Terraplenagem ou Terraplanagem?

“Terraplenagem” e “terraplanagem” são palavras que apresentam o mesmo significado e referem-se ao conjunto de técnicas empregadas para modelar o terreno, geralmente em obras de engenharia civil.

Você já se deparou com a dúvida:

Terraplenagem ou Terraplanagem?

Terraplanar ou terraplenar?

Terraplena ou terrapleno

 

A Língua Portuguesa é rica em suas nuances, e uma questão que frequentemente gera dúvidas diz respeito à grafia dessas palavras.

No contexto da construção civil, as palavras “terraplenagem” e “terraplanagem” são frequentemente utilizadas, suscitando questionamentos sobre sua correta escrita.

Neste artigo, esclarecemos que ambas as formas são aceitas, representando uma variação gráfica que não exige a correção do termo.

 

Entendendo a variação gráfica:

“Terraplenagem” e “terraplanagem” são palavras que apresentam o mesmo significado e referem-se ao conjunto de técnicas empregadas para modelar o terreno, geralmente em obras de engenharia civil.

A variação gráfica dessas palavras não altera o seu significado, sendo, portanto, uma questão de preferência no momento da escrita.

 

Aceitação na Língua Portuguesa:

Ambas as formas são corretas e aceitas nos mais respeitáveis ​​dicionários da Língua Portuguesa e no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP). Há apenas variação gráfica.

 

Uso comum nos meios técnicos:

Profissionais da área e especialistas em construção civil frequentemente utilizam ambas as formas indistintamente.

Assim, a escolha entre “terraplenagem” e “terraplanagem” é apenas de uma preferência pessoal.

 

Qual a origem das palavras “terraplanagem” e “terraplenagem”?

Segundo o Dicionário Aurélio, as palavras “terraplanagem” e “terraplenagem” têm mesma origem (do italiano terrapieno). Ocorre apenas a variação gráfica e é acrescentado o sufixo “-agem”.

Ambas as palavras estão relacionadas às práticas de modificação do terreno, com o objetivo de adequá-lo a determinados usos, como construção de estradas, edificações, entre outros.

 

Definindo:

Consultando os mais respeitáveis dicionários, observa-se o significado das palavras abaixo:

Terraplenagem ou Terraplanagem: S.F.: processo de nivelamento e ajuste do terreno, muitas vezes envolvendo movimentação de terra para criar uma superfície mais plana e adequada para a construção.

Terraplanar ou terraplenar: V.T.D: executar a terraplenagem (variação: terraplanagem).

Terraplena ou terrapleno: S.F.: terreno resultante da terraplanagem. Terreno aplainado.

 

Conclusão:

Em resumo, a dúvida entre “terraplenagem” e “terraplanagem” é uma questão de variação gráfica e não representa um erro gráfico.

Ambas as formas são corretas, amplamente aceitas e utilizadas em meios técnicos. A escolha entre elas fica à escolha do redator, que pode optar por considerar mais adequado à sua preferência pessoal.

Portanto, ao redigir textos relacionados à engenharia civil, fique à vontade para utilizar “terraplenagem” ou “terraplanagem” conforme sua conveniência.

 

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Semana Nacional de Redação – Material

16/10 – Aula 1

Material: Baixe aqui!

https://www.youtube.com/watch?v=d58TVYQjCgs

 

 

17/10 – Aula 2

Material: Baixe aqui!

 

 

 

18/10 – Aula 3

Material de apoio das aulas no Youtube

Simulado 1 de Português.

Pegue o material de apoio aqui:

Simulado 20 junho 2026

 

O vídeo da aula é este aqui:

https://youtu.be/YYHSY-N5_ms

 

 

Aula 10/10 Quinta com Terror / Concurso Correios / Questões IBFC

Material de Apoio

 

Aula 19/09 Quinta com Terror / Concurso Correios / Questões IBFC

Material de Apoio

Aula 10/09 Prova Português TJ SP Escrevente 2024

Baixe a prova TJ SP 2024 aqui

 

Aula 05/09 Acentuação gráfica IBFC

1. Acentuação material de apoio

Confira a aula aqui:

 

Aula 03/09 Provas comentadas TJ SP

vunesp-2023-tj-sp-oficial-de-justica-prova

vunesp-2024-tj-sp-psicologo-judiciario-prova

Link da aula:

 

Aula 29/08 Significado de palavras banca VUNESP

24. Significado de palavras VUNESP material de apoio

Link da aula:

Aula 27/08 2 provas comentadas Português CEBRASPE

Prova 1 CEBRASPE Câmara de Maceió Apoio Administrativo

Prova 2 CEBRASPE Câmara de Maceió Analista Administrativo

 

Acesso a aula abaixo:

 

Aula 22/08 Quinta com Terror – Questões de pronomes

Material de Pronomes

 

 

Aula de 13/08 – Revisão CNU

Baixe o material 1 aqui

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A aula está disponível abaixo

22/02 – Português CEBRASPE:

Provas comentadas Português CNPQ e Prefeitura de Camaçari BA 2024

 

 

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Vícios de linguagem cobrados pela banca FGV: Pleonasmo e ambiguidade

Neste artigo vamos observar como os vícios de linguagem são cobrados pela banca FGV.

