (“… instituições como previdência e inclusive democracia representativa podem entrar em colapso.”)

Na segunda frase “até” expressa uma relação de tempo: “Até o começo do século 19”.

Portanto, a alternativa correta é a (A).

Gabarito: A

 

  1. (CESPE/ PRF Policial Rodoviário Federal)

Fragmento do texto: Se prestarmos atenção à nossa volta, perceberemos que quase tudo que vemos existe em razão de atividades do trabalho humano.

Julgue a afirmativa C como CERTA ou E ERRADA

A locução “em razão de” (ℓ.2) expressa uma ideia de causa.

Comentário: A locução “em razão de”, destacada no fragmento do texto, significa causa, “por causa de”. Dessa maneira, a afirmativa está correta (C).

Gabarito: C

 

  1. (VUNESP / PAULIPREV Analista Previdenciário)

Fragmento do texto: O problema é que a Associação Psiquiátrica Americana

(APA) tem, desde 73, uma diretriz, conhecida como regra Goldwater, que autoriza profissionais a dividir com o público seu conhecimento técnico, mas considera antiético que deem opinião sobre pessoas que não tenham examinado. A regra foi reforçada em 2017. A ideia é evitar diagnósticos pela TV, bem como tornar mais robusta a separação entre psiquiatria e política.

O termo em destaque na frase “A ideia é evitar diagnósticos pela TV…” expressa ideia de

(A) meio.

(B) modo.

(C) causa.

(D) direção.

(E) finalidade.

Comentário: O termo destacado do texto expressa uma ideia de meio, pois se entende do texto que se utiliza o meio televisivo para fazer diagnóstico. Note que o texto alerta que isso deve ser evitado.

Portanto, a alternativa correta é a (A).

Gabarito: A

 

  1. (VUNESP / C.M. Dois Córregos SP Diretor Contábil)

Assinale a alternativa cujo termo para, em destaque, expressa ideia de finalidade.

(A)  A economia cresce encontrando soluções, em geral tecnológicas, para reduzir ineficiências…

(B)  Quem abandonou a roça foi para cidades, integrando a força de trabalho da indústria e dos serviços.

(C)  Esse processo pode ser cruel para com indivíduos que ficam sem emprego…

(D)  O mesmo vale para outros apetrechos que você possa ter, mas são subutilizados.

(E)   Dá para descrever isso como a destruição de riqueza.

Comentário: Nesta questão, a ideia é considerar “para” como finalidade, “com intuito de”, “a fim de”.

A alternativa (A) é a correta, pois entendemos que a economia cresce encontrando soluções, em geral tecnológicas, a fim de reduzir ineficiências.

Na alternativa (B), a preposição “para” tem sentido de destino.

Nas alternativas (C) e (D), a preposição “para” transmite uma noção de direcionamento.

Na alternativa (D), a preposição “para” transmite uma noção de consecução, de ser possível realizar.

Gabarito: A

 

  1. (VUNESP / IPSM Assistente de Gestão)

Fragmento do texto: O crescimento dos robôs colaborativos é a parte mais visível de uma transição que vem ocorrendo no mercado de trabalho no mundo todo. A mecanização das linhas de montagem e a automação de tarefas antes feitas por humanos vêm se acelerando nas empresas. A cada ano, mais 240 000 robôs industriais são vendidos no mundo e esse número tem crescido a uma taxa média de 16% ao ano desde 2010, puxado principalmente pela China. Atividades rotineiras nas fábricas, como instalar uma peça, hoje podem ser feitas usando máquinas como os braços robóticos de baixo custo.

Com o advento de novas tecnologias, como a inteligência artificial, os carros autônomos e a análise de grandes volumes de dados (o chamado big data), a expectativa é que as máquinas e os computadores passem a substituir outras tarefas que hoje só podem ser realizadas por pessoas. Já existem algoritmos que fazem a seleção de candidatos a vagas de emprego no recrutamento de empresas e também carrinhos autônomos que transportam produtos dentro de uma central de distribuição. Muito mais está por vir.

No parágrafo, a preposição em destaque em “Com o advento de novas tecnologias, […] a expectativa é que as máquinas e os computadores passem a substituir outras tarefas” forma uma expressão cujo sentido é de

(A)  tempo e poderia ser substituída por “Desde o advento de novas tecnologias”.

(B)  modo e poderia ser substituída por “Sob o advento de novas tecnologias”.

(C)  consequência e poderia ser substituída por “Perante o advento de novas tecnologias”.

(D)  conformidade e poderia ser substituída por “Segundo o advento de novas tecnologias”.

(E)   causa e poderia ser substituída por “Devido ao advento de novas tecnologias”.