Primeiramente, vamos entender o que são os vícios de linguagem.

Conceito de vícios de linguagem

Vícios de linguagem são erros recorrentes ou inadequações na forma de se expressar por meio da linguagem.

Esses vícios podem ocorrer tanto na escrita quanto na fala e são considerados desvios das normas gramaticais e estilísticas que podem comprometer a clareza, a precisão e a correção da comunicação.

Os vícios de linguagem podem ser causados ​​pela falta de conhecimento das regras gramaticais, descuido na revisão do texto, influência de formas regionais de seleção, entre outros fatores.

Alguns exemplos de vícios de linguagem incluem cacofonia, ambiguidade, pleonasmo vicioso, solecismo, coloquialismo inadequado e uso inadequado de estrangeirsmos.

Mas nosso foco neste artigo são os vícios de linguagem cobrados pela banca FGV.

A banca normalmente cobra os seguintes:

Pleonasmo vicioso (redundância)

O pleonasmo vicioso é o uso desnecessário e redundante de palavras que não acrescentam nenhum valor adicional ao sentido já expresso no contexto, repetindo informações já contidas na frase.

Um exemplo de pleonasmo vicioso:

“Subir para cima”. Nesse caso, a expressão “para cima” é redundante, pois o verbo “subir” já indica a ideia de movimento na direção orientada à gravidade.

O pleonasmo vicioso pode ocorrer por diversos motivos, como hábitos linguísticos regionais, busca por ênfase exagerada, desconhecimento das regras gramaticais ou influência de construções coloquiais. Ele deve ser evitado em textos informativos, pois eles exigem a clareza e a elegância da comunicação.

Ambiguidade

Ambiguidade é uma situação linguística em que uma frase, expressão ou estrutura gramatical podem ser interpretadas de diferentes maneiras, resultando em mais de um significado possível.

Essa falta de clareza na interpretação pode gerar confusão e dificultar a compreensão do contexto.

Veja uxemplo de ambiguidade:

“Vi o homem com o telescópio.”

Nesse exemplo, a ambiguidade ocorre devido à falta de clareza sobre quem está usando o telescópio. Pode-se interpretar a frase de duas maneiras distintas:

  1. “Vi o homem que estava usando o telescópio.” (O homem estava usando o telescópio.)
  2. “Vi o homem através do telescópio.” (O observador estava usando o telescópio para enxergar o homem.)

A ausência de informações suficientes para determinar a interpretação correta torna essa frase ambígua, pois não é claro se o telescópio estava sendo usado pelo homem ou pelo observador.

Aula gratuita

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hiperônimo, hipônimo, merônimo, holônimo

Saiba a diferença entre hiperônimo, hipônimo, merônimo, holônimo e sua aplicação na linguagem.

 

Você sabe a diferença entre hiperônimo, hipônimo, merônimo, holônimo?

 

hiperônimo: palavra constituída do prefixo grego “hiper-”, que significa maior, geral.

hipônimo: palavra constituída do prefixo grego “hipo-”, que significa menor, específico.

holônimos: palavra constituída do radical grego “-holos-”, que significa completo, inteiro, total.

merônimos: palavra constituída do radical grego “-meros-”, que significa parte, porção.

 

Está parecendo que é tudo a mesma coisa, não é mesmo? Então vamos observar cada dupla de palavras para você entender direitinho.

 

Hiperônimo é palavra de sentido geral, mais abrangente. Já hipônimo é palavra de sentido mais específico. Assim, um hipônimo é um tipo, uma classe de um hiperônimo.

 

Vamos tomar como base a palavra fruta.

 

São vários os tipos de fruta, como laranja, abacate, maçã, limão. Assim, a palavra “fruta” tem valor mais abrangente (hiperônimo), e “laranja”, “abacate”, “maçã”, “limão” têm valor mais específico, por isso são hipônimos.

 

Da mesma forma, são vários os tipos de “verdura” (hiperônimo), como “alface”, “couve”, “espinafre”, “cebolinha” (hipônimos).

 

Dessa forma, entendemos que hipônimo é palavra de valor específico, menos abrangente, do que o hiperônimo.

 

Agora, vamos entender holônimo e merônimo:

 

Palavras merônimas são partes constituintes de uma palavra holônima.

 

Vamos nos basear na palavra “casa”. Dentro de uma casa, há quarto, sala, banheiro.

 

Assim, entendemos que quarto, sala, banheiro são elementos constituintes de uma casa. São partes de um todo. Com isso, as palavras quarto, sala, banheiro são merônimos, partes menores de um todo.

 

Vamos partir de outra palavra: fruta

 

Como vimos anteriormente, se falamos os tipos de fruta, como maçã, laranja, banana, goiaba, tais palavras são hipônimos e fruta é o hiperônimo.

 

Porém, se falamos as partes da fruta, como semente, casca, polpa, essas são partes constituintes de uma fruta, por isso são merônimos e fruta é holônimo.

 

Percebeu a diferença?

 

hiperônimo: fruta

hipônimos: maçã, laranja, banana, goiaba

holônimo: fruta

merônimos: semente, casca, polpa

 

hiperônimo: casa

hipônimos: casinha, casebre, mansão, barraco

holônimo: casa

merônimos: quarto, sala, cozinha, banheiro

 

Portanto, hipônimo tem sentido mais específico e é um tipo, uma classe em relação a uma palavra de valor mais abrangente: hiperônimo.

 

Já merônimo é parte constituinte de um holônimo.

 

Como isso é usado na linguagem?

 

Para evitar a repetição desnecessária de palavra, pode-se empregar os pares hiperônimo, hipônimo ou holônimo, merônimo.

 

Cuidado com o sentido das palavras. Veja a relação “escola” e “sala de aula” abaixo:

 

A escola é o lugar de aprendizagem. Não se evolui cognitivamente, se o aluno não estiver na sala de aula com acesso a livros, a professores, a interação com os outros.

 

A expressão “sala de aula” é merônimo, porque é parte da “escola”, seu holônimo. Veja: sala de aula não é um tipo de escola, por isso não é hipônimo. Ela é parte constituinte da escola, por isso é merônimo.

 

Veja outro exemplo com as palavras “casa” e “teto”:

 

Minha casa é pequenina, não tem jardim, mas é meu teto.

 

A palavra “teto” é merônimo, por ser parte de “casa”, seu holônimo.

 

Agora, vamos ver a aplicação dos hiperônimos e hipônimos:

 

Muitos comem maçã, porque dizem que é bom para a voz. Mas eu gosto da fruta mesmo porque é saborosa.

 

Note que “maçã” é um tipo de fruta, não é parte da fruta. Por isso, maçã é hipônimo de fruta.

 

Vejamos a palavra “sargento”.

 

O sargento percebeu que o problema se aprofundou. Por isso, o militar reagiu rapidamente a fim de conter a situação.

 

O substantivo militar tem caráter abrangente, pois sargento é uma patente de militar, como ocorre com soldado, cabo, subtenente, tenente, capitão, major, coronel.

 

Assim, militar é hiperônimo e sargento é hipônimo.

 

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Quais são os Valores da Palavra Como

Neste artigo, vamos falar sobre os valores da palavra como.

 

Você pode assistir a toda a explicação no vídeo abaixo:

Baixe aqui o material com as questões:

Valores da palavra como

 

 

Advérbio de intensidade:

Será advérbio de intensidade o vocábulo “como”, quando modificar verbo, adjetivo ou outro advérbio e puder ser substituído por “muito”, “bastante”, “demais”:

  Como você fala!

  Caramba! Como estou feliz!

 

Advérbio de modo:

Será advérbio de modo o vocábulo “como”, quando modificar verbo, adjetivo ou outro advérbio e transmitir o modo como algo ocorre:

  Como ele conseguiu vencer?

  Precisamos entender como eles trabalham.

 

 Expressão correlativa de adição:

As expressões correlativas de adição transmitem inclusão e o vocábulo “como” estará sempre com outro vocábulo, como “tanto…como”, “não só…como também”, “bem como”:

  Tanto a moça como o rapaz foram selecionados.

  Tanto estuda como trabalha.

  Não só a moça como o rapaz foram selecionados.

  Não só estuda como trabalha.

 

Pronome relativo:

Será pronome relativo o vocábulo “como” quando precedido da palavra “modo”, “maneira”, “jeito”:

  O modo como ela falou surpreendeu a todos.

 

Palavra denotativa de explicação ou exemplificação:

Será palavra denotativa de explicação ou exemplificação a palavra “como” quando equivaler às expressões a saber, isto é, por exemplo:

  Certas frutas como limão e laranja são ácidas.

 

Preposição acidental:

A palavra “como” será preposição acidental quando equivaler a “na qualidade de”, “na condição de”:

É tido como muito inteligente.