Comentário: No parágrafo em questão, a expressão “Com o advento de novas tecnologias” tem um sentido de causa, motivado pela preposição “com”. Para termos certeza, podemos substituí-la por “devido a”:

Devido ao advento de novas tecnologias, […] a expectativa é que as máquinas e os computadores passem a substituir outras tarefas

Dessa maneira, a alternativa correta é a (E).

Gabarito: E

 

  1. (VUNESP / Prefeitura Barretos-SP Professor)

O termo destacado na frase – … é uma centenária loja de departamentos dos EUA que se celebrizou por jogar seus preços na lua… – forma uma expressão com sentido de

(A) modo.

(B) causa.

(C) origem.

(D) oposição.

(E) finalidade.

Comentário: A preposição “por”, neste contexto, tem um sentido de causa, pois podemos entender que o motivo de uma centenária loja de departamentos dos EUA se celebrizar foi jogar seus preços na lua.

Portanto, a alternativa correta é a (B).

Gabarito: B

 

  1. (CESPE / MPE PI Professor)

Fragmento do texto: Escrita, secreta e submetida, para construir as suas provas, a regras rigorosas, a investigação penal é uma máquina que pode produzir a verdade na ausência do réu.

A correção gramatical do texto seria prejudicada se o trecho “a regras rigorosas” (linhas 1 e 2) fosse substituído por sob regras rigorosas.

Comentário: No fragmento destacado, o adjetivo “submetida” rege a preposição relacional “a”. A afirmativa está certa porque, de fato, a substituição prejudicaria a correção gramatical.

Portanto, a alternativa é (C).

Gabarito: C

 

 

  1. (VUNESP / Câmara de Nova Odessa – SP Assistente Legislativo)

Fragmento do texto: O Twitter é igual ao bar da esquina de qualquer cidadezinha ou periferia. Falam o idiota da aldeia, o pequeno proprietário que se considera perseguido pela receita, o médico do interior amargurado por não ter conseguido o diploma de uma grande universidade, o passante que já bebeu todas.

O termo em destaque na frase – … o médico do interior amargurado por não ter conseguido o diploma de uma grande universidade… – expressa ideia de

  1. a) causa.
  2. b) modo.
  3. c) oposição.
  4. d) ausência.
  5. e) finalidade.

Comentário: O termo em destaque “por” transmite um valor de causa, ou seja “por causa disso”. Portanto, alternativa correta é a (A).

Gabarito: A

 

  1. (VUNESP / Câmara de Indaiatuba -SP Auxiliar Administrativo)

Leia o texto a seguir para responder a questão abaixo.

Mesmo com solavancos, a cada década o Brasil melhora um pouco nos principais termômetros que medem o patamar de desenvolvimento. Mas em um indicador específico o país patina de modo tão surpreendente e vergonhoso que ganhou destaque em um recente relatório do Fundo de População da ONU: a alta ocorrência de gravidez na adolescência.

A cada cinco mulheres que __________ no Brasil, uma não é adulta. A gravidez nessa etapa da vida custa caro ao país – em decorrência __________ fato de grande parte dessas mães_____  fora da escola e do mercado de trabalho e de os bebês nascerem privados __________ estímulos certos.

(Monica Weinberg, Veja, 15.11 2.017. Adaptado)

Em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto.

  1. a) engravidam … do … estar … de
  2. b) engravida … o … estarem … com
  3. c) engravidam … o … estarem … de
  4. d) engravida … do … estar … sob
  5. e) engravidam … o … estar … aos

Comentário: Essa questão cobra flexão de verbo, concordância e emprego de preposição relacional.

A primeira lacuna é preenchida por “engravidam”, pois se refere ao substantivo plural “mulheres”.

A segunda lacuna é preenchida por “do” (de+o), “em decorrência de algo”, pois se entende um valor de causa.

A terceira lacuna pode ser preenchida por “estar” ou “estarem”, tendo em vista que pode se referir tanto a “parte” quanto a “mães”.

A quarta lacuna é preenchida por “de”, quem nasce privado, nasce privado “de” alguma coisa e não “sob”.

Dessa maneira, a alternativa correta é a (A).

Gabarito: A

 

Quer praticar mais?

Assista ao vídeo de questões de preposição da banca VUNESP:

Assista ao vídeo de questões de preposição da banca FGV:

Conheça o meu sistema de questões. Basta clicar aqui!

Bom, com este artigo, espero ter ajudado você a entender a preposição como conectivo e isso vem caindo muito em prova!

Grande abraço!

Décio Terror

Não deixe de me seguir nas redes sociais:

Instagram: @decioterror

Youtube: Décio Terror