Como representante da turma, peço silêncio.

Discursou como presidente de turma.

 

Conjunção subordinada causal:

A palavra “como” será conjunção causal quando puder ser substituída por “já que”:

  Como estava doente, ficou em casa.

  Já que estava doente, ficou em casa.

  Ela disse que, como estava doente, ficaria em casa.

  Ela disse que, já que estava doente, ficaria em casa.

 Conjunção subordinada conformativa:

A palavra “como” terá valor de conformidade quando fizer subentender a expressão “de acordo com” ou puder ser substituída pela conjunção “conforme”

  Como fora combinado, o encontro será amanhã.

 

 Conjunção subordinada comparativa:

A palavra “como” terá valor de comparação quando fizer subentender o predicado ou a expressão “da mesma forma como”:

  Ele come como uma draga!

Isto é, ele come como uma draga come.

Isto é, ele come da mesma forma como uma draga come.

 

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Diferença entre causa e explicação em 5 dicas

Diferença sintática entre causa e explicação em 5 dicas

 

Sabemos que nem sempre será fácil diferenciar causa de explicação e, cá pra nós, muitas vezes cabem os dois valores mesmo!

Há situações em que a linha entre os dois é tão tênue que não se distinguem.

Mas há situações em que os dois valores não se confundem e nesses você não pode vacilar. São justamente esses que caem em prova!

 

Quando trabalhamos as orações coordenadas explicativas e subordinadas causais, vemos que normalmente as bancas cobram o elementar, por exemplo, se há uma oração iniciada pela conjunção “porque”, a banca deixa nas alternativas causa ou explicação, evitando inserir os dois valores nas alternativas.

 

Mas a gente sabe que banca está aí para dificultar a vida do concurseiro, por isso vou mostrar abaixo, em 5 dicas, a diferença entre causa e explicação:

Você também pode ver esse conteúdo na minha aula específica da diferença entre causa e explicação no vídeo abaixo:

 

 

Dica 1:

 

A explicação ameniza uma ordem anterior ou necessidade, obrigação:

Estudem, pois o dia da prova está próximo.

Devemos estudar, pois o dia da prova está próximo.

É importante estudar, pois o dia da prova está próximo.

Precisamos estudar, pois o dia da prova está próximo.

 

Assim, após um imperativo “Estudem”, é natural inserirmos uma oração coordenada explicativa para amenizar essa ordem, soando agora como motivação, conselho!

Isso se estende também a qualquer processo verbal que transmita a ideia de obrigação, necessidade, dever, como se nota no segundo, terceiro e quarto períodos acima.

 

Esta é uma dica elementar. Se na prova houver a construção acima, só cabe explicação e você já mata a questão.

 

Dica 2:

 

A explicação esclarece um entendimento, uma hipótese, uma opinião anterior. Além disso, sempre se posiciona após outra oração:

Deve ter chovido, pois as ruas estão alagadas.

 

A oração coordenada explicativa sempre se posiciona após a outra oração. Tal oração nunca se antecipa como ocorre com as subordinadas adverbiais. Assim, numa construção que gere dúvida, percebendo que a oração com conectivos, como “porque”, “pois”, “porquanto”, está antecipada, já sabe que é adverbial causal.

Dica 3:

 

A explicação pode não ser iniciada com conjunção e assim ser separada por vírgula, dois-pontos, travessão ou ponto final:

Entendo que a transferência de renda dignifica o necessitado, põe comida na mesa.

Entendo que a transferência de renda dignifica o necessitado: põe comida na mesa.

Entendo que a transferência de renda dignifica o necessitado – põe comida na mesa.

Entendo que a transferência de renda dignifica o necessitado. Põe comida na mesa.

 

Como a explicação vista aqui é coordenativa, é natural que ela possa ser assindética, isto é, sem conjunção. Sendo assim, tal oração pode ser precedida de vírgula, dois-pontos, travessão e ponto final. É a chamada pontuação expressiva.

 

Dica 4:

A causa ocorre temporalmente antes da outra oração:

 

Aquele candidato passou em primeiro lugar, porque estudou muito.

 

A causa é a origem dee um fato. Assim, ela ocorre temporalmente antes.

No exemplo acima, note que, primeiramente, a pessoa estuda. Esse estudo leva à aprovação, que é a consequência.

 

Dica 5:

 

A causa pode ser deslocada para antes da outra oração:

 

Já que voltou a exportar consideravelmente, o Brasil melhorou seu desempenho.

 

Vimos anteriormente que a oração coordenada explicativa não pode se antecipar. Já a adverbial causal sim.

 

Bom, agora que vimos os aspectos principais, é hora de você praticar comigo!

Vou deixar as questões abaixo e você confere no vídeo abaixo a resolução das questões ok?

 

1. (Unesc / Prefeitura de Criciúma – SC Auxiliar em Farmácia 2023)

A atividade física é importante ‘porque não há tratamento curativo para a neurodegeneração’.

A expressão em destaque trata-se de uma oração:

A) Coordenada assindética.

B) Coordenada sindética explicativa.

C) Coordenada sindética conclusiva.

D) Subordinada adjetiva restritiva.

E) Subordinada adverbial temporal.

Gabarito: B

 

2. (Prefeitura de Fortaleza – CE  Professor 2023)

A gramática tradicional sentencia que o elo semântico interoracional da explicação se estabelece por meio da coordenação, entretanto há exemplos em que a explicação e a causa, a qual ocorre, em nível interoracional, pela subordinação, situam-se em pontos limítrofes. Assinale o período em que tal condição limítrofe está contida.

A) Prefira as verdades amargas às mentiras doces, porque estas simulam a realidade.

B) O mundo há de ser um lugar de paz, porque a guerra destruirá a humanidade.

C) Não se devem comprar pessoas, porque tal produto sempre está estragado.

D) Os homens são imperfeitos, porque a perfeição não existe.

Gabarito: D

 

3. (IBADE / TJ-RS Oficial de Justiça Estadual 2022)

Um político francês declarou o seguinte: “Eu respeito o direito de as mulheres terem sua profissão, mas acho que a profissão de mãe de família deve ser remunerada, é uma missão de saúde pública”.

A última oração desse pequeno texto – é uma missão de saúde pública – traz a ideia de uma:

A) hipótese.

B) causa.

C) consequência.

D) finalidade.

E) explicação.

Gabarito: E

 

4. (Consulplan / Câmara de Unaí-MG Consultor Legislativo 2022)

“Percebe-se que o conceito de cidadania está em permanente construção, pois a humanidade se encontra sempre em luta por mais direitos, maior liberdade e melhores garantias individuais e coletivas.” (6º§)

Considerando as relações sintáticas do período anterior, pode-se afirmar que integra sua composição:

A) Oração coordenada conclusiva.

B) Oração coordenada explicativa.

C) Oração subordinada conclusiva.

D) Oração subordinada adverbial causal.

Gabarito: B

 

5. (Aeronáutica / EEAR Sargento 2020)

Assinale a alternativa que apresenta em destaque oração coordenada explicativa.

A) “Gato que brincas na rua/ Como se fosse na cama,/ Invejo a sorte que é tua/ Porque nem sorte se chama.” (Fernando Pessoa)

B) “Fui por ali dentro, sem arder, porque as almas são incombustíveis.” (Machado de Assis)

C) “Ema experimentava uma sensação de vingança. Pois não sofrera já bastante? (Gustave Flaubert)

D) “―— A bênção não senhor, que eu nunca mais lhe tomo a bênção.” (Rachel de Queiroz)

Gabarito: D

 

6. (CEBRASPE / PO-AL Auxiliar de Perícia 2023)

Fragmento do texto: Com efeito, o tom geral daqueles que defendem essas exposições apela para a utilidade educativa de se usarem corpos humanos reais, dissecados e modelados, em posições didáticas, pois essa técnica possibilita o acesso a “espécimes” cuja riqueza de detalhes e de informações era antes acessível apenas aos anatomistas.

Estariam mantidas a coerência e a correção gramatical do texto se, no último período do texto, a conjunção “pois” fosse suprimida e, em seguida, a vírgula empregada após “didáticas” fosse substituída por dois-pontos.

Gabarito: C

 

 

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A banca FGV realmente acredita que existe o substantivo PERCA?

A banca FGV realmente acredita que existe o substantivo PERCA?

Uma prova da banca FGV (SEFAZ-MG 2023) admitiu que existe o substantivo “perca”.

Mas vamos entender isso?

A questão foi a seguinte:

 

(FGV / SEFAZ MG Auditor Fiscal 2023)

As frases a seguir mostram orações reduzidas, que foram (I) nominalizadas ou (II) modificadas para orações desenvolvidas.

Assinale a opção em que isso não foi feito de forma adequada.

(A)  Não se pode descobrir novas terras sem aceitar perder de vista a costa por um longo tempo. / (I) sem a aceitação; (II) sem que se aceite.

(B)  Não se pode descobrir novas terras sem aceitar perder de vista a costa por um longo tempo. / (I) sem a perca; (II) sem que se perca.

(C)  A viagem da descoberta consiste não em achar novas paisagens, mas em ver com novos olhos. / (I) no achado de; (II) em que se ache.

(D)  A viagem da descoberta consiste não em achar novas paisagens, mas em ver com novos olhos. / (I) na visão; (II) em que se veja.

(E)  Errar é humano, mas é preciso um computador para realmente pisar no tomate. / (I) uma pisada real; (II) que realmente se pise.

 

Para entendermos o contexto, é importante comentarmos a questão toda, ok?

A questão pede a transformação do verbo sublinhado e em negrito por uma forma nominal (substantivo) e por uma oração desenvolvida, isto é, uma oração com conjunção e verbo conjugado em modo e tempo verbal.

Esta é uma questão polêmica, porque a banca deu como única alternativa inadequada a (C).

Nesta alternativa, é certo que o verbo “achar” pode tornar-se o substantivo “achado”. Assim, a expressão “em achar novas paisagens” pode ser nominalizada assim: no achado de novas paisagens.

Porém, na transformação numa oração desenvolvida, o verbo transitivo direto “ache” recebeu o pronome “se”, o qual, neste contexto, passa a pronome apassivador, e o termo seguinte plural “novas paisagens” é o sujeito paciente, com o qual o verbo deve concordar: em que se achem novas paisagens.

Assim, realmente a alternativa (C) está inadequada.

Porém, esta não é a única alternativa inadequada.

 

A alternativa (A) também está errada, pois a tranformação do verbo transitivo “aceitar” em substantivo abstrato torna tal substantivo também transitivo, isto é, ele exige o emprego da preposição “de”: aceitação de.

Assim, a forma correta nesta alternativa deveria ser:

 

Não se pode descobrir novas terras sem aceitar perder de vista a costa por um longo tempo. / (I) sem a aceitação de; (II) sem que se aceite.

 

Mesmo a banca admitindo a alternativa (B) como correta, ela também está errada, pois não existe, na linguagem culta, formal, o substantivo “perca” como derivado do verbo “perder”.

Veja que o verbo “perder” está sublinhado e a banca FGV admitiu a troca “sem perder” por “sem a perca”:

 

Não se pode descobrir novas terras sem aceitar perder de vista a costa por um longo tempo. / (I) sem a perca; (II) sem que se perca.

 

Bom, logicamente, os candidatos entraram com recursos orientados por diversos professores, inclusive eu.

O argumento utilizado foi simplesmente que o substantivo “perca” não é derivado do verbo “perder”. Assim, o ideal seria “perda”.

A banca respondeu a um de nossos alunos da seguinte forma:

“O gabarito oficial foi mantido, pois há um erro de concordância na opção do gabarito; a forma “perca” está registrada como substantivo feminino no Vocabulário ortográfico da Língua Portuguesa, publicado pela Academia Brasileira de Letras, na página 628; a forma “perda” é outra forma possível para o mesmo substantivo.” (resposta da banca FGV em recurso)

 

A banca assim entende que a alternativa (C) realmente estava errada, devido àquele problema na concordância. Assim, o correto seria em que se achem novas paisagens.

Em seguida, a banca informa que “a forma ‘perca’ está registrada como substantivo feminino no Vocabulário ortográfico da Língua Portuguesa, publicado pela Academia Brasileira de Letras, na página 628“.

Realmente está registrado. Veja:

 

Na imagem à esquerda, você vê o que está previsto no VOLP (Vocabulário ortográfico da Língua Portuguesa). Por ser um vocabulário, ele apresenta apenas a palavra e sua classificação: PERCA Substantivo feminino (SF).

Porém, na imagem ao centro (Dicionário Aurélio), notamos o primeiro sentido desse substantivo, o qual tem relação com a ZOOLOGIA. Assim, não tem qualquer relação com o verbo “perder”, como se pede na questão.

Na imagem à direita (também do Dicionário Aurélio), o substantivo “perca” é realmente derivado do verbo “perder”, mas tal dicionário informa que esse vocábulo é um registro da linguagem popular, coloquial. Mas a questão faz referência à adequação à norma culta.

Portanto, isso tudo nos comprova que a banca simplesmente rebateu o recurso sem fundamento na justificativa, pois comprovamos que a forma “perda” é a única adequada à norma culta como derivada do verbo “perder”.

Analisando com calma, você percebe tranquilamente que as alternativas (D) e (E) estão corretas.

 

Bom, então o que eu percebo disso como professor?

A resposta da banca ao recurso do candidato foi infundada, pois realmente não existe registro culto do substantivo “perca” e confirmamos isso com o substantivo “PERCA” no campo da zoologia (sem ter qualquer relação com o verbo “perder”) e no registro popular, coloquial, o que desvia do pedido da questão, pois se falou sobre a linguagem adequada. E todos nós sabemos que a adequação pedida em prova deve se dar à norma culta, a não ser que a questão mencionasse o registro popular.

É aquela velha máxima que eu sempre digo aos meus alunos: “banca também erra”.

 

E você aluno, o que deve pensar?

Ignore esta questão mal feita e siga em frente.

É bom também se lembrar que “banca também erra”.

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Recurso Português MARINHA SMV RM2 2023

recurso português marinha
Neste artigo, vamos falar de Recurso Português Marinha SMV RM2 2023 Oficiais.

Recurso Português SMV RM2 2023 Oficiais da Marinha

A prova de Português SMV RM2 2023 Oficiais da Marinha foi aplicada no domingo, dia 5 de fevereiro de 2023, e o prazo de recurso termina no dia 10 de fevereiro, por isso artigo vai ajudar você a formular o recurso contra algumas questões elencada abaixo.

Veja abaixo as razões pelas quais você deve pedir recurso contra as questões 8, 11, 17 e 18.

Questão 8 – Português SMV RM2 2023

Analise as afirmativas abaixo.

I –   Com o avanço da tecnologia, as bibliotecas tornaram-se desnecessárias e os livros físicos, obsoletos.

II –   A Biblioteca de Alexandria, devido à sua missão, foi o único meio, ao longo da história, que conseguiu reunir tão grande quantidade de livros (700 mil exemplares).

III –   Mesmo com a criação do Kindle, as bibliotecas físicas fazem jus ao seu respeito de outrora, em virtude do seu poder gerador.

IV-   Uma das diferenças entre as bibliotecas e os dispositivos virtuais é que os livros físicos, além de não serem mortos, podem ser salvadores.

Assinale a opção correta.

(A) Apenas as afirmativas I, II e III são verdadeiras.

(B) Apenas as afirmativas II, III e IV são verdadeiras.

(C) Apenas as afirmativas II e IV são verdadeiras.

(D) Apenas a afirmativa III é verdadeira.

(E) Apenas a afirmativa IV é verdadeira.

Gabarito preliminar: E

Recurso: Ao apontar que a alternativa (E) é a correta, observa-se que a banca elegeu a afirmativa IV como correta, isto é, que “uma das diferenças entre as bibliotecas e os dispositivos virtuais é que os livros físicos, além de não serem mortos, podem ser salvadores”. Porém, o próprio texto, no último parágrafo, afirma que os livros físicos são pedaços de História e devem ser conservados, porque podem desaparecer, isto é, “morrer” figurativamente. Veja:

“Quem tiver uns livros em casa, guarde-os. Se você ainda ama os livros, de fato, conserve-se. São pedaços de História. Podem desaparecer. Podem também salvar.”

Assim, também a afirmativa IV está errada e a questão deve ser anulada por não haver alternativa correspondente.

 

Questão 11 – Português SMV RM2 2023

Assinale a opção que apresenta a mesma classificação sintática do trecho destacado na sentença: “A leitura é a nossa arma de combate.” (4°§).

(A) Eu serei você amanhã.

(B) João Carlos deixou Maria triste.

(C) Os meninos ficaram felizes.

(D) Nós somos dez lá em casa.

(E) A taça é de cristal.

Gabarito preliminar: B

Recurso: Nesta questão 11, claramente houve erro na digitação por uso indevido do vocábulo “mesma” no pedido da questão. Era para ter sido usada a palavra “diferente” (classificação sintática diferente): Assinale a opção que apresenta a classificação sintática diferente do trecho destacado na sentença: “A leitura é a nossa arma de combate.” (4°§).

Note que “a nossa arma de combate” é o predicativo do sujeito, como ocorre nos termos sublinhados das alternativas (A), (C), (D) e (E).

Porém, a banca elegeu como gabarito a alternativa (B), a qual apresenta o termo “triste”, que é o predicativo do objeto direto.

Assim, fica patente que a questão tinha a intenção de pedir o termo diferente do sublinhado no comando da questão, e não o mesmo.

Assim, deve-se pedir a anulação desta questão.

 

Questão 17 -Português SMV RM2 2023

Assinale a opção em que as palavras retiradas do texto estabelecem relação de hiperônimo e hipônimo.

(A) “velha” e “estante”.

(B) “papel” e “formato digital”.

(C) “enciclopédias” e “Britannica”.

(D) “livros” e “e-books”.

(E) “tecnologia” e “tempo”.

Gabarito preliminar: C

Recurso: É certo que “Britannica” é uma das “enciclopédias”, por isso realmente a alternativa (C) responde ao comando da questão.

Porém, a alternativa (D) também responde ao comando da questão pois o texto mostra que há tipos de livros: os físicos, os e-books e o kindle. Assim, “livros” é o termo geral e “e-books” é um dos termos específicos, sendo o primeiro hiperônimo e o segundo hipônimo, nesta ordem.

 

Questão 18 – Português SMV RM2 2023

Em “Livros de referência e o formato digital foram, sem dúvida, feitos uns para os outros, mas o mesmo não se pode dizer de todos os livros, indistintamente.” (4°§), as vírgulas foram utilizadas corretamente. Assim, assinale a opção em que o emprego da vírgula também está correto.

(A)  Quem lê muito, conta com bons resultados, já quem procrastina, conta com maus resultados.

(B)  As corretas orientações sobre a prova de amanhã, o professor procurou lhes dar?

(C)  Ficaram tristes com as notas das provas de sociologia e filosofia, os doutorandos e graduandos.

(D)  Todos os alunos da faculdade foram convidados, por aquele orientador para a festa.

(E)  O professor explicou matemática que, é minha maior dificuldade, categoricamente.

Gabarito preliminar: B

Recurso: Na realidade, todas as alternativas estão erradas.

Na alternativa (B), parece haver um objeto direto pleonástico, mas, analisando mais detidamente, observa-se que não. Isso porque o verbo “dar” é transitivo direto e indireto, “lhes” é o objeto indireto e o objeto direto é o termo antecipado “As corretas orientações sobre a prova de amanhã”.

Na ordem direta, seria assim:

O professor procurou lhes dar as corretas orientações sobre a prova de amanhã?

Como sabemos que o objeto direto não pode ser separado por vírgula (a não ser quando está pleonástico), não cabe vírgula nesta oração.

Para que tal oração estivesse correta com vírgula, deveríamos transformar o pronome átono (objeto indireto) em objeto direto pleonástico da seguinte forma:

As corretas orientações sobre a prova de amanhã, o professor procurou as dar?

Assim, deve-se pedir anulação da questão.

 

Veja o comentário de toda a prova no seguinte link:

 

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Grande abraço!

Professor Décio Terror

Análise da prova de Português INSS

Neste artigo eu vou comentar para você a prova de Português INSS, fazendo uma análise do que caiu em relação ao que estava previsto no edital.

Primeiramente, baixe a prova no link abaixo:

 

cespe-cebraspe-2022-inssProva Conhecimentos Básicos – 2022

 

O gabarito preliminar de Português é o seguinte:

 

1 E  2 E  3 E  4 C   5 E

6 C  7 C  8 C  9 E  10 E

11 C  12 C  13 E  14 E

 

 

Assista ao vídeo da análise da prova de Português INSS:

 

 

Simulado Português padrão CESPE/CEBRASPE

Baixe aqui o Simulado Português padrão CESPE/CEBRASPE

Simulado de Português Décio Terror exclusivo QConcursos sem gabarito

 

Assista à correção aqui:

Recurso contra Gabarito Português BRB 2022

Há possibilidade de recurso contra Gabarito Português BRB 2022.

Olá, pessoal!

Sou o professor Décio Terror e já de antemão gostaria de deixar abaixo a prova BRB 2022 e o gabarito.

Vamos tomar por base a prova de número 201.

Baixe a prova aqui

Baixe o gabarito aqui.

Veja o que estava previsto na prova de Língua Portuguesa no edital BRB 2022:

ANEXO I – CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
(A) CONHECIMENTOS GERAIS
1 LÍNGUA PORTUGUESA. 1 Compreensão e intelecção de textos. 2 Tipologia textual. 3 Ortografia. 4 Acentuação gráfica. 5 Emprego do sinal indicativo de crase. 6 Formação, classe e emprego de palavras. 7 Sintaxe da oração e do período. 8 Pontuação. 9 Concordância nominal e verbal. 10 Colocação pronominal. 11 Regência nominal e verbal. 12 Equivalência e transformação de estruturas. 13 Paralelismo sintático. 14 Relações de sinonímia e antonímia.

 

A questão 1 tem o seguinte comando:

“Quanto aos aspectos de função de linguagem, assinale a alternativa correta.”

Só conseguiria matar a questão quem tive estudado esse conteúdo, o qual não estava previsto no conteúdo programático do edital, como você pode observar acima.

A banca não pode alegar que a questão aborda somente os itens 1 e 2 (“Compreensão e intelecção de textos. Tipologia textual”), únicos focados na textualidade. O assunto cobrado na questão é “Funções de Linguagem”, o qual não está previsto no conteúdo e deve ser contestado.

Não deixe de entrar com recurso. Isso é um direito seu. A banca extrapolou o conteúdo previsto.

Meus amigos, há possibilidade de recurso contra Gabarito Português BRB 2022. Não deixem de contestar.

Veja o comentário da prova aqui: